Do maíz à MAIZENA – Tadeu Costa

Capa do livro Do Maíz à MAIZENA, de Tadeu Costa

Agradável foi a minha surpresa quando, no Lançamento da Revista TIPOITALIA, encontrei tanto meu ex-professor Tadeu Costa quanto o seu livro, Do Maíz à MAIZENA®, da Edições Rosari. E lá mesmo resolvi comprá-lo. O Tadeu fez essa pesquisa por muito tempo, 15 anos, e a utilizou em 2001, na sua pós-graduação na Cásper Líbero, em 2001. Em 2005 saiu o livro.

A leitura é rápida (em torno de 4 ou 5 horas) e gostosa. A ideia principal do livro é mostrar o layout que se mantém o mesmo há mais de 140 anos e mostrar o pouco que mudou, seja uma tipografia aqui, seja um detalhe na ilustração dos índios ali. O autor detalha e explica tudinho, desde a história do início do amido de milho, passa pelas referências das plantações brasileiras como o Visconde de Sabugosa de Monteiro Lobato e em O Cortiço, de Aluísio Azevedo. Dezenove comerciais de TV são analisados e relacionados com a marca MAIZENA, além dos cartazes, anúncios de revistas, calendários de receitas e embalagens. É um trabalho bem completo, cheio de curiosidades e características do forte projeto de identidade da MAIZENA.

A única coisa que achei chata é que diversas imagens a editora não deve ter conseguido os direitos de mostrar (eu imagino isso, não penso em outra explicação), então tem uma ilustra meio rafeada da embalagem, cartaz, comercial de tv. Fora que as imagens poderiam ser maiores para facilitar a análise visual de cada uma. Uma pena, mas não tira os méritos do conteúdo.

Ok, ok… Eu confesso: Depois de ler o livro a primeira coisa que fiz foi tomar um mingau de MAIZENA ®… É claro que eu teria que comprar a embalagem vigente pra comparar com a última do livro, que é de 2005:

Embalagem de Maizena em 2010

É engraçado como a gente as vezes “não nota” a mudança das embalagens ou então não sabe falar o que mudou. Também é curioso analisar como algumas marcas ficam com a mesma base da embalagem, como a MAIZENA®. Quem sabe até valeria a pena uma pesquisa, um estudo mais aprofundado em cada uma delas.

Embalagens do Chocolate "do Padre", do Antisséptico Granado, sopa Campbell's e Creme Nívea

Aliás, agradecimentos para Luciene Antunes (@luci_n) pela embalagem do Creme Nívea e para a Carol Hungria pela embalagem do antisséptico Granado.

E aí, alguém lembra de mais embalagens que seguem essa linha de “identidade imortal”? Pode deixar nos comentários, eu não ligo! :)

14 comentários sobre “Do maíz à MAIZENA – Tadeu Costa

  1. Cara, lembrei de uma que tem em casa, a do Leite de Rosas, manja? É antiga pacas e eu não sei dizer o que mudou, mas creio a mudança desde sua criação não tenha sido muito grande.

  2. Marquito, bem lembrado! Acho que vou atualizar essas fotos, viu, tem muita gente colaborando.
    Boa Ananias! Esqueci desse… Nem sei como!
    Oi, Gina! O Fermento Royal mudou a forma da embalagem, ficou arredondada como a o Leite Moça, mas descaracterizou demais… Só fui descobrir quando fui ao merdado comprar embalagens pro post, heheheh!
    Valeu as participações!

  3. A nossa relação com as embalagens acaba sendo muito mais emocional do que os fabricantes imaginam, e muitas vezes acabam mudando a embalagem sem contar com esse fator. Sou a favor de mudanças para algum objetivo em especial, e não apenas em mudar por mudar. Tenho saudade dos copos de requeijão de vidro da Poços de Caldas. Em plástico não tem a mesma relação emocional.

  4. É legal fazer a comparação dos logotipos da Coca Cola x Pepsi.
    A primeira é líder de mercado e quase não mudou o desenho, já a Pepsi…

  5. O melhor de tudo é que vários elementos chave do produto (como a embalagem, cores, cheiro, ou até bordões de propaganda) são associados facilmente como estímulos de diferenciação (pareamento) explicados pela Psicologia Comportamental. Estímulos esses que atravessam os anos e até mesmo as gerações!

    Saber mais sobre esse ramo da ciência propicia mais ferramentas incríveis e eficazes aos publicitários. Fica a dica.

  6. Tem também as embalagens do sabonete PHEBO, que segue a mesma linha do GRANADO.

  7. A embalagem da Minancora também é antiga, sofre alteração e nem dá pra perceber de tão marcante que é a marca.

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