Clichês Brasileiros [Gustavo Piqueira]

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Mais uma publicação, desculpe o clichê (ups!), imperdível do Gustavo Piqueira. Dessa vez a ideia foi compor uma narrativa visual, usando “apenas” clichês tipográficos, para contar a história do Brasil. E tem as caravelas, os portugueses chegando, o escambo com a população nativa, a catequização católica, a Bolsa do Café e outras muitas passagens nas 112 páginas.

A publicação é da Ateliê Editorial, que havia publicado em 2003 um fac-símile da coleção de clichês de D. Salles Monteiro, utilizada para a confecção desse livro. São mil exemplares (apenas) em tiragem única e as cópias são numeradas.

Algumas páginas para degustação:

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

A capa do livro tem uma lâmina de madeira impressa em serigrafia, adesivos e costura aparente.

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

 

Design Shot! #6 – Elementos projetuais

Sobre o excesso ou a falta de elementos em um projeto:

“O quanto devemos aparecer? Como tudo relacionado a design gráfico, não existe uma resposta única e verdadeira. Devemos aparecer o quanto cada projeto exigir que apareçamos. Nossa relação com os projetos não pode ser uma relação de servidão, nem deste com relação a nossa linguagem, nem nosso com a relação às suas solicitações. A sofisticação de um projeto não pode ser medida pelo número de elementos nele presentes. Nem pela simples ruptura de paradigmas. Não podemos resumir o processo a uma equação lógica ou a um impulso pessoal. (…)” – Gustavo Piqueira (minibio + portfólio | veja os posts com a tag Gustavo Piqueira), no livro Morte aos Papagaios, da Ateliê Editorial.

Morte aos Papagaios [Gustavo Piqueira]

O nome inusitado do livro e nenhuma vez a palavra DESIGN escrita na capa já começam a mostrar como “Morte aos Papagaios” é ousado e extremamente peculiar. Inclusive, jamais seria encontrado se dependêssemos apenas de SEO. Depois de lê-lo, entendi perfeitamente quando Chico Homem de Melo usou “o autor não está para brincadeiras. […]. Se pensarmos que um livro deve, antes de tudo, estimular a reflexão e mesmo a discordância, o leitor tem em mãos um prato cheio” na quarta capa para defini-lo.

Gustavo se refere a “papagaio” como os designers que não têm opinião alguma, buscam opiniões prontas e vivem as repetindo. Os que lêem design, vão à exposições de design e mesmo assim, fecham os olhos e seguem falando as “papagaices” por aí. Não somente o nome do livro é bem-humorado, mas também os capítulos, que conta com nomes como “Mike Turbo”, “Meia Renoir, meia Perupiry” ou então “Prince Street e a Machadinha”. E acredite, todos eles terão relação com o que você pensa e o que faz como designer.

Não é um livro para ganhar técnicas de design, tampouco para saber as tendências ou encontrar conhecimento erudito. É um livro sobre design gráfico como um todo, onde o autor (da Agência Rex, em São Paulo), fala sobre suas experiências no seu cotidiano, sua estada por quatro anos como Diretor da ADG (Associação dos Designers Gráficos) e tenta quebrar paradigmas (ou coisas que não deveriam, mas que viraram paradigmas) do design. Um dos capítulos que achei mais interessante é o que Gustavo questiona e opina sobre a “identidade nacional”, assunto que rende eternas conversas em cursos de design e listas de discussão.

Eu achei que o autor viaja um pouco quando começa a falar dos graffites na rua ou então questiona seu estagiário porque ele ouve a banda Jota Quest, mas sou muito chato, então releve isso que escrevi 🙂

Identifico bastante meus textos “Dia do designer” e “Como os micreiros prejudicam os designers” com algumas passagens de “Morte aos Papagaios”.

Alguém já leu pra opinar? Ah, agradeço meu primo Adriano Vespa pela indicação.