Arquivo da tag: fundamentos

O usuário é burro!

O usuário é burro!

O usuário é (muito) burro, o usuário não sabe nada, o usuário é uma anta, o usuário é um idiota. Essas e outras frases, infelizmente, estão presentes muitas vezes nas discussões dos processos de arquitetura da informação e design de interface (e todos esses nomes que foram dissociados e que eu nem sei quem faz o que…) e que mostram que ainda tem gente que não entendeu nada sobre design, projeto, usuário.

Antes de tudo, garanto que quem acha o usuário burro nem sabe nada sobre ele. Nesse ponto já temos dois erros: (a.) generalizar (b.) algo que não se conhece. O usuário é alguém que vai usar o projeto que fizemos. É isso, simplesmente. Se ele é letrado ou não, tem experiência ou não, habilidades mil ou não, não importa. Nossa função, enquanto designers, é fazer algo que o atenda, no caso dele ser o público alvo. Fácil, né? Mas ainda tem muita gente que não entendeu essa conta simples.

Cadastre-se em 100 formulários com problemas de programação e concorra a uma tv de 60 polegadas

Mensurar como um usuário se comporta quando há o “desespero” atrás de uma informação como essa que brinco no subtítulo acima não vale de muito. É algo que ele quer desesperadamente. Assim como comprar ingressos online, usar serviços do governo, Poupatempo e similares. No caso desse tipo de serviço:
1. É a única opção do usuário de executar uma ação, como tirar um CPF novo, por exemplo
2. É a única opção que tem pra ganhar algo ou para concorrer: pode esconder a informação que ele dá jeito de achar

Em outras palavras: se estiver bem planejado ou não, quase que tanto faz. O usuário vai atrás da informação porque não há outra escolha.

Como o mundo (ainda bem) não é feito apenas por frutos da publicidade e a informação e o conteúdo ainda é valorizado, temos uma diferença imensa, quase que oposta na hora de projetar conteúdos informacionais, culturais ou editoriais para os usuário. Primeiro porque ele pode ter caído nesse conteúdo diretamente por um resultado de busca ou mídia social. Segundo porque esse projeto pode não ser o único lugar que ele vai encontrar a informação desejada. Ou ele vai pra outro ou ele desencana e segue a vida, afinal de contas é “só informação” e não um carro zero ou Playstation 6. Lá deve ter a informação que ele deseja, não a que você quer que ele queira.

O projeto não deve ser feito pro cliente: deve ser feito para o usuário do produto do cliente

Algo que parece simples (mas não faço ideia porque não se faz) e no fim é complicado de entender é que o projeto deve atender quem usa, não quem faz, tampouco quem paga pra ser feito. Clichê de primeiro ano de faculdade. Em apresentações de trabalhos (seja em cliente ou palestra, evento) é comum rolar uma pirotecnia vendida por um showman sorridente. Bela porcaria. O usuário não sabe disso, não vê isso, nem acessa. Uma mesa escolar feita para crianças canhotas deve ser feita para crianças que, por acaso, são canhotas. E essas crianças tem um porte físico que é diferente em cada região do Brasil. Não é tudo a mesma coisa. E uma criança do sul, geralmente maior do que uma do nordeste, não é burra porque não cabe direito no espaço disponível. Da mesma maneira, aquele senhor de 89 anos que está num site de idosos e não vê o botão gigante que “era pra ser clicado” ou não consegue ler a Arial 9px não é burro. Aqui eu falo sobre projetos digitais, mas isso pode ser aplicado a uma embalagem, a um livro, revista, sofá.

Post em versão resumida

O usuário é quem usa, quem deve usar. Se o usuário não consegue fazê-lo, o problema não é dele, é seu.

 

A imagem veio do Library of Congress

Guia de Tipografia [Timothy Samara]

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Acredito que a principal vantagem que os novos livros de design têm é a inclusão de velhas e vitais técnicas como os tradicionais só que elas são sinergicamente sintonizadas com o que acontece no momento atual do cenário do design. Um bom livro sobre fundamentos de tipografia não abordar tipografia em meios digitais por exemplo, com todas essas mudanças tecnológicas e suportes diferentes, me parece que falta alguma coisa. Faltas assim eu não senti no ótimo livro do Timothy Samara que tem como subtítulo Manual prático para o uso de tipos no design gráfico, lançado pela Editora Bookman.

A abordagem da publicação e a divisão dos capítulos me agradou bastante: você pode partir da base, dos fundamentos e seguir para o foco que lhe agrada, sejam cartazes, design de embalagem, livros, digital, tudo bem. De qualquer modo eu gosto de passear por todas essas áreas, devorar o livro todo, como fiz. Ah, a parte básica também dá uma boa carga de informações num panorama geral interessante. Tudo devidamente ilustrado e bem impresso.

Pra se ter uma ideia melhor do conteúdo:

Sumário

Iniciais
A tipografia está em todos os lugares
Tipos falantes

Fundamentos da Tipografia
Parte A. Mecânica do tipo
Princípios do desenho de letras
Variações do alfabeto
A óptica do espacejamento
A mecânica espacial dos parágrafos
Parágrafos em sequência

Parte B. Forma e função
Espaço: a fronteira tipográfica
Cor tipográfica
Ponto, linha e plano
Desenvolvendo hierarquias
O grid tipográfico
Quebrando o grid
Sistemas tipográficos

Parte C. Expressando o que não foi dito
Integrando tipo e imagem
A tipografia enquanto imagem
Cor na expressão tipográfica

Práticas Tipográficas
Design de tipos
Design de livros
Textos colaterais
Design de sites
Impressos efêmeros
Cartazes
Tipografia em movimento
Identidade visual
Tipografia ambiental
Publicações
Embalagem

E alguns exemplos de como o conteúdo é visualmente explorado:

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara
Guia de Tipografia - Timothy Samara

Alguém aí já viu o livro? Leu? Tem? Gostaria de ter? Comenta aí, então! :)

A Referência no Design Gráfico

A Referência no Design Gráfico, Editora Blucher
E cada vez mais aparecem bons livros de referências em design. Quem me dera na minha época de aluno da faculdade eu tivesse acesso a 1/4 dessa quantidade de títulos de hoje. Esse, A Referência no Design Gráfico – Um Guia Para a Linguagem, Aplicações e História do Design, da Editora Blucher é um ótimo exemplo disso. As 400 páginas são ricamente ilustradas e ainda por cima bem recheadas de informação. Dá só pra “ver”, dá só pra ler, dá pra ter os dois, que é minha sugestão. Do vintage pro contemporãneo, o impresso, o digital, designers, conceitos, tudo na medida certa. Tem texto suficiente pra você se interessar pelo assunto e na quantidade ideal para que o topico não fique cansativo e você parta logo pro próximo item, linear ou não-linearmente.

Os autores Bryony Gomez-Palacio e Armin Vit dão um breve contexto e mostram imagens de revistas como Emigre, Eye, IDEA, Critique e Esquire. Tem designers como Ladislav Sutnar, Joseph Müller-Brockmann, Paul Rand, Massimo Vignelli, Milton Glaser, Wolfgang Weingart, David Carson. Estúdios como a Pentagram, The Republic Designers e Push Pin. Tem type foundries como a ITC, The Font Bureau, Adobe Fonts, Emigre Fonts, House Industries e Fontshop International. E tem museus de arte e design, tem referências de podcasts e blogs de design, tem o DESIGNICES! Ok… não tem o DESIGNICES, não… Desculpe, me empolguei. E tem cartazes, capas de discos, mapas de metrô, embalagens, revistas, jornais, referências de outros livros… Enfim, dá pra se divertir por um bom tempo com essa publicação. Interessante é ver que além de todas essas figuras carimbadas do design mundial e atemporal também tem outros “menos conhecidos” com ótimos trabalhos. Eu sempre me pego esbarrando nesses nomes e procurando mais a respeito. Alguns foram tão legais que até gastei mais grana em livros a respeito, hehe! Coisas da vida!

Pra mais detalhes sobre o conteúdo:

Sumário

Apresentação
Uma modesta linha do tempo

Princípios
De design (Disciplinas, layout, cor)
De tipografia (Anatomia, genealogia, classificação, composição)
De produção impressa (Métodos de impressão, acabamento)

Conhecimento
Em papel (Periódicos e revistas, livros)
Online (Blogs, fóruns e diários; Arquivos, referências e acervos; Podcasts e rádios online )
Na sala de exposição (Museus, arquivos)
Nas salas de aula

Representantes
De design (1920-1960, 1980-2000)
De formas de letra (Origens, pós-1984)
De escrita
De designers

Prática
Nas paredes (Nas prateteiras, nas bancas de revista, em identidade, em letras)
Nas estantes (Livros, música, produtos de consumo)
Nas bancas de revista
Sobre identidade (Logotipos, programas de identidade)
Sobre formas de letras (Clássicas, inovadoras, novos clássicos, desprezadas)

A sobrecapa pode ser removida pra dar uma espiada nas cores e trabalhos da capa, mas nesse caso é interessante manter: ela é bem resistente e é plástica, não vai rasgar ou amassar fácil.

A Referência no Design Gráfico - Detalhe da sobrecapa

Alguns exemplos de como o conteúdo é exibido e ilustrado nas internas:

A Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de interna

A principal vantagem que encontro nesse livro é, além da qualidade da curadoria e quantidade das referências, elas estão devidamente contextualizadas e definidas, diferente do que geralmente encontramos em livros “somente de referências visuais” que geralmente não nos dão muita chance de procurar ou saber mais, nem entender onde aqueles projetos estavam envolvidos e porque foram feitos.

Esse é mais um título que recebe o “Selo DESIGNICES de qualidade reconhecida;)

Linguagens do design

Linguagens do Design - Compreendendo o design gráfico

 

Vira-e-mexe gosto de pesquisar novas referências de design, grandes autores, projetos muito, pouco ou nada famosos. E também preciso de leituras curtas que abrem o leque de opções pra eu seguir no meu tempo e com a profundidade que eu achar viável. Quando encontrei essa publicação das Edições Rosari achei exatamente o que precisava: um grande guia com infinidade assuntos do jeito que precisava. Além dos textos do autor Steven Heller também tem muitos outros de designers famosos e importantes, como a Paula Scher, Stefan Sagmeister, Neville Brody e Paul Rand. Os assuntos são os mais variados, desde o símbolo da paz até a suástica nazista, ingressos de cinema japoneses, capas e identidades de revistas, campanhas publicitárias, cartazes, ilustrações, trabalhos manuais, tipografias dos mais diferentes tipos, tratamento gráfico em livros, logotipos, panfletos, outdoors…

Foi por causa desse livro que fui atrás dos Phillumenies (rótulos de caixas de fósforos) e, além deles, acabei enconrando fine prints japoneses do século XVIII, capas de livros vintage do Jules Verne (no Brasil, Júlio Verne), cartazes da Primeira Guerra Mundial, cartazes de propaganda dos Cigarros Camel e muitos outros. A leitura não precisa ser linear porque cada um dos artigos é independente. Ótimo pra abrir ao acaso e ler o tema que cair, o livro é grosso (452 páginas), cair no mesmo tema duas vezes é difícil =D

Aí vai o sumário (tem coisa pra caramba!):

1 ¶ PERSUASÃO

15] Pôster Simplicissimus – Thomas Theodore Heine
18] Neue Jugend – John Heartfield
21] Nie – Tadeusz Trepkowski
23] Bombas de papel
26] O Símbolo da Paz
29] Nuvens em forma de cogumelo
34] Poder negro/Poder branco – Tomi Ungerer
37] Acabe com o mau hálito – Seymour Chwast
41] Homens sem lábios – Robbie Conal
43] Pôsteres Grapus – Grapus
46] Pôsteres da Glasnost
49] Anúncios de cigarros
52] Panfletos religiosos
56] Racismo – James Victore
61] Ashcroft… você é o próximo – Micah Wright

2 ¶ MÍDIA DE MASSA

64] Jugend e Simplicissimus
66] PM e AD – Production Manager & Art Director
69] Revistas ilustradas da década de 1930
77] Direction – Paul Rand
80] Os mapas da Dell
82] Capas de livros – Edward Gorey
86] Portfolio – Alexey Brodovitch
88] Industrial Design – Alvin Lustig
91] Holiday – Frank Zachary
93] Vogue – Alexander Liberman
97] Scope – Will Burtin
100] Herald Tribune – Peter Palazzo
103] Life
107] Esquire – Henry Wolf, Robert Benton, Sam Antupit
111] Seventeen – Cipe Pineles
114] Eros e Avant Garde – Herb Lubalin
116] Push Pin Graphic – Seymour Chwast, Milton Glaser, Reynold Ruffins, Eduard Sorel
119] Evergreen e Ramparts – Ken Deardorf e Dugald Stermer
125] East Village Other
128] Rolling Stone – Fred Woodward
130] Paródias da MAD
133] Zap Comix
140] Spy – Stephen Doyle
142] Tablóides culturais
147] The Face – Neville Brody
151] Emigre – Rudy VanderLans e Zuzana Licko
154] Raw – Françoise Mouly e Art Spiegelman
158] Beach Culture – David Carson
161] Colors – Tibor Kalman

3 ¶ TIPOGRAFIA

166] Blackletter
169] Bauhaus e a Nova Tipografia
172] Tipografia para crianças
176] Peignot – A. M. Cassandre
178] Cooper Black – Oswald Cooper
182] Tipografia norte-americana da década de 1960
184] Letras feitas à mão – Joost Swarte
187] Mrs. Eaves – Zuzana Licko
192] Pussy Galore – Teal Triggs, Liz McQuiston e Sian Cook
196] O lettering da ACME Comics – Chris Ware
201] Template Gothic – Barry Deck
204] Manson/Mason – Jonathan Barnbrook

4 ¶ LINGUAGEM

208] Com o navio que carrega chá e café – Karel Teige
211] Depero: Futurista – Fortunato Depero
214] Inspirations da Westvaco – Bradbury Thompson
217] Lorca: as três tragédias – Alvin Lustig
220] Sobrecapas decorativas – W. A. Dwiggins
224] Livros de Merle Armitage – Merle Armitage
228] About U.S. – Lester Beall, o escritório Brownjohn Chermayeff Geismar, Herb Lubalin, Gene Federico
230] Quem ri por último, ri melhor – Lou Dorfsman
232] Going Out – Gene Federico
234] Man with the Golden Arm – Saul Bass
237] Os (parêntesis) do código de área – Ladislav Sutnar
240] Pôsteres suíços – Armin Hofmann
245] Capas de brochuras modernas
251] Capas de bestsellers – Paul Bacon
257] A soprano careca – Robert Massin
262] Electric Circus – Ivan Chermayeff
265] Blues Project – Victor Moscoso
268] The Best of Jazz – Paula Scher
271] Basel Kunstkredit/Feira de Arte da Basiléia 1976/77 – Wolfgang Weingart
274] Cranbrook – Katherine McCoy
279] O Discreto charme da burguesia – Yuri Bokser
282] Modernismo radical – Dan Friedman
284] Design genérico

5 ¶ IDENTIDADE

290] Flight – E. McKnight Kauffer
294] Selos postais
296] Capas de brochuras da McGraw-Hill – Rudolph de Harak
299] Dylan – Milton Glaser
301] NeXT – Paul Rand
305] Dr. Fantástico – Pablo Ferro
309] Restaurante Florent – M&Co./Tibor Kalman
311] Sinalização do Disney World – Sussman/Preja
316] Pôsteres do The Public Theater – Paul Davis
319] The Public Theater – Paula Scher
323] Logo da Altria – Paul Bacon

6 ¶ INFORMAÇÃO

328] Acredite se quiser
331] O design de catálogos técnicos – Ladislav Sutnar
333] O meio é a mensagem – Quentin Fiore
336] O mapa do metrô de Nova York – Vignelli & Associates

7 ¶ ICONOGRAFIA

340] A suástica
344] Ícones heróicos
350] Feira Mundial de Nova York – 1939/1940
354] Força Aérea Norte-americana – Joseph Binder
357] Miras de tiro ao alvo
359] Creme dental Darkie
362] Does It Make Sense?/Isso faz sentido? – April Greiman
365] Jambalaya – Stefan Sagmeister

8 ¶ ESTILO

370] Tipografia inovadora
373] Ingressos de cinema japoneses
376] Gargântua e Pantagruel – W. A. Dwiggins
379] Capas da Vanity Fair e da Fortune – Paolo Garretto
383] Artone – Seymour Chwast
386] O amante – Louise Fili
389] French Paper Company – Charles Spencer Anderson
392] Propaganda – Art Chantry

9 ¶ COMÉRCIO

396] Cartazes de rua
398] Embalagens de lâminas de barbear
401] Caixas de fósforos japonesas
404] Pôster do fósforo Priester – Lucian Bernhard
407] Golden Blossom Honey – Gustav Jensen
409] Leques publicitários
411] O outdoor da década de 1930
413] Anúncios em forma de tiras em quadrinhos
416] O primeiro disco – Alex Steinweiss
418] Cheap Thrills – R. Crumb e Bob Cato
422] Sobrecapas das décadas de 1920 e 1930
424] Selos de propaganda
426] Átomos para a Paz – Erik Nitsche
429] Wolfschmidt – George Lois
433] NYNEX – Chiat/Day/Mojo

Linguagens do Design - Compreendendo o design gráfico

Princípios Universais do Design

Capa do livro Princípios Universais do Design, Bookman Editora

A primeira vez que vi o livro achei que fosse mais um desses convencionais de fundamento do design. Feliz engano! Nada contra (MUITO pelo contrário) os convencionais livros de fundamentos, é que essa edição da Bookman Editora vai bem além de conceitos básicos e explica e ilustra 125 princípios do design, interdisciplinares e que podem ser lidos de maneira não linear. Nesses princípios estão alguns que vão ajudar na hora de fazer uma composição visual, outro na hora de escolher e editar uma fotografia, outros para grids, para harmonização de um projeto, torná-lo mais usável, dicas de posicionamento, razão áurea e muitos outros. Adorei aprender princípios quando vi que desconhecia totalmente, como Wabi-Sabi, Viés de Rosto de Bebê, Lei de Hick, Falácia da Escalabilidade entre outros. Bem interessante é como as páginas são montadas:

Exemplo de interna do livro Princípios Universais do Design, Bookman EditoraCada princípio é explicado em uma página dupla, onde o texto principal fica na página par, junto com hipertextos na direita sobre as bibliografias de cada princípio. No final da página (no “Ver também”) tem outros princípios relacionados com o que você acabou de ler, pode voltar ao sumário e não linearmente partir para outro. Aliás essa foi a maneira que li o livro.

Exemplo de interna do livro Princípios Universais do Design, Bookman EditoraNa página ímpar tem o do princípio da página par, com texto explicativo que evidencia e comenta a aplicação.

O livro estrategicamente tem dois sumários, um com todos os princípios separados (as vezes eles se repetem pelas categorias) pelos temas:
– Como posso influenciar a maneira que o design é percebido?
– Como posso ajudas as pessoas a aprender com design?
– Como posso melhorar a usabilidade do design?
– Como posso aumentar o apelo do design?
– Como posso melhorar as decisões de design?

E também em alfabética:

Acessibilidade
Affordance
Alinhamento
Alinhamento de Área
Antropomorfismo
Arquétipos
Autossemelhança

Biofilia
Boa Continuidade

Camadas
Carga de Desempenho
Cegueira por Desatenção
Ciclo de Desenvolvimento
Ciclo de Feedback
Ciclo de Vida
Cinco Cabides
Comparação
Compensação entre Flexibilidade e Usabilidade
Condescendência
Condicionamento Clássico
Condicionamento Operante
Conectividade Uniforme
Confirmação
Congelamento/Fuga/Luta/Entrega
Consistência
Constância
Controle
Convergência
Cor
Custo/Benefício

Densidade Proposicional
Desempenho versus Preferência
Design por Comitê
Destaque
Destino Comum
Detecção de Ameaças
Diagrama de Gutenberg
Dissonância Cognitiva
Distribuição Normal

Efeito Catedral
Efeito da Aparência Facial Mais Próxima da Média
Efeito da Superioridade da Imagem
Efeito de Expectativas
Efeito de Mera Exposição
Efeito Estética/Usabilidade
Efeito Veblen
Efeito Vermelho
Efeito von Restorff
Efeitos da Posição Serial
Efeitos de Interferência
Elo Mais Fraco
Enquadramento
Entra Lixo, Sai Lixo
Erros
Escassez
Espaço Defensável

Facilidade de Leitura
Falácia da Escalabilidade
Fator de Fixação
Fator de Segurança
Fechamento
Fixação de Caçador/Criador
Forma Segue a Função
Formas Estruturais

Hierarquia
Hierarquia de Necessidades
Horror ao Vácuo

Imersão
Iteração

Legibilidade
Lei da Pregnância
Lei de Fitts
Lei de Hick
Linha do Desejo

Mais Avançado Embora Aceitável
Mapeamento
Mimetismo
Mnemônica
Modelagem
Modelo Mental
Modularidade

Não Inventado Aqui
Narração
Navalha de Occam
Nudge

Organizador Prévio

Pedra de Roseta
Personas
Perspectiva/Refúgio
Pirâmide Invertida
Ponto de Entrada
Preferência pela Savana
Preferência pelo Contorno
Princípio da Incerteza
Profundidade de Processamento
Projeção Tridimensional
Proporção Áurea
Protótipos
Proximidade

Razão Entre Rosto e Corpo
Reconhecimento versus Lembrança
Redundância
Regra 80/20
Regra dos Terços
Relação Cintura/Quadril
Relação Figura/Fundo
Relação Sinal/Ruído
Representação Icônica
Ressonância Visuoespacial
Restrição
Revelação Progressiva

Satisfação
Segmentação
Semelhança
Sensibilidade à Orientação
Sequência de Fibonacci
Simetria
Sugestão Subliminar

Uncanny Valley

Viés da Iluminação de Cima para Baixo
Viés do Rosto de Bebê
Viés Estético
Visibilidade

Wabi-Sabi
Wayfinding

Quarta capa do livro Princípios Universais do Design, Bookman Editora

É o típico título que deveria ser como “livro adotado” pelas faculdade de design.
Obrigado, Elisa, pela indicação do livro, adorei :)
E você? Quais são os princípios que tem curiosidade de saber mais a respeito? Deixa aí nos comentários!

Design e Tipografia

Capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É bem legal ver como estão lançando bons livros de tipografia no Brasil (em português). Da mesma coleção do Criar Grids (veja o post), a a Editora Blucher (veja os posts com a tag Editora Blucher | siga a @EditoraBlucher no Twitter) segue a coleção e o Design e Tipografia também reúne 100 fundamentos tipográficos, cada uma em uma página dupla, com exemplos bem explicados e detalhados. Além de tudo isso, claro, os exemplos também podem ser usados como boas referências. O sumário do livro (os 100 fundamentos):

A LETRA
1. Usando letras como formas
2. Usando o espaço interno como forma
3. Detalhes da forma das letras
4. O conteúdo emocional sugerido pelo texto
5. Conotações históricas
6. Considerando o suporte
7. Honrar a dignidade
8. A solução feita à mão
9. Expressividade
10. Permanecer neutro
11. Considerar o contraste do fundo
12. Ênfase usando pesos
13. Ênfase usando o contraste de pesos
14. Ênfase usando tamanhos
15. Ênfase usando o contraste de tamanhos
16. Aspas inteligentes
17. O hífen, travessões “ene” e “eme”
18. Alto contraste invertido
19. Dimensões extremas
20. Floreados intensos
21. Pensar como um compositor de tipos
22. Usando versões display
23. Usando números
24. Dingbats e pictogramas
25. Teoria da Relatividade I

A PALAVRA
26. Uma tipografia “ruim”?
27. Abominações tipográficas
28. Hierarquia usando posicionamento
29. Hierarquia usando tamanho
30. Hierarquia usando peso
31. Hierarquia usando cor
32. Hierarquia usando contraste
33. Hierarquia usando orientação
34. Hierarquia usando efeitos especiais
35. Kern: quando aplicar
36. Tipos como imagem
37. Tipos tridimensionais
38. Repetição
39. Desconstruindo os tipos
40. Empilhamento vertical
41. Veja a forma
42. Usando maiúsculas e minúsculas
43. A regra das três tipografi as
44. Combinando várias tipografias
45. Combinando tipos usando contraste,peso ou cor
46. Combinando tipos usando compatibilidades históricas
47. Familiaridade produz legibilidade
48. Versaletes e frações: proporções corretas
49. Usando o tipo certo
50. Teoria da Relatividade II

O PARÁGRAFO
51. A tipografia invisível
52. Tipografi a em alta evidência
53. Menos é mais
54. Mais é mais
55. Espaçamento entreletras e entrepalavras
56. Hifenização e justifi cação
57. Instruções para o tracking
58. A “cor” do texto
59. Considerando a massa tipográfica
60. Padrão, gradação e textura
61. Princípios básicos de entrelinhas
62. Comprimento ideal para linhas de texto
63. Abrindo o entrelinhas
64. Linhas empilhadas
65. Indicando parágrafos
66. Capitulares iniciais e descendentes
67. Parágrafos de abertura
68. Órfã e viúvas
69. “Rios” de espaço
70. Evite os tipos decorativos
71. Celebre os tipos decorativos
72. Textos sobrepondo imagens
73. Textos sobrepondo textos
74. O efeito do bloco de texto
75. Teoria da Relatividade III

A PÁGINA
76. Legibilidade, legibilidade, legibilidade
77. Legibilidade em segundo plano
78. Limitando as tipografias
79. Uma família tipográfica
80. Seis tipos essenciais
81. Necessidade por todos os tipos
82. Tipos para texto versus tipos display
83. Pontos de entrada organizados
84. Sistematizando a hierarquia
85. Textos justifi cados
86. Alinhamentos à esquerda,franja à direita
87. Alinhamentos à direita, centralizados e assimétricos
88. O grid de múltiplas colunas de texto
89. Grids irregulares
90. “Acessórios” tipográficos
91. Linha fi na, destaques e citações
92. O “nascer e morrer” do texto
93. Caos versus ordem
94. Comentários, marginália e outros idiomas
95. Gráfi cos e tabelas
96. Dispositivos de navegação
97. Margens e calhas
98. Enquadrando o texto
99. Flutuando no espaço
100. Teoria da Relatividade IV

Alguns exemplos dos fundamentos:

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Note que além da explicação do fundamento, cada aplicação tem suas particularidades e justificativas, além dos créditos do projeto, como o diretor de criação, designer e cliente (dá pra buscar facinho mais projetos de cada uma na internet).

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Os fundamentos não se prendem apenas nas tipografias famosas, tem também exemplos de tipografia feita à mão…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

… e também de dingbats e pictogramas.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Gradativamente, os fundamentos vão da letra em específico pra palavra em si…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

E depois pro parágrafo.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Quarta capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É evidente que esses fundamentos não podem ser encarados como receitas rígidas e presas, que existirão momentos que algo precisará ser quebrado ou modificado, mas acredito que só podemos quebrar ou modificar aquilo que conhecemos bem, né? Bem, em suma, esse é mais um livrão bacana pra entrar no wish list dos designers :)

Criar Grids

Capa do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Hoje em dia eu não sei como, em algum momento da minha vida, eu consegui trabalhar sem grids. A manutenção, as mudanças, o desenvolver do projeto e suas modificações inesperadas e a continuação do trabalho de outro designer num projeto desconhecido. Essas são só alguns dos motivos que eu sou do time que veste a camisa do “Time dos Criadores de Grids”  :)

Embora muitos defendam o contrário e que usar grid “prende” o designer, acredito que fique preso apenas aqueles que não entenderam direito como funciona. O grid é a liberdade criativa embelezada pela unidade, pela sequência, pela lógica e pela quebra de tudo isso.

Bem, a Editora Blucher (veja os posts com a tag Editora Blucher | siga a @EditoraBlucher no Twitter) trouxe a coleção desses livros de fundamentos do design. Em “Criar Grids – 100 Fundamentos de Layout” tem, bem explicadinho, todos esses macetes pra não errar na hora de estruturar um projeto. O (longo!) sumário das 100 dicas do livro:

Introdução

Elementos de um Grid
Conhecer os Componentes

Diagrama Básico de Grid
Aprender as Estruturas Básicas

Determinar o Grid Apropriado
Avalie o Conteúdo

Formatando o Texto
Primeiro, As Coisas mais Importantes; Calcule

Hierarquia da Informação
Vá com Calma com o Leitor

Grid e Imagem
Determine uma Ordem

Combinando Grid, Tipografia e Imagem
Considere todos os Elementos

Cor
Defina Espaço com Cores

Espaço
Comunique Usando o Espaço

Ritmo e Fluxo
O Ritmo Marca o Tom

Uma Coluna
Dê uma Cara ao Assunto
Design com Margens Amplas
Trabalhe com Proporção

Duas Colunas
Atribua Equivalência às Colunas
Design como Função
As Linhas Mandam!
Use Toda a Área
Use a Tipografia para Definir Zonas no Grid
Misture Peculiaridades com Consistência
Alterne Formatos

Três Colunas
Faça Parecer Simples
Defina Colunas Tipograficamente
Evite Amontoar
Abaixe as Colunas
Alterne os Tamanhos

Múltiplas Colunas
Agite o que for Reto e Estreito
Misture Tudo
Controle a Diversidade de Elementos
Acompanhe a Tradução; Seja Claro
Bases para Websites

Modular
Divida em Partes
Deixe Alguma Área de Respiro
Seja Racional
Opte por um Mundo Organizado
Módulos não Precisam ser Quadrados

Tabelas e Gráficos
Pense no Gráfico como um Todo
Ilustre os Gráficos
O Design além do Esperado
Delimite Discretamente as Caixas
Ultrapasse os Limites

A Cor como Elemento Dominante
Use a Cor para Obter Atenção
Defina uma Paleta de Cores
Deixe a Cor ser a Informação
Junte a Cor com a Tipografia

Cores como Princípio Organizador
Controle as Cores
Use Cor na Tipografia como Ênfase
Coloque a Informação em Cores
A Cor como Código
Separe o Conteúdo com Cores
Use Tons para Obter a Cor

Hierarquia Horizontal
Quebre a Sinalização em Seções
Junte as Semelhanças
Deixe o Espaço Definir seus Horizontes
Ilustre Linhas do Tempo
Trabalhe Acima e Abaixo da Dobra (Horizontal)

Quando os Tipos Formam o Grid
Faça Barulho
Gire na Vertical
Compacte os Elementos
Brinque com o Grid
Envolva o Espectado

Repleto e Funcional
Com Ordem, Faça Margens Pequenas Funcionarem
Seja Direto
Evite Apinhamento
Faça o Espaço Valer
Projete um Ponto-de-Vista Equilibrado
Guie o seu Leitor

Arejado, mas não Pobre
Entre no Ritmo
Crie um Oásis
Deixe as Imagens Brilharem

Sem um Grid Aparente
Faça um Esboço a Mão
Hierarquia Implícita
Use Princípios de Organização
Favoreça a Fluidez

Formas Orgânicas
Planeje Pausas
Permita Dramaticidade
Use Silhuetas para Avivar a Composição
Deixe a Intuição Prevalecer

O Grid Suíço
Construa um Sistema
Use Peso e Medidas
Use Helvetica
Use Linhas
Aplique Hierarquias Verticais e Horizontais

Grid Interrompido
Construa com o Inesperado
Varie os Tamanhos
Deixe a Foto Falar
Destaque com Barras Laterais

Grid Reconstruído
Observe os Mestres
Amplie!
Mude as Fronteiras

Grid em Camadas
Faça Complexo
Pense em Mais de Uma Dimensão
Pense Globalmente

Grids e Movimento
Crie uma Estrutura que Sustente Várias Mídias
Venda
Faça se Mexer
Faça-o Modular

Quebrando as Regras
Faça com Clareza
Siga o Futuro
Siga o seu Coração
Esqueça as Regras

Basicamente cada página dupla tem uma das “dicas” de como criar um bom grid. No meu primeiro contato com o livro, eu senti que ele era “não-linear”, que eu poderia ler as dicas de grid em qualquer ordem. Mas percebi ao final que no começo o autor “pega mais leve”, é bem básico e depois vai ficando mais complexo.

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Além do texto principal, as imagens têm legendas que definem ainda mais o conceito do grid utilizado:

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

É bem interessante que os exemplos de grids são bem variados e as “caras” e a complexidade dos layouts também, além das explicações dos grids tem muita coisa que dá pra usar como referência visual também:

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Quarta capa do livro Criar Grids, da Editora Blucher

E você? Tem alguma outra dica de grid? Veste a camisa ou acha que ele prende o designer? Fala aí nos comentários!

Conversas com Paul Rand [Cosac Naify]

Conversas com Paul Rand, capa, livro da Cosac Naify

Acho que não poderiam encontrar título melhor pra esse belo livro da Cosac Naify. Conversas. Foi assim que me senti enquanto lia essa publicação. É como ouvir um papo bacana de alguém que tem bastante coisa legal pra falar e você ali, de ouvinte. O papo flui, fica cada vez mais interessante e quando você vê, “plim”, acabou o livro. E valeu cada palavra.

Paul Rand (1914-1996), um dos maiores nomes do design do século passado, além de deixar sua imensa galeria de ótimos projetos , também deixou uma gama de textos, artigos, livros e deu muitas aulas/palestras de design. E são papos desses, que tratam do ensino do design, que estão nesse livro. São dois papos com Paul Rand: no primeiro ele debate, opina, explica e questiona professores universitários de design. No segundo ele fala com alunos numa aula, pergunta, os intriga,  e responde suas dúvidas. Depois das conversas, ainda tem alguma história bacana (no formato de depoimento) que envolve grandes nomes junto de Paul Rand, como Wolfgang Weingart, Steff Geissbuher, Gordon Salchow etc.

O autor, Michael Kroegger, organizou esse material todo e daí saiu o livro. Inclusive tem frases bem legais destacadas no decorrer do livro:

“O design é um conflito entre forma e conteúdo”. – Paul Rand

“Tudo é relativo. Design é relação”. – Paul Rand

“O ponto não é sair do grid. O ponto é permanecer nele e fazer isso corretamente”. – Paul Rand

“O todo é mais que a soma de suas partes”. – Paul Rand

Vale bastante a pena dar uma espiadinha no site oficial do Paul Rand, ver seus trabalhos e perceber quanta coisa legal dá pra um cara desse ensinar. :)

8 livros de design por menos de R$ 50 cada

Há alguns meses fiz um post de (quase) mesmo título (leia!) , mas percebi que ele ficou desatualizado em quase todos os livros. Os preços subiram, invés de 10, agora são 8, mas são muito bons, valem a pena. Aí vai uma lista atualizadíssima e claro, preços valendo apenas na data do post!

ABC da Bauhaus – Bauhaus e a teoria do design, de Ellen Lupton e J. Abbott Miller

Mais do que referencial, histórico e cheio de imagens para inspiração, a dupla de autores contextualiza o movimento e discute como essa escola alemã de design se relaciona com outras áreas e como a psicanálise pode ser relacionar com a geometria das formas que a Bauhaus usava, o círculo, o quadrado e o triângulo. É bem nerd e diferente de todos os outros que vi de Bauhaus em português.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 44,00

Alexandre Wollner e a Formação do Design Moderno, de André Stolarski

Livro + DVD de uma entrevistona com o Alexandre Wollner, talvez o pioneiro do design contemporâneo brasileiro. Ele fala da relação de design e arte, design e publicidade e do que está sendo produzido atualmente.
Lugar mais barato: Americanas, R$ 44,90
Leia o post Livro: Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil [Um projeto de André Stolarski – Ed. Cosac Naify]

As Leis da Simplicidade, de John Maeda

O designer-artista-e-professor-do-MIT John Maeda dá, em 10 lições, dicas para encontramos mais facilmente a simplicidade no trabalho e no que produzimos. Tem até um blog que ele lançou pra continuar o livro, o The Laws of Simplicity.
Lugar mais barato: Americanas, R$ 27,90

Do Maíz à Maizena – Um Layout de 140 Anos, de Tadeu Costa

A embalagem de Maizena sempre pareceu “igual” pra todos. E num mundo de propagandas e logos que não duram muito, como permanecer sem modificações por muito tempo (afinal, 140 anos é muita coisa, né?)? É o que Tadeu Costa explica nesse livro, rápido e gostoso de ler, além de mostrar todas as mudanças da embalagem, comerciais de TV, anúncios e calendários de receitas.

Lugar mais barato: Fnac R$ 25,50

Linguagens do Design – Compreendendo o Design Gráfico, de Steven Heller

A possibilidade da leitura não-linear e o ótimo conteúdo me agradaram bastante. O autor mostra diversos “ícones” do design e conta sua história e curiosidades, como a Suástica, o símbolo da paz, cartazes, caixas de fósforos japonesas, embalagens de aparelhos de barbear…

Lugar mais barato: Fnac, R$ 38,25

Nova York – A vida na cidade grande, de Will Eisner

Livro de quadrinhos, sim. Mas para os preconceituosos, não é qualquer tipo de quadrinhos. É Will Eisner. E nesse livro ele mostra o cotidiano dos moradores das grandes cidades em diversas situações divertidas, inteligentes e extremamente bem resolvidas. No mínimo é genial.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 39,90

O Mundo é Mágico – As Aventuras de Calvin e Haroldo, de Bill Watterson

A simplicidade e inocência do Calvin nessa coletânea de suas tirinhas. Ideal pra dar aquela “quebrada” entre um livro de design e outro.

Lugar mais barato: Submarino, R$ 19,90

Projeto Tipográfico, de Cláudio Rocha

Cláudio Rocha é tipógrafo brasileiro, trabalha com isso desde 1975, é diretor da Oficina Tipográfica São Paulo (leia o post “Curso de composição tipográfica manual Módulo I – Cartão de visita” e também o “Módulo II – Cartaz” e editor da Revista TIPOITALIA, idealizador e editor da Revista Tupigrafia, entre muitas outras atribuições. Nessa publicação ele conta de características da tipografia digital e analógica, a trajetória das fontes tanto técnica quanto estética, além de comentar tipos serifados, sem serifa e manuscritos. Essa é uma reedição revisada e ampliada do primeiro livro de tipografia que li na vida :)

Lugar mais barato: 2AB Editora, R$ 33,48

Alguém tem mais sugestões nessa faixa de preço? Pode deixar nos comments :)

10 livros essenciais por menos de R$ 50,00 cada

ATENÇÃO: ESSE POST ESTÁ DESATUALIZADO. VOU MANTÊ-LO AQUI PARA FINS DE ARQUIVO, MESMO.

FIZ UMA LISTA DE 8 LIVROS QUE SE ENCAIXAM NESSA FAIXA DE PREÇOS E PUBLIQUEI EM 8 DE MARÇO DE 2010. LEIA O POST.

Para beneficiar o bolso de todo designer e regar a cabeça com conteúdo de primeira categoria, fiz uma seleção nos livros que li, que gostei bastante, que recomendei e que não pesaram (tanto) no orçamento. Todos os preços são baseados na data do post, 22/10/2009 e tinham em estoque nos respectivos sites, depois eu não garanto, hein?

As Leis da Simplicidade, de John Maeda

O designer-artista-e-professor-do-MIT John Maeda dá, em 10 lições, dicas para encontramos mais facilmente a simplicidade no trabalho e no que produzimos. Tem até um blog que ele lançou pra continuar o livro, o The Laws of Simplicity.
Lugar mais barato: Americanas, R$ 21,90

ABC da Bauhaus – Bauhaus e a teoria do design, de Ellen Lupton e J. Abbott Miller

Mais do que referencial, histórico e cheio de imagens para inspiração, a dupla de autores contextualiza o movimento e discute como essa escola alemã de design se relaciona com outras áreas e como a psicanálise pode ser relacionar com a geometria das formas que a Bauhaus usava, o círculo, o quadrado e o triângulo. É bem nerd e diferente de todos os outros que vi de Bauhaus em português.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 39,60

Objetos de desejo – Design e sociedade desde 1750, de Adrian Forty

A editora Cosac Naify acertou em traduzir esse livro, lançado originalmente em 1986, mas que continua atualizadíssimo. Adrian Fordy trata da relação do design com a sociedade e como ela expressa seus valores, do que aconteceu com o design nos últimos 200 anos e de produtos que foram fruto de tudo isso.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 49,68

Elementos do estilo tipográfico, de Robert Bringhurst

A leitura é densa e complicada na maior parte do tempo, o oposto do Pensar com tipos, da Ellen Lupton (que só não entrou nessa lista porque na hora de subir o post, acabou o estoque da Fnac), mas pra mim esse é o mais fantástico custo-benefício livro de tipografia que contempla explicação do que é cada “pedacinho das letras”.
Lugar mais barato: Submarino, R$ 44,10

Grid: Construção e desconstrução, de Timothy Samara

Já vi gente falar que é só pra design gráfico, mas eu discordo totalmente. O grid, enquanto fundamento, é único e o autor resolveu muito mostrando como layouts são criados baseados em grids e na outra metade do livro, desconstroi outros, fazendo o processo inverso.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 43,47

Novos Fundamentos do Design, de Ellen Lupton e Jennifer Cole Phillips

Baseado na ideia que os fundamentos do design foram feitos há muito tempo, a Ellen Lupton e a Jennifer Cole Phillips os “atualizam” e adicionaram outros que a tecnologia não permitia existir.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 43,47
Leia o post Livro: Novos Fundamentos do Design [Ellen Lupton e Jennifer Cole Phillips – Ed. Cosac Naify]

Design brasileiro antes do design, de Rafael Cardoso

Todo mundo fala do design brasileiro nos anos 1960, da bossa nova, das escolas de design nacionais, mas o Rafael Cardoso mostra e comenta (quase) tudo que rolou antes, desde a época da imprensa régia em 1808. Cheio de imagens, a publicação contempla até o final dos anos 1950.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 49,68

Não me faça pensar, de Steve Krug

Embora não seja a mais espetacular referência de usabilidade do universo, é pra mim o melhor começo. Mesmo com a diagramação terrível somada a tradução que deve muito para a original americana, o livro abre bem a cabeça e mostra diversos exemplos de como deixar os projetos mais usáveis.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 49,59

Nova York – A vida na cidade grande, de Will Eisner

Livro de quadrinhos, sim. Mas para os preconceituosos, não é qualquer tipo de quadrinhos. É Will Eisner. E nesse livro ele mostra o cotidiano dos moradores das grandes cidades em diversas situações divertidas, inteligentes e extremamente bem resolvidas. No mínimo é genial.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 49,50

Alexandre Wollner e a Formação do Design Moderno, de André Stolarski

Livro + DVD de uma entrevistona com o Alexandre Wollner, talvez o pioneiro do design contemporâneo brasileiro. Ele fala da relação de design e arte, design e publicidade e do que está sendo produzido atualmente.
Lugar mais barato: Americanas, R$ 44,90
Leia o post Livro: Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil [Um projeto de André Stolarski – Ed. Cosac Naify]

E vocês amigos? Têm indicações de livros nessas condições? Então coloquem nos comentários!