Designices

Quando/como você “virou designer”?

14/01/2011

Não, não quero saber quanto tempo faz que você, amigo leitor, trabalha na área. Quero saber quando e como você se deu conta que era, atuava como designer, que estava capacitado. Sabe, aquele momento que te deu o “plim! Sou designer mesmo“? Diferente de um advogado, que se transforma num depois da prova da OAB ou um médico que ganha o diploma e “pronto”, nossa vida é diferente.

Falei com alguns amigos antes, as respostas foram bem diferentes, como momentos importantes no mercado de trabalho, na faculdade, em projetos pessoais, por conta de terceiros (como um chefe). Interessante notar que NENHUM dos meus amigos responderam rápido (alguns até “pô, Roger, pergunta difícil…”). Refletiram e relembraram esse momento, que eu julgo bastante importante na vida de um designer. Creio que, como meus amigos e eu, muitos tenham essa “chave ligada” em algum momento. Isso ajudaria pacas principalmente quem está começando inseguro na profissão e também renderia um arquivo bacana de depoimentos. Colabora? Como foi tua experiéncia de “agora sou designer”?

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55 comentários:

  1. Aos 13 anos. Por sorte resolvi fazer colegial técnico em desenho de comunicação ao invés de edificações. Por sorte eu (acho que) acertei :-)

  2. A partir do momento que minha opnião passou a ser válida para amigos quando terminar o job e perguntam: “o que achou? Fala a verdade” e sempre tenho algo a dizer para ajudar na construção. Sendo assim, a partir do momento que o visual passou a ser mandatório em minha vida.

  3. Pra mim rolou quando fizemos um trabalho na faculdade (e eu já tava no mercado) sobre um conto japonês, o “Dentro do Bosque”, de Ryunosuke Akutagawa. Fizemos um jogo bem legal, cheio de quebra-cabeças e xaradas, bem-humorado, tudo planejado… Todos com baita postura profissional.
    Quem mais se habilita a contar? =D

  4. Cara, suas questões aqui no Designices pra mim são sempre intrigantes e instigantes. Me faz pensar a cada comentário e aprender a cada vez que penso. Show, Roginho!

    Bom, acho que desde pequeno quando desenhava em blocos de papel de rasculnho do Banespa que minha mãe levava pra casa eu sabia o que queria. Queria ser “Desenhista”.
    Querer algo, todo mundo quer, mas sentir o tal é outra história.
    Concordo com o famoso ditado “Quanto mais sei, mas eu sei que não sei nada”.
    Por isso que acho por exemplo que o título de “professor” é para alguém muito foda, que manja pacas, etc. Claro que isso não é uma verdade em alguns casos, mas a minha visão é que para ser um professor, é preciso ser “O” cara.

    O que eu quero dizer com esse bla,bla,bla?

    É que para ser um Designer de verdade é preciso entender de muuuuita coisa. Tipografia, ilustra, foto, cinema, cor, direção de arte, ergonomia, etc, etc. E não só entender de tudo isso, mas entender bem, ler, estudar, não parar. E quanto mais eu trabalho, leio e estudo, mais eu descubro coisas que eu não sabia, então acho que o “ser Designer” é uma coisa que eu sinto ser a cada job importante, a cada solução bacana e como a Palloma disse, a cada reconhecimento e respeito adquirido pelos amigos e colegas de trabalho.

    Mas tentando ir ao ponto e responder a sua pergunta, senti que “virei designer” a partir do momento que comecei a pensar de fato que o que fazemos é para alguém consumir, focando em quem vai usar aquilo que projetamos. Fico feliz de ver alguém navegando em algo que fiz e ver que foi útil, fácil e a pessoa ainda achou bonito.

    Na verdade virei mais Designer depois de ter virado Arquiteto de Informação ;)

  5. Engraçado que em 10 anos que trabalho na área, ninguém tinha me perguntando isso! Bom, acho que a primeira vez que me senti designer de verdade foi no meu primeiro emprego onde fiquei 5 anos e meio. Lá eu comecei como estagiária e fui crescendo. As pessoas elogiavam meu trabalho e aquilo ia me dando mais vontade de fazer coisas bacanas. Um dos trabalhos que me senti muito bem fazendo foi um CD-ROM pro Mc Lanche Feliz com jogos para as crianças. Eu fiquei responsável por um jogo do Ronald McDonald com perguntas tipo Show do Milhão. Fiz todas as ilustras e amei fazer tudo aquilo. Foi ali que percebi: É isso mesmo que eu quero fazer! :)

  6. Caro Rogério,

    Sua questão me fez retornar a épocas remotas e metade dos meus cabelos ficaram brancos instantaneamente.
    No dia a dia somos várias coisas em um, desenhistas, ilustradores, programadores, operadores de computador, publicitários, jabazentos… mas para mim, os momentos que me lembro que sou um designer, são os momentos que defendo um layout com propriedade, os momentos que acredito que o que eu criei tem fundamento e que não fiz a toa. E que por mais que o cliente prefira amarelo, eu sei que fiz vermelho com um propósito.
    O primeiro desses momentos creio que foi na apresentação do TCC, que apesar de receber comentários negativos e até ofensivos por parte de uma única pessoa, e de uma nota atribuída arbitrariamente por professores submissos, eu, e todo grupo estavamos certos do que estava sendo defendido e orgulhosos do trabalho que tinha sido feito.
    Acho que o que torna um cara designer ou não é esse momento, que o trabalho é posto a prova e que você tem ciência de que tem fundamento.

  7. O meu caso foi relativamente cedo.
    Eu morava no Rio de Janeiro ainda e usava sempre o mesmo cabelereiro.
    Eu tenho uma irmã, marketeira, e na época montamos a Vertentes Comunicação.
    Um dia, nesse cabelereiro, informalmente, as donas nos chamaram pra redesenhar o logo e mudar bastante a ID Visual deles. Assim foi. Já estávamos próximos ao Natal e resolvemos fazer uma campanha; Na troca de brinquedos você ganharia uma hidratação, massagem ou escova (algo assim).
    Era um shopping na Barra e fez um sucesso a campanha e, no final das contas, foi parar no Jornal Nacional.
    A partir daí, outras pessoas entraram em contato. Muito legal.
    Mas a certeza de ser designer veio mesmo quando um desses contatos, era uma loja enorme que estava no chão para ser montada.
    A partir daí me vi (nova), fazendo pesquisas, elaborando nomes, contratando arquitetos, falando com vitrinistas, desenvolvendo as embalagens, aprendendo o que era hot Stamping etc…
    A loja ficou linda e recebeu vários elogios. No dia da inauguração, os donos me apresentavam para os convidados como; “Essa é a designer responsável pela criação e concepção de toda a loja.” e eu escutei..”Nossa, que bacana, você teria um cartão para entrar em contato?”.
    E assim foi…os contatos chegaram e os pedidos de trabalho de design nunca mais pararam.

  8. Olá, Rogério e pessoal que postou acima! Bom, eu, na verdade, tenho uma trajetória um tanto diferente da de vocês. Nunca fui a “desenhista” da turma, aliás, sempre fui uma negação em desenho (apesar de, hoje em dia, ser apaixonada por ilustração, grafite, etc.), desde a mais tenra idade.
    Na realidade, eu cresci achando que seria escritora (sim, eu tinha essa ilusão!) e, no final das contas, acabei fazendo jornalismo. Tive alguns contratempos na carreira, fiz intercâmbio no exterior, tinha pouca experiência na área (pois é, não corri muito atrás de estágio na época da faculdade) e poucos “quem indica” e, quando me vi desapontada com a profissão, decidi que era hora de partir pra outra.
    Sempre fui apaixonada por revistas e jornais (principalmente pelas cores e formatos), então, segui o caminho quase que natural de me apaixonar por design editorial e tipografia.
    Atualmente estou cursando o último ano de design gráfico na Escola Panamericana, cujo curso é 100% prático. No começo as coisas foram um pouco difíceis; nunca tinha tido contato com esses assuntos antes, muito menos conhecimento no Pacote Adobe.
    No entanto, no desenrolar do curso (e principalmente na montagem do portfólio de Comunicação Visual), percebi que eu estava muito envolvida com o processo e, ao mesmo tempo, apaixonada pelo design.
    Então posso dizer que foi algo que não aconteceu desde cedo, mas foi algo cultivado ao longo desse ano de 2010. A minha sorte é que na Panamericana tive um professor super bacana, apaixonado pelo que faz. E isso também acabou servindo de inspiração para mim. Ele mostrou que mesmo os iniciantes ou aqueles que não tiveram muita experiência de mercado como designer (já que muitos alunos do curso já trabalham na área) também podem ter ideias criativas e realizar projetos incríveis. Basta apenas ter criatividade e colocar a mão na massa.

    Desculpem-me pelo longo relato.

  9. Eu não vou saber precisar o projeto, nem o ano. Mas comigo só rolou essa sensação de “agora o negócio ficou profissional” quando comecei a me envolver em partes que antes não tinha espaço para participar.

    Conquistar a oportunidade de pegar um briefing direto do cliente, desenvolver o projeto E AINDA apresentar pessoalmente – sem o intermédio daquele mala que tem mais “cacife” que você mas zero de envolvimento na criação – gerou essa mudança de percepção.

    2005, talvez? Não lembro! Só lembro claramente que foi um movimento interno, de conscientização do meu real papel como designer.

    PS: Belo post, Róger.

  10. Fala Roginho. Man, vc me perguntou isso ontem e eu fiquei pensando e não soube dizer. Acho que ainda não sei quando “virei designer”, mas sei quando “realmente” me decidi tornar um. Depois de 4 semestres na facul, tranquei um semestre, pois estava com algumas matérias em “dp”. Quando voltei, estava muito mais consciente do que queria, no que eu estava me envolvendo. Eu gostava de desenhar qdo pequeno, fazer colagens, adesivos, estampas… mas antes dessa “consciência”, tinha escolhido o curso apenas como forma de conciliar algumas coisas que gostava de fazer. Percebi que o design era muito mais que isso e se tornaria um contínuo aprendizado.

  11. “pô, Roger, pergunta difícil…”
    haha

    Difícil mesmo, na verdade, essa coisas de sou designer vai e volta em diversos momentos, grande parte das vezes quando estou trabalhando com papagaios de piratas me forçando a alterar um bilhão de coisas porque simplesmente não gostou eu deixo de me sentir designer e passo a me sentir como um operado de software.
    A primeira vez que me senti designer foi quando peguei meu primeiro freela, fazendo tudo do meu homeoffice, sem a pentelhação de alguém querendo fazer o meu trabalho, e quando enviei para o cliente ele só fez alterações de texto, foi maravilhas. rs
    Infelizmente não é sempre que isso ocorre, mas quando acontece, me sinto mais designer do que no job anterior.

  12. Eu tive 2 momentos. Um deles foi meio fail, o segundo foi a confirmação!
    Eu tava no meu último ano da faculdade e uma amiga me chamou pra fazer o projeto gráfico da revista que a editora onde ela trabalhava iria lançar naquele ano. Fiz o projeto, vendi a ideia e foi aprovado. Sabia que a revista ia ter uma circulação muito pequena. Mas foi só chegar na Fnac e vê-la no meio de todas as outras que eu tive o meu momento orgulho master-total e caiu a ficha, eu era uma designer! Mas a revista não durou e a felicidade acabou ali na número 4.
    Meu segundo momento foi a pouquissimo tempo. Já formada, cursando a pós, freelando na Abril, sentei numa poltrona do Starbucks com meu café e uma menina senta com o namorado na minha frente. Ela tira da sacola a “minha” revista e começa a ler. Aquilo já me deixou feliz! Mas o máximo mesmo foi ela parar em uma página que eu fiz, chamar a amiga e comentar o que tinha lido. Aí sim, meu ego gritou pra mim mesma falando “parabéns! você é uma designer foda!” hahahaha! (nada como um pouco de ego, né?)

  13. A principio queria cinema. Que na época era o segundo mais concorrido na USP, depois e medicina. Já me preparava para o cursinho e ralar muito para pontuar em exatas (rá!). Quando um dia, um vizinho falou de um curso de design digital que também era possivel fazer animações. A principio era o que me imaginava fazendo: curtas de animação. Iniciei a faculdade e comecei a fazer curso de tecnologia gráfica paralelo na Fundação Bradesco. Ai pensei que fosse fazer revista. Mas não, quando parti para o estágio todos foram de web. E percebi que design digital é isso: hibrido, interdisciplinar. Humanas e exatas (não escapei, rá). Hoje em dia, o foco é multimidia. Só trabalhei com web. Gosto de infografia interativa e um tal de newsgames da SUPER: http://super.abril.com.br/blogs/newsgames/ ;)

  14. Bom… desde bem pequena, quando começaram a pedir aqueles trabalhos de colégio que tínhamos que fazer em papel almaço , lembram?? :-) Pois é, nestes trabalhos a parte que eu começava a me preocupar primeiro, antes de fazer o trabalho, era criar a capa!! Gastava mais tempo criando a capa do que fazendo o trabalho e o esforço era reconhecido… Toda a turma esperava ansiosamente como seria a minha próxima capa :-)) Eu adorava, não precisa nem dizer…

    Mas na época eu não sabia que existia uma profissão que era exatamente o que eu gostava. Só fui descobrir isso no meu segundo grau, quando estava decidindo se ia fazer arquitetura ou publicidade… tive uma grata surpresa!! Uma orientadora vocacional me informou que existia o Desenho Industrial e me senti como se tivesse descoberto o mundo com um enorme alívio no peito :-))

    Foi um momento marcante!!

  15. Os primórdios: lembra aquelas agendas que toda adolescente tinha e ficava pirando nos recortes das revistas para criar um layout especial para aquele dia especial? Pois é, tudo começou nessa época e eu já tinha o clic e talento pra coisa. Hehehehe Nessa época já pensava que queria trabalhar com design. Porém o “Plim” veio em 2010, quando comecei a criar boas capas de livros. Foi no ano passado que dei conta que sou designer. Aqueles estados de consciência que acontecem quando eu vejo o trabalho impresso, com meu nome nos créditos e digo: EU SOU DESIGNER! Iradooooo, Rogerito. Eu amo essa profissão!

  16. Quando comecei a trabalhar numa revista e observava o trabalho do diagramador. Comecei a opinar e… me apaixonei! Se eu tivesse sacado antes, teria me formado em outra coisa. Mas valeu à pena. Porque hoje, trabalho em duas áreas, ao mesmo tempo, e tenho um leque de opções. Estou feliz e muito satisfeita, apesar das dificuldades da área…

  17. Acho que até hoje tive 3 momentos muito importantes que me veio justamente isso na cabeça.
    Sempre trabalhei com coisas relacionadas ao Design, antes mesmo de pensar em fazer faculdade eu já trabalhava na grafica da minha irmã e adorava fazer absolutamente tudo!
    Então chegado o momento de escolher um curso para fazer. Enquanto todos os meus amigos escolhiam medicina, direito, adm, turismo, arquitetura e etc… a única coisa que eu pensava era que eu precisava encontrar um curso que eu pudesse continuar trabalhando na mesma coisa que já trabalhava. Neste momento tive a certeza que ser designer era o que eu queria ser…
    O segundo momento veio já na faculdade, quando comecei a escutar de muitos amigos que eu era boa nos materiais gráficos, que sempre foi o que gostei de fazer…
    E por fim, o terceiro e não menos importante, foi já no mercado de trabalho: quando colegas que com preparação igual ou melhor que a minha começaram a me elogiar e pedir a minha opnião sob os seus trabalhos e principalmente quando recomendam o meu trabalho para terceiros…Então penso: É, eu sou designer…

  18. Roger, o meu ” Plim” veio a partir de duas coisas. Primeiro quando TUDO na vida passa a ser referência . As cores da estação, os filmes assistidos e até mesmo experiências mais simples, de uma forma ou de outra acabam dando as caras em algum trabalho . Um estado de “input” eterno. A segunda foi quando a equação (prazo + trabalho + inspiração = cliente feliz) passou a ser instigante e gratificante.
    Isso eu digo por mim , designer em eterno aprendizado…

  19. Para mim demorou um pouco, mas houve sim um momento muito marcante.

    Sou originalmente graduado em arquitetura pela FAU-USP. Por sorte tive a oportunidade de cursar ainda a grade antiga da FAU, quando tanto desenho industrial quanto programação visual tinham a mesma carga horária das demais disciplinas de projeto (arquitetônico, urbanístico e paisagístico).

    Durante os primeiros anos de formado, seja em discussões entre colegas ou na internet, havia ainda de minha parte um desejo interno muito forte de me afirmar como designer e não como “um arquiteto que faz design”. Havia claro, insegurança por trás dessa necessidade de auto afirmação.

    Por conta disto, o momento do “PLIN” ocorreu somente em JULHO de 2004 quando participei como palestrante e oficineiro no N DESIGN de Santa Maria.

    Além de rever bons amigos, fazer novos, e encontrar ao vivo pessoas com as quais só conversava via internet, pude, durante uma semana inteira do evento, conviver com as elas e perceber que não eram tão diferentes de mim. Na mesma semana fui também convidado para lecionar na graduação da Universidade Anhembi Morumbi.

    Ao final daquela semana a palavra que melhor descrevia a minha sensação foi: GRADUAÇÃO.

    Foi como concluir uma etapa da minha vida e tirar o meu segundo “diploma”.

  20. Escrevi toda a história aqui e apaguei tudo. Só assim pra lembrar que só me dei conta depois de bons anos já atuando como designer. Acho que o “sou designer” veio nos primeiros jobs de agência, primeira vez q tive um job aprovado. Mas é difícil saber a hora exata.

    Acho que esse sentimento vem depois que você já faz isso há algum tempo, vem devagar. Acredito que você precisa “se manter designer”, sempre fui muito ligado à área e acho que por isso não acordei em um momento só.

    Ser designer é um processo contínuo, né? :-)

    Parabéns pela iniciativa e pelo blog!

  21. Nossa! O pior é que eu tava pensando em algo parecido outro dia! Me dei conta que era realmente designer quando percebi que quase todo mundo da minha sala da faculdade me pede pra opinar/revisar os trabalhos deles. Depois que me peguei explicando o porquê de achar que isso ou aquilo devia melhorar ou o porquê daquilo estar ótimo do jeito que estava, percebi que já era um designer :P

  22. Cara, isso me fez pensar. Eu acho que já “virei designer” pelo menos umas 10 vezes nos últimos tempos. A cada trabalho que sai legal, a cada desafio, até nas lágrimas de nervoso. Certa vez, em uma aula da pós, um professor disse que Design era uma ciência, e concordo, isso é coisa pra louco. Mas cada vez mais, eu adoro ficar mais louca.
    Beijos.

  23. Quando entrei no primeiro estágio e que jogaram um briefing na minha mão. Não fazia a mínima idéia do que fazer e como fazer. Mas saiu. Ruim, mas saiu. rs

  24. Cara,que pergunta difícil! Mas acho que foi quando percebi que design não é fazer um bom layout,ou trabalhar em um Mac,mas sim resolver problemas. O bom design vai além de uma ‘carinha bonitinha’,e ganha mais força em sua funcionalidade.

  25. Eu tinha 16 anos e cursava colegial. Adora desenhar até que o pai de um amigo, me pediu para que montasse uma identidade visual pra loja dele.

  26. Acho que quando comecei a dar aulas de Corel e Photoshop e percebi que nem todo mundo leva jeito pra coisa. Por mais que a galera domine o aplicativo, como muitos até conseguem fazer, o feeling mesmo da coisa vem de outro lugar que não as salas de aula.

    Eu não só percebi que era designer como também que havia trilhado um longo caminho errado. Larguei a faculdade de Sistemas, vim pra Curitiba pra estudar Design e ter, não só o feeling, mas o diploma e a carreira com que realmente me identificava.

  27. Apesar de não ligar muito pra essa questão de formação, já que muitas pessoas tem só o diploma e não se encaixam na área, que é o meu caso na área de TI rs (sou formada em Ciência da Computação) sei que pra mim falta o conceito já que ainda faço muitas coisas vendo o que fica “bonitinho”, mas além dos materiais que leio referentes a Design já está nos meus planos um curso. Até porque não quero viver fazendo “favores” pra parentes e amigos que sempre vão achar o que faço lindo…rs
    Demorei de ver a dm com a pergunta, mas está ai o porque ainda não me acho (sou) uma designer.
    Parabéns pelo blog!!!

  28. Só rolou depois de formada, há uns 4 anos atrás… em um dos últimos locais que eu trabalhei antes de entrar na sociedade do estúdio de design que estou hoje. O cliente olhou pra marca, olhou pra mim e não falava nada. Depois de um tempo quieto, olhando pra marca do evento dele (e eu com o coração na mão, pois era um evento grande), ele falou: “Não tem o que falar. Você não precisa nem defender a marca. Ela reflete TUDO o que eu pedi a você, mas de uma maneira única. Um investimento muito bem feito.”
    Alas,…. Foi nessa hora que eu descobri. Transformar o pensamento em arte concreta, mesmo que não seja o seu pensamento, que eu acredito ser o maior desafio de um designer.
    Obs: Já estou no 4º ano que faço a arte do evento, independente do local que eu esteja… =D

  29. Quando fui ao médico, e na hora de fazer o cadastro com a recepcionista, ela perguntou:
    Profissão? e eu respondi – Designer…

    Mesmo ainda sendo um estagiário naquele momento me senti um designer de verdade! xD

  30. Me senti designer pra valer, quando conversando com um cara que tem uma empresa de 30 anos de sucesso e não tinha uma marca, fiz ele entender a importância de uma identidade visual. Esse dia eu me senti designer por saber demonstrar o que realmente faço e o que o design faz.

  31. Micreira pode responder isso? Apesar de ainda não ter formação em Design nem ter começado a faculdade, já me considero uma! hehe
    Não, não desrespeito a categoria. Pelo contrário, me privo de fazer muitas coisas por não possuir ainda a formação necessária para tal.
    Sou jornalista e comecei a “mexer com computação gráfica” (hahaha, só pra encher o saco!) na faculdade. Minha professora de Projeto Gráfico I, formada em jornalismo e Design e tb doutoranda em Design, gostou dos meus trabalhos e me convidou pra estagiar com ela em uma assessoria de imprensa, na área de design editorial.
    Mas não, não foi ai que me “achei” designer, e sim, depois de 3 anos na mesma empresa, ser contratada como diretora de arte, ter uma estagiária e defender, diretamente com os cliente, meus jobs, tendo-os 98% aprovados de cara!

  32. Pra mim, me sentir designer é como me sentir feliz. Não é uma constante, é um momento, é uma fase.
    Eu me sinto designer quando estou produzindo algo em que acredito. Em todo o período desde concepção a entrega de um projeto eu sinto ser designer por nascimento.
    No resto do tempo eu me sinto beirando uma farsa. Isso faz com eu sempre tente novos projetos, crescimento, evolução tecnica e conceitual. Pra voltar a me sentir designer por um tempo :D

  33. ooo meu plin aconteceu a pouco tempo!
    Trabalho na área a a uns 2 anos, e por incrível que pareça, quando eu comecei a trabalhar em uma agencia de publicidade nos últimos seis meses de minha faculdade, foi quando eu menos me senti um designer, me sentia uma operador de Mac um mero potoshopista se é q existe essa palavra, muita gente acha q por saber mexer em todo o pacote adobe saber atalhos criar montagens, vetorizar e etc, é um designer e isso é um engano pois como meu querido professor sempre falava, seu imprestável, um designer forma idéias opiniões ele cria ele inova ele traz o diferente ele traz o bom gosto ele sabe aplicar as leis da gestaut ( é assim que se escreve?) , bom e com tudo isso quanto mais tempo eu passava na agencia mais eu me sentia um operador de Mac, foi quando me fizeram uma proposta para entra em um negocio que ainda estava começando, alia estamos o estruturando na cidade mais graças a deus já está tudo nos eixos, é uma nova agencia na cidade que antes do lançamento já está sendo bem vista e já muito comentada, e aqui constantemente eu experimento o eu é ser um designer o que é ter a responsabilidade de criar e passar um bom conceito, o que é ter q analisar peças que saíram a publico o quer é ter vários estalos criativos (crec, crec creeeec), e aqui sou reconhecido por minha idéias pelo que sou e penso, isso me faz ficar vivo e querer ser cada vez mais um designer, daí veio meu estalo agora eu sou um designer!

  34. Desde pequeno eu desenhava varias coisas e dizia pros meus pais que queria “desenhar no computador”… adorava quadrinhos, animação, TV… mas não tinha a menor idéia do que faria quando crescesse.
    Após descobrir o curso de Design, mesmo depois de formado demorou pra isso acontecer: eu falava que trabalhava com internet mas nunca dizia que era DESIGNER com vontade (mesmo porque era meio estranho, e ainda é, ter que explicar o que vc faz logo depois rs)
    Mas acho que me senti designer quando estreamos na Editora Abril, o novo formato do Portal MdeMulher, há uns 3 anos atrás, quando eu fui responsável pela finalização do redesenho.
    Nem foi o melhor projeto que eu já participei (aliás, lembrando dele hoje acho bem ruim e hoje o portal tem até uma nova cara – outro redesenho que também fui responsável) porém foi a primeira grande coisa que eu conclui como profissional.
    Como o Marco Moreira disse, a gente precisa entender de muita coisa, sabe? E eu sei que também tenho muito a aprender ainda… e acho que a gente vai se sentindo mais designer a cada dia, quando você vai aprendendo e desenvolvendo mais coisas… :)

  35. Num projeto da faculdade que tinha como foco o Safe Kids, projeto da Johnson & Johnson sobre os cuidados com as crianças no lar. Nos coube desenvolver peças para o Safe Kids Brasil.

    Aí saquei que o designer pode/é/deve ser importante. E que eu era um desses.

  36. Quando recebi meu primeiro projeto profissional impresso para entregar ao cliente. Era um material de papelaria com a logo que eu tinha criado. Fiquei namorando os papéis por um tempão.

  37. Estava no 3º ano da faculdade e comecei a estagiar em uma agência, no primeiro dia, peguei a primeira “JOB”: fazer uma ilustração para a guarda da agenda Sakura. Pesquisei muito o porquê do logo, encontrei uma história linda sobre a flor da cerejeira: a sakura. Criei uma cerejeira em aquarela, fiz um texto sobre a tradição no Japão, que passou pelo editor, finalizei no photoshop e indesign. Ninguém da agência acreditava que seria aprovado pelo cliente, era muito diferente do que faziam, mas mandaram para testar e por garantia foram outros trabalhos juntos. Minha arte foi aprovada em tempo recorde pelo cliente . Outras 6 peças do mesmo cliente: cartão de natal, cartão de aniversário da empresa, leque de evento, jogo americano, calendário e agenda menor foram usadas a mesma arte. Fiquei muito feliz, dei lucro para a agência em 5 dias de trabalho. Me senti “profissional”. O aprendizado é diário e infinito, mas sei que conceituar, atender bem ao cliente e fazer tudo com amor são bases para um bom trabalho.

  38. Hummm, acho que foi no primeiro trabalho que eu vi aplicado em uma empresa de médio porte, onde foi meu primeiro orçamento de quatro digitos hehehe
    Foi pra um tio meu, mas ninguem me tratou como sobrinha, mas como prestadora de serviço, isso foi ótimo :)

  39. Olá pessoal, tudo bom.

    Antes de mais nada, quero parabenizar o Rogério por esse e por outros posts aqui publicados.

    Em relação a pergunta.
    Eu comecei (como acredito que muita gente) futucando os softwares de criação. Brincando com uma ferramenta aqui outra alí, fazendo montagens bobas e buscando conhecimento naquele mundo pequeno. Até que um amigo me indicou para fazer uma entrevista na do cunhado dele, onde havia um núcleo de Design de Moda, fui meio desconfiado, pois não sabia o que me esperava, nem se eu realmente iria dar conta de um trabalho tão misterioso até o momento.
    Fui intrevistado e aprovado. Fiquei trampando com eles 2 anos e lá aprendi coisas que levarei para o resto da vida. Mas aquela área não era o que eu queria. Foi quando me deparei com o Design Gráfico através de feiras e senti que naquela área eu poderia testar, expor e compor a solução para um problema.
    Senti que poderia entender um pouco de todas as profissões trabalhando em uma só e me apaixonei. Estou até hoje, evoluindo em conhecimento, testando, expondo e solucionando.
    É isso. Grande abraço pessoal.

  40. Foi no último ano de faculdade, mais precisamente no TGI, e pelas circunstâncias pois tinha operado o ligamento cruzado anterior do joelho e fiz um projeto de 6 meses em 2-3, bem no exemplo dos projetos pastelarias que sempre recebemos por aí, todos para ontem.
    O trabalho não foi perfeito por minha (falta de) mobilidade mas pelo pouco tempo e pelo que eu fiz me senti muito orgulhoso. Em termos de pesquisas, roughs e afins minha monografia foi a maior da sala ainda, com mais de 300 páginas e todas com conteúdo objetivo ao assunto, sem firulas.

  41. Brother, foi engraçado, eu já desde pequenino (hoje com 21 anos de idade) já era fascinado por cores, bom mas tirando isso indo direto ao assunto, foi qnd ganhei meu primeiro pc (Intel MMX 300 Mhz) em 1996 e resolvi vasculhar e tentar enteder como CÓDIGOS e TAGS se formava os sites, portais daquela época, tais como: Humor Tadela, Chat IG, UOL, eu ficava o dia todinho dentro do bloco de notas vendo cada tag, cada sinal de maior, sinal de menor, procurando aonde cada tag abria e fechava, quem via me achava um louco vendo aquela embolação de numeros e frases tudo misturados.

    Mas é isso aê, são ficava até altas horas da madruga “namorando” aquilo pq eu era novinho e minha mãe não deixava eu virar ainda as madrugas no pc rsrs.

  42. Quando percebi que minhas criações publicitárias eram primeiro idéias visuais que eu traduzia em escrita e não o contrário.

  43. Foi quando eu fiz minha primeira pintura a lapis na parede da minha mãe! rsrs…apenas uma brincadeira! Demorou um tempinho na verdade, no começo foi um pouco dificil arranjar um emprego na area, mas quando eu comecei a estagiar e fiz meu primeiro trabalho para a Abril caiu a ficha que eu realmente era uma designer! Foi emocinante ver meus “filhinhos” online! =)

  44. Quando comecei a questionar a publicidade – porque é a minha formação. Me pegava pensando “perai, isso pode ser feito assim, assim e assado”.

    E pelo gosto de fazer as coisas manualmente, buscando referências que o google e os livros nem sempre dão.

  45. Cara…acho que nasci com isso sabe? Eu trocava bonecas, brincadeiras, amiguinhos por lápis e papel. Quando eu não estava desenhando, (isso aos 5 anos!,) eu inventava “coisas diferentes”! A minha brincadeira com bonecas era de estilista! Qdo fiz meu primeiro cursinho de informática aos 10 anos, descobri o Corel e …”voilá”!!! Lá mesmo ganhei o diploma de técnica. Só não podia dar aulas como estagiária, (o curso oferecia estágio remunerado para os melhores alunos), por ser muito nova (já tinha 12 anos). A partir daí fui estudando, me especializando, até que fui fazer DI na ESDI – RJ em 2001. Em 2003 entrei para uma empresa de Design e hj, 8 anos depois tenho um escritório em casa e trabalho como freela!!! Eu amo o que faço!!! Se não fosse Designer eu não seria eu!

  46. Comecei o curso de mecatrônica técnico de segundo grau. Além de só querer desenhar e pensar em capas de cd e logos, fui mal pra caramba no curso que não tinha nada a ver comigo. Depois de me mudar para o técnico em publicidade, parti para a faculdade de design gráfico.

    Percebi que sempre fui designer. Sempre atentando para alguns detalhes que a maioria nem se liga.

    Pela pergunta posso dizer que aos 16 anos.

    abs!

  47. Quando fiz meu primeiro estágio, num lugar onde não havia nenhum designer formado para me orientar. Fui da segunda turma do curso de Design da UFES, onde sou professor agora. Naquele momento, profissionais de design eram quase inexistentes no ES, então tive que assumir esse papel na prática, junto a um chefe que era administrador. Hoje, 10 anos depois, o terreno já está ficando um pouco mais adubado para a molecada.

  48. Sempre gostei de desenhar…não é um pré-requisito mas já é um começo, e quando criança queria ser ilustrador, quadrinista ou algo do tipo. Meu primeiro contato com o design gráfico foi na adolescência.
    Meu pai é advogado, e como todo filho de advogado pobre já nasci office-boy, isso quer dizer que ficava horas no escritório desenhando, esperando que alguém me mandasse para algum cartório, fórum, banco ou alguma fila entediante.
    Na época meu pai trabalhava com a parte jurídica de venda de imóveis, e resolveu abrir sua própria imobiliária. Vendo que eu gostava muito de desenhar me pediu para criar um “logotipo” para sua nova empreitada…Logotipo??? Nunca tinha ouvido falar neste termo, então fui pesquisar e por sorte achei na biblioteca da escola (na época não havia internet) uma revista Veja com uma matéria a respeito da criação de marcas, logotipos e conceitos básicos desta área. Ali descobri o conceito de identidade visual, que envolvia outros parâmetros como papelaria, cores, tipografia, ambientação, e que não era apenas fazer um desenho carismático. Então, na cara e na coragem sem nenhuma prática ou teoria mais aprofundada, criei toda a identidade visual da imobiliária que, sem falsa modéstia, ficou horrível!!! Mas foi meu primeiro contato com a área e no futuro me ajudou a optar pelo design.
    Anos mais tarde, já na faculdade, no primeiro ano e com uma bagagem na área de desenvolvimento web, realizei meu primeiro projeto de identidade visual profissional completo , para uma empresa de consultoria em T.I.
    Foi a primeira vez que pude desenvolver todos os aspectos de um projeto de design, desde a fundamentação até a finalização. Quando me deparava com problemas e achava soluções fundamentadas na própria realização prévia do projeto, ai sim pude dizer que era um designer!
    A identidade visual da imobiliária não entra no meu portifólio, mas ainda guardo com carinho numa pasta.

  49. Comigo aconteceu quando eu trabalhava numa editora e quando o meu chefe, à época, começou a me chamar de o braço direito dele. Foi aí que percebi que eu já tinha a total segurança de atender os clientes, além de fazer o projetos de design e ainda acompanhar a impressão na gráfica. =)

  50. Ainda estava na faculdade (desenho industrial EBA/UFRJ) e já fazia logotipos, jornais, cartazes, panfletos (anos 80). Eu queria mesmo era ser ilustrador. Não tem um momento específico.