Desafio da Estante Bookman

Desafio da Estante Bookman

ATENÇÃO: essa promoção já acabou. Os escolhidos estão aqui

Mas olha só que beleza! Uma boa maneira de dar aquela recheada na biblioteca e ter um monte de coisa nova e bacana pra ler sobre design é nessa promoção da Editora Bookman. São DEZ, eu disse DEZ livros de design da Editora Bookman, meu senhor, minha senhora! E não para por aí, tem também CINCO, o senhor não ouviu errado, a senhora não entendeu mal, CINCO revistas ABCDesign!

 

É bem facinho de participar:

1. Tire uma foto bem caprichada da sua estante de livros. Sei lá, cria algo bacanão, reorganiza os livros, faça formas, letras, não sei, crie!
2. Acesse o site www.desafiodaestante.com e clique no link Envie sua estante e faça o upload da sua imagem até o DIA 11 DE NOVEMBRO. E pelamordedeus, não deixa pra última hora, né?
3. Peça para seus amigos curtirem o post. Quanto mais curtidas, mais chances você tem de ganhar.

 

O resultado sai no dia 16/11/2012. Para mais informações, aqui tem todo o regulamento direitinho. Dúvidas? Sem problema, pergunta aqui, ó.

Mas o que você tem a ver com isso, Seo Rogério Fratin?

Rá! Serão duas estantes premiadas, uma é a que tiver mais curtidas (que é pelo júri popular) e a outra por um grupo de designers que tem blogs também, como eu. Tem a lista completa aqui.

Prêmio:

Tem a lista aqui, mas se você quiser ver as capas:

Os livros da Bookman

Livros da Editora Bookman

As Revistas ABCDesign:

Revista ABCDesignRevista ABCDesignRevista ABCDesignRevista ABCDesignRevista ABCDesign

 

Bastante gente já mandou as fotos. Não perde mais tempo não, vai? ;)

Bom trabalho aí!

O “visual designer” e o panachê de legumes

Panachê de legumes Me surpreendi a primeira vez que vi. Lá no restaurante a quilo que eu almoçava não tinham mais os deliciosos legumes no vapor. Simplesmente desapareceram da bancada. No lugar dele tinha um tal de panachê de legumes. Caceta, como eles se pareciam visualmente. Arrisquei e, com o pegador, me servi de uma pequena porção, seja lá o que fosse. O sabor era exatamente o mesmo dos famigerados legumes no vapor. Com o passar do tempo resolvi aceitar o novo nome e almoçava normalmente, como se nada tivesse ocorrido. Mas, de certa forma, ocorreu. Não sei qual foi o fenômeno, mas LEGUMES NO VAPOR, talvez, não parecesse tão gostoso quanto PANACHÊ DE LEGUMES. O mesmo aconteceu quando o meu pai comeu a primeira vez um filé de saint peter. “Que nome é esse? Isso é tilápia“, reclamava meu bom e velho genitor. É, Seo Rodolfo, é tilápia vermelha, sim, daquelas que a gente pescava no sítio do Mirto em Cambuí (MG), lembra? Sei lá que infernos ocorreram no planeta e PIMBA!, tilápia sai de campo e entra de volta, com gel no cabelo e decidiu ser chamada de saint peter. E “ai” de quem não chamar assim.

Meu finado e saudoso cachorrinho, o Leitão, nasceu cachorro em 1991 e morreu cachorro em 2009. Tem alguns por aí que nascem cachorro e misteriosamente se transformam em pet. O creme de abacate se transformou em creme de avocado.

Esses tempos eu descobri que mudei de profissão sem ter feito absolutamente nada. Isso mesmo. Num dia eu era designer, especializado em mídias digitais, de repente noutro eu era “visual designer” ou “front end design”. HEIN? Me querem disfarçar de saint peter, me querem de panachê de legumes. As vezes os termos ganham subdivisões estranhas. Oitocentos trilhões de divisões no rock tipo heavy metal. Todas as variações da Igreja Presbiteriana. Os legumes no vapor e o panachê de legumes. São citados como outros seres, quase alienígenas, parecem algo totalmente novo, que não fazem parte do mesmo império, domínio, reino, filo, classe, ordem, família, gênero nem espécie, como diria nosso amigo Lineu e sua taxonomia marota.

Ok, ok, aceito, as segmentações são necessárias conforme as mudanças ocorrem e, como temos infinitas mudanças dessas por ano, é aceitável que algumas subdivisões apareçam. Uma ou outra. Só. Agora tá uma festa. A festa das terminologias felizes que muitas vezes não são bem explicadas nem por quem ocupa as vagas, nem por quem contrata. Dá uma olhada no número de vertentes que tem dentro do design de interaçãoarquitetura de informação, designer de interação, human-interection designer… Talvez um dia cheguemos no que disse Alexandre Wollner muitos anos atrás, sobre os “designers de pão-doce”. Já tem de bolo, quase lá. Ainda não sabem definir o que é design, mas a vida segue mesmo assim.

Prefiro prosseguir, se o mercado me permitir ou não, como designer especializado em mídias digitais e que atua como designer especializado em mídias digitais. E já tá bem bom.

Receita de panachê de legumes

Ingredientes:
1 xícara de cenouras fatiadas em rodelas
1 xícara de buquês de brócolos
1 xícara de vagens fatiadas em rodelas
1/2 xícara de água
1 colher de manteiga sem sal
1 sal a gosto

Modo de preparo:
Cozinhe os legumes com água e sal no microondas por aproximadamente 8 minutos. Eles devem ficar bem macios. Salteie-os na manteiga. Podem ser servidos com parmesão ralado por cima. Couve-flor e batatas também podem compor bem o panachê, vale tentar ;)

Dica:
Anote a receita com o título a lápis. Quem sabe o nome da receita muda novamente, né?

 

Como fazer um brainstorm

Como fazer um brainstorm? Como fazer um brainstorming?

1. Tempo de brainstorming

O brainstorm é bem gostoso de ser feito mas não pode durar pra sempre. Defina um tempo pra que ele aconteça de acordo com o projeto. Nunca vi um padrão muito rígido pra isso, ora são de 10 minutos, ora de 30, ora de 60. Cada profundidade do tema deve ser abordada e tratada de uma maneira.

2. Um de cada vez

Como todos querem chover as ideias, fica bem fácil rolar uma inundação e ninguém ouvir nada com todos falando junto. É importante que cada um fale de uma vez para que todos possam compreender certinho cada uma das ideias durante o brainstorm. É um método conjunto e as peculiaridades são a diferença.

3. Foco (e nada de blur!)

A novela tava legal? O time deu uma goleada? Fale de tudo isso, mas NÃO durante o processo de brainstorming. Vai pro boteco depois, sei lá. AQUI É FOCO! A imersão no tema é necessário para que as ideias fluam com mais naturalidade e perder tempo com outros assuntos é o que chamariam de “tiro no pé”.

4. Quantidade é essencial

Fazer julgamentos ou cortar um colega durante o brainstorm não é nada interessante. É, como o nome diz, uma tempestade de ideias. Deixa chover tudo que tiver, depois verifica se dá ou não pra fazer, se terá dinheiro ou não, se o departamento de TI vai ou não entregar na data…

5. Co-criação e interdisciplinaridade

Por mais absurdas possam ser algumas ideias é importante que se trabalhe em cima delas. Mais gente trabalhando uma ideia significa mais chances dela se adaptar ao projeto e concretizar bem o brainstorm. Tornar as ideias gráficas ajuda muito a compreensão geral e misturar diferentes profissões e disciplinas também: o design thinking que o diga!

6. Censurar é censurado!

Aqui não é permitido censurar. A ditadura militar no Brasil acabou em 1985. Se quiser fazê-lo, faça em casa com teu filho, irmão menor, sei lá.

7. Documentar o brainstorm

Depois de 3 minutos de muitas ideias ninguém lembra das primeiras. Isso se repete durante todo o brainstorm. Deixe um responsável em anotar as ideias, entregue post its para cada membro, grave o áudio e/ou o vídeo (afinal de contas os smartphones devem ser usados de maneira “smart”, não?), enfim, existem mil maneiras de documentar o que foi trabalhado.

8. Tabulação das ideias

De quase nada adianta um bom brainstorm se ele não for tabulado, dividido em clusters e preparado para algo como um pós-brainstorming, onde todas as ideias reunidas, as principais escolhidas, estudadas, e organizadas para se tornarem algo concreto. É como uma peneira: tudo foi aceito mas no final sai o que é mais relevante. O que não foi usado pode ser engavetado, nunca sabemos quando podemos retomar as ideias ou juntar parte da discussão desse projeto com outro ou outros diferentes. É muito papel pra guardar? Tudo bem, organize, fotografe e mande pro lixo reciclado.

E você? Tem mais dicas para um bom brainstorm? Deixe nos comentários, vamos co-criar!

Qual foi o primeiro livro da tua vida?

Convite à Leitura - Cartilha

Uma senhora chamada Alzira que me deu esse livro, em 1981. Meu esforço para tentar lembrar quem era não valeu, meus pais também não se lembram, provavelmente alguém que veio junto com outra pessoa na festa de um aninho de vida. Independente disso, me lembro muito bem dessa cartilha que, pelas marcas de amassados e dobras vocês talvez tenham ideia de como e quanto ela foi usada. Eu era, desde pequenino, bem cuidadoso com as minhas coisas, principalmente os discos e livros. Mesmo sem ter ideia do que era o design, é curioso notar que meu primeiro livro convidava a ler (atividade que adoro investir tempo) e a conhecer as letras. Seria um primeiro contato com a tipografia de fato? Não sei se poderia considerar, mas o interessante é que com um ano de idade, eu via as letras e não as lia, bem parecido com o que faço hoje na hora de experimentar e brincar (sim, brincar) com os tipos. Teria sido um primeiro fator, mesmo que mínimo e talvez inconsciente de me fez querer ser designer um dia? Não faço questão de saber. Gosto de lembrar como eu usava o livro:

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

A igreja onde fui batizado não parecia com a que o livro me ensinava, côco verde na época era bem difícil ser achado no bairro que morava, eu me contentava bastante com o maduro, mesmo. Tinha um pé-de-figo na plantaçãozinha que meu avô fazia no quintal, assim como galo, galinha e ovos brancos. As identificações de cores, formas, diferenças começavam ali. Aquele livrinho com jeitão de anos 1950 ou 60 era muito mais do que algo que me fizesse aprender as vogais: Era, junto com O Fantasma e O Amigo da Onça, toda referência visual que eu tinha sobre ilustrações.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Os macacos do Zoológico de São Paulo, além de nunca estarem vestidos assim, não bebiam esse líquido cor-de-rosa que sabe-se lá o que o autor imaginou ser. Leite com groselha era minha opção.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Minha mãe gostava (ainda gosta) de costurar. Lembro que pegava um carretel de linha muito parecido com esse e colocava por cima, tentava achar a mesma posição, provavelmente numa tentativa de unir ambos sei lá como.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Rogerinho, 1982, 2 anos, Zona Leste de São Paulo

E esse era eu, em 1982, pausa na leitura para atacar a la born to be wild com o meu triciclo da Estrela.

E você? Qual primeiro livro que teve? Quais lembranças tem? O formulário de comentário agradece ;)

3 anos de DESIGNICES!

DESIGNICES faz 3 anos!

AEEEEEEEEE! AEEEEEEEEE! AEEEEEEEEE! AEEEEEEEEE! AEEEEEEEEE!
Mas que beleza! TRÊS aninhos na ativa!

Ok, ok, eu assumo: De 21 de setembro do ano passado pra cá foi o período menos postado do blog, é que muita coisa aconteceu nesse tempo. E muita coisa legal. O blog ganhou novo layout com os códigos mágicos do meu irmãozinho Marcelo Gorzoni e renasceu como um lindo e amável zumbi. Fui convidado para dar aulas/palestras que me demandaram muito tempo e foram extremamente prazerosas: Design de Interação para um MBA em Gestão de Projetos Digitais, Projetos Autorais no Processo Criativo para um bacharelado de design gráfico (que eu voltei depois de dois meses e, junto do Gustavo Piqueira e o professor Tadeu Costa, demos as notas para a turma) e Processos Referenciais para um curso superior de design de games.

Na parte dos livros eu fui parecerista de um muito legal da Editora Campus Elsevier, que vai ser traduzido e lançado ainda esse ano aqui no Brasil. Eu aprovei a tradução e livro aprovado é livro postado, logo mais tá por aqui. Aí fiz uma capa de livro pra Editora Record como freela. Criei vergonha na minha cara (crie também, se ainda não o fez) e subi meu portfólio no FRATIN.com.br e logo depois mudei de emprego. Criei pela primeira vez apps pra Smart Tvs, iPad e Android, além do iPhone que eu já tinha feito em outras oportunidades. O Windows 8 vai ser lançado com um app legal que fizemos no meu emprego anterior.

Ufa! Quanta coisa, né? E nesse tempo também frequentei palestras, workshops, brinquei bastante com projetos pessoais e mergulhei no Design Thinking. Enfim, foi um período legal pra cuidar da minha evolução profissional e pessoal, logo logo os resultados dessas atividades se transformam em textos e as baitas discussões legais que os leitores fomentam. E não adianta, nenhum outro blog em português de design tem tanta gente bacana quanto o meu. Que me desculpem os colegas donos dos outros blogs, mas é a mais pura verdade!

MUITO obrigado pelos acessos, pelas curtidas e pelos riquíssimos comentários. Valeu mesmo!

E claro, não é porque estamos no aniversário do blog que o post não acaba com uma pergunta, né? Então lá vai:

Qual assunto você gostaria de ver aqui no DESIGNICES para o próximo ano de atividade?

 

Os casos de design mais improváveis do mundo

Claro que esses meus não são os piores do mundo, mas vou contar alguns casos que soam improváveis mas eu dou minha palavra que aconteram comigo. Sim, comigo, não foi com meu vizinho, nem primo, nem colega, foi comigo, do jeito que vou colocar. A ideia é que essa lista, infelizmente, aumente conforme eu ouvir mais. E quanto pior, melhor. É daquelas que você passa a ter certeza que fez fralda com o Santo Sudário em alguma outra vida.

1. Os wireframes são para os fracos

Contexto: eu mostrava todos os passos pra criar o projeto de um cliente, dos primeiros rabiscos aos wireframes, ajustes e os layouts, depois os layouts finais e site no ar.

A frase matadora: Não, não, eu não quero esses. Faça o orçamento só com os finais (os layouts), esse restante é besteira.

2. O designer vidente

Contexto: Eu aguardava o responsável me enviar alterações de texto de uma interface. De repente pisca o MSN Menssenger:

Fulano de tal says (15:28:12):
Cara, você já alterou os textos que falamos da tela de login?

Rogerio says (15:28:56):
Não, você falou que ia mandar no email, não chegou nada. Você mandou? O restante tá pronto…

Fulano de tal says (15:29:40):
Não mandei, mas você precisa entregar logo, estamos atrasados.

(????????)

3. Cabeça de usuário

Contexto: eu apresentava uma proposta de interface e justificava as escolhas

A frase matadora: Acho que não vai funcionar. Pensando com a cabeça do usuário eu não clicaria ali.

(E porque raios gastam tanta grana com testes de usabilidade se dá pra pensar como o usuário?)

4. O jornalista-programador

Contexto: eu com um companheiro de trabalho apresentávamos um hotsite e justificávamos porque uma das solicitações não seria possível implementar por falta de recursos tecnológicos no mundo (o pedido era extremamente absurdo)

A frase matadora do editor: Como não dá? Não é só fazer um “if” na programação?

5. Marcha redatora, cabeça-de-papel…

Contexto: a redatora-chefe da revista vinha palpitar no site. Ela não sabia nem mandar email por webmail. Daí ela pediu na home um “ponto de interrogação cercado de palavras, como os designers da revista fizeram em uma matéria xis”. Eu perguntei pra que serviria e pra onde essas palavras linkariam quando clicadas.

A frase matadora: Não vai linkar pra lugar nenhum. Quem quiser saber dessas palavras ou vê na edição da semana (da revista impressa) ou procura na busca do site. Não tem que ter link em tudo…

6. O grid tipográfico e o editor-glamuroso

Contexto: Junto com o outro designer, confeccionei um grid quase que infalível para o novo site, todo baseado em tipografia, proporção áurea, tudo se encaixava perfeitamente, os módulos poderiam ser trocados de lugar por conta das proporções. Depois de apresentar pro editor (de texto) glamuroso:

Editor-glamuroso: Essa é a fonte do UOL?

Eu: Não. A fonte do UOL é Arial, a nossa base do site é com a fonte xis, todos os módulos só podem ser personalizados porque com ela os textos todos cabem direitinho, fizemos testes com os dez maiores textos de cada bloco, a migração do atual pra esse não terá problema desse jeito e somente desse jeito vai rolar.

Editor-glamuroso e a frase-matadora: Mas essa é a fonte do UOL?

7. A newsletter

Contexto: o chefe do chefe manda um email com uma newsletter do New York Times ruim de doer, de uns três anos antes e cheia de textos (eu trabalhava num portal de viagens, cheio de fotos) e me pergunta:

Chefe: Roger, podemos ter uma newsletter igualzinha a essa?

Eu, num acesso de ironia: Podemos sim. Aliás, deixa eu mudar pelo menos o logo pro nosso?

Chefe-do-chefe: Sim, muda só o logo mas tenta deixar o fundinho branco também. (ele realmente achou que minha pergunta foi séria…)

8. Aprenda comigo, sou biblioteconomista

No final de um expediente, uma antiga chefe/dona da empresa me chama, aos berros:

– Rogérioooooooooo

– Oi, Fulana, precisa de algo?

– Olha esse material (e me entregou uma brochurazinha extremamente bagacenta, mas MUITO mesmo)

Eu, provavelmente arregalei os olhos o máximo que os orbiculares permitiram e nada falei, tamanho era o susto com o material que havia pegado. Ela, com olhar orgulhoso e tom professoral, me disse:

– Fui eu que fiz. E sabe? Usei o Paint e o Word. (a frase matadora:) Tá vendo como dá pra fazer coisas muito boas sem usar essas ferramentas que vocês usam? Você deveria prestar atenção nisso…

(E eu, claro, permaneci em silêncio e, provavelmente, descobri que conseguia arregalar mais ainda os olhos…)
Nota: me lembrei desse post nesse instante

9. Aprenda comigo, sou biblioteconomista 2 – Absurdos 2 em 1

– Rogérioooooooooo

– Oi, Fulana, precisa de algo?

– Foi você que fez esse material na cor vermelha?

– Sim, fui. Algum problema com ele?

(a frase matadora 1) – Você tá cansado de saber que nossa impressora não imprime bem o vermelho! (??????????) Como você faz um material inteiro vermelho?

– Mas Fulana… A cor do logo deles é vermelha, toda comunicação é vermelha, o site, tudo…

(a frase matadora 2) – Não interessa, por que você não fez na cor azul? Laranja?

10. Um site (literalmente?) matador

Contexto: o briefing de um projeto digital era passado pra mim

– Rogério, precisamos começar logo o projeto XYZ

– Ah, legal, eles mandaram material, tem um briefing?

– O cliente quer que quando o usuário entre no site, ele se sinta no céu.

– =~~~~~~~~~~~~~~~~~

E fui eu quem quase viu o céu e São Pedro me olhando e dizendo:
– Desce!

E você, o que me conta?

Quais foram os casos improváveis que presenciou? Bote pra fora essas pérolas nos comentários, é bom pra desopilar o fígado e previnir infartos e outras doenças cardíacas.

Design Shot! #12 – A Revolução Industrial e a cultura de nicho

“Antes da Revolução Industrial, quase todas as culturas eram locais. A economia era agrária, o que distribuía as populações com tanta dispersão quanto as terras disponíveis, e a distância dividia as pessoas. A cultura era fragmentada, gerando sotaques regionais e músicas folclóricas. A falta de meios de comunicação e de transportes rápidos limitava a miscigenação cultural e a propagação de novas ideias e tendências. Essa foi uma primeira era da cultura de nicho, determinada mais pela geografia do que pela afinidade.” – Chris Anderson, no livro A Cauda Longa, Editora Campus Elsevier

Por que você, designer, deve ficar atento a celulares e tablets

Web 1.0, 2.0, 3.0 ou 20.0? Sei lá em qual está agora, acho que nunca levei muito em consideração esse tipo de nomenclatura. Pra mim é tão importante quanto o conceito de Geração X ou Y: Nenhuma utilidade. Em 2005, quando me formei, não imaginei que o rumo do design digital fosse entrar tanto em experiências em suportes móveis. Muito se especulava sobre a chegada da Tv digital ao Brasil, eu acreditava nas mudanças que isso poderia causar e não me empolgava nada com o que se podia fazer com os celulares nessa época. Os smartphones não me seduziam muito até uns quatro anos atrás. A internet não era legal, era cara, os sites WAP eram terríveis e pareciam sempre ter sido feito às pressas. Talvez fossem, mesmo. A integração entre os suportes/plataformas era baixa. Que bom que esse cenário, muito rapidamente, mudou.

Apps de iPhone default da Apple

Os apps tem influenciado muito nas experiências digitais. Repare o que tem acontecido com as tablets, como são vendidas, quanto simbolizam da audiência da internet no Brasil. Olhe como Apple, Microsoft e Google tem se comportado. Note como o sistema operacional tem ficado “escondido” e os apps aparecem cada vez mais. Olha como os sistemas em si tem ficado mais focados nos apps e não no seu próprio funcionamento. Veja como um “explorer” ou um “finder”, em mobile, deve ser cada vez menos utilizado, já que se um app não lê arquivos MP3, por exemplo, não importa pra ele se o dispositivo tiver 3 ou 200 arquivos desse tipo. A Apple já trabalha nessa integração de sistemas operacionais tem algum tempo. Pesquise sobre o sistema Metro, da Microsoft, no Windows 8. A proposta é a mesma navegação e experiência num computador desktop, numa tablet como a Surface e num celular com esse sistema. O usuário aprende uma vez e pronto, tudo reconhecido, experiência com sucesso é quase que garantida. O que antes só se imaginava fazer pela web ganha a possibilidade em apps e não me refiro a instant messengers, que seria o óbvio, mas exemplifico com o app de download em alta qualidade de cartazes construtivistas russos. E aulas de mil disciplinas universitárias grátis, como o iTunes U.

Fotografias, documentação visual do mundo e inversão digital/analógico
Apps como o Instagram (que só existe pra mobile, não tem um site como o Linkedin ou Four Square) entre tantos outros de fotografia, por exemplo, sites como o Flickr ou Picasa, além do Facebook, tem ajudado a documentar o mundo na nossa era (ou pelo menos enquanto não inventarem algo melhor). As câmeras fotográficas dos celulares mais novos estão bem satisfatórias. Ainda não substituem uma máquina-fotográfica-que-é-só-máquina-fotográfica. Cada vez mais tem gente com fotos na rede. Escolhe efeitos, cores, detalhes. Aprende, bem ou mal, como melhorar a foto com efeitos simples, quase prontos. Há quem diga que isso banaliza a fotografia, eu acho tremenda bobagem. O mundo precisa aprimorar sua cultura gráfica e com isso nosso trabalho de designer vai ser mais valorizado e reconhecido. As máquinas fotográficas Lomo voltaram a vender, inclusive em território tupiniquim. Junto com a modinha rétro tem um app que simula fotos antigas e junto dele, as próprias máquinas que fazem fotos antigas. E pessoas passaram a conhecer o método analógico por conta do que foi feito no digital.

Calma, não sou adepto da ideia que tudo deve ser conectado com tudo no mundo, de geladeira USB, fogão com wi-fi e espingarda 3G que tuíta os tiros e gera estatísticas de acertos e erros no Google Docs. Me refiro a como os apps dão forma ao que veremos nos próximos anos com as interações digitais, sejam lá onde forem feitas. Até lá esperamos pra ver e curtimos o que valer a pena.

Qual tua relação com os apps? Como vê essas mudanças? Concorda? Discorda? Comente ;)

Nota: Legal essa “valorizada” da palavra app, né? Pra mim é apenas um software com outro nome…

 

Cartazes do Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

A primeira exposição que fui enquanto estudante de design, em 2002, foi sobre o Construtivismo Russo. Era uma exposição de cartazes (e tinham muitos deles!) no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Uma pena que eu tinha tido duas aulas na faculdade naquele momento, não tinha ideia do que representava o Construtivismo e nem aqueles cartazes. Eles já me agradavam bastante, mas era muito mais estético que conceitual. Vi as obras construtivistas uma, duas, vinte vezes.

Interessante: Esse último cartaz foi usado na capa de um importante livro sobre design. Qual seria esse livro? Alguém se habilita nos comentários?

Esses cartazes vieram de um aplicativo pra iPhone/iPad chamado Soviet Posters. Além desses de Construtivismo tem de cultura, militar, policial, esportes, trabalho e muitos outros, tudo no mesmo lugar. As imagens baixadas de lá vem em alta ;)

Hyper-activi-typo-graphy – From A to Z

Hyperactivitypography - capa

Quando me deparei com o Hyperactivitypography – From A to Z a primeira vez eu achei que era apenas uma brincadeirinha inocente num livro totalmente despretensioso sobre tipografia. E foi começar folheá-lo para encontrar diversos valores bem interessantes e propostas de breves exercícios que não tem em (quase) nenhum dos renomados e tradicionais livros de tipografia. Considero o Hyperactivitypography – From A to Z uma feliz tacada da editora Gestalten: ao passo que a história da tipografia, anatomia do tipo, variações de corpo e afins a apresentação de seu conteúdo é extremamente divertida e inusitada. É exatamente como uma “cartilha de tipografia”, tem piadinhas, curiosidades, detalhes minunciosos sobre as letras. Como todo o conteúdo é ilustrado e em formato de pequenos desafios e passatempos, não existe um aprofundamento textual maior sobre o assunto mas vale muito a pena pela diferente forma de encarar um conteúdo legal e bem selecionado. Alguns exemplos do que se tem no livro, que tematiza a tipografia com capítulos de “A a Z”:

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Em toda abertura de capítulo o leitor é convidado a preencher os campos “termo tipográfico” e “typeface” que comecem com a determinada letra.

Hyperactivitypography - verso

O que achou desse projeto? É favorável à exploração de outras maneiras de transmitir o conteúdo? Eu sou ;)