Cartazes “fique em silêncio” da Segunda Guerra Mundial

Não somente nos Estados Unidos mas também em diversos outros países, durante a Segunda Guerra Mundial, o trabalho de design era usado para informar que era “melhor pra saúde” tomar cuidado com o que era falado por aí e que algum vacilo poderia custar vidas. O resultado desse trabalho eram cartazes bem interessantes com belas composições e ilustrações muito bem feitas:

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Esses e muitos outros cartazes da Segunda Guerra Mundial podem ser encontrados no Virtual Library e baixados grátis em alta qualidade.

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Morte aos Papagaios [Gustavo Piqueira]

O nome inusitado do livro e nenhuma vez a palavra DESIGN escrita na capa já começam a mostrar como “Morte aos Papagaios” é ousado e extremamente peculiar. Inclusive, jamais seria encontrado se dependêssemos apenas de SEO. Depois de lê-lo, entendi perfeitamente quando Chico Homem de Melo usou “o autor não está para brincadeiras. […]. Se pensarmos que um livro deve, antes de tudo, estimular a reflexão e mesmo a discordância, o leitor tem em mãos um prato cheio” na quarta capa para defini-lo.

Gustavo se refere a “papagaio” como os designers que não têm opinião alguma, buscam opiniões prontas e vivem as repetindo. Os que lêem design, vão à exposições de design e mesmo assim, fecham os olhos e seguem falando as “papagaices” por aí. Não somente o nome do livro é bem-humorado, mas também os capítulos, que conta com nomes como “Mike Turbo”, “Meia Renoir, meia Perupiry” ou então “Prince Street e a Machadinha”. E acredite, todos eles terão relação com o que você pensa e o que faz como designer.

Não é um livro para ganhar técnicas de design, tampouco para saber as tendências ou encontrar conhecimento erudito. É um livro sobre design gráfico como um todo, onde o autor (da Agência Rex, em São Paulo), fala sobre suas experiências no seu cotidiano, sua estada por quatro anos como Diretor da ADG (Associação dos Designers Gráficos) e tenta quebrar paradigmas (ou coisas que não deveriam, mas que viraram paradigmas) do design. Um dos capítulos que achei mais interessante é o que Gustavo questiona e opina sobre a “identidade nacional”, assunto que rende eternas conversas em cursos de design e listas de discussão.

Eu achei que o autor viaja um pouco quando começa a falar dos graffites na rua ou então questiona seu estagiário porque ele ouve a banda Jota Quest, mas sou muito chato, então releve isso que escrevi 🙂

Identifico bastante meus textos “Dia do designer” e “Como os micreiros prejudicam os designers” com algumas passagens de “Morte aos Papagaios”.

Alguém já leu pra opinar? Ah, agradeço meu primo Adriano Vespa pela indicação.

Infográfico: Como os micreiros prejudicam os designers

Eu até gostaria de colocar um belo info aqui, cheio de ilustras bacanas e texturas minunciosamente bem feitas. Tudo com o acabamento mais incrível que já fiz. Não coloquei porque não achei esses valores comparativos. Nem gráficos. Nem tabelas. Nem números.  Nunca tem nada. São centenas de pessoas reclamando por algo que, até hoje, nunca vi uma prova sequer.

Bem me lembro que durante meu curso superior de Design Digital alguns professores falaram e teve até um que deu um texto para ser interpretado, que atacava os micreiros (no texto eles chamavam “sobrinhos”) e basicamente falava que eles eram o pior terror para a profissão do designer. Pois é… E cadê a prova disso tudo?

Pra mim é tudo balela. Se eu estiver errado, então me prove com números. Os micreiros ficam lá, os designers ficam cá. Tem sempre um que fala “Ah, mas eles tiram meu emprego”. Tiram, é? Quantas vezes a Agência Click, por exemplo, contratou um micreiro pra fazer suas peças que concorreriam ao Cannes? A AlmapBBDO trouxe um grupo de micreiros pra conseguir a conta de algum cliente importante? A Editora Globo terceirizou micreiros pra fazer a identidade da revista X ou Y? Não, né? Então… Talvez o micreiro tenha feito por R$ 325,00 o site da papelaria que tem perto da sua casa (até porque eles não teriam os 2 ou 3.000 que você cobraria para fazê-lo). Talvez o sobrinho do amigo tio que sabe mexer no Corel Draw tenha cobrado R$ 8,50 pra fazer o cartaz de “Vende-se ovos” para a quitanda da amiga da sua tia. É com esses caras que você quer competir no mercado? É esse tipo de trabalho que você quer? São esses os caras que você compete numa entrevista? Ah, bom…

Micreiros x Postura profissional: Quem (ou o que) prejudica mais a profissão?

Muitas vezes me questiono da posição do designer dentro de uma empresa. Sempre me lembro de um passado remoto, quando eu era office-boy, junto de outros oito ou nove adolescentes. Pra eles não bastava ser office-boy, também era necessário se portar como. Todas as gírias de periferia possíveis, roupas largas e extravagantes, boné de basquete norte-americano, pouca cautela pra falar… Enfim. E não era da natureza deles, não. Era algo que contagiava quem começasse a trabalhar lá (e também nas outras empresas dos prédios ao redor). Por que será que nenhum deles pegaria aquela vaga de auxiliar de escritório? Porque a vaga não é pra alguém assim. Ah, nada contra as vestimentas, não. Mas acredito que elas devam ser de acordo com o tipo de negócio que você trabalha. Nesse caso, uma seguradora, cheia de regras e de bancos importantes como clientes principais e um povo de terno sempre ao redor. Não esperava que os meninos fossem trabalhar de fraque, apenas não acho interessante ir vestido como se vai para o clube no final de semana praticar esportes. Ah, é evidente que não estou exemplificando baseado em funcionários numa agência ou empresa descolada, que permitem e promovem essa casualidade (extremamente saudável e indicada) na aparência.

Da mesma forma que os estagiários de todos os lugares que trabalhei que se comportavam como estagiários NUNCA foram efetivados.

Dúvidas: Será que não falta para a profissão se preocupar com a NOSSA postura profissional invés de fazer o mesmo pela postura de um micreiro que nem sabe porque ele não é designer? Quão contente um gerente de marketing fica com explicações do tipo “NÃO DÁ pra mudar porque estou usando uma referência direta aos estudos de gestalt do objeto da Deutscher Werkbund”? Inclusive tem gente que fica sem resposta se as frases prontas “Não dá”, “Não tem como” e “É impossível” sumirem da Língua Portuguesa. O designer precisa ser o solucionador de problemas, não o causador de outros.

Designers mendigos

Ocasionalmente pelo Orkut eu encontrei uma comunidade chamada “Designers mendigos”, onde na descrição tinham coisas como “Se você tem 22 anos, está formado e não tem perspectiva de comprar um carro por conta do salário aqui é seu lugar”. Ok, ok, sei que sou ranzinza pacas. Sei que até pode parecer engraçado, mas mesmo que algumas vezes isso possa ser verdade, quanto será que uma coisa dessas ajuda as pessoas de fora a olharem para a profissão de designer de maneira digna (já que nem quem é designer olha)? Engraçado é que não tem nenhuma comunidade de “neuro-cirurgiões mendigos”, nem “vendedores de loja de shopping mendigos”, nem “frentistas de posto de gasolina mendigos”, nem marketeiros, nem programadores. E a comunidade tá lá, com mais de mil e duzentas pessoas. A comunidade brasileira de tipografia que tem mais membros não passa da casa dos três mil, ou seja, um terço desse valor se identifica designer mendigo (claro, não necessariamente os membros dessa comunidade, só estou comparando os valores). É curioso pensar que não gostamos de micreiros porque eles sujam nossa profissão e denigrem nossos valores, mas se comparar a mendigos não tem problema, né?

Só pra fechar

Quero deixar bem claro que não sou satisfeito com o que o mercado paga para os designers. Tampouco acho que nem os clientes nem nossos chefes tratam nossa profissão com a seriedade que deveriam. Mas também acho que muito disso não se deve apenas aos micreiros, sobrinhos nem a toda a turma deles. Se a cabeça de quem faz parte do grupo “prejudicado” não muda, mais complicado ainda mudar o pensamento de quem está apenas assistindo de fora. Nos últimos três anos quantas entrevistas em programas de talk-show foram com designers que fizeram algo grandioso pela sociedade? Quantos projetos de melhorias para o país foram idealizados por designers? Quantos designers você conhece que se envolvem com projetos para ONGs ou OSCIPs? Pois é… Que coisa, não?
Corcorda? Discorda? Não tem problema. Se design é projeto, como diria o Mestre Alexandre Wollner, ele pode ser fortalecido pelas discussões. Então comenta aí!

Pensar com tipos [Ellen Lupton]

Capa de Pensar com tipos, de Ellen Lupton

Falar que Pensar com tipos é o livro que aborda tipografia com mais profundidade não é verdade. A grande vantagem de mais um livro maravilhoso da Ellen Lupton é a refrescada que ele dá na cabeça em conceituar e exemplificar diversos pontos da tipografia, como formação do tipo em específico, os “faça” e “não faça” e muitas outras questões, com exercícios para praticar ao final cada capítulo. Tudo (tudo mesmo!) é muito bem ilustrado e dá pra devorar todo o livro quase sem perceber. Como de costume, Ellen Lupton mantém seu estilo didático com linguagem simples. Um detalhe interessante é que o “Pensar com tipos” tem várias cores na tipografia da capa. Isso é possível porque a capa é (mesmo!) feita com tipos móveis.

O sumário do livro:

Sumário de Pensar com tipos, de Ellen Lupton

Alguns exemplos de conteúdo das páginas internas:

Exemplo de página de Pensar com tipos, de Ellen Lupton

Exemplo de página de Pensar com tipos, de Ellen Lupton

Exemplo de página de Pensar com tipos, de Ellen Lupton

Esse livro somado ao “Elemento do estilo tipográfico” são ótimas pedidas pra quem quer se aprofundar em tipografia.