O belo e o útil, por Paul Rand

O design gráfico –

que supre necessidades estéticas, obedece às leis da forma
e às exigências do espaço bidimensional;
que fala na língua das semióticas, das letras sem serifa e da geometria;
que abstrai, transforma, traduz,
gira, dilata, repete, espelha,
agrupa e reagrupa –
não será bom
se não tiver nada a dizer

O design gráfico –

que evoca as simetrias de Vitrúvio,
a simetria dinâmica de Hambridge,
a assimetria de Mondrian;
que tem uma boa gestalt;
que é gerado pela intuição ou pelo computador,
pela invenção ou por um sistema de coordenadas –
não está bom
se não atuar
como instrumento
a serviço da comunicação

Texto retirado do livro Pensamentos Sobre Design, de Paul Rand

RAND, Paul. Pensamentos sobre design. São Paulo: Martins Fontes, 2015

Autor: Rogério Fratin

Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2016, com a pesquisa Design Thinking Aplicado à Educação. Bacharel em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi, 2005.

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