Designices

Morte aos Papagaios [Gustavo Piqueira]

15/01/2010

O nome inusitado do livro e nenhuma vez a palavra DESIGN escrita na capa já começam a mostrar como “Morte aos Papagaios” é ousado e extremamente peculiar. Inclusive, jamais seria encontrado se dependêssemos apenas de SEO. Depois de lê-lo, entendi perfeitamente quando Chico Homem de Melo usou “o autor não está para brincadeiras. [...]. Se pensarmos que um livro deve, antes de tudo, estimular a reflexão e mesmo a discordância, o leitor tem em mãos um prato cheio” na quarta capa para defini-lo.

Gustavo se refere a “papagaio” como os designers que não têm opinião alguma, buscam opiniões prontas e vivem as repetindo. Os que lêem design, vão à exposições de design e mesmo assim, fecham os olhos e seguem falando as “papagaices” por aí. Não somente o nome do livro é bem-humorado, mas também os capítulos, que conta com nomes como “Mike Turbo”, “Meia Renoir, meia Perupiry” ou então “Prince Street e a Machadinha”. E acredite, todos eles terão relação com o que você pensa e o que faz como designer.

Não é um livro para ganhar técnicas de design, tampouco para saber as tendências ou encontrar conhecimento erudito. É um livro sobre design gráfico como um todo, onde o autor (da Agência Rex, em São Paulo), fala sobre suas experiências no seu cotidiano, sua estada por quatro anos como Diretor da ADG (Associação dos Designers Gráficos) e tenta quebrar paradigmas (ou coisas que não deveriam, mas que viraram paradigmas) do design. Um dos capítulos que achei mais interessante é o que Gustavo questiona e opina sobre a “identidade nacional”, assunto que rende eternas conversas em cursos de design e listas de discussão.

Eu achei que o autor viaja um pouco quando começa a falar dos graffites na rua ou então questiona seu estagiário porque ele ouve a banda Jota Quest, mas sou muito chato, então releve isso que escrevi :)

Identifico bastante meus textos “Dia do designer” e “Como os micreiros prejudicam os designers” com algumas passagens de “Morte aos Papagaios”.

Alguém já leu pra opinar? Ah, agradeço meu primo Adriano Vespa pela indicação.

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5 comentários:

  1. Pingback: “Não é um livro para encontrar conhecimento erudito…” « gustavopiqueira.wordpress.com

  2. Estou com esse livro em mãos aqui na biblioteca do CCSP, passei no Google pra procurar preços e tudo mais e acabei aqui no post.
    A leitura é bem estimulante (ja li metade em uma hora mais ou menos) e fluida, bem engraçado e as vezes excessivamente crítico.
    Ótimo pra quem gosta de design, ou, como eu, simplesmente odeia design. Mas 40 pilas é foda…

  3. Eu o li em 2007 (se não me engano) e comecei a reler hoje. Não me lembrava muito bem de como ele trata questões relevantes com tão bom humor e perspicácia. É ácido até certo ponto… mas eu diria que até o ponto certo. Recomendo a leitura ;)

  4. Pingback: “Não é um livro para encontrar conhecimento erudito…” | Gustavo Piqueira