Fotografias vintage de operadores de Linotype

Operador de Linotype, 1943, Texas

Sou completamente louco por essas máquinas. Nunca canso de assisti-las funcionando e de pegar rapidinho as linhas de texto ainda quentes que saem enquanto são operadas. É o barulho, o caminho das letras voltando, o chumbo quente… Bom, é tanta coisa que me atrai nessa geringonça que nem sei mais. Só sei que é apaixonante e cada fase do processo é essencial. Nas minhas incansáveis buscas sobre material a respeito, dessa vez ao acaso, encontrei fotos bacanas de operadores de Linotype nos Estados Unidos e fiz uma seleção delas das décadas de 1900 e 1940.

Operador de Linotype, abril de 1941, Illinois Operadores de Linotype, abril de 1942, Illinois Operador de Linotype, abril de 1941, Illinois Operadores de Linotype, 1902, Nova York Operadores de Linotype, 1909, Nova York Operadores de Linotype, 1909, Nova York Operador de Linotype, 1942, Nova York Operador de Linotype, 1943, Texas

Essas fotografias vieram do Library of Congress

Pra que curte Linotype, também pode ver um catálogo gigante e incrível dos anos 1930 e o manual de operação brasileiro dos anos 1940

Sketches de Graham Bell

Graham Bell (1862-1939)

Embora haja uma discussão (que talvez fora finalizada na H.Res.269 do Congresso dos Estados Unidos, onde conta que o verdadeiro inventor do telefone é o italiano Antonio Meucci) sobre quem realmente criou o telefone, por muito tempo esse “cargo” ficou com Alexander Graham Bell (1962-1939). E curioso também é que existem os sketches de Graham Bell desse e outros projetos.

Por falar em sketch, a importância deles e dos sketchbooks na vida dos designers é tão grande quanto a invenção do Graham Bell (ou do Meucci). E não sou eu quem defende isso, aprendi lendo publicações de grandes designers de todos os tempos valorizam seus sketchbooks e até os mostram inteiros ou algumas partes deles, como faz Claudio Ferlauto, no livro “O Efêmero e o Paródico”, das Edições Rosari. Não vou propor aqui a discussão se todo projeto deve ou não começar no papel, isso é papo pra outro post, mas arrumar um bom caderninho (ou até fazê-lo manualmente!) é mais que essencial. Aliás, quem também adora sketches é o Marco Moreira do MagelStudio e quase todos projetos ele documenta assim (confira alguns, valem a pena!).

Voltando ao Graham Bell, é bem interessante ver as ideias do sujeito colocadas no papel. Ele não era um desenhista muito habilidoso. Aliás, NADA habilidoso. Mas é um sketchbook, não uma exposição de arte. Não precisa necessariamente ser visto por outras pessoas, mas se for é mais legal. Alguns dos sketches do bom e velho Graham Bell, entre as décadas de 1870 e 1900:

Telefone

Sketch do telefone, de Graham Bell

Sketch do telefone, de Graham Bell

Gyroscope

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Radiophonical interruptor

Sketch do "radiophonical interruptor", de Graham Bell

As imagens são “public domain” e foram baixadas do site Library of Congress

Não sei se ele realmente inventou o telefone (tudo indica que não, mas vai saber…), nem procurei informações sobre esses outros sketches tornaram-se projetos realizados. Essa é outra fase, outra coisa. Aqui o que vale é documentar as ideias, pirar um pouco e soltar a mão. E não tem tempo nem hora pra isso. No trem, avião, ônibus, parque, praça, casa da sogra, de manhã, de madrugada… qualquer lugar é lugar pra brincar de sketchbook.

E você, usa um sketchbook? Que tal reunirmos vários links de belos sketchs nos comentários? Colabora aí!
🙂