Futura

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Mais um experimento da série Trocadilhos Tipográficos. Dessa vez fiz tipos Futura com ferrugem, em negativo e em positivo, com o verso de uma lata de tinta de 18 litros.

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Como foi feito

1 – Bons estiletes, uma base de corte, um grid áureo e a palavra FUTURA, com a fonte Futura, impresso em A3:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

2 – Fiz uma máscara com o texto:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

3 – Apliquei spray para demarcar a palavra FUTURA em duas chapas de metal, uma para fazer em positivo e outra em negativo:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

4 – Chapa com a tinta aplicada na máscara:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

5 – Com uma chave de fenda usada como lápis, fui contornando cada letra e raspando os locais desejados em cada chapa. Ao fundo, minha tia Eliana perguntava:
– O que tá fazendo, meu sobrinho?
– Tô fazendo letras com ferrugem, tia…
– Ah, bom…

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

6 – Com a raspagem, a película que protege a chapa de enferrujar sai. Essa, no caso, era a FUTURA com a ferrugem em negativo:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

7 – Desenvolvimento da FUTURA em positivo:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

8 – Exemplo das chapas finalizadas e detalhes:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

9 – Com água e sal, agilizei o processo da ferrugem. Essa sequência é foto pela manhã e outra pela noite da versão em negativo:

Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo Futura Ferrugem - Processo

10 – Por fim as chapas finalizadas:

Tipografia experimental FUTURA, feita em ferrugem

Agradecimentos especiais para o meu irmão e fotógrafo Marco Moreira (@ximarquinho), do Magelstudio, pelas fotos bacanas que ele gentilmente tirou pra mim das chapas e ao Seu Rodolfo, também conhecido como meu pai, que cortou na tesoura cada uma dessas chapas, depois de conseguir uma lata de tinta e limpá-la toda pra mim.

6 meses depois…

Seis meses depois fui pegar as chapas novamente. Quero ver fazer esses ruídos no Photoshop!

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Futura Ferrugem - 6 meses depois

Design Shot! #7 – Design e diversão

“O design é divertido e funcional. Utilize-o para anunciar um bazar no quintal de casa, convidar pessoas para uma festa ou dar nome à sua banda. Ponha sua marca em camisetas, ímãs, pulseiras, bolsas e capas de livros. Compartilhe seus produtos com parentes e amigos. Ao invés de comprar ou usar as marcas que você encontra nas lojas, crie a sua própria, por meio da arte do design” – Ellen Lupton e Julia Lupton, no livro Eu Que Fiz, da Cosac Naify.

Ex-Libris

Capa do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Infelizmente, ao que me parece, os ex-libris foram uma linda tradição e agora estão quase esquecidos por completo (e nem tenho esperanças que retornem).

Mas o que é ex-libris?

Em suma, ex-libris é uma expressão em latim que significa “da biblioteca de”. Geralmente eram coladas nas primeiras páginas do livro ou na quarta capa e indicavam o dono do volume. Se um livro fosse meu, eu poderia personalizar uma etiqueta com Ex-Libris Rogério Fratin junto de uma ilustração (comumente gravura) ou de adornos ou de outro texto ou de tudo isso junto. Cada um cria o seu. Essa “moda” se espalhou pelo mundo e de uns tempos pra cá sumiu. Nesse belo livro da Ateliê Editorial o organizador Plínio Martins Filho reúne a coleção de ex-libris da Livraria Sereia, de José Luís Garaldi. Além de breves definições e história dos ex-libris, o organizador os separou por temas: Marcas, Etiquetas e Monogramas / Heráldicos / Paisagísticos / Livrescos / Faunísticos / Femininos / Humorísticos / Infantis / Profissionais. Alguns exemplos fotografados do livro:

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Entre a coleção pode-se encontrar ex-libris de personalidades da História do Brasil, como o ex-presidente Jucelino Kubitschek:

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Quarta capa do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Ex-Libris é mais um livro da Coleção Artes do Livro, a mesma do título A Arte Invisível

No Google Images tem diversas imagens de ex-libris, inclusive em diversos idiomas, vale dar uma espiada.

Confesso que me deu uma vontade grande de fazer ex-libris pra mim, talvez com tipografia manual… E você, se fosse fazer um, como seria?

Quando/como você “virou designer”?

Não, não quero saber quanto tempo faz que você, amigo leitor, trabalha na área. Quero saber quando e como você se deu conta que era, atuava como designer, que estava capacitado. Sabe, aquele momento que te deu o “plim! Sou designer mesmo“? Diferente de um advogado, que se transforma num depois da prova da OAB ou um médico que ganha o diploma e “pronto”, nossa vida é diferente.

Falei com alguns amigos antes, as respostas foram bem diferentes, como momentos importantes no mercado de trabalho, na faculdade, em projetos pessoais, por conta de terceiros (como um chefe). Interessante notar que NENHUM dos meus amigos responderam rápido (alguns até “pô, Roger, pergunta difícil…”). Refletiram e relembraram esse momento, que eu julgo bastante importante na vida de um designer. Creio que, como meus amigos e eu, muitos tenham essa “chave ligada” em algum momento. Isso ajudaria pacas principalmente quem está começando inseguro na profissão e também renderia um arquivo bacana de depoimentos. Colabora? Como foi tua experiéncia de “agora sou designer”?

Design e Tipografia

Capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É bem legal ver como estão lançando bons livros de tipografia no Brasil (em português). Da mesma coleção do Criar Grids (veja o post), a a Editora Blucher (veja os posts com a tag Editora Blucher | siga a @EditoraBlucher no Twitter) segue a coleção e o Design e Tipografia também reúne 100 fundamentos tipográficos, cada uma em uma página dupla, com exemplos bem explicados e detalhados. Além de tudo isso, claro, os exemplos também podem ser usados como boas referências. O sumário do livro (os 100 fundamentos):

A LETRA
1. Usando letras como formas
2. Usando o espaço interno como forma
3. Detalhes da forma das letras
4. O conteúdo emocional sugerido pelo texto
5. Conotações históricas
6. Considerando o suporte
7. Honrar a dignidade
8. A solução feita à mão
9. Expressividade
10. Permanecer neutro
11. Considerar o contraste do fundo
12. Ênfase usando pesos
13. Ênfase usando o contraste de pesos
14. Ênfase usando tamanhos
15. Ênfase usando o contraste de tamanhos
16. Aspas inteligentes
17. O hífen, travessões “ene” e “eme”
18. Alto contraste invertido
19. Dimensões extremas
20. Floreados intensos
21. Pensar como um compositor de tipos
22. Usando versões display
23. Usando números
24. Dingbats e pictogramas
25. Teoria da Relatividade I

A PALAVRA
26. Uma tipografia “ruim”?
27. Abominações tipográficas
28. Hierarquia usando posicionamento
29. Hierarquia usando tamanho
30. Hierarquia usando peso
31. Hierarquia usando cor
32. Hierarquia usando contraste
33. Hierarquia usando orientação
34. Hierarquia usando efeitos especiais
35. Kern: quando aplicar
36. Tipos como imagem
37. Tipos tridimensionais
38. Repetição
39. Desconstruindo os tipos
40. Empilhamento vertical
41. Veja a forma
42. Usando maiúsculas e minúsculas
43. A regra das três tipografi as
44. Combinando várias tipografias
45. Combinando tipos usando contraste,peso ou cor
46. Combinando tipos usando compatibilidades históricas
47. Familiaridade produz legibilidade
48. Versaletes e frações: proporções corretas
49. Usando o tipo certo
50. Teoria da Relatividade II

O PARÁGRAFO
51. A tipografia invisível
52. Tipografi a em alta evidência
53. Menos é mais
54. Mais é mais
55. Espaçamento entreletras e entrepalavras
56. Hifenização e justifi cação
57. Instruções para o tracking
58. A “cor” do texto
59. Considerando a massa tipográfica
60. Padrão, gradação e textura
61. Princípios básicos de entrelinhas
62. Comprimento ideal para linhas de texto
63. Abrindo o entrelinhas
64. Linhas empilhadas
65. Indicando parágrafos
66. Capitulares iniciais e descendentes
67. Parágrafos de abertura
68. Órfã e viúvas
69. “Rios” de espaço
70. Evite os tipos decorativos
71. Celebre os tipos decorativos
72. Textos sobrepondo imagens
73. Textos sobrepondo textos
74. O efeito do bloco de texto
75. Teoria da Relatividade III

A PÁGINA
76. Legibilidade, legibilidade, legibilidade
77. Legibilidade em segundo plano
78. Limitando as tipografias
79. Uma família tipográfica
80. Seis tipos essenciais
81. Necessidade por todos os tipos
82. Tipos para texto versus tipos display
83. Pontos de entrada organizados
84. Sistematizando a hierarquia
85. Textos justifi cados
86. Alinhamentos à esquerda,franja à direita
87. Alinhamentos à direita, centralizados e assimétricos
88. O grid de múltiplas colunas de texto
89. Grids irregulares
90. “Acessórios” tipográficos
91. Linha fi na, destaques e citações
92. O “nascer e morrer” do texto
93. Caos versus ordem
94. Comentários, marginália e outros idiomas
95. Gráfi cos e tabelas
96. Dispositivos de navegação
97. Margens e calhas
98. Enquadrando o texto
99. Flutuando no espaço
100. Teoria da Relatividade IV

Alguns exemplos dos fundamentos:

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Note que além da explicação do fundamento, cada aplicação tem suas particularidades e justificativas, além dos créditos do projeto, como o diretor de criação, designer e cliente (dá pra buscar facinho mais projetos de cada uma na internet).

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Os fundamentos não se prendem apenas nas tipografias famosas, tem também exemplos de tipografia feita à mão…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

… e também de dingbats e pictogramas.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Gradativamente, os fundamentos vão da letra em específico pra palavra em si…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

E depois pro parágrafo.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Quarta capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É evidente que esses fundamentos não podem ser encarados como receitas rígidas e presas, que existirão momentos que algo precisará ser quebrado ou modificado, mas acredito que só podemos quebrar ou modificar aquilo que conhecemos bem, né? Bem, em suma, esse é mais um livrão bacana pra entrar no wish list dos designers 🙂