Dia do designer

Não interessa se a sua tia-avó não sabe o que você faz, contanto que você, seu chefe e seus clientes saibam. Inclusive duvido que as tias-avós, irmãs e cunhados de cientistas físicos ou biomoleculares saibam (também duvido que eles e vangloriem disso). Não interessa se o padeiro virou bread-designer. Importante é você (designer) não agir como um padeiro. Se tem o micreiro que faz site ou folder por um décimo do que você cobra não tem problema. É com ele que você brigar no mercado de trabalho? Não deveria.

O cliente quer o neto dele no logo da construtora? Depois de argumentar e explicar os prejuízos você só tem dois caminhos a seguir: Ou você larga o job ou faz o melhor “neto-no-logo” que puder.

Toda vez que é Dia Nacional do Designer tudo que eu vejo e ouço são as mesmas ladainhas: Piadas com a profissão, arrogância nos comentários, presunção ou até ignorância. Nada disso. Ora, o ano todo é tão difícil que será que até no nosso dia devemos exaltar tais supostas características? Acho que não. Hoje deveria ser o dia que você relembra o último super-projeto que deu certo, a sacada que seu colega teve na hora de entregar aquele logo que parecia interminável, o retorno feliz que o cliente deu depois que apresentou o site num simpósio, o sorriso aprovador que a dona da loja fez quando viu o folder pronto, o telefonema que rendeu um job via indicação que você nem sonha quem possa ser ou simplesmente lembrar que você é feliz na sua profissão e que a valoriza a cada dia que passa.

É assim pelo menos que eu vou comemorar o 5 de novembro. Parabéns pra você que, da mesma maneira que eu, gosta de ser designer.