Designices

Operador de Linotype, 1943, Texas

Sou completamente louco por essas máquinas. Nunca canso de assisti-las funcionando e de pegar rapidinho as linhas de texto ainda quentes que saem enquanto são operadas. É o barulho, o caminho das letras voltando, o chumbo quente… Bom, é tanta coisa que me atrai nessa geringonça que nem sei mais. Só sei que é apaixonante e cada fase do processo é essencial. Nas minhas incansáveis buscas sobre material a respeito, dessa vez ao acaso, encontrei fotos bacanas de operadores de Linotype nos Estados Unidos e fiz uma seleção delas das décadas de 1900 e 1940.

Operador de Linotype, abril de 1941, Illinois Operadores de Linotype, abril de 1942, Illinois Operador de Linotype, abril de 1941, Illinois Operadores de Linotype, 1902, Nova York Operadores de Linotype, 1909, Nova York Operadores de Linotype, 1909, Nova York Operador de Linotype, 1942, Nova York Operador de Linotype, 1943, Texas

Essas fotografias vieram do Library of Congress

Pra que curte Linotype, também pode ver um catálogo gigante e incrível dos anos 1930 e o manual de operação brasileiro dos anos 1940

Comerciais vintage são sempre interessantes. Curioso perceber as peculiaridades da falta de recurso pra fazer uma “macro”, da ausência de trilha sonora, de crianças correndo e dando cambalhotas mortais na cozinha pra mostrar a vitalidade que o produto supostamente entrega. No lugar de tudo isso tem uma moça apresentando, se deliciando com os cereais matinais e rapidamente interagindo com a voz em off. Fora as referências visuais da embalagem, da roupa, dos móveis e do ritmo do comercial. Interessante também é notar as imperfeições da caixa, como é uma caixa de verdade quando compramos, e não necessidade da perfeição utópica de tudo que vemos hoje anunciado.

Aí vieram os anos 1960, as agências de publicidade “faca na caveira” e acabaram com tudo…

Os vídeos desses comerciais foram encontrados no site www.archive.org, com conteúdo de domínio público.

Zumbis… Ah, que criaturazinhas doces!

Zumbi é amor, zumbi é vida, zumbi é poesia!

Bem… pelo menos eu vejo assim! Nesses tempos estamos numa moda louca de zumbis, lançam toda hora objetos, camisetas, filmes, seriados, apps de mobile que transformam fotos e criam avatares, mas essas doçuras de pessoas estão nos filmes já tem muito tempo. Fiz essa seleção de cartazes de filmes de zumbi todos antes de 1990. Adoro essa mistura de ilustrações com caligrafias/tipografias para amedrontar e um toque trash que só os zumbis sabem dar. Divirta-se!

Cartaz de filme de zumbi - Zombies on Broadway

Cartaz de filme de zumbi - Beyond

Cartaz de filme de zumbi - Zombie

Cartaz de filme de zumbi - Burial Ground

Cartaz de filme de zumbi - Voodoo Island

Cartaz de filme de zumbi - Revolt of the Zombies

Cartaz de filme de zumbi - Toxic Zombies

Cartaz de filme de zumbi - Dawn of the Dead

Cartaz de filme de zumbi - Tombs of the Blind Dead

Cartaz de filme de zumbi - The Dead Are Alive

Cartaz de filme de zumbi - The Plague of the Zombies

Cartaz de filme de zumbi - The House of Seven Corpses

Cartaz de filme de zumbi - The Dead One

Cartaz de filme de zumbi - I Walked With a Zombie
Cartaz de filme de zumbi - The Day of the Dead

Cartaz de filme de zumbi - Night of the Living Dead

Cartaz de filme de zumbi - Revenge of the Zombies

Cartaz de filme de zumbi - Night of the Zombies

Cartaz de filme de zumbi - Revenge of the Dead

Cartaz de filme de zumbi - Oasis of Zombies

Cartaz de filme de zumbi - Pet Sematery
Todos esses cartazes foram baixados do site Wrong Side of the Art, na categoria Zombie

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E pra firmar ainda mais o retorno do DESIGNICES (não sabia que tinha parado? voltei com esse post) eu resolvi juntar essa volta com os famigerados cartazes de filmes B que vira-e-mexe eles pintam aqui no DESIGNICES. De Dracula ao Ultraman, de Michael Myers ao Homem-Macaco. Só coisa linda nessa mistura que, como se não bastasse, também tiveram seu retorno:

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Cartaz de filme B com o tema "o retorno"

Todos esses cartazes foram baixados do site Wrong Side of the Art, numa busca por “return”

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Me interesso bastante pelo meio acadêmico. Vira-e-mexe eu dou uma palestrinha aqui, faço banca de TCC (trabalho de conclusão de curso) ali, leio trabalhos de estudantes acolá. É uma boa maneira de me manter atualizado e não deixar a “pegada acadêmica” se perder no tempo. E me lembro da época que estudava a faculdade de Design Digital. E me lembro dos professores que tive, diversos deles muito bons, não somente que me ensinavam fundamentos do design, mas como aqueles que me encorajaram a ler filosofia, conhecer a cultura e a socidade, ver um filme europeu. Decerto que esse período foi um dos mais transformadores da minha vida.

Mas no meio de tanta boa vontade e dedicação de vários lá estava ele: o “professor-vintage”. Ok, “professor-vintage” é um apelido meigo e irônico pra um tipo específico de profissional que, pelo que tenho acompanhado, cresce assustadoramente em quantidade nas instituições de ensino. E não tem um único foco de atuação, eles atacam todas: as mais tradicionais, as moderninhas-inovadoras e as uni-bocas-de-porco. Mas o que seria, de fato, o “professor-vintage”?

Professor-vintage é aquele sujeito que até pode parecer que conhece algo no começo, só que logo é desmascarado. Pode ou não ser showman. No caso de ser, alguns alunos o idolatrarão para sempre, sem se dar conta. É aquele que não atuou no mercado, não pode falar a respeito. Mas fala. É aquele que não tem conhecimento acadêmico pra nos transmitir e proporcionar experimentos livres de influências mercadológicas. Mas transmite e proporciona. É aquele infeliz que te passa livros pra ler da época que foi aluno sem nunca tê-los questionado. Sorte a sua se o professor dele não for um professor-vintage também, senão tu tá lascado, meu amigo: leu coisas que não fazem sentido há anos. Penso nas indicações de livros de design que tive na faculdade, logo no início do curso, em 2002. Acho que não aproveitaria nada ou quase nada. E nem é tão difícil ter essa noção: basta entrar numa boa livraria e futricar umas prateleiras. Dezenas de livros de cada assunto, coisa que 10 anos atrás era muito mais difícil. Fundamentos do design? Muitos de qualidade, de diversas editoras. Traduções minunciosas e cuidado com o papel, encadernação, tudo nos mínimos detalhes. Eu acho atualmente um tremendo absurdo recomendar o livro “Design para que não é designer” (da Robbin Williams) para iniciantes da área, já que temos “Novos fundamentos do design” (da Ellen Lupton), “Ensopado de design gráfico” (de Timothy Samara) ou “Layout” (de Allen Hurlburt) fáceis de serem encontrados em qualquer livraria física e online. Tipografia? Temos de dúzias. Mas ler seria uma tarefa muito chata para nosso astro enganador. É aquele que se contenta com seu conhecimento antigo e só se vale disso, nunca se atualiza. É do tipo que vangloria desse fato com o valor de um artefato vintage (aliás, sabe qual a diferença entre vintage e rétro?). É um charlatão que gosta de ser bajulado pelos alunos, de ser chamado de professor, de falar que é professor da instituição tal. Muitas vezes os professores-vintage falam com tanta convicção que só damos conta da falta de conhecimento do sujeito anos depois, quando estamos no mercado de trabalho [ou em meio acadêmico, dependendo do caso]. É aquele que deixa alunos com falhas de aprendizado por conta de sua incompetência e falta de respeito pelo tempo e grana dos alunos, pela instituição e pelo seu cargo.

Só na minha época (e na minha profissão) tinham professores assim? Você tem (ou teve) algum professor-vintage? Os casos serão bem-vindos (sem citar nomes nem as instituições, por favor) nos comentários.

 

Algumas [ou muitas?] das tardes da minha infãncia eu passei vendo filmes de diversos gêneros e épocas. Os bangue-bangues à italiana tinham seu lugar garantido na minha TV Sharp, comprada usada pra assistir a Copa do Mundo de 1978. Fiz uma seleção de cartazes desses filmes que achei mais interessantes, com ângulos e composições bacanas das ilustrações. Sinceramente não lembro de quais desses eu já assisti, mas gostava dos do Franco Nero, Bud Spencer e Terence Hill.

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

 

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

 

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

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Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

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Todos esses cartazes foram baixados do site Wrong Side of the Art, na categoria Western Spaghetti

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O Mecanismo da Linotype [1940]
O Mecanismo da Linotype - Folha de rosto
O Mecanismo da Linotype Me surpreendi tanto com o gigante e imponente catálogo LINOTYPE Faces, dos anos 1930, que resolvi investigar mais documentações dessa incrível máquina. Foram nessas investigações que encontrei esse manual, originalmente lançado em 1936 e essa tradução, em 1940, pela LINOTYPO do Brasil S.A.

É muito interessante ver a máquina funcionar, diria que apaixonante e dá vontade de ter uma em casa – no meu caso no apartamento [???]. Mas quantidade de detalhes que ela tem, o número de peças, encaixes, parafusinhos é de se espantar. É como o mecanismo de um relógio, só que com mais de uma tonelada e pra lá de dois metros de altura. Esse guia de como operar a LINOTYPE em formato de bolso, pelas marcas de manuseio, deve ter sido bem usado para resolver os problemas que com certeza ocorreram. Triste imaginar essas máquinas sendo transformadas em sucata quando as gráficas foram trocando as LINOTYPES por outros recursos. E muitas foram. Dá pra imaginar a complexidade que é para operar e arrumar só de olhar o sumário:
O Mecanismo da Linotype - índice

O Mecanismo da Linotype - índice

É interessante lembrar que a composição tipográfica manual é uma fonte de medidas, todas misturadas e coitado de quem tem que fazer os cálculos. O Alexandre Wollner, inclusive, fala disso no livro Textos recentes e escritos históricos. O caracter propriamente dito é medido em pontos, os espaçamentos podem ser medidos em cíceros, as folhas de papel em milímetros, por isso que o manual Mecanismo da LINOTYPE inclui essas tabelas, para consulta e valores prontos convertidos:

O Mecanismo da Linotype - Medidas
O Mecanismo da Linotype - Medidas

E detalhes, muitos deles, nomes e especificações em diversas peças da LINOTYPE:

O Mecanismo da Linotype - Detalhes

Com tamanha complexidade, também vale ter um guia para descobrir qual o motivo da matriz ter ficado defeituso:

O Mecanismo da Linotype - Defeitos nas matrizes

E um exemplo de linha gerada pela LINOTYPE, com a url do blog:

Linha de LINOTYPE: www.designices.com

Quem quiser ver uma LINOTYPE funcionando e ter uma linha dessas pode procurar a Oficina Tipográfica São Paulo [OTSP] ou ver o post com fotos de quando fizemos o curso do módulo 1 [cartão de visita] e módulo 2 [cartaz tipográfico].

 

Eu não bebo álcool, mas confesso que gostaria de ter os originais nas garrafas desses rótulos vintage de whyskey que encontrei, entre os anos de 1857 e 1870:

Rótulo vintage de whiskey, de 1857

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1860

Rótulo vintage de whiskey, de 1861

Rótulo vintage de whiskey, de 1863

Rótulo vintage de whiskey, de 1870

Para aqueles que bebem, que tal trabalhar vendo esses rótulos vintage e degustando whiskeys envelhecidos 150 anos? :)

Todas as imagens são “public domain” e foram baixadas do site Library of Congress

Howard Thurston (1869-1936 | veja o site oficial) foi um grande mágico e há quem diga que mais famoso até que seu contemporâneo (Harry) Houdini. Na minha eterna busca de referências, encontrei e fiz uma seleção dos cartazes de suas apresentações, entre os anos de 1898 e 1935. Dá pra notar que as estruturas dos cartazes, o tipo da ilustração, quantidade de elementos e textos foram mudando conforme passavam as décadas:

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1898

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1910

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1910

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1914

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1914

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1914

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1915

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", da década de 1920

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1925

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1925

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1925

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1927

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1934

Cartaz de "Trurston - The Great Magician", de 1935

Todas as imagens são “public domain” e foram baixadas do site Library of Congress

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