O Mecanismo da LINOTYPE [1940]

O Mecanismo da Linotype [1940]
O Mecanismo da Linotype - Folha de rosto
O Mecanismo da Linotype Me surpreendi tanto com o gigante e imponente catálogo LINOTYPE Faces, dos anos 1930, que resolvi investigar mais documentações dessa incrível máquina. Foram nessas investigações que encontrei esse manual, originalmente lançado em 1936 e essa tradução, em 1940, pela LINOTYPO do Brasil S.A.

É muito interessante ver a máquina funcionar, diria que apaixonante e dá vontade de ter uma em casa – no meu caso no apartamento [???]. Mas quantidade de detalhes que ela tem, o número de peças, encaixes, parafusinhos é de se espantar. É como o mecanismo de um relógio, só que com mais de uma tonelada e pra lá de dois metros de altura. Esse guia de como operar a LINOTYPE em formato de bolso, pelas marcas de manuseio, deve ter sido bem usado para resolver os problemas que com certeza ocorreram. Triste imaginar essas máquinas sendo transformadas em sucata quando as gráficas foram trocando as LINOTYPES por outros recursos. E muitas foram. Dá pra imaginar a complexidade que é para operar e arrumar só de olhar o sumário:
O Mecanismo da Linotype - índice

O Mecanismo da Linotype - índice

É interessante lembrar que a composição tipográfica manual é uma fonte de medidas, todas misturadas e coitado de quem tem que fazer os cálculos. O Alexandre Wollner, inclusive, fala disso no livro Textos recentes e escritos históricos. O caracter propriamente dito é medido em pontos, os espaçamentos podem ser medidos em cíceros, as folhas de papel em milímetros, por isso que o manual Mecanismo da LINOTYPE inclui essas tabelas, para consulta e valores prontos convertidos:

O Mecanismo da Linotype - Medidas
O Mecanismo da Linotype - Medidas

E detalhes, muitos deles, nomes e especificações em diversas peças da LINOTYPE:

O Mecanismo da Linotype - Detalhes

Com tamanha complexidade, também vale ter um guia para descobrir qual o motivo da matriz ter ficado defeituso:

O Mecanismo da Linotype - Defeitos nas matrizes

E um exemplo de linha gerada pela LINOTYPE, com a url do blog:

Linha de LINOTYPE: www.designices.com

Quem quiser ver uma LINOTYPE funcionando e ter uma linha dessas pode procurar a Oficina Tipográfica São Paulo [OTSP] ou ver o post com fotos de quando fizemos o curso do módulo 1 [cartão de visita] e módulo 2 [cartaz tipográfico].

 

16 comentários sobre “O Mecanismo da LINOTYPE [1940]

  1. Coisa linda… me lembrei das aulas da Fernanda Martins na pós, ela levou uns tipos pra gente ver =)

  2. Trabalho com Linotipe desde 1976 e no inicio era difícil porque não tínhamos as orientações que temos hoje. Onde trabalho desde o início tem duas máquinas, mas depois que terminou o jornal estamos usando só uma na tipografia. As duas são modelos 31. Moro em São Sepé – RS.

  3. Fui linotipista 18 anos, na minha opiniao nao existe ume mecanica mais bonita e perfeita do que a da linotipo, tenho saudades deste tempo. Vendo estes detalhes quase chorei ao lembrar do meu tempo de linotipista. ainda guardo livros desta maquina. fui tambem mecanico da mesma e ganhei dinheiro na epoca.

  4. Fui linotipista 18 anos, na minha opiniao nao existe uma mecanica mais bonita e perfeita do que a da linotipo, tenho saudades deste tempo. Vendo estes detalhes quase chorei ao lembrar do meu tempo de linotipista. ainda guardo livros desta maquina. fui tambem mecanico da mesma e ganhei dinheiro na epoca.

  5. Olá,

    Gostaria de saber se você conhece profissionais que reformam um linotype, trabalho em uma empresa que tem duas dessas máquinas encostada, não sei quais são as suas intenções a respeito delas, mas antes de perguntá-los, preciso saber se há reformadores para elas, se souber de alguma informação por favor me avise.

    Grato.

    Daniel Pessoa.

  6. Sou curioso técnico por determinadas máquuinas.

    Considero que os projetistas da linotype eram muito bons peritos técnicos para conceberem uma m´quina com aquela tecnologia.

    Já vi em tempos algumas a trabalhar por alguns minutos.
    Edtas foram já à alguns anos foram posta para a sucata pelos seus proprietários

    Gostaria de possuir uma máquina LINOTYPE a trabalhar ou que a pudesse reconstruir, bem como ou vários conjuntos de matrizes da Linotype

    Conheço atualmente várias máquina exposta no Museu da Imprensa no Porto.

    Considero uma máquina relíquia técnica mecânica digna de star exposta em qualquer local
    Há alguns anos vi uma exposta em Bilbao Museu Guggenheim

    Este Museu expões muitas outras máquinas relíquias, em rotação temporária.

  7. Bom, João Antônio

    assim como vocês, sou amante da linotipo, hoje tenho 2 máquinas juntamente com meu pai Léo dos Santos Cardoso hoje aposentado da imprensa nacional e mecânico de Linotipo e responsável pela montagem do Museu da Imprensa Nacional em Brasília, que me ensinou a trabalhar na mesma e dar as devidas manutenções quando necessário. Como amantes da imprensa, ainda hoje trabalhamos com a Linotipo, produzimos livros para colecionadores nessa incrível máquina e também restauramos máquinas como essa ao qual o senhor possui, temos uma grande quantidade de peças de reposição (algumas ainda sem uso em embalagens originais) e matrizes de diferentes tamanhos, e nos colocamos a disposição de todos que queiram conhecer mais dessa incrível história e ver essa máquina em pleno funcionamento aqui em Brasília, abaixo copio meu contato:

    rafael.lumini@gmail.com

  8. Sou filho do falecido Irineu Rozendo Ferreira, Mecânico da UFPE, durante 35 anos, trabalhei como seu ajudante e fui Linotypista , conheço da Mecânica, {e uma das engenharias mais linda que eu já senti, a precisão é incrível , meu pai foi aluno dos respeitosos Severino de França, representante da Linotype do Brasil aqui no Recife, O mestre, Um abraço aos amantes da Linotypo

  9. Srs, fico imensamente triste de só agora ter tido conhecimento de outros profissionais amantes da linotipo. Sou do Rio de Janeiro, meu pai Fernando Nolasco de Carvalho foi mecânico de linotipo por 50 anos e no seu falecimento deixou-nos um imenso acervo de peças nova (magazines, fontes completas e nova e diversas peças, livros e manuais originais ) inclusive uma máquina inteira e funcionando perfeitamente, que era o seu xodó, uma modelo 31. Depois de tentar doar para diversos jornais daqui da redondeza, inclusive arcando com todos os custos, tive, infelizmente de desfazer-me de tudo como sucata. Até hoje me emociono.
    Abçs a todos
    Nolasco

  10. Em complemento ao comentário anterior, meu pai Sr Nolasco, foi o responsável pela montagem e regulagem das máquinas Russas e Italianas cópias da original linotipe americana. Na época( década de 60) aconteceu o fato curioso que as máquinas chegaram antes dos técnicos Russos e meu pai montou-as e regulou-as sozinho (no antigo pavilhão de São Cristovão), apenas com os conhecimentos próprios o que causou espanto e desconfianças dos Russos, naquela época União Soviética e lembro-me do convite deles para que a família fosse para URSS o que minha mãe foi contra obviamente. Abçs Nolasco.

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