Sketches de Graham Bell

Graham Bell (1862-1939)

Embora haja uma discussão (que talvez fora finalizada na H.Res.269 do Congresso dos Estados Unidos, onde conta que o verdadeiro inventor do telefone é o italiano Antonio Meucci) sobre quem realmente criou o telefone, por muito tempo esse “cargo” ficou com Alexander Graham Bell (1962-1939). E curioso também é que existem os sketches de Graham Bell desse e outros projetos.

Por falar em sketch, a importância deles e dos sketchbooks na vida dos designers é tão grande quanto a invenção do Graham Bell (ou do Meucci). E não sou eu quem defende isso, aprendi lendo publicações de grandes designers de todos os tempos valorizam seus sketchbooks e até os mostram inteiros ou algumas partes deles, como faz Claudio Ferlauto, no livro “O Efêmero e o Paródico”, das Edições Rosari. Não vou propor aqui a discussão se todo projeto deve ou não começar no papel, isso é papo pra outro post, mas arrumar um bom caderninho (ou até fazê-lo manualmente!) é mais que essencial. Aliás, quem também adora sketches é o Marco Moreira do MagelStudio e quase todos projetos ele documenta assim (confira alguns, valem a pena!).

Voltando ao Graham Bell, é bem interessante ver as ideias do sujeito colocadas no papel. Ele não era um desenhista muito habilidoso. Aliás, NADA habilidoso. Mas é um sketchbook, não uma exposição de arte. Não precisa necessariamente ser visto por outras pessoas, mas se for é mais legal. Alguns dos sketches do bom e velho Graham Bell, entre as décadas de 1870 e 1900:

Telefone

Sketch do telefone, de Graham Bell

Sketch do telefone, de Graham Bell

Gyroscope

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Sketch do "gyroscope", de Graham Bell

Radiophonical interruptor

Sketch do "radiophonical interruptor", de Graham Bell

As imagens são “public domain” e foram baixadas do site Library of Congress

Não sei se ele realmente inventou o telefone (tudo indica que não, mas vai saber…), nem procurei informações sobre esses outros sketches tornaram-se projetos realizados. Essa é outra fase, outra coisa. Aqui o que vale é documentar as ideias, pirar um pouco e soltar a mão. E não tem tempo nem hora pra isso. No trem, avião, ônibus, parque, praça, casa da sogra, de manhã, de madrugada… qualquer lugar é lugar pra brincar de sketchbook.

E você, usa um sketchbook? Que tal reunirmos vários links de belos sketchs nos comentários? Colabora aí!
🙂

Autor: Rogério Fratin

Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2016, com a pesquisa Design Thinking Aplicado à Educação. Bacharel em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi, 2005.

7 pensamentos em “Sketches de Graham Bell”

  1. Adoooro ver rascunhos alheios! Ultimamente, como não trabalho com criação, meus rascunhos são textuais mesmo =)

    Mas sempre gostei de um bloquinho e lapiseira na mão, desde os tempos de escola. Nada como colocar as ideias no papel para entendê-las melhor!

  2. Sem sombra de dúvidas o rougth é o início de tudo. O software dá tantas possibilidades de fazer a mesma coisa que se o profissional não passar por esta fase, ficará perdido.

    O computar surgiu para complementar este processo e não para ser a única ferramenta do processo. Ele trás um lado bom e outro ruim, por isso acredito que inicialmente o rascunho é o mais válido.

    Ótimo Post Rogério. Abraço a todos..

  3. Apesar dos desenhos serem bem tortinhos, as sketchs são incríveis!
    Belo Post!

  4. Nossa, Jow!
    Esse cara é realmente muito bom!
    Mas todo mundo pode e deve ter um sketch book, né? É gostoso fazer…
    Abração!

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