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Por que você, designer, deve ficar atento a celulares e tablets

Web 1.0, 2.0, 3.0 ou 20.0? Sei lá em qual está agora, acho que nunca levei muito em consideração esse tipo de nomenclatura. Pra mim é tão importante quanto o conceito de Geração X ou Y: Nenhuma utilidade. Em 2005, quando me formei, não imaginei que o rumo do design digital fosse entrar tanto em experiências em suportes móveis. Muito se especulava sobre a chegada da Tv digital ao Brasil, eu acreditava nas mudanças que isso poderia causar e não me empolgava nada com o que se podia fazer com os celulares nessa época. Os smartphones não me seduziam muito até uns quatro anos atrás. A internet não era legal, era cara, os sites WAP eram terríveis e pareciam sempre ter sido feito às pressas. Talvez fossem, mesmo. A integração entre os suportes/plataformas era baixa. Que bom que esse cenário, muito rapidamente, mudou.

Apps de iPhone default da Apple

Os apps tem influenciado muito nas experiências digitais. Repare o que tem acontecido com as tablets, como são vendidas, quanto simbolizam da audiência da internet no Brasil. Olhe como Apple, Microsoft e Google tem se comportado. Note como o sistema operacional tem ficado “escondido” e os apps aparecem cada vez mais. Olha como os sistemas em si tem ficado mais focados nos apps e não no seu próprio funcionamento. Veja como um “explorer” ou um “finder”, em mobile, deve ser cada vez menos utilizado, já que se um app não lê arquivos MP3, por exemplo, não importa pra ele se o dispositivo tiver 3 ou 200 arquivos desse tipo. A Apple já trabalha nessa integração de sistemas operacionais tem algum tempo. Pesquise sobre o sistema Metro, da Microsoft, no Windows 8. A proposta é a mesma navegação e experiência num computador desktop, numa tablet como a Surface e num celular com esse sistema. O usuário aprende uma vez e pronto, tudo reconhecido, experiência com sucesso é quase que garantida. O que antes só se imaginava fazer pela web ganha a possibilidade em apps e não me refiro a instant messengers, que seria o óbvio, mas exemplifico com o app de download em alta qualidade de cartazes construtivistas russos. E aulas de mil disciplinas universitárias grátis, como o iTunes U.

Fotografias, documentação visual do mundo e inversão digital/analógico
Apps como o Instagram (que só existe pra mobile, não tem um site como o Linkedin ou Four Square) entre tantos outros de fotografia, por exemplo, sites como o Flickr ou Picasa, além do Facebook, tem ajudado a documentar o mundo na nossa era (ou pelo menos enquanto não inventarem algo melhor). As câmeras fotográficas dos celulares mais novos estão bem satisfatórias. Ainda não substituem uma máquina-fotográfica-que-é-só-máquina-fotográfica. Cada vez mais tem gente com fotos na rede. Escolhe efeitos, cores, detalhes. Aprende, bem ou mal, como melhorar a foto com efeitos simples, quase prontos. Há quem diga que isso banaliza a fotografia, eu acho tremenda bobagem. O mundo precisa aprimorar sua cultura gráfica e com isso nosso trabalho de designer vai ser mais valorizado e reconhecido. As máquinas fotográficas Lomo voltaram a vender, inclusive em território tupiniquim. Junto com a modinha rétro tem um app que simula fotos antigas e junto dele, as próprias máquinas que fazem fotos antigas. E pessoas passaram a conhecer o método analógico por conta do que foi feito no digital.

Calma, não sou adepto da ideia que tudo deve ser conectado com tudo no mundo, de geladeira USB, fogão com wi-fi e espingarda 3G que tuíta os tiros e gera estatísticas de acertos e erros no Google Docs. Me refiro a como os apps dão forma ao que veremos nos próximos anos com as interações digitais, sejam lá onde forem feitas. Até lá esperamos pra ver e curtimos o que valer a pena.

Qual tua relação com os apps? Como vê essas mudanças? Concorda? Discorda? Comente ;)

Nota: Legal essa “valorizada” da palavra app, né? Pra mim é apenas um software com outro nome…