Sou enfermeira e quero fazer pós em design pra mudar de área

A senhorita que vá fazer a sua pós-graduação em design e mudar de área com isso no raio que o parta.

Obrigado.

25 comentários sobre “Sou enfermeira e quero fazer pós em design pra mudar de área

  1. É o efeito Escola Panamericana de Artes.
    Pra que ficar em profissões chatas e ingratas como enfermagem, engenharia ou administração, quando existe um mundo onde as pessoas se vestem como querem, fazer coisas “uhuu!”, tem alargadores nos ouvidos e as “marias-layout” te procuram como doidas?
    Entre para o mundo do Design, uma carreira onde você faz um cursos “SUPERDIVERTIDO” de 6 meses, e está habilitado para trabalhar nas melhores agências do mundo, ou ganhar muito dinheiro trabalhando em casa, 3 horas por dia!

  2. sou arquiteta porém queria largar a área e me graduar em design, vc me odeia tbm ?

  3. Oi, Larissa!
    Não, não odeio ninguém, até porque conheço muito arquiteto que atua como designer e são muito bons [Claudio Ferlauto é um dos exemplos].
    Você é arquiteta, deve ter noção estética, estudado gestalt e tantas outras coisas. Uma migração pra área de design não seria assim TÃO dolorosa. O que me refiro nesse post é, independente da área ser o design [ou não], de quem acha que mudar completamente de área pode ser solucionado com uma pós-graduação. É simples: Se você pode fazer uma pós em qualquer área e mudar tua atuação profissional, então por que o curso dessa área tem 4 anos e não 1 como a pós?
    ;)

  4. ok, entendido :)
    vcs não tem rixa conosco como existe entre arq e eng, então ?
    digo isso pq tem alguns arquitetos q se entitulam designers tbm, acho errado e ingenuo da parte deles…

  5. Antigamente eu trabalhava com TI, por circunstância da vida e por razões de mercado. Mas nunca estive feliz com isso, porque não trabalhava com algo que gostasse de fazer. Decidi então me mudar para o Design, algo que eu almejava desde garoto mas que não pude realizar (ou não fui capaz de realizar) no início da minha vida profissional. Mas, para isso, eu comecei tudo do zero e voltei pra faculdade para me tornar bacharel em Design. Embora eu reconheça a competência de muitos designer autodidatas, só a faculdade pôde me dar o embasamento teórico e prático necessário para eu começar a exercer a profissão. Partir da Enfermaria para o Design via uma Pós me parece uma tentativa de atalho para alguém que apenas quer fugir das suas frustrações e buscar refúgio na suposta profissão da modinha. Talvez ela queira apenas alugar iates e fazer cooper na lagoa Rodrigo de Freitas, como a novela do plim-plim ensinou que os designers fazem.

  6. Da série “Sempre poderia ser pior”

    Não discordo que seja péssimo (eufemismo para no mínimo ridículo) esse tipo de atitude, mas… Já pensou que ela poderia ir fazer o curso de uma semana de CorelDraw da ABRA pra virar designer?

    Agora, em outra brincadeira, quem sabe precisemos de um pouco de enfermeiras e, especialmente, médicos em meio ao design. Gente que sabe cuidadar de seus pacientes da forma que eles precisam, e não como querem; que sabe identificar problemáticas e traçar cursos de ação para resolvê-las sem serem questionados. ;-)

    Luiz, designers em novela???
    FUUUUUUUUUUUUUUUU…

  7. Pois é. E assim caminha esse país maravilhoso chamado Brasil, onde temos pipoqueiros, cartazistas, enfermeiros , adolescentes e pré adolescentes designers. Onde temos sites para vender logotipos por preço de cocada feito por gente que não sabe nem o que é uma cocada. Mas temos isso porque? Porque é o raio do país arraigado pelo “jeitinho brasileiro”. Pelo imbecil do empregador que não percebe que a economia porca e miserável que ele faz quando contrata o sobrinho do cara da vendinha que tem na rua dele, que comprou um PC com um programa de desenho, se reverte, quase sempre com juros altos, pra ele mesmo. Cansei de ver gente qualificada trocada por trocados. Agora, é pra se pensar uma coisa. Esse idiota que contrata uma enfermeira design, merece algo melhor do que isso?
    E essas pessoas que querem mudar de profissão, num piscar de olhos, o querem porque não têm a mínima noção do que seja design. A pessoa compra um coreldraw, baixa na internet 1 milhão de fontes e cliparts, compra uma impressora e PIMBA!! Já acha que é designer porque faz cartazes A4 e convitinhos de aniversário pro bairro. E esse público, que consome esse, me perdoem chamar assim, design, não tem alcance intelectual pra perceber nada disso, já está mais do que de bom tamanho.

  8. Márcio, todos sofremos e nos frustramos por tais motivos, mas, cara… Menos, vai…

    Isso não é exclusividade brasileira, temos por aqui muito menos sites de leilões/concursos de logos e de serviços que no resto do “primeiro mundo” numericamente e proporcionalmente…

    O que falta ao empresário brasileiro é o repertório sobre design; e lhe pergunto, isso é culpa dele ou da classe designer? Que não se une nem se organiza suficientemente para regular o próprio mercado? Quem não divulga a importância do próprio trabalho? Quem não educa clientes e empresas sobre metodologia, coleta de informações, tabulação, mindmapping, rough, layout, aprovação, etc, etc, etc????

    Ofender quem não tem repertório é fácil… Posso perguntar para alguém no terceiro colegial do ensino público quem foi Fyodor Mikhaylovich Dostoyevsky, e quase certamente a resposta será “Sei lá!”, isso me dá o direito de o chamar de burro, ignóbil ou ignorante?

    Sobrinhos sempre existirão e, sinceramente, isso é bom… Eles tem o mercado deles, sinceramente não quero ficar fazendo convitinho de quermesse, não pq eu considere um trabalho menor, mas é que meu tempo é caro demais e minhas contas altas demais para que eu possa assumir hoje espaço para ProBono na minha agenda. Além do mais, é fácil mostrar-se profissional para quem só tratou até hj com sobrinhos…

    E outra, sempre repito isso, não há como não fazer design, a empresa que diz, “não quero contratar um dizain, só quero que escolham uma letrinha bonitinha no meu cartão”, está escolhendo um péssimo design, mas ainda assim, um design…

    Cabe aos profissionais da classe mostrarem o valor e o resultado de seus trabalhos, e não é pq nego fez quatro anos de bacharelado, tem pós, mestrado e o escambau que estará sempre certo e que seu trampo sempre trará resultado positivo para um cliente, não há garantias, bons designers tb erram, a diferença é que uma boa metodologia diminui drasticamente a margem de erro…

    Conheço muito nego que tem nome no mercado que ainda hoje age feito artista e tudo o que importa é o subjetivismo que aquela peça tem para ele… Isso é muito pior que o mar de sobrinhos que existe por aih… Por sinal, bo parte destes sobrinhos podem um dia tornarem-se bons designers, desde que seus olhos sejam abertos desde cedo…

    Existe muito comportamento reacionário em meio à designers, isso é ridículo, retrógrado… É um modelo de proteção de informação que não existe mais… 50 anos atrás, se você quisesse proteger uma informação, ela estaria dentro de uma caixa forte, dentro de um cofre, dentro de uma instituição protegida, e ainda assim corria o risco de ser transmitida por quem teve contato com ela… Sem contar os assaltos de documentos de porte cinematográfico que realmente aconteceram nestes últimos 50 anos… Hj se vc que proteger uma informação, se quer impedir que ela se perca, que seja roubada, não é com cofres e backups que tal objetivo será atingido, e sim com a disseminação da tal informação…

    A responsabilidade pela estrutura que nosso mercado tem hoje e pela que ele terá amanhã é completamente nossa. Cada dia que nos omitimos a explicar o por que aquele fundo funciona melhor em azul e sem gradientes para um cliente simplesmente para “entregar logo esta merda e receber de uma vez” estamos danificando todo o mercado e as relações entre profissionais, agências, estúdios, clientes e público.

    Não muito tempo atrás eu passei por uma agência especializada em embalagens, ao ver o portfolio deles simplesmente decidi que precisava trabalhar lá, mesmo sem existir uma vaga aberta, mandei email, liguei, visitei e acabei contratado… Maior frustração de toda minha vida… Os trampos eram jogados em nossas mãos sem briefing, sem informações adicionais, sem estudo de público, NADA… Certo dia estava lá eu todo feliz e contente e caiu no meu colo a embalagem de um conjunto de talheres, quando estava semi-pronta e semi-aprovada veio a requisição, “Precisamos inventar um loguinho para essa linha de produtos”. desliguei o computador, peguei meu caderno e comecei a roughear, quando o dono da agência voltou me perguntou o que eu estava fazendo e eu expliquei que havia dado uma estudada no público, improvisado um mindmap e estava criando opções de logos baseados nos outputs informacionais do mapa para que, então, discutíssemos e enfim eu pudesse finalizar ao menos duas para aprovarmos com o cliente e dai refazer a embalagem dentro da mesma linguagem. Quase sofri um fistfuck UDR style no exato momento. “Era só um loguinho pra colocar na frente da embalagem, põe uma pétala em cima do nome e fecha logo esse arquivo”…

    Onde está o respeito pelo cliente? Pelo profissional? Pelo método? Pela peça? Pela própria empresa? Pelo consumidor? Pelo mercado? Pelo design?

    E isso não é Brasil, é o mundo; é menos ruim em certos lugares e muito pior em outros…

    Temos que ser menos acomodados e apáticos e parar de criticar a situação que nós mesmos criamos ao não fazer nada para mudá-la…

    “Seja a mudança que você quer ver no mundo”
    -[Mahatma Gandhi]

  9. Enfermeira, cozinheira, engenheira e taxista… Nao importa a sua profissão como sabemos o Designers de mais sucesso nem sempre fez a melhor faculdade, o que realmente importa e a sua vontade e determinação, sugiro que procure pesquisar, sobre os desafios salários, mercado de trabalho, procure informação de credibilidade. boa sorte!

  10. Começo pela citação de Gandhi, faço as coisas como as acredito corretas, levo tais idéias e conceitos à clientes e prospects.

    Antes de ter caido fora da estrutura para tornar-me autônomo eu costumava atacá-la por dentro, aos poucos, abrindo as mentes de quem trabalhasse comigo, criticando e procurando corrigir o que estivesse errado, o que não fosse ético, para os clientes, para o mercado, para os profissionais, para os consumidores, etc… Baby steps, pois são estas as mudanças que permanecem…

    E, bixo, hj tenho problemas de saúde que exigem boa parte da minha atenção e receita, mas pode ter certeza que em me livrando deles farei bem mais, tenho meia dúzia de cartas nas mangas…^^…

    O que importa é não ser conformista, não aceitar o errado só por que é o comum, o normal, o tempo dos Fatos Sociais Durkheimianos já passou, com tanto acesso à informação nos somos obrigados a pensar sobre o mundo ao nosso redor e tomar decisões pensadas, e não sair repetindo os velhos erros.

    O melhor é sempre começar a mudar a forma que vemos as coisas, consequentemente tudo a que nos permitimos, ou não, muda junto… Essa nossa conversa já mudou alguma coisa, em mim, em vc e em quem mais estiver lendo… O resto é consequência…

  11. vou fazer pos em Medicina, ganhar bem mais…

    ps: e esse problema com o Tab para comentar? UI/UX/AI/QA….

  12. Temos liberdade de escolha em tudo nas nossas vidas. O problema que nem sempre estas escolhas dão certo. E então vamos buscar outras alternativas. Não sou dona da verdade, nem sei se isto está certo ou errado. Só sei que existe casos que uma mudança radical na profissâo dá certo! Claro que uma especialização não é uma faculdade! Aí a superficialidade pode levar a equívocos. Mas se ela não gostar da profissão de designer, ela pode escolher Turismo!hehe…

  13. Luciana e Luciene! E todo mundo!
    Olha só, esse tópico “revoltadinho” foi depois de analisar algumas situações onde a pessoa se achava “preparada” suficiente pra mudar de área simplesmente fazendo uma pós. Na real é uma desculpinha péssima pra passar maquiagem na preguiça que se sente. Falei de design, mas pode ser qualquer área. CLARO que uma pós pode determinar uma nova profissão, novos rumos, sou a favor disso. Entretanto tem muita gente que acompanho que não tem o menor know-how da suposta nova área e imagina que uma pós-graduação basta.
    Eu não queria escrever um texto pra falar disso, queria que o papo surgisse bem nos comentários, como sempre surgem. Então postei a brincadeira de 2 ou 3 linhas e aqui estamos, com todo esse rico conteúdo gerado pela galera nota 1000 que acessa esse blog.
    Muito obrigado a todos. Muito obrigado mesmo.
    [ ]s!
    Fratin

  14. Rogério, vejo muita gente que acha que dá, da forma como vc descreveu, para experimentar uma nova área para ver se gosta, e só então, no caso de gostar mesmo, pensar em investir algum esforço maior…

    Assusta-me ver a quantidade de gente despreparada que existe em praticamente todos os mercados. Quanto mais faculdades aparecem no país, menos preparados saem os formandos.

    Mas tudo isso é bem reflexo do tempo em que vivemos, a cada dia que passa a profundidade do conhecimento e a vivência vão sendo deixadas de lado em detrimento de difusão; saber o mínimo o possível sobre o máximo possível. E este é, infelizmente, um saber não conclusivo. Vejo cada vez mais repetidores de opiniões (como os clássicos leitores da Veja) e cada vez menos reais pensadores; pessoas que comparam fontes, somam conhecimento, debatem opiniões para chegar a novas conclusões. A profusão de informação que nos atinge, ao invés de nos abrir os horizontes e nos permitir pensar mais, nos encerra em repetições de textos prontos de uma meia dúzia que se vende como pensante, mas na maioria das vezes está bem longe disso.

    Neste cenário fica fácil entender como alguém espera se tornar algo completamente novo com o mínimo de conhecimento específico. Hell, vou eu virar médico, oras, tudo o que preciso é de assistir House e usar o Google. Não tenho que pensar, só repetir o que alguém documentou nalgum lugar.

    Sinceramente, pior que os que acham que uma pós é suficiente (é inocência, falta de visão da parte deles, geralmente gente carente de informação) são os que acham que uma graduação é suficiente (estes sim, iludidos por terríveis vilanias da comunicação). Faculdade nenhuma vai ensinar alguém a ser arquiteto, engenheiro, médico ou designer, elas existem para dar repertório, abrir mentes, mostrar possíveis caminhos, métodos, metodologias, processos e procedimentos. Mas só se aprende a ser profissional no mercado, dando a cara a tapa.

    E nenhum dos supracitados pontos é realmente o problema, eles são somente sintomas de alguns algos muito piores. Nosso mundinho vem se virando do avesso e será um trabalho bem doloroso tentar arrumar.

  15. Enfermagem e Design não tem nada a ver, assim fica complicado. Acredito que se ela fosse Arquiteto(a), Designer de interior, Urbanista ou coisas do tipo, ficaria mais fácil e simples a “transição”, por que essas profissões tem algumas coisas em comum com o Design Gráfico.
    Coisas em comum : estética, gestalt, conceitos, cores e etc.

  16. lenine, era um comentário assim q eu esperava. rs.
    bricadeiras à parte, na arquitetura o conceito da gestalt não é muito recorrente nos debates. percebo que é muito utilizado no design nos livros q tenho lido, tbm nas conversas com publicitários e, é claro, na psicologia…
    torno a dizer que é meio falta de noção de qquer profissional mudar de área somente com uma pós. é necessário um envolvimento muito maior.

  17. Santo, santo, santo… é o que nos redime! Concordo com a opinião de que devemos ter mais pessoas de medicina que dizem o que os clientes necessitam fazer com apenas alguns diagnósticos, porém venderíamos muitos templates como remédios e trataríamos como virose qualquer solução mal resolvida. Afinal, se qualquer sacerdote lhe disser que você vai morrer em 2012 talvez acredite, mas se um médico, mesmo errado, lhe disser que você vai morrer em dois meses sua auto-estima logo baixa, não é mesmo? Queria ter uma voz de médico para certos casos também.

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