
Chico Homem de Melo escreveu artigos para a Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG) e pra revista Arc Design entre 1999 e 2002 e esse interessante volume das Coleção textosdesign são, basicamente, uma boa seleção desses artigos. Como de costume dessa coleção, os textos propõem discussões e reflexões a respeito da produção do design e do cotidiano do designer, passando por 50 anos de marcas criadas no Brasil, tipografia, arquitetura, relação de criatividade versus o uso do computador e como eles se influenciam, processos criativos e outros.
O sumário do livro:
- Apresentação
- Marcas do Brasil
- O passado, o presente e o futuro do livro
- Impressões digitais
- Travestismo tipográfico
- O legislador e o artesão
- Niemeyer gráfico
- Os desafios do designer
- Brasil+500

O capítulo que deu o título à essa publicação compreende 14 frases que foram utilizadas na Mostra Seletiva da V Bienal de Design Gráfico da ADG, em 2000, relacionadas literalmente aos desafios de criar cada tipo de projeto.
Entre os artigos, tem um inédito (pra mim o melhor deles), que é sobre o BRASIL+500 – Mostra do Redescobrimento, que Chico Homem de Mello conta o projeto desde o começo, das primeiras ideias. Aí entram os detalhes de como os trés pavilhões do Parque do Ibirapuera foram ocupados com essa mostra e tudo a partir de uma visão do designer como interlocutor do projeto, que tem que se “dar bem” com todos e não é o dono exclusivo de tudo que se tem por lá. Embora totalmente verdadeiro, esse tipo de posicionamento é meio difícil de encontrar gente falando em livros (alguém tem dicas de livros ou links disso?).
Embalado pelo título do livro e seu capítulo de desfecho fenomenal, deixo a pergunta:
Pra você, qual é o maior desafio do designer?
Me conta nos comentários, tá?
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Nossa, tenho que pensar mais pra responder essa… e talvez nem consiga, já que não chego a atuar como designer…
Péra que vou ali tomar uma água.
Desafio de sempre, melhor vida para todos.
O grande desafio de cada designer é fazer a sociedade perceber a importância da atividade e do profissional que exitem pra algo mais que a estética. Isso depende tanto da qualidade e motivo do trabalho como do profissional que deve prezar essas questões. Adificuldade maior é o incentivo ao pensamento de “sobrinho” e à motivação pelo dinheiro fácil..
Boa, Stan!
Eu acho que o maior desafio é ser o tal interlocutor como diz o Chico Homem de Melo no livro. Na realidade ser o interlocutor e conseguir fazer projetos com conceito e que esse conceito passe por todas as outras áreas também e não seja apenas “algo do designer”.
Esses dias vi um site de uma “pinga” que completa 100 anos. CEM ANOS. Caracas, é pra fazer um baita negócio legal, temos um século de imagens e referências imagéticas e tipográficas pra usar. E não. O que foi feito foi uma solução-genérica-publicitária-com-o-look-do-momento e beleza, vambora. Próximo projeto, qual é? E assim segue a pastelaria do seu Takeo*.
E que sigam os comentários!
[ ]s!
Rogerio Fratin
* foi o primeiro nome que pensei, não conheço nenhum dono de agência com esse nome.
O maior desafio do designer é entender que a atividade que ele desenvolve gera lixo, riquezas, transformações sociais e culturais
Não sei se é “o desafio”, mas um desafio que vejo é conseguir compreender a necessidade do cliente e criar um projeto que realmente as supra ao invés de simplesmente algo que o agrade. Trocando em miúdos: Não trabalhar para si, colocar o design à favor da usabilidade.
.acho que hoje, em tempos de web 3.0, o maior desafio de um designer é filtrar toda a informação e referências jogadas em nossa cara a cada segundo para conseguirmos fazer um trabalho criativo, autoral e ainda agregarmos valor pertinente.
O maior desafio do designer é sobreviver com o salário que ganha.