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A Referência no Design Gráfico

A Referência no Design Gráfico, Editora Blucher
E cada vez mais aparecem bons livros de referências em design. Quem me dera na minha época de aluno da faculdade eu tivesse acesso a 1/4 dessa quantidade de títulos de hoje. Esse, A Referência no Design Gráfico – Um Guia Para a Linguagem, Aplicações e História do Design, da Editora Blucher é um ótimo exemplo disso. As 400 páginas são ricamente ilustradas e ainda por cima bem recheadas de informação. Dá só pra “ver”, dá só pra ler, dá pra ter os dois, que é minha sugestão. Do vintage pro contemporãneo, o impresso, o digital, designers, conceitos, tudo na medida certa. Tem texto suficiente pra você se interessar pelo assunto e na quantidade ideal para que o topico não fique cansativo e você parta logo pro próximo item, linear ou não-linearmente.

Os autores Bryony Gomez-Palacio e Armin Vit dão um breve contexto e mostram imagens de revistas como Emigre, Eye, IDEA, Critique e Esquire. Tem designers como Ladislav Sutnar, Joseph Müller-Brockmann, Paul Rand, Massimo Vignelli, Milton Glaser, Wolfgang Weingart, David Carson. Estúdios como a Pentagram, The Republic Designers e Push Pin. Tem type foundries como a ITC, The Font Bureau, Adobe Fonts, Emigre Fonts, House Industries e Fontshop International. E tem museus de arte e design, tem referências de podcasts e blogs de design, tem o DESIGNICES! Ok… não tem o DESIGNICES, não… Desculpe, me empolguei. E tem cartazes, capas de discos, mapas de metrô, embalagens, revistas, jornais, referências de outros livros… Enfim, dá pra se divertir por um bom tempo com essa publicação. Interessante é ver que além de todas essas figuras carimbadas do design mundial e atemporal também tem outros “menos conhecidos” com ótimos trabalhos. Eu sempre me pego esbarrando nesses nomes e procurando mais a respeito. Alguns foram tão legais que até gastei mais grana em livros a respeito, hehe! Coisas da vida!

Pra mais detalhes sobre o conteúdo:

Sumário

Apresentação
Uma modesta linha do tempo

Princípios
De design (Disciplinas, layout, cor)
De tipografia (Anatomia, genealogia, classificação, composição)
De produção impressa (Métodos de impressão, acabamento)

Conhecimento
Em papel (Periódicos e revistas, livros)
Online (Blogs, fóruns e diários; Arquivos, referências e acervos; Podcasts e rádios online )
Na sala de exposição (Museus, arquivos)
Nas salas de aula

Representantes
De design (1920-1960, 1980-2000)
De formas de letra (Origens, pós-1984)
De escrita
De designers

Prática
Nas paredes (Nas prateteiras, nas bancas de revista, em identidade, em letras)
Nas estantes (Livros, música, produtos de consumo)
Nas bancas de revista
Sobre identidade (Logotipos, programas de identidade)
Sobre formas de letras (Clássicas, inovadoras, novos clássicos, desprezadas)

A sobrecapa pode ser removida pra dar uma espiada nas cores e trabalhos da capa, mas nesse caso é interessante manter: ela é bem resistente e é plástica, não vai rasgar ou amassar fácil.

A Referência no Design Gráfico - Detalhe da sobrecapa

Alguns exemplos de como o conteúdo é exibido e ilustrado nas internas:

A Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de interna

A principal vantagem que encontro nesse livro é, além da qualidade da curadoria e quantidade das referências, elas estão devidamente contextualizadas e definidas, diferente do que geralmente encontramos em livros “somente de referências visuais” que geralmente não nos dão muita chance de procurar ou saber mais, nem entender onde aqueles projetos estavam envolvidos e porque foram feitos.

Esse é mais um título que recebe o “Selo DESIGNICES de qualidade reconhecida;)

Design Shot! #11- O design do Terceiro Mundo nos livros

“Todas as histórias do design publicadas até hoje, e isso também se aplica em grande parte ao presente trabalho, têm o design das metrópoles como objeto. Nas obras de referência e nos livros ilustrados sobre o design gráfico e industrial, aparecem apenas objetos de design dos países capitalistas industrializados e altamente desenvolvidos da Europa e da América do Norte. Por que isso acontece? Devamos acusar os autores de uma limitada visão eurocentrista que ignora uma parte da prática do design? (*)” – Beat Schneider , no livro Design – Uma Introdução, da Editora Blucher

*: Claro que no livro o autor continua e conclui esses questionamentos, exemplifica e questiona mais. Trouxe esse trecho pra cá para propor discussões.

Lançamento do livro “Design, Cultura e Sociedade”, de Gui Bonsiepe

Teremos em São Paulo o lançamento do incrível [sei que é, tenho e estou lendo! :)] livro do professor Gui Bonsiepe, chamado Design, Cultura e Sociedade, da Editora Blucher.

Convite versão “tô com pressa, quero saber logo”:

"Flyer" do lançamento do livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe
Lançamento do livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe (veja o livro no site da Blucher)
Evento gratuito
Terça, 16/08, a partir das 19:30
Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 (veja no mapa)
11 3032-3727
São Paulo – SP

Por favor, divulgue para os amigos e interessados.

Convite versão “que legal, quero saber mais!”:

Livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe

O livro aborda características fundamentais do design, que são as relações com a sociedade e a cultura, como o título bem explica. A questão é que nem sempre nos deparamos com isso quando trabalhamos apenas com o design aplicado a comunicação comercial e peças “vendedoras”. Como é um assunto por vezes polêmico, pode render boas discussões. Bonsiepe fala sobre projetos de design na periferia, como o design pode ajudar no desenvolvimento social, o contexo sociopolítico do trabalho projetual. Acho que pelo sumário dá pra ter uma ideia do que me refiro:

01. Design e Democracia
02. Algumas Virtudes do Design
03. Identidade – Contraidentidade do Design
04. Cognição e Design – O papel da Visualização para a Socialização dos Conhecimentos
05. Retórica visual-verbal
06. Patterns Audiovisualísticos – uma Contribuição à Semiótica Empírica
07. Um Olhar sobre as Falhas (breakdowns) e Juntas.
08. Entre Ocularismo e Verbocentrismo
09. Pensamento Operacional e Pensamento Contracorrente
10. Racionalismo Militante em um Laboratório de Inovação Cultural
11. Design e Pesquisa do Design – Diferença e Afinidade
12. Inovação, Design e Globalização

Quanto ao professor Gui Bonsiepe (site oficial): Cursou a escola de ULM nos anos 1950. No final da dácada de 1960 mudou-se para a America Latina. No Chile, além de dar acessoria para pequenas e médias empresas na área de design industrial,  ele criou Desnvolvimento de Produtos no Comitê de Investigações Tecnológicas, depois foi pra  Argentina e criou a Área de Desenvolvimento de Produtos no Instituto Nacional de Tecnologia Industrial. Depois disso, nos anos 1980 no Brasil, criou e coordenou o Laboratório Brasileiro de Desenho Industrial. Foi docente em diversas universidades latino e norte-americanas, asiáticas e europeias. Foi vice-presidente da Internacional Council of Societies of Industrial Design e presidente da Swiss Design Network. Escreveu diversos livros na área e [evidentemente] estará no evento, para autografar os livros e vai falar rapidamente de como foi escrever o livro e também um pouco sobre a história do design. Além, claro, de bastante gente legal que certamente estará por lá. Fora que visitar o Museu da Casa Brasileira já é bem bacana, né?

Lançamento do livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe (veja o livro no site da Blucher)
Evento gratuito
Terça, 16/08, a partir das 19:30
Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 (veja no mapa)
11 3032-3727
São Paulo – SP

Por favor, divulgue para os amigos e interessados.

Quem vai? ;)

Design e Tipografia

Capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É bem legal ver como estão lançando bons livros de tipografia no Brasil (em português). Da mesma coleção do Criar Grids (veja o post), a a Editora Blucher (veja os posts com a tag Editora Blucher | siga a @EditoraBlucher no Twitter) segue a coleção e o Design e Tipografia também reúne 100 fundamentos tipográficos, cada uma em uma página dupla, com exemplos bem explicados e detalhados. Além de tudo isso, claro, os exemplos também podem ser usados como boas referências. O sumário do livro (os 100 fundamentos):

A LETRA
1. Usando letras como formas
2. Usando o espaço interno como forma
3. Detalhes da forma das letras
4. O conteúdo emocional sugerido pelo texto
5. Conotações históricas
6. Considerando o suporte
7. Honrar a dignidade
8. A solução feita à mão
9. Expressividade
10. Permanecer neutro
11. Considerar o contraste do fundo
12. Ênfase usando pesos
13. Ênfase usando o contraste de pesos
14. Ênfase usando tamanhos
15. Ênfase usando o contraste de tamanhos
16. Aspas inteligentes
17. O hífen, travessões “ene” e “eme”
18. Alto contraste invertido
19. Dimensões extremas
20. Floreados intensos
21. Pensar como um compositor de tipos
22. Usando versões display
23. Usando números
24. Dingbats e pictogramas
25. Teoria da Relatividade I

A PALAVRA
26. Uma tipografia “ruim”?
27. Abominações tipográficas
28. Hierarquia usando posicionamento
29. Hierarquia usando tamanho
30. Hierarquia usando peso
31. Hierarquia usando cor
32. Hierarquia usando contraste
33. Hierarquia usando orientação
34. Hierarquia usando efeitos especiais
35. Kern: quando aplicar
36. Tipos como imagem
37. Tipos tridimensionais
38. Repetição
39. Desconstruindo os tipos
40. Empilhamento vertical
41. Veja a forma
42. Usando maiúsculas e minúsculas
43. A regra das três tipografi as
44. Combinando várias tipografias
45. Combinando tipos usando contraste,peso ou cor
46. Combinando tipos usando compatibilidades históricas
47. Familiaridade produz legibilidade
48. Versaletes e frações: proporções corretas
49. Usando o tipo certo
50. Teoria da Relatividade II

O PARÁGRAFO
51. A tipografia invisível
52. Tipografi a em alta evidência
53. Menos é mais
54. Mais é mais
55. Espaçamento entreletras e entrepalavras
56. Hifenização e justifi cação
57. Instruções para o tracking
58. A “cor” do texto
59. Considerando a massa tipográfica
60. Padrão, gradação e textura
61. Princípios básicos de entrelinhas
62. Comprimento ideal para linhas de texto
63. Abrindo o entrelinhas
64. Linhas empilhadas
65. Indicando parágrafos
66. Capitulares iniciais e descendentes
67. Parágrafos de abertura
68. Órfã e viúvas
69. “Rios” de espaço
70. Evite os tipos decorativos
71. Celebre os tipos decorativos
72. Textos sobrepondo imagens
73. Textos sobrepondo textos
74. O efeito do bloco de texto
75. Teoria da Relatividade III

A PÁGINA
76. Legibilidade, legibilidade, legibilidade
77. Legibilidade em segundo plano
78. Limitando as tipografias
79. Uma família tipográfica
80. Seis tipos essenciais
81. Necessidade por todos os tipos
82. Tipos para texto versus tipos display
83. Pontos de entrada organizados
84. Sistematizando a hierarquia
85. Textos justifi cados
86. Alinhamentos à esquerda,franja à direita
87. Alinhamentos à direita, centralizados e assimétricos
88. O grid de múltiplas colunas de texto
89. Grids irregulares
90. “Acessórios” tipográficos
91. Linha fi na, destaques e citações
92. O “nascer e morrer” do texto
93. Caos versus ordem
94. Comentários, marginália e outros idiomas
95. Gráfi cos e tabelas
96. Dispositivos de navegação
97. Margens e calhas
98. Enquadrando o texto
99. Flutuando no espaço
100. Teoria da Relatividade IV

Alguns exemplos dos fundamentos:

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Note que além da explicação do fundamento, cada aplicação tem suas particularidades e justificativas, além dos créditos do projeto, como o diretor de criação, designer e cliente (dá pra buscar facinho mais projetos de cada uma na internet).

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Os fundamentos não se prendem apenas nas tipografias famosas, tem também exemplos de tipografia feita à mão…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

… e também de dingbats e pictogramas.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Gradativamente, os fundamentos vão da letra em específico pra palavra em si…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

E depois pro parágrafo.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Quarta capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É evidente que esses fundamentos não podem ser encarados como receitas rígidas e presas, que existirão momentos que algo precisará ser quebrado ou modificado, mas acredito que só podemos quebrar ou modificar aquilo que conhecemos bem, né? Bem, em suma, esse é mais um livrão bacana pra entrar no wish list dos designers :)

Design Shot! #5 – O gosto

“O gosto é uma convenção socialmente determinada e específica de uma classe (dominante) sobre formas de percepção obrigatoriamente valorativas e normas ou modelos de comportamento, nas quais entram em jogo não apenas hábitos e tradições, mas também uma forte coerção por adaptação.” – Beat Schneider (citando Gert Selle, no livro Ideologie und Utopie des Design, p. 46), no livro Design – Uma Introdução, da Editora Blucher

Criar Grids

Capa do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Hoje em dia eu não sei como, em algum momento da minha vida, eu consegui trabalhar sem grids. A manutenção, as mudanças, o desenvolver do projeto e suas modificações inesperadas e a continuação do trabalho de outro designer num projeto desconhecido. Essas são só alguns dos motivos que eu sou do time que veste a camisa do “Time dos Criadores de Grids”  :)

Embora muitos defendam o contrário e que usar grid “prende” o designer, acredito que fique preso apenas aqueles que não entenderam direito como funciona. O grid é a liberdade criativa embelezada pela unidade, pela sequência, pela lógica e pela quebra de tudo isso.

Bem, a Editora Blucher (veja os posts com a tag Editora Blucher | siga a @EditoraBlucher no Twitter) trouxe a coleção desses livros de fundamentos do design. Em “Criar Grids – 100 Fundamentos de Layout” tem, bem explicadinho, todos esses macetes pra não errar na hora de estruturar um projeto. O (longo!) sumário das 100 dicas do livro:

Introdução

Elementos de um Grid
Conhecer os Componentes

Diagrama Básico de Grid
Aprender as Estruturas Básicas

Determinar o Grid Apropriado
Avalie o Conteúdo

Formatando o Texto
Primeiro, As Coisas mais Importantes; Calcule

Hierarquia da Informação
Vá com Calma com o Leitor

Grid e Imagem
Determine uma Ordem

Combinando Grid, Tipografia e Imagem
Considere todos os Elementos

Cor
Defina Espaço com Cores

Espaço
Comunique Usando o Espaço

Ritmo e Fluxo
O Ritmo Marca o Tom

Uma Coluna
Dê uma Cara ao Assunto
Design com Margens Amplas
Trabalhe com Proporção

Duas Colunas
Atribua Equivalência às Colunas
Design como Função
As Linhas Mandam!
Use Toda a Área
Use a Tipografia para Definir Zonas no Grid
Misture Peculiaridades com Consistência
Alterne Formatos

Três Colunas
Faça Parecer Simples
Defina Colunas Tipograficamente
Evite Amontoar
Abaixe as Colunas
Alterne os Tamanhos

Múltiplas Colunas
Agite o que for Reto e Estreito
Misture Tudo
Controle a Diversidade de Elementos
Acompanhe a Tradução; Seja Claro
Bases para Websites

Modular
Divida em Partes
Deixe Alguma Área de Respiro
Seja Racional
Opte por um Mundo Organizado
Módulos não Precisam ser Quadrados

Tabelas e Gráficos
Pense no Gráfico como um Todo
Ilustre os Gráficos
O Design além do Esperado
Delimite Discretamente as Caixas
Ultrapasse os Limites

A Cor como Elemento Dominante
Use a Cor para Obter Atenção
Defina uma Paleta de Cores
Deixe a Cor ser a Informação
Junte a Cor com a Tipografia

Cores como Princípio Organizador
Controle as Cores
Use Cor na Tipografia como Ênfase
Coloque a Informação em Cores
A Cor como Código
Separe o Conteúdo com Cores
Use Tons para Obter a Cor

Hierarquia Horizontal
Quebre a Sinalização em Seções
Junte as Semelhanças
Deixe o Espaço Definir seus Horizontes
Ilustre Linhas do Tempo
Trabalhe Acima e Abaixo da Dobra (Horizontal)

Quando os Tipos Formam o Grid
Faça Barulho
Gire na Vertical
Compacte os Elementos
Brinque com o Grid
Envolva o Espectado

Repleto e Funcional
Com Ordem, Faça Margens Pequenas Funcionarem
Seja Direto
Evite Apinhamento
Faça o Espaço Valer
Projete um Ponto-de-Vista Equilibrado
Guie o seu Leitor

Arejado, mas não Pobre
Entre no Ritmo
Crie um Oásis
Deixe as Imagens Brilharem

Sem um Grid Aparente
Faça um Esboço a Mão
Hierarquia Implícita
Use Princípios de Organização
Favoreça a Fluidez

Formas Orgânicas
Planeje Pausas
Permita Dramaticidade
Use Silhuetas para Avivar a Composição
Deixe a Intuição Prevalecer

O Grid Suíço
Construa um Sistema
Use Peso e Medidas
Use Helvetica
Use Linhas
Aplique Hierarquias Verticais e Horizontais

Grid Interrompido
Construa com o Inesperado
Varie os Tamanhos
Deixe a Foto Falar
Destaque com Barras Laterais

Grid Reconstruído
Observe os Mestres
Amplie!
Mude as Fronteiras

Grid em Camadas
Faça Complexo
Pense em Mais de Uma Dimensão
Pense Globalmente

Grids e Movimento
Crie uma Estrutura que Sustente Várias Mídias
Venda
Faça se Mexer
Faça-o Modular

Quebrando as Regras
Faça com Clareza
Siga o Futuro
Siga o seu Coração
Esqueça as Regras

Basicamente cada página dupla tem uma das “dicas” de como criar um bom grid. No meu primeiro contato com o livro, eu senti que ele era “não-linear”, que eu poderia ler as dicas de grid em qualquer ordem. Mas percebi ao final que no começo o autor “pega mais leve”, é bem básico e depois vai ficando mais complexo.

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Além do texto principal, as imagens têm legendas que definem ainda mais o conceito do grid utilizado:

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

É bem interessante que os exemplos de grids são bem variados e as “caras” e a complexidade dos layouts também, além das explicações dos grids tem muita coisa que dá pra usar como referência visual também:

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Exemplo de página do livro Criar Grids, da Editora Blucher

Quarta capa do livro Criar Grids, da Editora Blucher

E você? Tem alguma outra dica de grid? Veste a camisa ou acha que ele prende o designer? Fala aí nos comentários!

Design – Uma introdução

Confesso que a primeira vez que vi essa publicação (e criei minha expectativa a partir do título do livro), achei que fosse simplesmente um guia para iniciantes. Mas como fui “pescado” pelo tamanho (23,5 x 30,5cm) e pelas belas imagens, resolvi ler. E me enganei completamente. Ainda bem! A SuzanaYonamine, que me indicou o livro, tava certíssima! O livrão trata da função social, política e econômica do design, se aprofunda o suficiente para ter mais que um simples overview em cada movimento de design e sempre trata das causas e consequências para a sociedede que cada um deles teve. Não sei se “uma introdução” somente é um bom nome, talvez o subtítulo “O design no contexto social, cultural e econômico” fale mais.

O “Design – Uma introdução” é dividido em três partes, na primeira o autor Beat Schneider conta a história, exemplifica, ilustra, compara e a cada capítulo, coloca seu ponto de vista. Sintético o suficiente para não ser chato e profundo o bastante para deixar com vontade de ler mais sobre cada movimento, escola, período. Na segunda parte o papel muda (já que não tem mais imagem) e o que vale são ótimos textos que promovem debates pelos contextos e conceitos de design. Acredito que possam ser aproveitados no ensino do design. A terceira parte é de anexos, tem muita coisa útil, como indicação de livros, revistas e museus pelo mundo.

A seguir o índice do livro:

Parte I – História contextualizada do design

Introdução
1. Industrialização e primórdios do design
2. Crítica à indústria: do Arts & Crafts até o Art Nouveau /Jugendstil
3. Pré-modernismo em Chicago, Glasgow e Viena
4. A Werkbund alemã: entre a arte e a indústria
5. Estilo internacional: construtivismo, De Stijl, Bauhaus
6. Arte de vanguarda e design gráfico
7. Design no fascismo
8. Styling: design nos EUA
9. Os dourados anos 1950 na Europa
10. A boa forma e a Escola Superior de Design de Ulm
11. Swiss style: o estilo tipográfico internacional
12. A crise do funcionalismo
13. Design pós-moderno: Alchimia e Memphis
14. Os loucos anos 1980 e o “Novo Design”
15. A nova simplicidade
16. Revolução digital e design

Parte II – O design no contexto: debate

Introdução
17. Design – Conceitos
18. Design – Identidade corporativa
19. Design – Arte
20. Design – O gosto e o kitsch
21. Design – Terceiro Mundo
22. Design – Gênero
23. Design – Teoria
24. Design – Pesquisa e ciência

Parte III – Anexos

A. Design – Bibliografia
B. Design – Revistas
C. Design – Museus
D. Design – Organizações
E. Design – Índice onomástico

Inclusive eu usei o livro Design – Uma introdução com a definição do Beat Schneider para “O que é design?“. Foi lendo esse mesmo livro que postei “Função do design x função do designer

O que é design?

Reuni respostas em livros pra essa pergunta, talvez a mais debatida e menos respondida nos cursos de design.

O que é design? Por Alexandre Wollner

O pioneiro do design no Brasil definiu design no livro “Textos Recentes e Escritos Históricos“, das Edições Rosari, página 91:

“Uma definição de design… É muito difícil, porque a evolução da linguagem, dos elementos técnicos é tão rápida que se fala de uma coisa hoje e ela é diferente amanhã. Mas a gente pode dizer que é dimensionar uma estrutura onde todos os elementos visuais nos vários meios de comunicação visual. Não é só fazer uma marquinha sem se preocupar com o comportamento que essa marca vai ter em todo o contexto, não só da indústria, mas também da comunicação visual. Ela precisa estar baseada em toda uma estruturação e prever aplicações bastante coerentes. Essa  é a proposta do design, que não está preocupado com a estética, mas com a função, com materiais, com a ergonomia visual, com aplicações planas e não planas. Deve saber, por exemplo, como uma embalagem redonda se comporta, como ela pode ser fragmentada e como a públicidade vai ser usada dentro dessa estrutura. Um trabalho de design gráfico deve durar no mínimo vinte a trinta anos, Um logotipo não perde a atualidade, e a potencialidade está em torno desse sinal, desse elemento”.

Já no livro+DVD da Cosac NaifyAlexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil” (leia o post) tem um capítulo guardado só pra essa questão. O video a seguir é desse DVD, cedido gentilmente pela sua produtora, a Tecnopop (www.tecnopop.com.br)

O que é design? Por Beat Schneider

O professor de história da cultura e do design define design em sua obra “Design – Uma Introdução. O design no contexto social, cultural e econômico”, página 197, da Editora Blücher:

“Design é a visualização criativa e sistemática dos processos de interação e das mensagens de diferentes atores sociais; é a visualização criativa e sistemática das diferentes funções de objetos de uso e sua adequação às necessidades dos usuários ou aos efeitos sobre os receptores”

O que é design? Por Helena Katz

Do capítulo Corpo, design e evolução, no livro Disegno. Desenho. Desígnio, da Editora Senac:

“Design é a organização das partes de um todo, de um modo que os componentes produzam o que foi planejado. Só que esse arranjo é sempre improvável, seja o design de algo extraordinário ou não. E isso ocorre porque o número de modos pelos quais as partes podem ser combinadas é excessivo. Cada arranjo não passa de uma quantidade enorme de possibilidades. Ou seja, cada arranjo realizado é tão improvável quanto todos os outros, não realizados.”

O que é design? Pelo Dicionário Michaelis

(dizáin) sm (ingl)
1 Concepção de um projeto ou modelo; planejamento.
2 O produto deste planejamento.

O que é design? Pelo Dicionário Houaiss

Rubrica: desenho industrial.
1. a concepção de um produto (máquina, utensílio, mobiliário, embalagem, publicação etc.), esp. no que se refere à sua forma física e funcionalidade
2. Derivação: por metonímia.
o produto desta concepção
3. Derivação: por extensão de sentido (da acp. 1).
m.q. desenho industrial
4. Derivação: por extensão de sentido.
m.q. desenho-de-produto
5. Derivação: por extensão de sentido.
m.q. programação visual
6. Derivação: por extensão de sentido.
m.q. desenho (‘forma do ponto de vista estético e utilitário’ e ‘representação de objetos executada para fins científicos, técnicos, industriais, ornamentais’)

Locuções
d. gráfico
Rubrica: desenho industrial, artes gráficas.
conjunto de técnicas e de concepções estéticas aplicadas à representação visual de uma idéia ou mensagem, criação de logotipos, ícones, sistemas de identidade visual, vinhetas para televisão, projeto gráfico de publicações impressas etc.

Etimologia
ing. design (1588) ‘intenção, propósito, arranjo de elementos ou detalhes num dado padrão artístico’, do lat. designáre ‘marcar, indicar’, através do fr. désigner ‘designar, desenhar'; ver sign-

O que é design? Por Mônica Moura

Na página 118 do livro “Faces do Design” (leia o post) das Edições Rosari, a designer, artista plástica, mestre e doutora Mônica Moura define:

“Design significa ter e desenvolver um plano, um projeto, significa designar. É trabalhar com a intenção, com o cenário futuro, executando a concepção e o planejamento daquilo que virá a existir. Criar, desenvolver, implantar um projeto – o design – significa pesquisar e trabalhar com referências culturais e estéticas, com o conceito da proposta. É lidar com a forma, com o feitio, com a configuração, a elaboração, o desenvolvimento e o acompanhamento do projeto”

O que é design? Por Vilém Flusser

Em “O mundo codificado“, da Cosac Naify , o autor define primeiro a palavra design como verbo e substantivo, na páigna 181:

“Em inglês a palavra design funciona como substantivo e verbo (circunstância que caracteriza muito bem o espírito da língua inglesa). Como substantivo significa entre outras coisas: ‘propósito’, ‘plano’, ‘intenção’, ‘meta’, ‘esquema malígno’, ‘conspiração’, ‘forma’, ‘estrutura básica’, e todos esses significados estão relacionados a ‘astúcia’ e a ‘fraude’. Na situação de verbo – to design – significa, entre outras coisas ‘tramar algo’, ‘simular’, ‘projetar’, ‘esquematizar’, ‘configurar’, ‘proceder de modo estratégico’. A palavra é de origem latina e contem em si o termo signum, que significa o mesmo que a palavra alemã Zeichen (‘signo’, ‘desenho’). (…) ”

Depois, Flusser explica o que se tornou o vocábulo design, na página 184:

“(…) design significa aproximadamente aquele lugar em que arte e técnica (e, conseqüentemente, pensamentos, valorativo científico) caminham juntas, com pesos equivalente, tornando possível uma nova forma de cultura”

O que é design? Por Lucy Niemeyer

O livro da Editora 2ABDesign no Brasil: Origens e instalação” tem um capítulo só pra origem e significado do termo design. Na introdução do capítulo a Doutora Anamaria de Moraes cita a própria Lucy definindo design:

“(…) ao longo do tempo o design tem sido entendido segundo três tipos distintos de prática e conhecimento. No primeiro o design é visto como atividade artiística, em que é valorizado no profissional o seu compromisso com artífice, com a fruição do uso. No segundo entende-se que o design como um invento, um planejamento em que o designer tem compromisso prioritário com a produtividade do processo de fabricação e com a atualização tecnológica. Finalmente, no terceiro aparece o design como coordenação, onde o designer tem a função de integrar os aportes de diferentes especialistas, desde a especificação de matéria-prima, passando pela produção à utilização e ao destino final do produto. Neste caso a interdisciplinaridade é a tônica. (…) estes conceitos tanto se sucederam como coexistiram, criando uma tensão entre as diferentes tendências simultâneas.”

O que é design? Por John Heskett

Citado por Dan Saffer, no livro Designing for Interaction – Creating Smart Applications And Clever Devices, editora New Riders, página 6:

“Design is to design a design to produce a design”*

* Pela brincadeira e pelo trocadilho com o termo design, eu não poderia traduzir essa definição para não perder o sentido

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A intenção é sempre atualizar esse post com as definições que cruzarem meu caminho. Mas me diga, você tem alguma definição pra o que é design? Discorda de alguma das que eu selecionei? Então deixa nos comentários! :)

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