Design Para Negócios Na Prática [Heather Fraser]

Design Para Negócios Na Prática [Heather Fraser] - Capa

O design thinking e os meios de inovação aplicados aos negócios têm se provado cada vez mais eficazes e imprescindíveis para as empresas que analisam o que ocorre no mundo, desejam mudar a mentalidade dos corpo de funcionários, como são vistas no mercado e, pode-se dizer, evoluir. Evoluir, sim. A humanização dos processos atinge cada vez mais áreas e quem tem feito coisas realmente interessantes por aí tem perdido o comportamento quadrado e tradicional. A novidade agora é buscar a novidade. É só olhar quantas startups aparecem por aí e buscam atender os nichos, algum momento do dia, suprir algo que atrapalha um pouquinho ou um montão o cotidiano. Isso é traduzido com serviços pra população, como aplicativos para smartphones, bicicletas grátis em programas junto aos bancos (é, até os bancos, “quadrados” como são, estão cada vez mais dentro desses processos), projetos sustentáveis, ONGs, projetos que vivem das Caudas Longas. Nesse cenário, claro, as publicações sobre os processos de design thinking aumentaram significativamente. Ainda bem.

Algumas traduções importantes chegaram ao Brasil, como o Design De Negócios (do Roger Martin) e o Design Thinking (do Tim Brown), além do tupiniquim Design Thinking Brasil (ou DTBr, do Tennyson Pinheiro e o Luis Alt, da LiveWork), todos pela Campus Elsevier. Em todas essas publicações são abordados bons exemplos de inovação, processos criativos e essas aplicações que geraram bons, ótimos negócios.

Design Works [Heather Fraser]De qualquer modo, a aplicação das ideias e ferramentas inovadoras é bastante prática. Os estudos podem sair de ações práticas, os produtos, tudo. Aí vem aquela imagem na cabeça de quilos de post-its grudados em quadros, pessoas sentadas em roda, escritórios coloridos etc. Esses ambientes e essas abordagens são propícias pra trabalhar com esse tipo de ação inovadora, mas restava saber pelas literaturas do tema como e quais eram as ferramentas utilizadas durante os processos práticos do design thinking. É nessa linha que entra o livro Design Para Negócios Na Prática – Como Gerar Inovação e Crescimento Nas Empresas Utilizando o Business Design (do original Design Works – conheça o site em inglês), da Heather Fraser. A autora, aliás, que é pupila do Roger Martin que citei anteriormente e que escreve o prefácio dessa obra.
O sumário:

PARTE I
A PRÁTICA DO DESIGN PARA NEGÓCIOS (BUSINESS DESIGN)
PANORAMA DO DESIGN PARA NEGÓCIOS – Criando, entregando e sustentando valor
MARCHA 1: EXPLORAÇÃO – Reformulando a oportunidade
MARCHA 2: DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO -Renovando a visão
MARCHA 3: DESIGN ESTRATÉGICO PARA NEGÓCIOS – Reorientando e ativando a estratégia
PREPARAÇÃO PARA A JORNADA – Estabelecendo as bases
TRANSFORMAÇÃO – Incorporando o Design para Negócios na empresa

PARTE II
FERRAMENTAS E DICAS PARA A PRÁTICA DO DESIGN PARA NEGÓCIOS
LISTA DE FERRAMENTAS E DICAS
PREPARANDO-SE PARA A JORNADA – Estabelecendo as bases
MARCHA 1: EXPLORAÇÃO – Reformulando a oportunidade
MARCHA 2: DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO – Renovando a visão
MARCHA 3: DESIGN ESTRATÉGICO PARA NEGÓCIOS – Reorientando e ativando a estratégia

A autora usa uma metáfora para os capítulos como as marchas de um carro: uma engata na outra e o veículo desenvolve coerentemente. E nada de pular marchas! Na PARTE I tem alguns exemplos e definição do design de negócios, o básico para seguir. A PARTE II, que corresponde a mais da metade da publicação e é pra mim o grande trunfo da autora, é repleta de ferramentas da aplicação do conteúdo, uma a uma, explicadinha porque é importante e como fazer.

Nota 1: Essa obra foi “revisada” pela Symnetics, uma empresa de Business Design. Eu li antes a publicação original em inglês (como parecerista desse livro) e não vi nenhuma necessidade das intervenções feitas. Da mesma forma, inclusive, que ocorre com o Design de Negócios, do Roger Martin. Nada que influencie na versão em português, nem positiva e nem negativamente.

Nota 2: A capa da edição brasileira ficou muito mais bonita do que a original e o título é mais específico do que simplesmente “Design Funciona” ou algo assim. De qualquer modo acho que vale a pena a Campus Elsevier dar uma olhada com carinho na mancha de texto e entrelinha/entreletras desse livro. Talvez um ajustezinho possa ajudar. Nada GRAVE, mas podemos melhorar, né?

Design Para Negócios Na Prática [Heather Fraser] - Verso

E você? Participa de eventos, palestras, workshops de design thinking? Aplica na prática os conceitos?

Design + ice = DESIGNICE!

Design + ice = Designice!

Quando eu criei o blog em setembro de 2009 muita gente me perguntava o que significava DESIGNICES. Alguns achavam que era uma mistura de design com nice, outros que era alguma coisa qualquer sem significado. Na real, como explico no sobre, DESIGNICES seria algo como “coisas de design”. Mas a mais legal dessas percepções foi quando alguém – e eu não lembro mesmo quem – me perguntou se meu blog era sobre “design de gelo”. Não, não é… MAS já que sugeriu, aí vai: Design + ice!

Design + ice = DESIGNICE

Design + ice = DESIGNICE

Design + ice = Designice!

Design + ice = Designice!

Como fazer design+ice?

Antes de DESIGN+ICE eu escrevi apenas DESIGN para ver como ia ficar e tirei foto com a câmera do iPhone 4s:

Design + ice = Designice!

Achei bem interessante o resultado mas queria modificar um pouco a iluminação. Não queria usar cores nem nada pra destacar as letras, apenas o gelo. O visual que queria era como escrito num iceberg à noite. E que tivesse um casal chamado Rose e Jack num navio próximo e OPS! Desculpe, me empolguei. Conforme eu fazia os testes, o gelo dava uma leve derretida e as letras perdiam os floquinhos e ficava mais liso e com brilho. A palavra foi montada dentro de um prato com gelo. Para tais fotos eu coloquei a câmera dentro do freezer e fechava, fotografei com o temporizador. As letras passaram a ficar como eu queria com a iluminação improvisada de uma lanterna de led com a tampa de um pote por cima, pra não estourar a luz no gelo. Pra não molhar a lanterna tinha um pratinho plástico de bolo por baixo. E viva as gambiarras:

Design + ice = Designice!

Que tal?

Da série de trocadilhos tipográficos ainda tem a FUTURA FERRUGEM e a TRIPOGRAFIA 🙂

Os projetos de design e a Matemática dos Danos

Sim, escolhemos “humanas” na hora de seguir a carreira, eu sei. Isso, claro, não exclui por completo as exatas da nossa vida, seja na hora de cobrar por um freela, seja na hora de se planejar financeiramente. Pelo menos não deveria. Fato é que no mercado de trabalho temos uma “matemática” muito importante a seguir: o famoso e temido prazo de entrega.

Ok, aí podem vir todas aquelas argumentações de “ai, mas tudo é pra ontem”, “ai, mas meu cliente não sabe de xyz”, “lá no trabalho ninguém tá nem aí pra nada…”, só que não é essa parte do prazo de entrega que pretendo tratar. Como diria o poeta: Se o job é pra ontem, me passe antes de ontem. Quero falar sobre como pode ser (e efetivamente é) exato o tempo dedicado ao trabalho e as consequências disso tudo.

Se o job é pra ontem, me passe antes de ontem

Bem, do meu lado, tenho um processo de trabalho muito bem definido. Atuo como diretor de arte (mas confesso que prefiro o termo designer, apenas) em produtora digital e os passos são bem respeitados. Todos eles são seguidos, toda a estrutura é bem feita porque quero um projeto bem feito. O cálculo é simples e certeiro, como deve ser uma conta de boteco bem feita. Não existe anjo salvador nem pacto com capeta.

Pode até parecer bobagem, mas me deparo com muitos que não conseguem entender como funciona a Matemática dos Danos. Aliás, Matemática dos Danos é um termo que criei pra definir isso, não está nos melhores livros de matemática do mercado, nem foi dito numa palestra do TED, nem escrito em algum Kotler. Funciona assim: Um projeto deve ser feito. Pra que ele fique como deve ser são necessárias, por exemplo, 100 horas de trabalho. Se você inventar de querer fazer em 50 horas, algo vai se perder do processo: ou o projeto não vai ficar como deve, ou ficará errado, ou ficará incompleto, ou precisará ser refeito, vai custar mais grana, quebrar mais pra frente e precisar ser estruturado como se deve (ou devia ser feito de cara). Se alguma etapa do processo for removida pra “adiantar”, algo vai atrasar depois.. Pela Matemática dos Danos, como dizem por aí, é preto no branco. Ou vai ou não vai. Se for como deve, ok, se não for, algo vai ser perdido (além do tempo…) e, novamente, não vai ter reza que solucione.

Você pode ser dessas pessoas mais felizes que não ligam pro trabalho e o tocam apenas como algo de baixa importância na vida. Você sim, é feliz. Pra quem é, como eu, que sempre procura melhorar profissionalmente e “sofre” com o que há de errado por aí no mercado, participar sempre de processos e projetos dentro da Matemática dos Danos é um indício quase que definitivo que onde você trabalha não é um lugar interessante pra ti.

Pergunto: Qual tua relação com processos dentro da Matemática dos Danos? Qual foi o pior? Como resolve isso?

O “visual designer” e o panachê de legumes

Panachê de legumes Me surpreendi a primeira vez que vi. Lá no restaurante a quilo que eu almoçava não tinha mais os deliciosos legumes no vapor. Simplesmente desapareceram da bancada. No lugar dele tinha um tal de panachê de legumes. Caceta, como eles se pareciam visualmente. Arrisquei e, com o pegador, me servi de uma pequena porção, seja lá o que fosse. O sabor era exatamente o mesmo dos famigerados legumes no vapor. Com o passar do tempo resolvi aceitar o novo nome e almoçava normalmente, como se nada tivesse ocorrido. Mas, de certa forma, ocorreu. Não sei qual foi o fenômeno, mas LEGUMES NO VAPOR, talvez, não parecesse tão gostoso quanto PANACHÊ DE LEGUMES. O mesmo aconteceu quando o meu pai comeu a primeira vez um filé de saint peter. “Que nome é esse? Isso é tilápia“, reclamava meu bom e velho genitor. É, Seo Rodolfo, é tilápia vermelha, sim, daquelas que a gente pescava no sítio do Mirto em Cambuí (MG), lembra? Sei lá que infernos ocorreram no planeta e PIMBA!, tilápia sai de campo e entra de volta, com gel no cabelo e decidiu ser chamada de saint peter. E “ai” de quem não chamar assim.

Meu finado e saudoso cachorrinho, o Leitão, nasceu cachorro em 1991 e morreu cachorro em 2009. Tem alguns por aí que nascem cachorro e misteriosamente se transformam em pet. O creme de abacate se transformou em creme de avocado.

Esses tempos eu descobri que mudei de profissão sem ter feito absolutamente nada. Isso mesmo. Num dia eu era designer, especializado em mídia digital, de repente noutro eu era “visual designer”. HEIN? Querem me disfarçar de saint peter, me querem de panachê de legumes. Às vezes os termos ganham subdivisões estranhas. Oitocentos trilhões de divisões no rock tipo heavy metal. Todas as variações da Igreja Presbiteriana. Os legumes no vapor e o panachê de legumes. São citados como outros seres, quase alienígenas, parecem algo totalmente novo, que não fazem parte do mesmo império, domínio, reino, filo, classe, ordem, família, gênero nem espécie, como diria nosso amigo Lineu e sua taxonomia marota.

Ok, ok, aceito, as segmentações são necessárias conforme as mudanças ocorrem e, como temos infinitas mudanças dessas por ano, é aceitável que algumas subdivisões apareçam. Uma ou outra. Só. Agora tá uma festa. A festa das terminologias felizes que muitas vezes não são bem explicadas nem por quem ocupa as vagas, nem por quem contrata. Dá uma olhada no número de vertentes que tem dentro do design de interaçãoarquitetura de informação, designer de interação, human-interection designer… Talvez um dia cheguemos no que disse Alexandre Wollner muitos anos atrás, sobre os “designers de pão-doce”. Já tem de bolo, quase lá. Não há vontade pra  definir o que é design, mas a vida segue mesmo assim.

Prefiro prosseguir, se o mercado me permitir ou não, como designer especializado em digital e que atua como designer especializado em mídia digital. Isso mesmo, sou designer, e já tá bem bom.

Receita de panachê de legumes

Ingredientes:
1 xícara de cenouras fatiadas em rodelas
1 xícara de buquês de brócolos
1 xícara de vagens fatiadas em rodelas
1/2 xícara de água
1 colher de manteiga sem sal
1 sal a gosto

Modo de preparo:
Cozinhe os legumes com água e sal no microondas por aproximadamente 8 minutos. Eles devem ficar bem macios. Salteie-os na manteiga. Podem ser servidos com parmesão ralado por cima. Couve-flor e batatas também podem compor bem o panachê, vale tentar 😉

Dica:
Anote a receita com o título a lápis. Quem sabe o nome da receita muda novamente, né?

 

Como fazer um brainstorm

Como fazer um brainstorm? Como fazer um brainstorming?

1. Tempo de brainstorming

O brainstorm é bem gostoso de ser feito mas não pode durar pra sempre. Defina um tempo pra que ele aconteça de acordo com o projeto. Nunca vi um padrão muito rígido pra isso, ora são de 10 minutos, ora de 30, ora de 60. Cada profundidade do tema deve ser abordada e tratada de uma maneira.

2. Um de cada vez

Como todos querem chover as ideias, fica bem fácil rolar uma inundação e ninguém ouvir nada com todos falando junto. É importante que cada um fale de uma vez para que todos possam compreender certinho cada uma das ideias durante o brainstorm. É um método conjunto e as peculiaridades são a diferença.

3. Foco (e nada de blur!)

A novela tava legal? O time deu uma goleada? Fale de tudo isso, mas NÃO durante o processo de brainstorming. Vai pro boteco depois, sei lá. AQUI É FOCO! A imersão no tema é necessário para que as ideias fluam com mais naturalidade e perder tempo com outros assuntos é o que chamariam de “tiro no pé”.

4. Quantidade é essencial

Fazer julgamentos ou cortar um colega durante o brainstorm não é nada interessante. É, como o nome diz, uma tempestade de ideias. Deixa chover tudo que tiver, depois verifica se dá ou não pra fazer, se terá dinheiro ou não, se o departamento de TI vai ou não entregar na data…

5. Co-criação e interdisciplinaridade

Por mais absurdas possam ser algumas ideias é importante que se trabalhe em cima delas. Mais gente trabalhando uma ideia significa mais chances dela se adaptar ao projeto e concretizar bem o brainstorm. Tornar as ideias gráficas ajuda muito a compreensão geral e misturar diferentes profissões e disciplinas também: o design thinking que o diga!

6. Censurar é censurado!

Aqui não é permitido censurar. A ditadura militar no Brasil acabou em 1985. Se quiser fazê-lo, faça em casa com teu filho, irmão menor, sei lá.

7. Documentar o brainstorm

Depois de 3 minutos de muitas ideias ninguém lembra das primeiras. Isso se repete durante todo o brainstorm. Deixe um responsável em anotar as ideias, entregue post its para cada membro, grave o áudio e/ou o vídeo (afinal de contas os smartphones devem ser usados de maneira “smart”, não?), enfim, existem mil maneiras de documentar o que foi trabalhado.

8. Tabulação das ideias

De quase nada adianta um bom brainstorm se ele não for tabulado, dividido em clusters e preparado para algo como um pós-brainstorming, onde todas as ideias reunidas, as principais escolhidas, estudadas, e organizadas para se tornarem algo concreto. É como uma peneira: tudo foi aceito mas no final sai o que é mais relevante. O que não foi usado pode ser engavetado, nunca sabemos quando podemos retomar as ideias ou juntar parte da discussão desse projeto com outro ou outros diferentes. É muito papel pra guardar? Tudo bem, organize, fotografe e mande pro lixo reciclado.

E você? Tem mais dicas para um bom brainstorm? Deixe nos comentários, vamos co-criar!

Qual foi o primeiro livro da tua vida?

Convite à Leitura - Cartilha

Uma senhora chamada Alzira que me deu esse livro, em 1981. Meu esforço para tentar lembrar quem era não valeu, meus pais também não se lembram, provavelmente alguém que veio junto com outra pessoa na festa de um aninho de vida. Independente disso, me lembro muito bem dessa cartilha que, pelas marcas de amassados e dobras vocês talvez tenham ideia de como e quanto ela foi usada. Eu era, desde pequenino, bem cuidadoso com as minhas coisas, principalmente os discos e livros. Mesmo sem ter ideia do que era o design, é curioso notar que meu primeiro livro convidava a ler (atividade que adoro investir tempo) e a conhecer as letras. Seria um primeiro contato com a tipografia de fato? Não sei se poderia considerar, mas o interessante é que com um ano de idade, eu via as letras e não as lia, bem parecido com o que faço hoje na hora de experimentar e brincar (sim, brincar) com os tipos. Teria sido um primeiro fator, mesmo que mínimo e talvez inconsciente de me fez querer ser designer um dia? Não faço questão de saber. Gosto de lembrar como eu usava o livro:

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

A igreja onde fui batizado não parecia com a que o livro me ensinava, côco verde na época era bem difícil ser achado no bairro que morava, eu me contentava bastante com o maduro, mesmo. Tinha um pé-de-figo na plantaçãozinha que meu avô fazia no quintal, assim como galo, galinha e ovos brancos. As identificações de cores, formas, diferenças começavam ali. Aquele livrinho com jeitão de anos 1950 ou 60 era muito mais do que algo que me fizesse aprender as vogais: Era, junto com O Fantasma e O Amigo da Onça, toda referência visual que eu tinha sobre ilustrações.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Os macacos do Zoológico de São Paulo, além de nunca estarem vestidos assim, não bebiam esse líquido cor-de-rosa que sabe-se lá o que o autor imaginou ser. Leite com groselha era minha opção.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Minha mãe gostava (ainda gosta) de costurar. Lembro que pegava um carretel de linha muito parecido com esse e colocava por cima, tentava achar a mesma posição, provavelmente numa tentativa de unir ambos sei lá como.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Rogerinho, 1982, 2 anos, Zona Leste de São Paulo

E esse era eu, em 1982, pausa na leitura para atacar a la born to be wild com o meu triciclo da Estrela.

E você? Qual primeiro livro que teve? Quais lembranças tem? O formulário de comentário agradece 😉

Os casos de design mais improváveis do mundo

Claro que esses meus não são os piores do mundo, mas vou contar alguns casos que soam improváveis mas eu dou minha palavra que aconteram comigo. Sim, comigo, não foi com meu vizinho, nem primo, nem colega, foi comigo, do jeito que vou colocar. A ideia é que essa lista, infelizmente, aumente conforme eu ouvir mais. E quanto pior, melhor. É daquelas que você passa a ter certeza que fez fralda com o Santo Sudário em alguma outra vida.

1. Os wireframes são para os fracos

Contexto: eu mostrava todos os passos pra criar o projeto de um cliente, dos primeiros rabiscos aos wireframes, ajustes e os layouts, depois os layouts finais e site no ar.

A frase matadora: Não, não, eu não quero esses. Faça o orçamento só com os finais (os layouts), esse restante é besteira.

2. O designer vidente

Contexto: Eu aguardava o responsável me enviar alterações de texto de uma interface. De repente pisca o MSN Menssenger:

Fulano de tal says (15:28:12):
Cara, você já alterou os textos que falamos da tela de login?

Rogerio says (15:28:56):
Não, você falou que ia mandar no email, não chegou nada. Você mandou? O restante tá pronto…

Fulano de tal says (15:29:40):
Não mandei, mas você precisa entregar logo, estamos atrasados.

(????????)

3. Cabeça de usuário

Contexto: eu apresentava uma proposta de interface e justificava as escolhas

A frase matadora: Acho que não vai funcionar. Pensando com a cabeça do usuário eu não clicaria ali.

(E porque raios gastam tanta grana com testes de usabilidade se dá pra pensar como o usuário?)

4. O jornalista-programador

Contexto: eu com um companheiro de trabalho apresentávamos um hotsite e justificávamos porque uma das solicitações não seria possível implementar por falta de recursos tecnológicos no mundo (o pedido era extremamente absurdo)

A frase matadora do editor: Como não dá? Não é só fazer um “if” na programação?

5. Marcha redatora, cabeça-de-papel…

Contexto: a redatora-chefe da revista vinha palpitar no site. Ela não sabia nem mandar email por webmail. Daí ela pediu na home um “ponto de interrogação cercado de palavras, como os designers da revista fizeram em uma matéria xis”. Eu perguntei pra que serviria e pra onde essas palavras linkariam quando clicadas.

A frase matadora: Não vai linkar pra lugar nenhum. Quem quiser saber dessas palavras ou vê na edição da semana (da revista impressa) ou procura na busca do site. Não tem que ter link em tudo…

6. O grid tipográfico e o editor-glamuroso

Contexto: Junto com o outro designer, confeccionei um grid quase que infalível para o novo site, todo baseado em tipografia, proporção áurea, tudo se encaixava perfeitamente, os módulos poderiam ser trocados de lugar por conta das proporções. Depois de apresentar pro editor (de texto) glamuroso:

Editor-glamuroso: Essa é a fonte do UOL?

Eu: Não. A fonte do UOL é Arial, a nossa base do site é com a fonte xis, todos os módulos só podem ser personalizados porque com ela os textos todos cabem direitinho, fizemos testes com os dez maiores textos de cada bloco, a migração do atual pra esse não terá problema desse jeito e somente desse jeito vai rolar.

Editor-glamuroso e a frase-matadora: Mas essa é a fonte do UOL?

7. A newsletter

Contexto: o chefe do chefe manda um email com uma newsletter do New York Times ruim de doer, de uns três anos antes e cheia de textos (eu trabalhava num portal de viagens, cheio de fotos) e me pergunta:

Chefe: Roger, podemos ter uma newsletter igualzinha a essa?

Eu, num acesso de ironia: Podemos sim. Aliás, deixa eu mudar pelo menos o logo pro nosso?

Chefe-do-chefe: Sim, muda só o logo mas tenta deixar o fundinho branco também. (ele realmente achou que minha pergunta foi séria…)

8. Aprenda comigo, sou biblioteconomista

No final de um expediente, uma antiga chefe/dona da empresa me chama, aos berros:

– Rogérioooooooooo

– Oi, Fulana, precisa de algo?

– Olha esse material (e me entregou uma brochurazinha extremamente bagacenta, mas MUITO mesmo)

Eu, provavelmente arregalei os olhos o máximo que os orbiculares permitiram e nada falei, tamanho era o susto com o material que havia pegado. Ela, com olhar orgulhoso e tom professoral, me disse:

– Fui eu que fiz. E sabe? Usei o Paint e o Word. (a frase matadora:) Tá vendo como dá pra fazer coisas muito boas sem usar essas ferramentas que vocês usam? Você deveria prestar atenção nisso…

(E eu, claro, permaneci em silêncio e, provavelmente, descobri que conseguia arregalar mais ainda os olhos…)
Nota: me lembrei desse post nesse instante

9. Aprenda comigo, sou biblioteconomista 2 – Absurdos 2 em 1

– Rogérioooooooooo

– Oi, Fulana, precisa de algo?

– Foi você que fez esse material na cor vermelha?

– Sim, fui. Algum problema com ele?

(a frase matadora 1) – Você tá cansado de saber que nossa impressora não imprime bem o vermelho! (??????????) Como você faz um material inteiro vermelho?

– Mas Fulana… A cor do logo deles é vermelha, toda comunicação é vermelha, o site, tudo…

(a frase matadora 2) – Não interessa, por que você não fez na cor azul? Laranja?

10. Um site (literalmente?) matador

Contexto: o briefing de um projeto digital era passado pra mim

– Rogério, precisamos começar logo o projeto XYZ

– Ah, legal, eles mandaram material, tem um briefing?

– O cliente quer que quando o usuário entre no site, ele se sinta no céu.

– =~~~~~~~~~~~~~~~~~

E fui eu quem quase viu o céu e São Pedro me olhando e dizendo:
– Desce!

E você, o que me conta?

Quais foram os casos improváveis que presenciou? Bote pra fora essas pérolas nos comentários, é bom pra desopilar o fígado e previnir infartos e outras doenças cardíacas.

Design Shot! #12 – A Revolução Industrial e a cultura de nicho

“Antes da Revolução Industrial, quase todas as culturas eram locais. A economia era agrária, o que distribuía as populações com tanta dispersão quanto as terras disponíveis, e a distância dividia as pessoas. A cultura era fragmentada, gerando sotaques regionais e músicas folclóricas. A falta de meios de comunicação e de transportes rápidos limitava a miscigenação cultural e a propagação de novas ideias e tendências. Essa foi uma primeira era da cultura de nicho, determinada mais pela geografia do que pela afinidade.” – Chris Anderson, no livro A Cauda Longa, Editora Campus Elsevier

Cartazes do Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

Cartaz - Construtivismo Russo

A primeira exposição que fui enquanto estudante de design, em 2002, foi sobre o Construtivismo Russo. Era uma exposição de cartazes (e tinham muitos deles!) no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Uma pena que eu tinha tido duas aulas na faculdade naquele momento, não tinha ideia do que representava o Construtivismo e nem aqueles cartazes. Eles já me agradavam bastante, mas era muito mais estético que conceitual. Vi as obras construtivistas uma, duas, vinte vezes.

Interessante: Esse último cartaz foi usado na capa de um importante livro sobre design. Qual seria esse livro? Alguém se habilita nos comentários?

Esses cartazes vieram de um aplicativo pra iPhone/iPad chamado Soviet Posters. Além desses de Construtivismo tem de cultura, militar, policial, esportes, trabalho e muitos outros, tudo no mesmo lugar. As imagens baixadas de lá vem em alta 😉

Hyper-activi-typo-graphy – From A to Z

Hyperactivitypography - capa

Quando me deparei com o Hyperactivitypography – From A to Z a primeira vez eu achei que era apenas uma brincadeirinha inocente num livro totalmente despretensioso sobre tipografia. E foi começar folheá-lo para encontrar diversos valores bem interessantes e propostas de breves exercícios que não tem em (quase) nenhum dos renomados e tradicionais livros de tipografia. Considero o Hyperactivitypography – From A to Z uma feliz tacada da editora Gestalten: ao passo que a história da tipografia, anatomia do tipo, variações de corpo e afins a apresentação de seu conteúdo é extremamente divertida e inusitada. É exatamente como uma “cartilha de tipografia”, tem piadinhas, curiosidades, detalhes minunciosos sobre as letras. Como todo o conteúdo é ilustrado e em formato de pequenos desafios e passatempos, não existe um aprofundamento textual maior sobre o assunto mas vale muito a pena pela diferente forma de encarar um conteúdo legal e bem selecionado. Alguns exemplos do que se tem no livro, que tematiza a tipografia com capítulos de “A a Z”:

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Em toda abertura de capítulo o leitor é convidado a preencher os campos “termo tipográfico” e “typeface” que comecem com a determinada letra.

Hyperactivitypography - verso

O que achou desse projeto? É favorável à exploração de outras maneiras de transmitir o conteúdo? Eu sou 😉