Por que você [ainda] é designer?

Esse post se chamaria apenas “Por que você é designer?”, mas como estava dando uma certa confusão porque alguns achavam que era pra falar sobre como decidiram ser designer, resolvi colocar o [ainda] junto.

Tenho acompanhado guias estudantis desses que falam das profissões e tento compará-los com os descritivos dos cursos nos sites das universidades, no que se refere aos cursos de design, seja de qual área for.  Um grande problema que encontro em ambos é a falta de apurar MESMO o que acontece com os designers no mercado. Conheço gente de vinte e poucos que desistiu da área e também profissionais com mais de 60, 70, 80 anos (viva Wollner!) de idade e desde sempre trabalhando com design. Os salários que saem nessas listas sempre são bem fora da realidade e o glamour falsamente inserido – tanto nos guias de estudantes (talvez pra empolgar mais ainda o jovem) quanto nos sites das universidades com esses cursos (para, evidentemente, vender mais e trazer alunos) – e parece que não se tem muito a preocupação de falar com quem está na área há algum tempo pra ver como é.

Qualquer um é livre pra trocar de profissão quando quiser, inclusive os designers. E quem se mantém nessa profissão – que é meu caso e NÃO pretendo sair – deve ter bons motivos pra contar. É isso que pretendo saber nesse post. Afinal de contas, as piadas com designers sempre falam um monte de salários, de manias, comportamentos, defeitos, tudo que se pode tratar como ruim de uma profissão. Hora de falar bem, reunir opiniões e debater.

Então aí vai: Por que você, que é designer, continua sendo? Quais são os chamarizes e vantagens dessa profissão no teu ponto de vista?

Aguardo esses comentários! 🙂

Autor: Rogério Fratin

Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2016, com a pesquisa Design Thinking Aplicado à Educação. Bacharel em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi, 2005.

22 pensamentos em “Por que você [ainda] é designer?”

  1. Por que eu sou designer?

    No meu caso, como no de muitos que aprendem o ofício na prática e não via Faculdade de Desenho Industrial (ou equivalente), a palavra designer foi colocada em mim, sem eu planejar.
    Antes, trabalhava com publicidade, era Diretora de Arte. Tinha que fazer anúncios com sacadinhas, onde o objetivo não era vender, mas ganhar prêmios publicitários.

    Eis que fui salva (ainda penso assim). Saí do mundo “vamos ganhar prêmios e ser famosos”, para “vamos deixar o mundo mais bonito”.

    Depois de um tempo em web, e depois de aprender na prática, me toquei que a coisa do design vai muito além de deixar tudo mais bonito. Tem a ver com funcionar. Um bom design (de qualquer coisa) tem que funcionar. Existe uma confusão no produto final que passou por um designer. Muitos ainda acham que COM design fica colorido e SEM design fica cinza. E mesmo depois que apareceram os arquitetos de informação e especialistas em usabilidade, continuo com a minha opinião de que design é diretamente relacionado a ser funcional.

    Então minha motivação é essa. Fazer chegar em quem tem que chegar de uma forma adequada e inteligente.
    Sim, tem que ter bom gosto. Na verdade, tem que ter muito bom senso pra transmitir a mensagem através do que nós designers chamamos de design.

    Meu momento de êxtase é quando encontro um fruto de design perfeito (pode ser qualquer coisa, aliado a engenharia ou outra área). Coisas pro dia a dia, coisas pra olhar, pra trabalhar, enfim, penso que quase tudo que está a nossa volta tem a ver com design.

    Ter uma noção de quanto tempo se gasta em determinado assunto ou a intensidade com que se importa com aquilo, pode ajudar a ter uma ideia da direção a seguir.

    E isso serve pra qualquer área:

    Um pensamento recorrente aqui dentro da minha cabeça é sobre aquele ditado que diz Casa de ferreiro, espeto de pau. Não né? Acho que temos que assumir nossas preguiças de vez em quando, ou livrar-nos delas sem ficar se enganando eternamente.

    É isso.

  2. Depois que me formei e peguei experiências no mercado, fui percebendo cada vez mais a importância do “ser designer”, importância essa que em minha opinião de certa forma é banalizada. Não se leva a sério o verdadeiro designer. O nivelamento é “por baixo” por que os próprios designers também não se levam a sério e acabam fazendo trabalhos medíocres, não pensam o propósito das coisas que estão fazendo, só pensam na estética do portfólio.
    Cadê o conceito? cadê a função daquela forma? cadê o tempo mínimo para se fazer um bom projeto?

    Nas entrevistas o mercado sempre quer alguém com bagagem, alguém competente e alguém que goste do que faz, mas na prática é tudo igual. “- Seu Joaquim, manda um pastel de queijo pra ontem!”. A política do ontem virou rotina, e nós ficamos presos a isso, atendendo cada vez mais a demanda por tempo, sem dizer que, no meu caso, se eu tb não fizer em tempo recorde, a grana acaba não valendo. Então, fazemos ASAP e TENTAMOS fazer numa qualidade minimamente aceitável, ou tb não vale a pena fazer.

    …E com essa história do “pra ontem” e do design ser subjetvivo, todo mundo mete o dedo e muita coisa parece um parto para ser aprovado. Por mais conceito que vc tenha e mais bom censo, as vezes ainda não é o que o cliente tem na cabeça dele, então vc faz denovo e denovo pra agradar a referência porca que ele deve ter na cabeça. E os estudos, livros e o escambau parecem ter ido para o saco.

    Bom, eis que comecei a me envolver com a tal da “Arquitetura de Informação”, que consiste em criar uma estrutura e organização baseada nas necessidades do cliente do cliente, um estudo que visa lucro e se preocupa com os resultados. Ué, mas design não deveria ter o mesmo pensamento? Pois é, eu sempre achei isso, mas descobri um nome “desfarce” para eu poder fazer o que eu acredito no design. Uso a argumentação da usabilidade, organização da Arquitetura de Informação, etc para fazer com que a forma tenha uma função mais embasada e ninguém venha ficar me enchendo o saco (mesmo assim enchem o saco!).

    Fiz pós em AI para me aprofundar na função, para entender para que serve o design e pra que serve ser designer.

    Na academia, acho que a Arquitetura (Urbanismo) e o Design de produto conseguem transmitir o conceito da função muito melhor. No design digital e no design gráfico as coisas se confundem muito. Tem gente que até hoje discute a diferença entre “Arte” e “Design”. Hoje eu tenho claro na minha mente que são coisas completamente distintas e não discuto mais.
    Então o design é feito para alguém que vai consumir, aí temos que proporcionar a melhor experiencia de uso possível, tanto para o cara ler um impresso quanto para acessar um site seja ele qual for. Ele precisa consumir de forma mais fácil e agradável possível. É aí que entra a forma + a função.

    O que me faz continuar sendo designer é essa busca pela perfeição nas coisas que crio, a busca pelo estudo. O que me faz continuar sendo designer é o fato de ter oportunidade de criar coisa boas e belas e ajudar esse mundo cheio de injustiças e coisas feias e ruins a se tornar menos feio, menos ruim.
    Acredito que fazer design é um ato de muita responsabilidade. Pode-se dizer tb que é responsabilidade social e de utilidade publica muitas vezes. Imagine fazer um site de um orgão do Governo em que vc é responsável pela facilidade que ele tem que ter para o usuário. Esse usuário é a sua mãe, o seu pai, o seu avô, que assim como nós pagam seus impostos e tem DIREITO de acessar um site fácil, rápido e decente. Sacanagem o designer, nessa hora pensar apenas no portfolio dele. Agindo assim ele não tá pensando nem na mãe dele! rs

    Eu tenho consciência do papel que exerço, por isso acho que é legal fazer coisas boas para as pessoas usarem, se sentirem bem, mesmo que seja uma fração de segundo no dia dela, mas que vai tornar a vida dela menos estressante.

    O design está em absolutamente TUDO que está a nossa volta. Televisões, telefones, cadeiras, monitores, revistas, programas do computador, tudo, tudo. Se cada uma dessas coisas não funcionar, os designers podem transformar a vida das pessoas (e a dele próprio) num verdadeiro inferno, por isso acho que se eu fizer bem a minha parte, estarei colaborando para uma qualidade de vida melhor.

    Fui fundo demais? Caraca. Isso foi por que vc fez apenas uma pergunta! hahahah!!

    [ ]s!

  3. Ah, na verdade eu comecei na profissão para conhecer a perspectiva de trabalhar com varias coisas diferentes. Quando eu tinha 17 anos e fui fazer curso técnico em design gráfico, o que realmente me chamou atenção foram todas as materias que o curso tinha: Pintura, desenho, fotografia, criação de mockup, ilustração digital e por ai… acho q eu pensava na possibilidade nao trabalhar o resto da vida trancado num escritório (FAIL).

    Mas depois de conhecer melhor a profissão, o que me fez seguir foram as linhas de raciocinio, metodos, “regras” e tudo mais que aplicamos até achar uma solução visual para determinada coisa. Acho que esse lance de desenvolver algo que, independente da complexidade visual, de aplicação, modulação, programação, divulgação e etc, aquilo ter um significado e conseguir passar bem a msg é o mais legal.

    Outro ponto legal são as pessoas. Na maioria da vezes vc acaba trabalhando com pessoas menos formais, mais dispostas a pirar com vc em idéias ou por ai a fora, coisa que é mais dificil de se encontrar num escritório de contabilidade (nada contra os contadores).

  4. Ainda sou designer pq nao me imagino fazendo outra coisa. Apesar de ja ter me arrependido e des-arrependido varias vezes de ter feito essa escolha. Trabalho em uma empresa de consultoria, e como o Marco falou, sinto que o design aqui dentro é banalizado, talvez por trabalhar no meio de engenheiros que se acham mais importantes e mais inteligentes que eu. Porém nos últimos meses tenho mostrado mais sobre design e impus a minha opinião embasada em livros. Acho que estou ganhando espaço e sendo levado mais a sério. Mostrei o design sendo usado como fator estratégico dentro de empresas, e a importância de participar de todas as etapas dentro do planejamento de produtos, seja qual for a natureza dele.
    Também faço freela, o que me dá mais vontade de continuar na área. Sempre trabalhando com pessoas, áreas, desafios e necessidades diferentes, além do $$ extra que entra. Os últimos freelas que fiz foram bem legais. Os clientes estavam abertos a conceitos e sugestões. E o que foi muito legal que dois falaram: “estou contratando você porque sei que nao é minha praia e quero uma coisa profissional”. Isso deu um gás para eu dar o meu melhor, pois percebei que meu conceito nao seria perdido depois de 297427492847 alterações sugeridas até pelo cachorro do cliente.

  5. Eu nunca tive muita escolha. Aos dois anos de idade, enquanto a molecada corria atrás de bola, eu corria atras de folha de papel. Desde que eu me entendo porr gente, eu desenho. Sempre foi minha principal forma de expressão.
    Me lembro que quando consegui meu primeiro emprego de verdade, na Caixa Econômica Federal, com uns 15 anos, me mandaram para o arquivo. Eu tinha que colocar nomes nas pastas. Eu desenhava as letras nas capas delas, com canetas hidrográficas, fingia tipografia de máquina de escrever velha.
    Nesse tempo, eu nunca tinha ouvido falar de design gráfico.
    Eu sabia que queria vir pra São Paulo (morava no interior do Rio de Janeiro) e achava que queria trabalhar com publicidade ou cinema.
    Tive dois problemas. Não tinha grana pra pagar a facu de publicidade, e no inicio dos anos 90 cinema não era exatamente uma carreira factível, a não ser quer você fosse filho do dono do Unibanco. Apareceu a faculdade de Comunicação Visual, no Mackenzie, e era tudo que eu queria. Passei e comecei a frequentar. Fiz 6 meses, até não aguentar mais pagar (era diurna, e eu precisava trabalhar). Saí.
    Passei na FAAP, gostei mais ainda. Fiz 6 meses. A grana acabou. Saí de novo. Mas aei já sabia exatamente o que queria.
    Passei uma terceira vez, novamente na FAAP, e desta vez estava empregado, o curso era noturno, e fui até o fim. Da minha classe, sei de vários colegas que se deram bem, outros nem tanto, outros na luta, e muitos estão em outras áreas.
    Acho que pelo quanto eu quis esse curso, o quanto eu briguei para fazer, eu continuo gostando demais da área. Continuo apostando que nós ainda não vimos o melhor dela. Que o futuro reserva boas recompensas para quem se esforçar.

    Nesse mês de junho minha empresa faz um ano. É pouco, mas dizem que o primeirp ano é o mais difícil.

    Então continuo brigando. Continuo espalhando design o quanto puder.

    abs!

  6. Eu sei-lá pq estou nessa, mas fico feliz em praticar o design, mesmo sendo um estudante ainda.

    Pratico mais o design no bar com os amigos que no estagio que tenho no cracha escrito ‘webdesigner’, um dia chego lá.

  7. Já pensei várias vezes em mudar de profissão…mas no fundo e de verdade? Amo o que faço, o salário pode até não ser o melhor do mundo…mas a versatilidade e a inconstância do meio me agrada, faz com que eu sempre busque novas referências..nenhum trabalho é igual ao outro…cada dia um novo desafio..

  8. Dizer que vc é designer é complexo. De cara muita gente diz: “de” o que? E aí começa toda a explicação. E tem sempre alguém que tem um primo que é a mesma coisa e que fez um site.

    Mas depois de anos designer estou cada dia mais designer: aprendo a editar melhor a cada dia, escolher a melhor foto pra contar aquele caso. Chego quase a acreditar que vivo a vida daquela pessoa. E com isso aprendo a ouvir e fico mais sensível. E vamos combinar: sensibilidade é alma de um bom contador de histórias, um bom designer.

  9. Antes de qualquer coisa, sou designer porque sou apaixonado pela profissão e mais ainda pela disciplina. O questionamento é legal, as instabilidades do dia-a-dia, a casualidade nas vestimentas e nos estilos de cabelo, barba, a visão holística que vamos ganhando com o tempo. Podemos ajudar as pessoas, fazê-las apaixonadas por um produto pelo seu visual (e isso pode ser legal ou chato, visto que o design colaborou muito fortemente para o consumo doente das pessoas), podemos facilitar a vida de muita gente refletindo e quebrando um velho paradigma. Podemos influenciar economicamente, politicamente, socialmente em infinitas áreas. Podemos trabalhar de casa, fazer nossos horários, pegar aquele freela bacana (ou não!) quando a grana tiver apertada. Podemos a cada dia tentar melhorar o trabalho, refinando aquele acabamento, aquele detalhe. Podemos ter semanas completamente diferentes umas das outras por conta dos clientes e dos projetos que sempre mudam. Existem tantos “podemos” no caso dos designer que ideias nunca não vão faltar para um produto bacana, um experimento que pode mudar a maneira de pensar de um grupo de pessoas, uma interface que causa comoção em quem interage e ainda por cima, trabalhar com sustentabilidade sem ser ecochato, além de botar a mão na massa pra fazer acontecer.

    E os livros de design, hein? Ah… infinitos, lindos, colecionáveis se sempre (quando, no mínimo, medíocres) mudam nossa forma de ver as coisas, nem que um pouquinho.

    Se um dia eu parar de gostar de alguma dessas coisas, por favor, me internem em algum sanatório porque certamente eu enloqueci.

    Obrigado a todos pelas participações, o post tá lindo com tantos comentários assim!

    [ ]s!
    Rogério Fratin

  10. Sou designer por vocação.
    Antes de entrar na faculdade, tentei (vejam vocês) Ed. Física, Belas Artes e Direito, tudo para fugir (inconscientemente) da vocação.
    Desde o segundo grau quis fazer Desenho Industrial (como se chamava na época). Já no primeiro dia de aula vi que esse era o caminho – e até hoje estou nele.
    Tenho altos e baixos com relação ao dia-a-dia da profissão – por conta das remunerações e pela falta de educação (mesmo) de alguns clientes (esse último entendo como um problema comportamental, que anda assolando o país). Mas veja que as duas razões não passam pela dúvida quanto a vocação.
    Não penso em sair do Design. Tenho um estúdio de criação e gosto de trabalhar aqui, mas venho mesclando atividades afins, que desenvolvam outras aptidões e abram mais portas para atuação.
    Para mim, a “vantagem” em ser designer é ter encontrado meu caminho profissional. É atuar numa área aonde sei que tenho espaço para um desenvolvimento e um crescimento eterno, uma vez que a criação é uma atividade que pode ser exercída até o fim da vida. No geral estou tranquila com a profissão e o mercado.

  11. Acho que mesmo depois de ter me formado, e trabalhar na área a mais de 6 anos. ainda sou designer porque não conseguir virar empresário.
    Usar da estratégia de um design com experiência em comunicação, ergonomia, estrategia de design, estética, cores, tipografia com o intuito de produzir um projeto auto-sustentável (quer dizer ficar na rede com o notebook no colo), criando apenas quando vier vontade e inspiração para colocar projetos “meus” no ar!

  12. Ainda sou designer porque amo dar forma, função, beleza para meus trabalhos…coisas que poderiam passar despercebidas ganham vida quando um designer da seu toque. As coisas são como são por causa dos designers, carros, casas, revistas, livros…a busca do aperfeiçoamento, de uma melhor usabilidade, de mais beleza…isso é o que me move e o que me faz ser designer.

  13. Pelo simples fato de querer resolver o problema, seja ele visual ou usual, acho que a profissão tem muito daquele sentimento de “faça você mesmo”, que é o lance a iniciativa, da procura da solução, na minha opnião o designer é isso e não largo isso por nada monótono, rs.

  14. Porque com salário de designer não consigo pagar outra faculdade para sair dessa área sem futuro.

  15. Definitivamente não é pelos altos salários….
    Eu faço design porque é o que eu gosto de fazer, de ler, de falar… Acho que o design é um modo diferente de ver as coisas mais simples, que depois que você começa vicia… Para mim também tem um pouco de ideologia Red House, de que todos devem ter acesso a coisas belas…
    Vendo a história, percebe-se que o design atua diretamente na mudança de pensamento, comportamento… o design pode mudar o mundo!!
    Mas no mercado de trabalho nem sempre somos valorizados…
    Dizem que ou você ganha dinheiro ou você faz o que gosta. Eu escolhi fazer o que gosto… e agora?!!

  16. Porque que ainda sou designer? Boa pergunta!
    Escrevi, escrevi, apaguei, escrevi, escrevi, escrevi, voltei a apagar e escrevi….

    Dei cabo do hemisfério direito do cérebro para responder a este post, e isto porque? Porque realmente a pergunta é bastante “simples” de responder. E pergunto-me – mas não é neste princípio que te baseias todos os dias, Wilson, a simplicidade? Sim! – E onde aprendes-te esse conceito?
    A verdade é que o meu espírito crítico já está mais apurado, muito graças aos valores que aprendi sobre design e o mundo. Tenho imensos motivos para gostar e para não gostar desta área. Podia enumerar muitos, mas a pergunta ainda se sobrepunha sobre a resposta…então porque ainda sou designer?
    Talvez comece por descrever a minha visão sobre o designer e talvez assim seja a forma mais correcta de mostrar um pouco daquilo que observo.

    Muitos designers (inclusive eu) dizem: eu trabalharia de graça; eu trabalho por amor ao design; eu faço porque encontro imensas diversidades todos os dias. Então o que nos leva a dizer isso? Eu penso que, o que nos leva a encarar o design dessa forma, se deve ao facto de a área design contribuir para o bem-estar social. Os humanos têm prazer em ajudar os outros. Queremos morrer a pensar que fizemos alguma coisa pelo mundo. É por esse motivo que ainda sou designer, porque ainda acredito que posso ajudar a melhorar o mundo.

  17. Otima resposta do Thiago completou a minha:

    “Porque com salário de designer não consigo pagar outra faculdade para sair dessa área sem futuro.”

    E porque gosto tb… ehhehe

  18. Acredito que podemos melhorar o mundo através da arte, estimulando diferentes tipos de pensamentos e opiniões, revolucionando comportamentos e atitudes através de conceitos e estratégias mirabolantes.

    Ser Designer é ter o poder de surpreender pessoas que precisam sonhar para acalmar o absurdo da vida. Somos a fantástica fabrica de sonhos perfeitos.

    Isso é bom e ruim, como tudo na vida.

    PNolli

  19. Eu sou designer porque…não,eu não sou designer.Na verdade, cheguei aqui pelo google.
    Ótimos comentários,ajudou a entender a relação de
    amor e ódio que um designer tem pela profissão.

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