Designices

Não-piadas com designers

6/10/2010

O tempo passa e cada vez mais surgem piadas “do mundo dos designers”. Inclusive até como se nós fizéssemos parte desse outro “mundo”. E o mais curioso, são os próprios designers que fazem essas piadas e repassam, via todas as redes sociais, email, papo de boteco, tudo. E sempre rodam em torno dos mesmos assuntos: baixos salários, comportamento geek (como se ser designer fosse algo geek), trabalhar pelas madrugadas a troco de nada, parentes que não sabem o que ele faz e um certo autismo, já que os próprios designers se vêem como pessoas de um mundo próprio. Aí entra outra questão importantíssima: E os profissionais de marketing, jornalismo, fotografia e todos os outros que também lêem todas essas “piadas”, como ficam? Será que todos entendem a ironia? Duvido. E cada vez que aparece um “ganhar pouco mas se divertir” aumentam mais as chances deles pensarem que com qualquer trocado o designer trabalha. Aí oferecem uma merreca anti-ética por um trabalho e o designer, como tá acostumado a aceitar e se orgulhar disso, topa fazer. E fala de novo. E outros ouvem ou lêem. E tudo se repete pra sempre.

Tem um mês que vi um panfleto que entrou na lista de impressos mais infelizes que já vi, e era de uma das maiores construtoras do Brasil, oferecendo apartamentos a partir de R$ 600.000. É, R$ 600.000 por um ap e não querem gastar R$ 2.000 ou R$ 3.000 pra um freela decente fazer. Até podemos ter problemas macro, mas antes precisamos resolver os problemas micro, de cada profissional.

Defender e propagar esse tipo de coisa é até contra um procedimento de pesquisa de design, que deveríamos saber de cor. Quando começamos um projeto, não temos que pegar referências, ver quais são os melhores benchmarks? Então… Quem reclama dessas coisas, tem quais “designers como benchmarks”? Sério… Dos que eu tenho, nenhum é desse jeito. Paula Scher, Ellen Lupton (veja os posts), Roger Black, Ian White, John Maeda (veja os posts), Sagmeister, Claudio Rocha (veja os posts) , Alexandre Wollner (veja os posts), Claudio Ferlauto (veja os posts), Marcos Mello (veja os posts), Alceu Nunes, Gustavo Piqueira (veja os posts), Hugo Kovadloff. Pergunto de novo: algum deles é esse estereótipo “lunático-geek-autista”? Também respondo: Não.

E se invés dessas bobagens todas, nós designers que pretendemos dar valor à profissão, mostrássemos quão importante podemos ser num projeto? Que tal mostrar como temos visão apurada e holística, interdisciplinar e requerida nos redesenhos disso ou daquilo? Talvez inclusive podemos provar. É só ler jornais ou revistas. O que não faltam são pesquisas que demonstram o design como profissão da próxima década e os motivos disso. E o design estratégico (design thinking), ninguém vai falar nada a respeito?

Então aí vou eu, listar não-piadas de designers. Espero que não sejam engraçadas. Ser designer é:
1. Valorizar tanto o novo como o antigo e saber pegar o que tem de mais legal em cada na hora certa e pra cada aplicação
2. Dar soluções para problemas ambientais com projetos de sustentabilidade
3. Melhorar a ergonomia e quebrar paradigmas que podem ajudar as pessoas a terem menos contusões no trabalho
4. Transformar um supertexto em um “supertexto que dê supervontade de ler”
5. Dar valor aos produtos, sejam eles quais forem, com bom gosto e visual impecável
6. Poder fazer projetos pessoais e sociais que envolvem comunicação e educação
7. Estar um passo a frente por trabalhar com diversas áreas interligadas
8. Ter o cinema, teatro, exposições de arte, literatura e muitas outras “formas de diversão” como referência para trabalhar melhor
9. Usar o design estratégico para guiar um projeto, unindo intuição e algoritmos, alcançando resultados diferentes dos convencionais
10. Tornar tudo mais bonito, usável e agradável, dentro das especificações necessárias para cada um desses projetos
11. Fazer com que um livro seja mais agradável de segurar, carregar e principalmente de ler
12. Criar a identidade pra uma revista que atraia a atenção e desperte vontade nas pessoas em ler e, decerto, ganhar mais conhecimento

E você? Tem alguma não-piada de designer? Deixe nos comentários, por favor.

(veja os posts)
Categorias: Designice

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48 comentários:

  1. Ola amigo, sou um recem formado em design e achei muito interessante o seu post, eu sempre li as piadas de designers nos e-mails e sempre achei muito engraçado, mas isso é culpa das próprias pessoas que tentam ser diferentes para se tornarem moderninhas e acabam se transformando em “seres bizarros”, mas enfim, concordo plenamente com tudo que você escreveu… acho que nós merecemos ser respeitados no ambiente de trabalho!

    Eu ainda estou no começo da carreira, e felizmente consegui junto com outros 3 designers, montar um inicio de agencia, mas ainda tem muita grama para comer… mas enfim, é muito difícil conseguir um preço bom no trabalho se você não tem nenhuma estrutura ou nome no mercado…. e o que eu fico mais decepcionado é que o cliente na maioria das vezes é extremamente enganado por aquela velha história, “o sobrinho, ou o primo sabe desenhar ou faz web site….” e mesmo você apresentando um material confiável, ele realmente não acredita no seu potencial, atualmente a suposta agencia que eu montei junto com os meus amigos “Headphone” (sem site) conseguimos captar um cliente que vai iniciar o seu produto neste ou ano que vem no mercado que seriam camisinhas… infelizmente ainda não posso falar o nome, mas te falar q foi incrivelmente difícil negociar preços com eles… e falar que agente não ficou satisfeito com o valor final… mas infelizmente tivemos q fechar para montar nome, mas também não nos prostituimos… mas são esses casos que intrigam nossas cabeças para continuar ou mudar de profissão….

    Meu portfólio está começando a ser construído, portanto não perca seu tempo! hehehe!!

    Enfim, parabéns pelo post, e pode deixar q dá minha parte, pode ter certeza que estou corrigindo minha forma e conduta de ser, pois espero um dia ter o reconhecimento que nós merecemos!!

  2. Pena quem nem todos “Designers” tem visão apurada e holística mesmo! :/

  3. Delícia. Adoro ver gente abordando sem medo temas polêmicos.

    Fazendo uma comparação meio estranha, hoje vi no jornal sobre um grupo de estudantes pré-vestibulandos protestando por causa da mudança no conteúdo da prova da federal daqui. Pergunto eu: que tipo de estudantes são esses? Porque, com certeza, os bons não estariam perdendo tempo com apitos e narizes de palhaço nas ruas, e estariam estudando para recuperar o tempo perdido.

    Da mesma forma vejo o pessoal de CAs e DCEs, batendo panelas e reclamando sobre regulamentação, ao invés de tratarem de correr atrás e oferecer serviços de qualidade.

    Muito bom, acho que vou fazer um post lá no Interpretante com suas não-piadas também, tá?

  4. ótimo post. um tapa na cara dos próprios designers que acham bonito dizer que trabalham de graça e são chamados de “doidos” por criarem um mundinho particular, enquanto o correto seria educar o povão e, principalmente os clientes sobre o valor do malfadado design, seja gráfico, web, produto ou o que for.

  5. Na minha opinião isso é levar essas coisas a ferro e fogo demais. Todas as profissões tem suas piadas internas e, acredito eu, que uma pessoa que não consiga separar a piada da realidade é no mínimo desprovida de um mínimo de inteligência necessária para ocupar uma posição com poder de decisão.

    Lembre-se de todas piadas envolvendo advogados, padeiros, jornalistas (procure um pouco na net e achará milhares de auto-piadas destes sobre a própria classe), programadores e etc. Isso diminui qualquer/distorce qualquer expectativa do cliente perante estes profissionais? Não, se forem pessoas sérias (contratado e contratante). E olha que todos podem ser encaixados em esteriótipos BEM negativos. Por que com designers será diferente? No que somos mais “oprimidos” que outros?

    Fazer um bom trabalho e ser subvalorizado não é um problema específico de designers, é problema de qualquer um que tenha um chefe despreparado ou uma carteira mal-escolhida de clientes – e isso pode acontecer até mesmo com qualquer profissão.

    Se designers fazem piadas sobre a profissão, que façam então, é um direito. Acho “politicamente correto demais” querer coibir isso. As brincadeiras não vão mudar a visão que um profissional de verdade deve ter da categoria.

  6. Puta postasso!
    Também estou contigo, mano.

    Eu acho que uma não-piada básica e que infelizmente muitos designers ainda não entendem é que o que ele está criando é PARA alguém e que tem uma FUNÇÃO além da estética. Designers deveriam ser especialistas em usabilidade por natureza, pois estão atendendo a alguém que irá usar o que ele está criando, óbvio, não?

    Não. Vejo muitos designers fazer botões ou textos pequenos demais porque fica bonito estéticamente no portfólio dele.
    Eu particularmente não vejo beleza onde não há uma perfeita combinação entre a estética e a funcionalidade para quem vai usar. Para mim é feio e #fail…rs
    Veja só a urna eletrônica. Ela é linda de morrer?
    Nunca foi o meu sonho de consumo, mas todo mundo usa com facilidade. É simples e cumpre a função.
    O bonito se torna abominável quando não funciona, mas isso daria uma outra discussão.

    Acredito que as piadas são passageiras na vida do designer principiante, que ainda não sabe muito bem para que serve o que ele está fazendo. Ele meio que confunde design com arte(as agências ainda nomeiam como o cara da “arte”).
    Eu mesmo já fiz essas piadinhas, mas passou.
    O difícil, como você diz, é ter que aguentá-las ad infinitum, como se o conceito e a idéia do que é fazer design não tivesse evoluído. Isso realmente é triste.

    Mas são caras como você que irão ajudar a mudar este quadro que ainda engatinha aqui no Brasil. Parabéns pelo texto e pela percepção!

  7. Acho q o Marco Moreira direcionou a postagem dele para mim,, realmente daria outro assunto… dor de cabeça e biriri e barara…

    Concordo totalmente com oq ele falou em questão a urna eletrônica, mas se foi uma indireta por causa do player que eu desenvolvi, é melhor ele saber para quem o produto q eu fiz foi direcionado… e a forma como produto vai ser utilizado….

    Se eu falar que o produto é usado em projetor de parede na resolução na maioria das vezes 800 x 600…. não tem necessidade de colocar texto grande…

    Mas fico feliz pela critica e percebi que tenho que detalhar mais o meu projeto, especificando para quem o player foi feito!! eheheh

    :-)

    Obrigado Marco,, segue meu e-mail, caso vc queria me dar alguns conselhos!!

    b.bettega@gmail.com

    abraço a todos,

  8. Parabens, é bom ler um texto de opinião que seja contra essa imagem moderninha e até alegorica que todo designer acha que tem que ter. E concordo que essas piadinhas, que deviam ser na verdade criticas, só atrapalham o caminho de todos nós designers…

  9. Concordo com o texto, mas não digo que não acho as piadas legais e que vou parar de rir delas. Brincar com a profissão é a melhor forma de criticar esses maus designers.
    Moro em Fortaleza, onde o design ainda não tem tanta forma e na minha análise o que mais desvaloriza a profissão não são as piadas e sim a incapacidade de alguns empresários de perceberem a importância do bom design e de verem que o trabalho de um profissional não é igual ao da galera das gráficas rápidas.

  10. Bruno, desculpe se você se identificou com algo que eu escrevi, mas o meu comentário foi totalmente imparcial. Na verdade eu mal li os comentários e muito menos sabia que você tinha feito um protetor de tela!..rs

    Eu não costumo criticar algo que não domino ou não conheço. Aliás, vou te mandar um e-mail e depois vc me explica direitinho como ele funciona esse protetor, aí sim posso te falar alguma coisa e quem sabe acrescentar algo. =)

    Quando falo que designers layoutam com letra pequena é pq é bem comum isso. Digo isso pq já tenho alguns anos de experiência e como eu mesmo disse já passei por esta fase, mas não disse absolutamente nada direcionando à você. Cada projeto exige um tipo e tamanho de letra, cada caso é um caso e eu só dei um exemplo que todos tem familiaridade.

    É isso. Um abraço.

  11. ahuahuahuahua q isso Marco!! eu q me desculpo por criar um “achismo”!! de verdade!!

    Aguardo seu e-mail!!

    eu tenho um monte de material para colocar no meu portifa,, sua opinião vai me ajudar bastante!!

    valeu!!

    Abraço!

  12. Cara, até respondi o vídeo… Não dá pra aguentar, né? Valeu pelo link!
    [ ]s!

  13. Uma coisa… acredito que vc tenha razões em alguns aspectos, más tbm acho que talvez vc não tenha entendido a proposta do projeto.

    Como designer, acredito que alcancei meu objetivo… Apesar de ser ainda pouco experiente… Abordamos no projeto a banalização do termo “design”

    Além disso, acredito q devemos nos levar menos a sério e conseguirmos rir de nós mesmos!

    Abçs

  14. Não sou designer. Na verdade, não consigo nem perceber diferença entre algumas cores como o azul e o verde e, se fosse, acho que seria uma negação! :P Mas acho ducaraleo o que está acontecendo aqui hoje: um debate franco entre designers sobre a própria profissão.

    Ser designer ainda é um grande “WTF?” na cabeça de muita gente e enquanto isso for verdade, vocês não terão o reconhecimento que esperam.

    Portanto, discutam! É nessas horas que resgatamos e repensamos conceitos, linhas de trabalho, tendências e o cacete que for sobre o assunto em pauta.

    Se funciona assim com projetos, com produtos e com empresas, por que não com profissões? Outras já passaram por esse momento e foi assim que muitas carreiras se definiram!

    Acho interessante – independente de ser engraçado para uns e sério para outros – que a atuação de um designer seja comentada por quem está aí, atuando.

    Para nós, não-designers, não tem nada melhor do que ver vocês debatendo sobre esse assunto, porque contamos com vocês nos projetos, definimos a necessidade (ou não) da atuação de vocês nas equipes e contratamos seus serviços como freelas. ;)

    Todos os designers que conheço, são, acima de tudo, críticos – e dos bons! – daqueles com argumentos que suportam suas idéias, mas não é só por isso que o Designices tem um post desse tipo, né? (fiz uma piada de designer – quem manjou? ho ho ho!)

    Bora botar lenha nessa discussão aí povo!

  15. Fantástico, cara, concordo com tudo. conheci esse post atraves do twitter e vou botar teu blog nos meu favoritos.
    grande abraço

  16. A verdade é que os próprios designers acham “bonitinho” dizerem que são geeks e moderninhos. Isso gera uma imagem para as empresas e o mercado. Se formos parar para pensar, o importante é que o profissional estude e seja empenhado em fazer o melhor e não que ele goste de ter bichinhos fofinhos em cima da mesa e passar noites em claro na frente do pc. Designer também pode ter família, gostar de natureza, esportes… Enfim, viver!

    Parabéns pelo post!

  17. Concordo com tudo o que você falou.

    Designer a muito se tornou profissão de moleque. Essa é a “imagem” plantadada neste tipo de profissional no Brasil (pesquise em outros países e verá o quanto é diferente).

    Os maus empresários não sabem tirar vantagem estratégica do bom design pois raramente valorizam o bom DESIGNER. Se você é um deles eu passo longe da sua porta.

    Resultado é o nº estrondoso de vagas que nada mais são que mão-de-obra barata. O “profissional” para no tempo, não cresce nem profissionalmente, muito menos intelectualmente. Submisso num esquema de trabalho que desfavoresse sua profissão, porque senão ele fica fora do jogo!!!

    Borbulham aproveitadores. Sabem que tem uma centena de milhares de pessoas que acham que poderão ser designers, até têm capacidade, mas só vão decidir se serão designers quando conhecerem realmente a função de um.

    Estou anos (não muitos, mas são anos) nesta profissão e fico pensando que futuro vai ter o cara que gosta de estar “encaixadinho” no esteriótipo que somente deturpa sua imagem enquanto profissional.

    É fácil, por onde você passa as pessoas nem te conhecem e você já é: fresco, mau humorado, anti democrático, maconheiro, exótico. Claro, você é designer, oras. Você faz provas na faculdade com giz de cera.

    Na verdade tudo faz parte de um esteriótipo plantado por um mercado que pouco sabe a função de um Designer. Pensa que Designer é tudo, principalmente faxineiro das cagadas mal planejadas, da má gestão que já é cultural no Brasil (ex.: a política).

    Meu conselho é: estude mais a prática e pratique mais a teoria. Seja um profissional que têm um designio.

  18. Concordo plenamente que quem faz a imagem é o profissional em bloco.
    Como fotógrafo, posso dizer que quem trabalha com comunicação entende perfeitamente essas piadas e as não-piadas, pois muitas vezes se rotulam e são rotulados de “profissionais alternativos”, “meioartistas”, “meioloucos” e que dão mais valor a vaidade de ver seus trabalhos publicados do que à remuneração em si.

    Já tive empresário do ramo imobiliário, vendendo apartamentos ainda mais caros que o que você citou me pedindo “fotográtis” (“ah, vai te dar visibilidade”). E fiz contraproposta: “Posso trocar num apartamento seu, juro que conto pra todo mundo que é da sua construtora”.

    Abraço

  19. Fantástico o seu texto e um estímulo para o crescimento profissional. Acrescente aí:
    13. Perceber, no meio de diverso elementos, detalhes que vão fazer a logo-jornal-revista-cartaz-flyer-papelaria… se destacar entre tantas outras.

  20. Olá Rogério, sou designer gráfico e funcionário público, gostaria de viver de design, mas infelizmente preciso me garantir de outra forma, aqui no interior o design não passa de uma palavra bonita, é hiper-ultra-desvalorizado. Bom, achei o seu artigo muito pertinente, já que durante a faculdade rimos bastante das “não-piadas” tratadas no seu post, e ao mesmo tempo sempre reclamando da desvalorização da profissão, já havia refletido bastante nesse sentido e concordo plenamente com você. No momento não tenho uma não-piada na ponta da lingua, mas acredito que os designers deveriam fugir desse estereótipo, se aproximando do mundo “real”, para que o cliente, o publicitário, o jornalista, enfim, as pessoas nos vejam não como seres alienigenas e sim como profissionais qualificados. Deixo claro que não se trata de estilo e sim de atitude.

  21. Oq me deixa chateado é que existe registro na carteira de trabalho para “Flanelinha”, “Prostituta”, porque raios o designer não tem registro….

    O Flanelinha é aquele cara que toma conta do seu carro, caso vc naum pague ele antecipada mente ele risca seu carro…

    mas ele tem registro…

    aki no meu trabalho sou registrado como programador….

    porra eu naum sou programador… q merda…

    Acho q um grande passo para conseguir o respeito no mercado seria a nossa situação ser regularizada…

  22. De novo eu… o cara do programa zoando os designers. rsrs

    Cara, Não são as piadas de designer que fazem com q agente seja mais ou menos valorizados no mercado. Piadas são apenas piadas – elas tem um certo vínculo com a realidade, más fazemos piadas de médicos, de padres e eu não vejo os padres como um bando de pedófilos, rs

    O problema são as pessoas que existem no mercado vendendo design, as vezes formado as vezes não, ambos pouco compromissados com seu trabalho.

    FLW !

  23. Além do mais… existem designers geeks estranhos que gostam de toyart… Qual o problema, isso não faz dele pior profissional…

  24. Ao invés da discussão partir do tema piadas e não-piadas, que tal partir do tema designers e não-designers?

    Como designer, só consigo pensar na forma atrelada à função. Não sirvo pra embelezar as coisas e sim para resolver problemas. A apple faz sucesso por entregar produtos extremamente fáceis de usar, simples e bonitos. Já a motorola…

    O mercado que deveria ser do designer está nas mãos das agências de publicidade, mas qual o compromisso dessas com o usuário? Zero! A peça precisa primeiro ser bonita, com ilustração e “lifestyle”, depois criamos um conceito pra isso. Se o retroplanejamento é uma prática nociva ao cliente, imagine ao usuário.

    Os blogs de design cada vez mais postam lindas ilustrações e posters maravilhosos. São ótimas fontes de inspiração mas nos aproximam cada vez mais da função de artistas e cada vez menos da função de projetistas.

    Como tá na moda, quem tem habilidade com o photoshop é designer e quem passa mais de 8h por dia no computador se sente no “dever” de se auto-intitular geek. Tsc.

    Agora, Ricardo, agente = polícia, a gente = nós.

    Marcelo dos Santos, ótima sacada de trocar o apartamento por visibilidade. Rs

  25. Mas que beleza! Ô, felicidade! O blog teve recorde absoluto de acessos ontem, quando o post subiu. E o mais bacana, com um post que não tem NENHUMA imagem. E é pra isso que fiz o blog, pra promover discussões. Se minha opinião é certa ou errada, tanto faz, minha ideia é fazer pensar, refletir sobre o tema abordado.
    Muito obrigado pelos “curtir”, pelas tuitadas e, principalmente, por opiniões tão importantes quanto essas que todos postaram.
    Valeuzão, gente!
    Abraço!

  26. Só os inseguros tem medo de piada. Igual político com rabo preso. A piada só revela a realidade do mercado que nos desvaloriza. Tá indignado? Quer mudar o mundo? Não acabe com o bom humor. Rir de si mesmo é melhor que viver na ilusão.

  27. Muito bom!. excelente texto!

    concordo o que diz, os próprios designers acabam difamando a sua profissão e desvalorizando o seu trabalho.

  28. Desculpe alguns, mas não tenho prazer de rir da minha profissão, observando que tudo e todos a tratam de forma pejorativa.

    Aquele contexto do passado não existe mais. O que antes era um diferencial admirado por outros profissionais, hoje virou coisa de menininhos. O diferencial hoje é a entrega.

    Já fiz projetos pra clientes que nunca nem viram a minha cara pois estavam a km de distância. E nem estava preocupado se eu estava ou não de allstar vermelho.

    Todo bom designer têm um portfolio, tem sua própria marca, você acharia legal se tua marca fosse motivo de piada e esteriótipo que comprometesse seus resultados?

    Basta ver a quantidade de anúncios pra vagas de designer pagando R$ 500 por mês nessas microagências. E todo mundo acha normal. Trabalha de graça então.

    Acho natural e bem engraçado o que dizem sobre os designers. Tem muita coisa que realmente é característico. Mas repito, quando a coisa se torna pejorativa, inevitávelmente é prejudicial a profissão.

    Eu falo porque já vi a um palmo do nariz projetos de alto investimento ($$$) irem por água abaixo porque o design, arquitetura de informação e identidade visual são tratados como “trabalho desses moleques geeks que qualquer um faz”.

    Mas é a minha opinião. Tenho uma família pra sustentar e isso é o que sei fazer e o que gosto de fazer.

    Concordo que o que realmente deveria ser debatido é a diferença entre designers e os não-designers.

  29. Excelente post Roginho. As vezes penso que é um pouco radical ficar indignado com certas piadinhas e vídeos engraçadinhos difamando os designer, pois acho que é perder tempo com quem não merece. Mas ainda bem que vc pensa diferente e fez um post pra tirar as pessoas da zona de conforto e coloca-las par pensar mais, que alias, é algo fundamental na nossa amada profissão. Abrasssssssssss

  30. Voltei. Só pra ver a quantas andava a polêmica…

    Sobre o senso de humor, acho legal sim nos identificarmos com algumas situações colocadas em algumas piadas de designer, mas são justamente as que não tem teor pejorativo.

    Dizer “ser designer é ir ao supermercado e perder horas analisando as embalagens” é bem diferente de “a gente é pobre mas se diverte”.

    Com relação a estereótipos, bem, são rótulos. Tenho um grande amigo que participou da minha banca de TCC, é um designer muito competente, mas não anda de cabelo arrepiado e camiseta engraçadinha. O máximo de nerdice que ele chega no visual é carregar um chaveiro do R2-D2.
    Eu, que uso cabelo curtinho e lenços coloridos na cabeça, não chego aos pés da criatividade dele.

    Vamos rir sim, mas das características que nos tornam bons designers. Piadas de mau gosto a gente deixa pra lá.

  31. Sensacional!
    Só faria elogios mas já fizeram muitos.

    O que deu de alegria por ver o tamanho da qualidade de observação e análise do Rodrigo Fratin é o que deu de tristeza e “vergonha (alheia)” pela incrivelmente pobre e insipiente satirização no vídeo sobre “designers”.

    O Fratin argumentou bem com poucas e certas palavras sobre a observação e sátira do esteriótipo.

    Não vivo sem o sarcasmo e valorizo muito quando é bem feito. Mas respeito porque é nítida a incipiência e o amadurecimento pode vir ainda.

    Respeito porque deve ser fruto de alguma carência por expressão ou por audiência. Até os quadros com a apelação em se usando mulher de biquini, nos programas de humor brazucas, têm menos “erros” em usar tal recurso chamativo de audiência que esse tal vídeo, com texto ruim semântica e tecnicamente.

  32. Ótimas e valiosas dicas! Quem decidir por seguir alguma delas e sair um pouco da zona de conforto da auto martirização irônica, pode se superar de forma surpreendente e atingir objetivos ultra satisfatórios para si mesmo.
    E meu Deus. Lógico q nínguém aqui é contra as piadas ou sacarmos. Ainda mais você né Roger? hahaha É isso aí. Curti!

  33. Este jornalista (categoria citada) discorda veementemente da exclusividade dos designers em terem seus trabalhos pouco valorizados.
    Freela de jornalismo é na mesma linha e as piadas mais virulentas!
    Putz, até nisso os designers estão perdendo!

  34. Acho que o principal é cada profissional saber qual é a sua função na sociedade, quando escolhemos esta profissão que é importante sim, mas que tem valores completamente invertidos, (que é uma uma característica desta sociedade a qual estamos inseridos). Muito bom o seu post pois desperta algo que está completamente adormecido nos profissionais e estudantes, que é a valorização de cada trabalho, e de sua função na sociedade. Ontem ví um vídeo do Phillippe Starck que fala sobre isso..segue o link, se num viu ainda vale a pena ver. http://vimeo.com/5569873 Parabéns pelo blog, sempre bom ter alguém produzindo conteúdo teórico sobre essa incessante avalanche de imagens e da palavra “inspiração” para nossa área.

  35. Concordo com a idéia mas várias das “não-piadas” são funções de um arquiteto de informação e não de um designer…

  36. Gostei bastante do post. Eu não vejo graça na maioria das piadas de designer. Não me vejo em nenhuma delas. E concordo plenamente que elas não fazem bem para nossa imagem.

    É difícil se manter como designer, o mercado é fechado e muitas empresas não valorizam. Ao invés das piadinhas deveriamos promover o designer e não rebaixa-lo.

  37. ah, quem conhece nossa profissao sabe qual o valor de um bom designer. se acabar com a piada, acaba o humor e qual eh a graca da vida sem uma boa risada?! ;) – bjuu

  38. Só discordo do item 11 da listagem de não-piadas.
    O livro físico está respirando por aparelhos e não acredito em milagres.

  39. Pingback: Não-piadas com designers | rnanda Santos - Direçaõ de arte%

  40. Pingback: Não-piadas com designers | Fernanda Santos

  41. Você esqueceu do design de moda amigo, que criam roupas e looks que todos querem, e também o de games… ótimo post

  42. Depois de ler esse post eu fiquei lembrando do ultimo freela que me pediram orçamento. Criar um site para uma imobiliária.
    O cara queria tudo e disse que queria que fosse barato pq o filho dele entendia do assunto e disse que era fácil de resolver.
    Isso é um dos reflexos do anti marketing que fazemos.
    Eu já fiz “piadinha”, mas hoje defendo como é importante nos colocarmos bem, para que todo mundo entenda como o trabalho de um designer tem muito valor.

  43. A questão de ser visto de “determinada forma” – no caso dos designer como “moderninhos” – acontece em toda profissão.

    Cada área tem seus próprios esteriótipos e piadas internas. É uma relação de empatia com determinadas coisas. Acho idiota o povo que tenta ser estiloso ou tenta ser “moderninho” de forma não natural. Mas se a pessoa for assim, qual o problema?

    As piadas de advogados que dizem que são todos sangue sugas e vão todos para o inferno não me fazem respeitar menos os advogados. Piada de confeiteiro não me faz gostar menos de bolo. Piada de professor não faz com que eu ache que são uns toscos pobres. Pq seria assim com a gente?

    Bem, resumindo, eu não acho que deixar de fazer piada vá fazer qualquer diferença, pois a parcela dos anencéfalos que não sabem discernir uma piada da realidade não é o que desvaloriza nossa profissão.

    Em relação a usar terno que alguém comentou: terno não, pfvr né gente. Conheço advogados que lutam pelo não-uso de terno. Moramos num país quente. hahaha