Designices

Design não tem regulamentação. Ainda bem!

29/04/2010

Esses dias li a indignação de alguns designers por conta da regulamentação da profissão de astrólogo ou algo assim. Será que eles consultavam os seus mapas astrais pra fazer as cores do layout? Bah… E entramos de novo em discussões sem fim, como a dos designers e micreiros.

Sério, eu sou extremamente feliz do jeito que está e farei tudo possível pra profissão de designer NÃO ser regulamentada. Antes de colocar meu nome na boca do sapo, deixe-me explicar direitinho.

A ideia é obrigar o sujeito ser formado pra exercer a profissão? Então ferrou. Formação superior atualmente não significa nada. Quantos formados péssimos você conhece? Qual a garantia que temos da formação? O melhor e o pior aluno de cada curso tem o diploma. Fora o fato de que não falta são cursos porcos de terrível qualidade em instituições com professores de conhecimento questionável (pra não falar sem conhecimento algum). E eu asseguro que conheço tantos designers formados que não têm qualidade quanto designers não formados com qualidade bem interessante. Que tal se a gente continuar se apoiando em portfolios pra contratar os serviços de um designer? Quase nunca falha. E a formação que se lasque.

Vamos pensar na sequência de fatos:
1. Design passa a ser profissão regulamentada
2. Passa a ser OBRIGAÇÃO ser formado
Nesse momento, além de dezenas de faculdades porcas aparecerem e “prepararem” o profissional para exercer a profissão (sem ajudar em nada pela causa da regulamentação), todo mundo vai TER que fazer design. Diploma passa a ser importante. O legal de um curso é ter pessoas interessadas em aprender, não em se formar e “se livrar logo”. Se hoje temos um bando de vagabundo entrando nos cursos porque acham que vão ficar sem fazer nada e terem uma megaideia que revoluciona o mundo, achando que design vai formá-lo como artista, que design é uma profissão que não precisa ler, nem nada, tentem pensar como seria se além disso o design fosse obrigatório pra exercer? Pensem no número de pessoas que fariam por obrigação.
3. Mais desvalorização do profissional
Estaremos cercados de designers apoiados em diploma, formados, que poderão trabalhar como os nossos micreiros o fazem agora. Mas está regulamentado. Grande coisa.

Ainda acha que regulamentar resolve? Nem a ADG briga por isso. Sei que isso dá “pano pra manga”.  Comenta aí, vai? :)

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116 comentários:

  1. Eu nunca tinha pensado por esse lado, Rô.
    Faz sentido.

    No entando, se um dia a profissão for regulamentada, acredito que a seleção para vagas e melhores profissionais AINDA irá acontecer baseando-se no portfolio do cara.
    Talento é visível e no nosso caso o diploma não vai bastar seja com regulamentação ou não.

    O bom da regulamentação é um sindicato para a nossa área. O respeito com os profissionais. Um piso salarial justo e comum à maioria das empresas.
    Pra ter a regulamentação da profissão e não ter nada disso, não vale a pena.
    Que fique como está.

  2. acho a regulamentação uma grande merda e acho os designers uns filhos da puta arrogantes. o pior dos piores já consegue se achar uma grande merda. estou cansada de ler textos cheios de achismo, sem nenhum embasamento teórico, replicando conceitos deturpados e cheios de senso comum que ouviram por aí por toda a vida. vão estudar e fazer um pouco de pesquias coerente. quem sabe assim alguém faça algo realmente criativo e inovador. do resto são todas variações da mesma fórmula.

  3. Ok Rogério…. me parece que você é mais um defensor dos profissionais informais, ou talvez seja o próprio!
    Aliás, o Rogério Fratin é um aspirante a jornalista? Se sim, aconselho a embasar melhor seus textos.
    Então tá: Vamos levantar a bandeira “Abaixo a Regulamentação!” e continuar engolindo os hairdesigner, bodydesigner, cakedesigner, makedesigner e FDPdesigner que pagam vintão pro micreiro que também se diz designer fazer um logo e um cartão bem bonito pra eles poluírem o mundo sem nem saber o significado dessa tal profissão que segue nevrálgica e prostituída.
    A propósito: Aqui quem fala é uma designer que pagou por uma faculdade, conheceu mestres muito interessantes e não se arrepende do investimento que fez.

  4. cara..adorei o texto, mas discordo em alguns pontos….

    Primeiro eu acho que uma profissão regulamentada é bacana pela questão que a Luciana Ruivo comentou: Sindicado.

    Segundo eu acho que o critério SEMPRE vai ser o portfólio do cara, não importa se o cara fez o Instituto Europeu de MIMIMI se tem um trabalho horrível.

    E terceiro, não regulamentar significa colocar na linha um monte de gente que simplesmente não tá a fim de estudar e fazer nada e assumir um cargo sem esforço. E aposto que tem mais gente assim do que Designers brilhantes sem diploma por aí.

    Nada demais. Só como qualquer outra profissão por aí. Se ninguem brigar o negócio vira circo.

  5. olá, Thais! Olha, não sou nem defensor dos profissionais informais nem tampouco aspirante a jornalista. E nem gosto da situação atual do design no país e nem fora dele. O que gostaria de deixar claro nesse post e, se não consegui me desculpe, é que regulamentar a profissão não vai salvar ninguém. E nem mudar o hair designer, cake designer ou designer de pão doce, como diria o eterno Alexandre Wollner.
    Eu também paguei minha faculdade, sozinho, sem ajuda. E hoje pago minha pós.
    E uma coisa que precisa mudar também na postura do designer é saber ouvir, porque falar todo mundo sabe.
    Vamos seguindo. As discussões são bem mais produtivas.
    Abraços a todos

  6. Interessante esse post. Mas quem fez ou faz faculdade sabe que não é diploma que conta, veja alguns “mestres” que existem dando aula por aí. Regulamentar a profissão não vai exterminar os sobrinhos e micreiros, muito menos termos como cake designer ou hair designer (que em inglês nem existe). O que realmente faz a diferença é o quanto vc se envolve, o quanto estuda e procura evoluir com o design. A faculdade, pós e outros cursos podem ser um caminho natural para isso. Mas sou a favor da regulamentação da profissão, assim não preciso trabalhar registrado como “jornalista” ou outra profissão.

  7. Esse papo de regulamentação (diga-se de passagem, não só do designer mas também de publicitário) já deu muita discussão exacerbada por aí. Eu mesmo me lembro de já ter quebrado pau em comunidades do Orkut há uns anos atrás (quando aquilo la ainda prestava).

    Ta cheio de publicitário e designer por aí querendo se garantir no mercado com base na faculdade que pagou e só. É o argumento que eles usam “paguei 4 anos de faculdade cara e agora tô desempregado porque um micreiro qualquer tá ocupando a minha vaga pra ganhar mixaria”. É um argumento tão imbecil que nem vale perder tempo com ele.

    Se você é bom no que faz o seu trabalho te garante um lugar no mercado. Não precisa temer os micreiros e afins. Agora se você é ruim, vai querer garantir uma vaga na marra? Simples assim.

  8. Existem outros problemas acerca da regulamentação. Já vi casos de editais de concorrência de trabalhos para órgãos públicos em que designers não podem participar por falta da profissão regulamentada. Conheci um escritórios de design que perdeu a concorrência de um projeto de identidade visual para um escritório de publicidade justamente pela falta de regulamentação.
    Bjs!

  9. Acho engraçado como as pessoas não aceitam a liberdade. Ou preferem comprá-la, impulsionadas por propagandas de margarina… As instituições estão caindo, como já previa Durkheim, em pleno início do século passado. Diplomas e burocracias não farão mais sentido, em um futuro muito breve, e isto não é exclusividade dos designers, pois vale para todas as profissões. Precisamos ter cuidado para não sucumbir diante disto… (é perfeitamente normal que quem se “robotize” surte diante tantas possibilidades…)
    A queda das instituições e de suas regulamentações não são, em nenhuma instância, o indício de que a sociedade não estudará mais. Muito pelo contrário. O que cai, com isso, são as instituições caça-níquel, as UNIs da vida, proliferadas na era FHC para um ganho, em escala, de mercado. Acaba a crueldade com tantos e tantos seres esforçados que, com o sonho de alcançar uma profissão, pagam 200,00 por mês para serem ludibriados.
    É preferível que esta mesma pessoa invista este dinheiro em livros, viagens, cursos livres ou, até mesmo, um cursinho para entrar em uma universidade de boa qualidade – porque as verdadeiras não irão sumir com a queda dos diplomas. Vamos parar de chamar de “paranóia ou mistificação” tudo aquilo o que não é espelho. Existem autodidatas. Não dói admitir isto. E, para os que não são, há boas instituições os aguardando. E as Unis… que se danem.

  10. Vamo lá… só uma síntese pra galera refletir, não só na nossa amada função, como na nossa querida pátria__
    Designer=Povo Brasileiro…
    Não estuda e quer moleza.
    Se diz desvalorizado, mas não corre atrás desse valor q ele “supostamente” tem.
    E é prostituído. como tooda nossa nação foi em tooooda a história Brasileira….

  11. X falou que tá de saco cheio de ‘achismo’, mas ela começa o texto com “Acho a regulamentação…”.

    Enfim, a regulamentação realmente não é algo realmente útil por um lado, porém por outro é, tal como oportunidade de concursos públicos e pelo menos por algum tempo tirar os ‘micreiros’ da jogada, mas na real, o que importa é a qualidade do profissional, diploma qualquer um pode ter.

  12. Povo brasileiro = prostituto??? Não trabalha, só quer moleza???
    Quem foi seu professor de história, Rizzo? Qual livro você usou? Por favor, me avise, pois já entra para a lista negra de universidades e escolas tabajaras que formam pessoas com visões deturpadas e preconceituosas como a sua. (Geralmente pessoas que acham que História não serve para nada…)
    O Brasil tem uma história de subversões. E foi uma terra exploratória. Nossa história não foi feita pelas camadas mais baixas, como nos EUA, e sim por uma corte portuguesa que chegou aqui fugida e lançou mão de toda uma base católica para submeter indios e negros ao seu poder.
    A educação e a lei sempre foi feita para os que detinham a força. Todos os demais eram vistos pela corte como “vadios”, foram tratados como tal e jamais tiveram oportunidade de migrar de um sistema escravocrata para uma democracia de fato. Pois, democracia sem dignidade não é democracia. Um ser humano, para a sua formação, precisa ser alimentado e educado. Trabalho, Rizzo, nunca faltou para este contingente de pobres ou miseráveis. Mas todas as demais condições que fazem de um Homo, Sapiens, ficou bem longe de se concretizar.
    Por favor, corra para uma livraria agora e re-estude a história do Brasil ( e não é necessário diploma para isto…)

  13. “Nossa história não foi feita pelas camadas mais baixas, como nos EUA, e sim por uma corte portuguesa…”,
    Então a tal da corte se prostituiu… explorou tudo, vendeu nosso país até num ter pra onde correr.
    Hoje em dia a mesma visão continua a ser realizada pelos nossos governantes que se vendem e corrompem todo o sistema….
    Isso se reflete em nossos queridos brasileiros que se vendem votando no zé mané que deu uma cesta básica pra eles na eleição… enfim.. desculpe se minha comparação foi besta…mas d q adianta o pessoal reclama.. mas no fundo todo mundo abaixa o preço pra num perder o cliente…bah…

  14. Esse assunto sempre foi polêmica, desde o começo da minha faculdade…No começo achava um absurdo esses tais de “micreiros” que roubavam o emprego da gente, aqueles sobrinhos que acham que sabem tudo e cobram a maior pechincha…

    Mas com o tempo fui percebendo que muitos dos que se destacavam na faculdade eram aqueles que estavam correndo atrás, colocando a mão na massa mesmo… Talvez a universidade abra portas a mais para aqueles que conseguem frequentá-la, e isso, aliado a um bom portifólio, muito favorece…Assim como viagens internacionais, participações em concursos, grandes clientes… É uma questão de experiência de vida e profissional…

    Sinto uma certa humilhação quando a minha profissão não é reconhecida, quando sou contratada dentro de um sindicato de trabalhadores que não tem nada a ver com o que eu faço… Mas essa cena vem mudando e já vejo muitas crianças falando em ser “designer”. Talvez até lá esse cenário mude ainda mais, e exista um CRD, mas isso não significa que eles serão melhores profissionais se esperarem que a faculdade será toda a formação que eles precisam.

    É preciso trabalhar muito, e aquele que melhor executa seus projetos, que tem os melhores contatos e que divulga bem seus trabalhos, vai se destacar, seja ele formado ou não.

  15. Rizzo, tem muita diferença você chamar o “Povo brasileiro” de vadio (só quer moleza) e prostituto ou chamar a corte portuguesa ou os políticos atuais dos mesmos nomes.
    Também faz muita diferença um país ser formado por uma classe trabalhadora (como aconteceu nos EUA) e o sistema escravista do Brasil. A diferença é que passamos de escravos (digo “passamos” pois todos os brasileiros são miscigenados, portanto têm sangue negro em suas veias) para cidadãos livres, mesmo sem condições de encarar tal liberdade. São gerações e gerações de pessoas mal nutridas e mal educadas, catolizadas e submissas. Será que elas entendem conceitos tão sofisticados como “democracia”, república “laica”, “três poderes”, etc? Acredito que não.
    Quais são as condições destas pessoas crescerem e ascenderem socialmente? Praticamente nulas… Os poucos que conseguem são grandes exceções! Então, você desculpe a minha revolta, no comentário anterior, caso você não esteja falando dos brasileiros como um todo. Mas fazer tal generalização é um crime contra a sua própria história, a minha e a de todos os colaboradores deste blog.

  16. Olá, amigos.
    Puxa, que bom que essas discussões estão rolando. Sempre vejo isso em blogs do lado oposto, ou seja, um texto a favor da regulamentação e 500 pessoas falando mais do mesmo. Aqui o texto é contra e tem gente concordando comigo e muitas outras discordando, mas dando seus argumentos.
    E é pra isso que serve o blog. Sério… Posts de sequências infinitas de imagens os blogs de design estão cheios. A discussão é o que move.
    Abraços a todos

  17. Roginho, como sempre, suas discussões bombam. Animal!

    Acho que este assunto para mim não faz a menor diferença. Pouco me importa se eu for registrado como operador de micro, jornalista, webdesigner ou diretor de arte. Já fui registrado como diversos tipos de coisas, mas o que vale pra mim é fazer um trabalho decente, que eu acredite, ser reconhecido por isso e ter este reconhecimento convertido em $$.
    Se a empresa me oferecer boas condições de trabalho, realmente não importa o nome do cargo. Cargo é rótulo, e já vi muita gente se gabando ser “Diretor de Arte” e não ter o mínimo de noção estética. Sem dizer que muitos designers preferem um cargo com um nome bonito a ter um bom salário na conta, mas isso é um outro assunto…

    A regulamentação só iria exigir um pouco mais de quem não tá afim de estudar e fazê-lo ter a “obrigação” de se formar, o que também hoje em dia não ia ser difícil, porque tem um monte de gente ruim dizendo que fez “superior” fazendo esses cursos rápidos de 2 anos, pagando 199 por mês (“Aeeeh, eu sou dezainer, tenho diproma!”). Salvo excessões de pessoas realmente esforçadas e sem grana que realmente querem fazer a diferença.

    Bom, o cara que tem base, que sabe, que tem jeito pra coisa, para este não faz a menor diferença se a profissão será regulamentada ou não, ele vai ter trabalho sempre, e quando decidir fazer uma faculdade só irá somar na qualidade do trabaho dele.

    Acho que todo profissional precisa de leitura, de cultura e conhecimento, seja ele designer formado ou não. Quem não lê e não se atualiza com a história do design, de coisas novas que saem, de discutir num bom blog como esse, acaba ficando com um trabalho medíocre, hora ou outra.
    Então acho até injusto regulamentar e tirar a oportunidade de trabalho dos auto-didatas que realmente tem paixão pelo que fazem e acabar dando o emprego na mão de gente formada que só estudaram para ter o diploma.

    Acredito sim que empresas crescem mais os olhos em quem tem uma facu e, de preferência com um bom nome, mas sempre irão olhar o que o cara fez de bom no portifa, mas existem empresas que tb não sabem o que é um bom portifa e vão contratar os dezainers das UNis da vida. Existe mercado para todos os tipos.
    Então, respondendo a sua pergunta Roginho, acho que a regulamentação NÃO resolve. Até que me provem o contrário.

  18. Bom.. eu sou um designer q faz um curso de 2 anos de duração em uma universidade do interior de São Paulo e, sinceramente, não é um curso de alto nível. Tenho professores muito bons e outros que nem sabem encaixar o design na matéria deles. Só na minha sala tem muitos que vão acabar a facul e vão precisar ralar, estudar, ler e pesquisar mto para alcançar patamares altos do design.
    Não me considero um bom designer ainda, mas tenho o apoio de excelentes profissionais da área como o Roger, por exemplo e tenho ainda o privilégio de ser primo do Markito (o Marco Moreira do comentario de cima).
    Eu sempre fui um amante da leitura, aprendi muita coisa antes de entrar na facul e até hoje tenho me dedicado muito à leitura e à pesquisa, até pq o designer é o tipo de profissional q, literalmente, precisa saber de tudo um pouco. Sabemos ainda, que nesse ramo, as lições mais importantes, os conceitos mais inteligentes, e as idéias mais interessantes a gente não saca em sala de aula.
    Com base na minha humilde opnião, no que vejo na minha sala e no mercado por aí, regulamentar não fará muita diferença mesmo, pode ser que mude na parte legislativa e burocrática da coisa criando sindicatos e mais formas de desviarem dinheiro, mas em questão de trabalho, creio que não. Empresários com uma visão curta, nao irão investir em qualidade visual e empresários com ampla visão de negócio sabem da importância de ter um profissional de qualidade para cuidar do bem estar da relação empresa-cliente. Um profissional confiante no seu trabalho nem sequer vai se importar com a regulamentação só vai ser um número de registro a mais no layout.

  19. Que beleza. Adoro quando os comments são mais legais que os meus posts. Deixem-me esclarecer uma coisa: Eu sou sim a favor da faculdade de design, acho muito importante (tanto que fiz e agora faço pós). O que acho que não resolve é regulamentar.
    E o mesmo ocorre pra jornalismo. Discorda? Então me diga: Prefere ler sobre saúde num texto feito por médico ou por jornalista? Acredita mais num treino de academia “feito” pelo jornalista ou por um personal trainer? Acha que uma reportagem sobre alimentação saudável vai ter mais credibilidade se for uma nutricionista ou uma repórter?
    Tem coisas que eu prefiro alguém especializado fazer. E acho que o Jornal Folha de São Paulo também, afinal tem gente lá que antes da caída do diploma de jornalismo já escrevia. E nem preciso falar dos grandes publicitários, todos sem formação.
    Quero deixar claro com isso que nós, formados em design, não somos os únicos com razão no planeta e que pessoas que tem outras formações que resolveram se interessaram por design e estudaram, produziram, também podem fazer um bom trabalho. Mas claro, isso não é uma regra.
    Antes de aceitar ou não o meu posicionamento, o que pretendo com esse post é isso mesmo, fazer pensar a respeito do texto, duvidar, questionar minha opinião. E é assim que acredito que a diferença é feita.
    Abraços a todos,
    Rogério Fratin

  20. Concordo contigo. E acho engraçado que algumas pessoas vêem a regulamentação como a salvação da profissão – “Esse salário é uma piada, se fosse regulamentado não seria assim” ou “Não estou na faculdade para mexer no photoshop, cadê a regulamentação?” – esquecendo que médicos estagiam de graça, e advogados carregam caixas de processo durante os 3 anos de faculdade. As coisas não vão virar um mar de rosas só pq a profissão é reconhecida.

    Sem contar a falta de competência, como foi mencionado no teu texto. Ajudei em um processo seletivo faz pouco tempo, e quem levou a vaga foi um publicitário, pq nos testes NENHUM designer conseguiu realizar o pedido, um trabalho com simples análises de similares, rotina do setor. Eu vou ficar com a vaga aberta por me apegar a um título? Não, vou contratar quem é bom, e ponto.

    Na real, design precisa de muito estudo sim, mas não é a obrigatoriedade de um diploma específico que vai trazer isso.

    Ps: me formo esse ano, não sou uma “micreira”.

  21. Descordo plenamente com a “desvalorização do profissional”.

    Acho que você só analisou pelo fato de ter que estudar para ser considerado designer. Independente do ensino ser bom ou mal, nas demais profissões já funciona dessa maneira.

    Eu vejo uma vantagem na regulamentação. Tenho muitos amigos engenheiros. Como profissão regulamentada, eles saem da faculdade com piso salarial de R$ 3500,00 se não me falha a memória.

    Já observou a patifaria que é o salários dos designers por ai? Eu vejo como algo positivo.

    [ ]s

  22. Olá, Tiago.
    Me desculpe, mas você cometeu um erro gigante no seu comentário. Não se pode fazer comparações de salário x profissões. É incabível. Engenheiros, designers, marketeiros, médicos, vendedores da Daslu, todos tem faixas salariais diferentes. Ou você acha que “só porque está regulamentado” vamos ter salários aumentados?
    Claro que não. Jornalismo era regulamentado e ninguém saía ganhando R$ 3500,00, não.
    E agora, sem regulamentação, não conheço ninguém que tenha sofrido degradação de salário.
    Abraço,
    Rogério Fratin

  23. Sou formado como técnico em design gráfico, com experiência de 3 anos na profissão, o que não é muita coisa mas é o suficiente para eu poder me dizer um designer. O estagiário do estúdio onde trabalho vai se formar dentro de um mês, mas não tem nem de longe o conhecimento prático e teórico que eu tenho. Logo, assumo mais responsabilidades. Seria justo, estando nós regulamentados, que ele após efetivado ganhasse mais do que eu, por ter um curso superior que eu não tenho?

  24. Caro Rogério

    Graças a tua indicação acessei teu blog. Inicialmente quero agradecer tua informação. Aproveito e faço um convite. Vamos analisar teu texto.
    Historicamente convivemos com um processo de divisão social do trabalho. Graças a ele, não por vontade própria de um grupo de trabalhadores, somos compelidos à especialização. A especialização é controversa. Aprimora algumas aptidões e conhecimentos, porém também limita nossos horizontes. Somos compelidos a determinado ofício ou a escolher uma profissão. O que importa assinalar é que essa tendência é histórica não depende de nossa vontade.
    Creio que não é prudente questionarmos o diireito dos astrólogos pleitearem a regulamentação da sua profissão. Graças ao seu empenho conseguiram lograr um objetivo que ainda não alcançamos depois de mais de 40 anos de lutas.

    Mas vamos ao essencial.
    Você tem toda razão quando questiona a baixa qualidade do ensino superior e a expansão indiscriminada de cursos de desenho industrial ou design. Estas distorções constituem um sério argumento contra a regulamentação profissional. Pois podemos estar avalizando o trabalho de profissionais com enormes deficiências. Concordo contigo, à luz da deficiência formação a certificação, ou o diploma, pouco significam.
    Por isto toda vez que colocarmos em discussão a regulamentação da profissão não podemos dissociá-la da defesa da avaliação sistemática e da melhoria da qualidade educacional. O que me parece um equivoco e a postura contrária a regulamentação baseada no suposto de que não temos mecanismos de correção destas deficiências.
    Regulamentar não significa apenas ter um piso salarial, uma nesga de mercado ou direitos trabalhistas, que já estão previstos na legislação atual. Significa, isto sim, a possibilidade de que possamos não apenas aspirar, mas concretizar o exercício de uma profissão com ética e dignidade. Significa construir um patamar e uma visibilidade profissional que não sejam dimensionados por revistas de costumes ou por estratégias meramente publicitárias.
    Também não acho oportuno transformar associações profissionais em alvo preferencial de críticas. Sua débil performance é decorrência em parte de nossa indiferença, de nossa falta de participação e de envolvimento em iniciativas que nos dizem respeito. Ao invés de enfraquecer, devemos fortalecer essas associações.
    Para finalizar, creio que estás juntamente com tantos outros colegas contribuindo para sedimentar uma posição. Estas estimulando a discussão e abrindo espaço para o contraditório. Isto é importante, pois somente por meio do debate, do convencimento e da participação coletiva poderemos atingir um objetivo que seja minimamente consensual.

    Vamos em frente.

    Um abraço

    Wagner

  25. Ok Rogério…. me parece que você é mais um defensor dos profissionais informais, ou talvez seja o próprio!
    Aliás, o Rogério Fratin é um aspirante a jornalista? Se sim, aconselho a embasar melhor seus textos.
    Então tá: Vamos levantar a bandeira “Abaixo a Regulamentação!” e continuar engolindo os hairdesigner, bodydesigner, cakedesigner, makedesigner e FDPdesigner que pagam vintão pro micreiro que também se diz designer fazer um logo e um cartão bem bonito pra eles poluírem o mundo sem nem saber o significado dessa tal profissão que segue nevrálgica e prostituída.
    A propósito: Aqui quem fala é uma designer que pagou por uma faculdade, conheceu mestres muito interessantes e não se arrepende do investimento que fez.

  26. Ser ou não ser um profissional formado?… eis a questao.

    eu sou designer (nao formado) a algum tempo, e dou suporte para minha irmã q ta fazendo curso de designer, ela me pergunta coisas q eu sempre fiz mas naum sabia q era tão importante para um curso.
    Intaum eu digo, ser formado naum te faz um Profissional experiênte.

    Conhecimento não é experiência.

    Conhecimento vem na prática, coisa que eh fundamenta para um designer, é muito mais valoroso um portifolio doque um certificado.

    Concordo com o Rogério Fratin, mas apoio o a formação profissional, para valorizar mais o “conhecimento”, não q seja fundamental, mas é importante.

    Parabens pelo post, muito bom!
    Falow!

  27. Muito Interesante o texto, mas a regulamentação é uma simples separação do Joio e do Trigo.

    Devemos lembrar que uma profissão regulamentada inibe a ação dos Picaretas e oportunistas que não tem qualificação, a ação destes que se dizem “profissionais” estragam a reputação dos que se dedicaram e se dedicam constantemente em busca de ser um PROFISSIONAL com bom nome no mercado, aquele profissional que se dedica verdadeiramente ao cliente e traz resultados!

    Acho também que a melhor forma é avaliar o trabalho do Designer baseado em seu portfólio, porem quantas cópias oriundas de portfólios alheios não existem por ai Heim!? eu mesmo já vi vários!!

    E quantas oportunidades perdemos por não estarmos registrados, pois se quer podemos participar de licitações!! enquanto isso vamos ficando no submundo das artes, nos guetos das agencias… Etc, etc, etc…

    Agora me respondam!?

    - Alguem aqui entregaria sua vida a um profissional que se intitula Médio e nem se quer tem um CRM??
    - Entregaria uma causa a um outro que nem terminou o curso de Direito e se diz Advogado ou se quer nunca chegou perto de ser aprovado na OAB??
    - Pediria para alguem construir uma casa sem ter um registro no CREA??

    Ops! Acho que não, então pensem nisso pois nosso mercado é altamente poluído e prostituído!!

    Liberdade de idéias, ações e pensamentos para todas as coisas eu concordo, mas sou muito a favor de controle e é por isso que temos os governantes que temos!! FALTAM CONTROLE e REGULAMENTOS CLAROS!!

    A peleja é grande, sei disso mas é uma coisa que devemos analizar com muita vontade!!!

    Abraço a todos

  28. Há pouco tempo fiz uma postagem indo pelo mesmo caminho que vc tomou em seu post, mostrando que não é a faculdade que faz um profissional e o porque não temos que nos preocupar com isso (regulamentação não faz nenhuma diferença!)
    http://tudibao.com.br/2010/03/porque-nao-se-preocupar-com-os-micreiros.html
    Os que estão “preocupados” em querer ter seus diplomas reconhecidos e seu espaço no mercado, dediquem-se a estudar (de fato, e não no faz de conta das atuais faculdades), dedicar-se ao portfólio e em desenvolver um bom trabalho.

  29. Valéria Dias

    Você discursou muito bem a respeito da história e fez bem ao defender nossos direitos (apesar da agressividade), contra essa “suposta” falta de respeito do amigo, que generalizou e foi mal informado, a respeito do povo brasileiro e sua história.

    Primeiramente peço licença e desculpa a todos, uma vez que, o assunto não é história. Mas é importante elucidarmos e corrigirmos alguns pontos.

    Os portugueses não vieram para cá fugidos, já havia um plano a muitas e muitas décadas (quiçá secular) de transferir a coroa portuguesa para sua colônia. Não foi simplesmente o ultra-poderoso Bloqueio Continental Napoleônico que determinou isso. Vide: A utopia do poderoso império Portugal e Brasil: bastidores da Política, 1798-1822 / Maria de Lourdes Viana Lyra – Rio de Janeiro: Sette Letras, c1994.

    E foi justamente, essa transferência para cá que impulsionou e diferenciou o Brasil das demais colônias de exploração latino americanas.

    A História dos EUA tem seus prós e contra como a história de qualquer povo. Lá ninguém foi santo com a população nativa. Os americanos destruíram, reduziram e combateram seus ameríndios tb. Os negros não tiveram tanta liberdade e muito menos religiosa por lá e estou falando das colônias de povoamento.

    George Washington nunca pertenceu às camadas baixas. Era Aristocrata, nobre e possuía uma rica propriedade privada. O que não impede de dizer que foi um magnífico presidente: como eu queria um George Washington por aqui!!!!

    Posteriormente é muito fácil falarmos de democracia, liberdade e dignidade americana quando o mundo assistiu e assiste a essa cronologia bizarra. Preferi não citar atrocidades antes da II Grande Guerra, fui bonzinho rs.

    1945 – EUA lançam sobre civis duas bombas atômicas no solo japonês.

    Em Hiroshima são contabilizados 150 mil mortos na hora.

    Em Nagasaki são 70 mil seres humanos com a vida ceifada.

    Declaração do presidente estadunidense Truman em 1945.

    “… Agradecemos a Deus pela bomba ter vindo a nós ao invés de nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usá-la a Sua maneira e com Seus propósitos…” .

    1953 – EUA derrubam Mossadeq, 1ª Ministro do Irã e colocam Shah como ditador.

    1954 – EUA derrubam Arbenz, presidente da Guatemala. 200 mil civis são mortos.

    1963 – EUA apóiam assassinato do presidente Sul-vietnamita, Diem.

    1963 – 1975 – Exército Norte-Americano mata 4 milhões na Ásia.

    31 de março de 1964 – A Casa Branca apóia e financia o Golpe Militar no Brasil. O então Presidente João Goulart é derrubado e a ditadura se instala. No decorrer do regime centenas de pessoas são assassinadas, desaparecidas e exiladas.

    11/09/1973 – EUA armam um Golpe de Estado no Chile. Onde o presidente Salvador Allende é assassinado.

    O ditador Augusto Pinochet assume. 5.000 chilenos são assassinados.

    1977 – EUA apóiam o governo militar de El Salvador. O resultado são 70 mil salvadorenhos mortos e 4 freiras americanas.

    1980 – EUA treinam Bin Laden e terroristas para matarem soviéticos. A CIA investe US$ 3 bilhões nos extremistas.

    1981 – Governo de Reagan treina e financia o exército Contras. 30 mil nicaragüenses são mortos.

    1982 – EUA dão a Saddam Hussein armas para combaterem iranianos.

    1983 – Casa Branca dá armas ao Irã p/ matar iraquianos.

    1989 – o Agente da Cia, Manuel Noriega (presidente do Panamá) desobedece as ordens de Washington D.C. Os EUA invadem o Panamá, derrubam Noriega e deixam um rastro de 3.000 mil civis mortos.

    1990 – Iraque invade o Kwait com armas norte-americanas.

    1991 – EUA invadem o Iraque e Bush reempossa o ditador do Kuwait.

    Milhares de civis são mortos na Guerra do Golfo Pérsico enquanto eu me divertia com meus Comandos em Ação.

    A ONU estima que 500 mil crianças morram no Iraque devido as sanções.

    E falando em Design, Rogério Frantin achei muito produtivo seu post. Muito bem discursado seu ponto de vista. De qualquer forma, fico com a conclusão da Luciana Ruivo:

    “O bom da regulamentação é um sindicato para a nossa área. O respeito com os profissionais. Um piso salarial justo e comum à maioria das empresas.
    Pra ter a regulamentação da profissão e não ter nada disso, não vale a pena.
    Que fique como está.”

    Abraço

  30. Caro Daniel,
    Tal agressividade foi explicitamente contra o argumento de que brasileiros são vadios, vagabundos. Não havia a intenção de criar um “campeonato” sobre conhecimentos gerais, neste blog sobre design, sé é que você me entende.
    Você, que gosta de história, como eu, deve saber dos conceitos de vadiagem, colocados pela corte, logo após a lei áurea. Era sobre este ponto de vista que eu estava falando.
    Mas, se quiser debater história, sem control c + control v do google, me mande um email palestraartacho@gmail.com
    Vamos respeitar o foco deste blog, não é mesmo?

    abraços,

    Valeria

  31. Gente, eu nunca fui buscar nem meu diploma depois que saí da faculdade…

    Duvido que o panorama atual mude um picolitro com regulamentação da profissão.

    Abraço.

  32. Desde que me formei (e faz tempo, galera) eu ouço essa ladainha.
    Pra ser sincero, passei vários apuros na carreira, mas nunca concorri com micreiro. Se a empresa quer pagar 20 pila numa identidade, melhor não ser meu cliente.
    Já esbarrei com gente talentosíssima e super-profissional que me ensinou muita coisa e não tinha diploma.
    Mas esbarrei com muito mais designer formado que trampa a troco de camiseta e não tem talento nenhum.
    Quem contribui mais com a profissão?

    E quanto a ser sindicalizado: DEUS ME LIVRE.

  33. Concordo totalmente.

    Sabe pq? Pq regulamentar NAO VAI acabar com os ditos “micreios” que o povo tão ama odiar.

    Eu não dou a mínima para eles. Uma vez um cliente veio me pedir um trabalho, eu pedi algo em torno de R$1.200 e ele mandou um “mas eu achei um cara que faz por R$250″.

    Disse pra ele então fazer com o cara, tudo bem…mas ele respondeu “mas ele não tem a mesma qualidade que você”. Foi aí que respondi: “Sim, por isso que ele cobra 250 e eu 1.200″.

    É como vc falou na outra materia: Se quer concorrer com um micreiro num trabalho de 100 conto…tá ruim a coisa pra vc hein?

    “Sobrinhos” existem em TODAS as profissões, inclusive nas regulamentadas. Sem tem “um amigo”, “um conhecido”, etc. Se vcs acham que isso não rola na Engenharia, Arquitetura, etc estão redondamente enganados.

    E concordo com o Daniel Dias: Só seria bom se realmente tivesse um Sindicato para nós. Pq, francamente, o sindicato das agências de publicidade e nada é a mesma coisa.

    Ou quantos de vocês receberam todas as horas extras que fizeram, tiveram os descansos corretos (Por lei, quem trabalha com publicidade tem direito a 1:30 de almoço, mas poucos sabem ou executam isso).

    No final, o que me interessa quando procuro alguém pra minha equipe é SE O CARA É BOM NO QUE FAZ. Só isso.

    Pq não adianta eu pegar uma pessoa com formação cara…que me deixa na mão e eu tenho que refazer tudo.

  34. Regulamentação da profissão só quer dizer uma coisa: Você vai pagar mais imposto!
    Você vai ganhar um belo código numérico, que vai ser estampado ao lado da palavra “categoria” em sua carteira de trabalho, ou em sua nota fiscal. E esse código vai estar atrelado a um percentual de imposto que vai fatiar o seu honorário.
    Alias Contabilidade é uma profissão regulamentada. E você OBRIGATORIAMENTE precisa do código deles pra emitir sua nota. Nada que vc não faria com matemática da quinta série e um pouco de paciência.
    A tua vó precisa pagar mais imposto pra te fazer um bolo gostoso daqueles? Precisa ser confeiteira formada?
    A experiência e o seu conhecimento dizem o que você é. Diploma não serve nem pra limpar a bund* que a gramatura não atende à função.

  35. Concordo com sua linha de pensamento e apesar de ser designer formado não acho que o diploma seja essencial. O curso é bom para bagagem teórica, dependendo da faculdade feita. Gostei muito da faculdade que fiz principalmente pelo conhecimento que obtive. Nunca tive sequer uma aula em frente ao computador. E isso foi muito bom!

    Mas gostaria de fazer uma ressalva no texto, apenas na parte em que diz: “Ainda acha que regulamentar resolve? Nem a ADG briga por isso. Sei que isso dá “pano pra manga”.”

    E desde quando a ADG representa a categoria? Pelo que sei é um instituição falida, atrasada e sem a mínima noção da realidade do mercado de design no Brasil. Haja vista pela sua tabela de preços que muitos adotam como parâmetro. O quê é aquilo? Totalmente fora da realidade.

    Os que esperam pela regulamentação do profissão não podem contar com uma instituição como a ADG que não se organiza e, principalmente, não se atualiza.

  36. Generalizando, já que todo mundo que fez faculdade é ruim, eu acho que todo mundo que não fez faculdade teve ter tido inveja de alguém que o pai pagou…. generalizações são tolas.

    Ridiculas até. Não digo que esse texto é ridículo, porque não sei de onde ele foi embasado. Se for do achismo, é ridículo. Se foi embasado na proposta atual de regulamentação, é estupidamente equivocado.

    Agencias de publicidade participar de concorrencias públicas de acordo com a Lei das Licitações. A publicidade está nos comendo pelas bordas!!!! Literalmente, o design grafico deixará de existir e somente teremos a publicidade fazendo tudo no futuro.

    No outro lado: a proliferação de cursos de curta duração, sem nenhum controle (Só em 2009 mais de 100 cursos de design deram entrada no INEP/MEC). Não há nenhuma instância que controle este descalabro. Tente abrir um curso de arquitetura ou de engenharia e veja o que o CREA diz. Quanto ao controle do profissional: mesmo com seu diploma em Direito, somente com a prova da OAB você se torna advogado, de outra forma não pode exercer a profissão. Somente com a “carteirinha” é que ele pode defender alguém ou iniciar um processo na justiça. Somente com ela você é um arquiteto ou engenheiro pleno e isso não mudará nas proximas decadas neste país!!!!.

    No caso dos nossos designers de produto: somente com o registro profissional ele pode ser responsável pelo que projeta, pois assim tem o direito de assinar uma ART, a famosa Anotação de Responsabilidade Técnica, unico documento reconhecido pelo Estado que legitima uma criação, no caso de licitação ou concorrência. Hoje temos que recorrer a técnicos de nível médio, a arquitetos ou a engenheiros para cumprir essa exigência e assinar por nós, repassando a eles um obrigação e competência que é nossa. Temos sido banidos do campo do design aeronáutico, por exemplo, dominado pelos engenheiros, por não termos um CREA. Devemos continuar assim?

    Concordo que existem outras opções, a desregulamentação, a autoregulamentação ou mesmo o “deixa prá lá” reinante. mas quem tem corrido atrás de trabalho ou emprego, especialmente no ambito do Estado, tem sentido na carne as dificuldades de conseguir opções decentes. Sem falar em planos de carreira em estatais e no poder público, onde só somos reconhecidos pelo Imposto de Renda na hora de cobrar o que devemos. O mercado e o senso comum (ou mesmo a “competência”) não pode e nem está resolvendo tudo.

    Encarar a Regulamentação como reserva de mercado é muito limitante e contempla apenas um aspecto, que pode ser minimizado, como o foi no projeto de lei que foi elaborado pelas associações e que estamos submetendo ao Congresso. No momento o que necessitamos é ter associações fortes, com um numero expressivo de participantes e que criem uma amalgama que nos una e torne nossa atuação possivel e presente no mercado e na sociedade. A Regulamentação é uma das bandeiras a ser conquistada. Temos que ter o direito que outras profissões já tem, há muito tempo, que nos tornará uma profissão plena, o que não somos até agora. Especialmente se o pais retomar o caminho da industrialização, abandonado por opção politica e economica mas que não demora!

    Já enfrentamos divisões demais, a provocada pela discussão da Regulamentação só nos prejudicou. A partir da minha condição pessoal de batalhador por ela nestes ultimos 20 anos, peço que reflita melhor e nos dê uma chance e revendo sua posição.

    … quase copy paste inteiro da opinião (adaptada) de um tal de Freddy Van Camp

  37. Mas que coisa bonita isso. Uma das propostas desse blog é de não ter apenas imagenzinhas bonitas estilo “60 sites vermelhos incríveis”, que também são legais de ver, mas ando percebendo que isso acontece mais do que deveria. A ideia é fazer pensar, indepentende de contra ou a favor da minha opinião.
    E só pra frisar novamente: Sou totalmente a favor de cursos superiores, tanto que hoje faço pós-graduação. Sõ não acho que regulamentar resolva.
    E Ed, você falou de advogados, arquitetos… Cara, me desculpe, mas acho que você precisa embasar também seus comentários, assim como disse pra mim. Advogado com “selo OAB de qualidade” é o que mais tem. Médico “autorizado” a exercer. E me diga, nunca precisou ir em mais de dois médicos atrás de algum que não te falasse abobrinha tamanho mostro? E os jornalistas, até um ou dois anos atrás, todos eram extremamente qualificados? Já falei num comentário acima e agora “repito”:
    Agora, imaginem como seria uma prova pra designer estilo a da OAB. Não dá, cara. Seria como querer fazer o mesmo pra formados em artes plásticas. “- Eu só compro quadros pra minha sala de pessoas formadas”.
    Ainda não li nenhum comentário que me fizesse mudar de opinião. Se alguém conseguir, posto uma errata do blog numa boa.
    Obrigado a todos. Tem mais texto nesses comentários do que no meu blog todo de post!
    Abraço!
    Rogério Fratin

  38. O lance não é você mudar de opinião e sim de atitude em relação ao coletivo de pessoas que querem seguir e seguem essa profissão.

    Não vou falar no quesito do incentivo ao estudo, mas vamos falar de não termos uma regulamentação.

    A situação sem regulamentação está boa para todos ? Existe uma ética saudável entre os profissionais que faça existir um constante busca de aprimoramento?

    Quem é contra a regulamentação, além de reclamar da regulamentação, se juntou ou apresentou algo que ajude os profissionais, estudantes ou instituições?

    Faça pesquisa e veja os números de quem é a favor e de quem é contra. Veja as ações reais, até da ADG (vc foi lá ver o que os caras fazem? Investigou se os caras não fizeram nada para o coletivo dos designers?).

    Reclamar e “me venha com argumento pra ver se eu mudo de opinião” é fácil. Vá você atrás de informação correta e direta da fonte.

    Não tenho que mudar a opinião de ninguém. Tenho sim que ter uma postura coerente para o aprimoramento da profissão aqui no Brasil.

  39. Pára tudo!
    O Sr. ED lançou uma questão interessante aqui. Alguém sabe qual é a proposta de regulamentação vigente? Existe alguma?

  40. James, concordo contigo. O ED levantou uma boa bola.
    ED, só uma coisa, percebo uma certa falta de paciência da sua parte no último comentário. Não é pra brigar que serve meu blog, não. É pra discutir, refletir, apenas. Vi que acima o povo se exaltou, mas tudo bem. Aliás, já que você falou dos números, dados e afins, gostaria de saber o que você levantou para sustentar suas opiniões. Gostaria de saber também sobre seu parágrafo “Quem é contra a regulamentação, além de reclamar da regulamentação, se juntou ou apresentou algo que ajude os profissionais, estudantes ou instituições?”. Se você é a favor e defende a causa, o que faz a respeito além de comentar em blogs que promovem essas discussões?
    E lá vamos nos de novo!
    Abraços e obrigado a todos,
    Rogério Fratin

  41. Pessoal,
    Perguntas ao vento para refletirem sobre. A profissão de publicitário nunca foi regulamentada.
    (1) A publicidade brasileira (discutivel ou não) é considerada a melhor do brasil – regulamentar não influencia na qualidade.
    (2) Inicio de carreira é dificil pra todos, ancorar-se em um “piso salárial” não é solução – quantos fazem estágio de graça para garantir a tão exigida experiência?
    (3) Quem é bom (tem bom portfolio) consegue se destacar sempre e ter seu lugar ao sol – se sua empresa não valoriza seu trabalho, deixa de ser acomodado e ganhe o mundo. Existem locais sérios que valorizam bons profissionais.
    (4) Até jornalismo (pasmem, quase todos os que conheço creem-se superiores as demais profissões) foi desregulamentada… e poucos se queixaram.

    Talento sempre sobressai. Se as pessoas não fossem tão acomodadas, não precisariam se ancorar em tais questões.

    Se você não está seguro, se vira.
    Se está insatisfeito. Seja mais empreendedor – o mundo tá cheio de desafios e oportunidades…

  42. O conceito de vadiagem ficou vago, me desculpe.

    Concordo e aplaudo tudo o que vc falou a respeito da educação e sua defesa em prol do brasileiro, porém, eu quis expor algumas questões históricas com mais detalhes apenas, elucidando, assinalando, complementando ou corrigindo o que foi posto por você.

    Falou de colonização, enalteceu os EUA, depois de fuga da Corte, agora da culpa do Império…

    Este se dissolveu pouco tempo depois da Lei Áurea e é fato que ele realmente não se preocupava com a “plebe” e muito menos com o resto do país.

    Porém, é muito fácil culpar um Império sendo que a República (Velha ou Nova) nada fez pelas camadas baixas. E isso ocorre em todos os países, com atenuantes de desigualdades entre cada um deles.

    Por favor, não use essa velha “alfinetada orkutiana” [sic] de que todo mundo que contrapõe ou corrige sua idéia ou discurso, usa ctrl c + ctrl v. Soa presunçoso demais, entende?

    E apresentar um e-mail para tentar solucionar um problema de debate sem Google é meio paradoxal, não acha? Rsr. Se a pessoa não for honesta ou não tiver segura do assunto ela vai usar tal ferramenta, seja por e-mail, sites de relacionamentos, blogs etc. Não é o meu caso!

    Eu ainda leio livros e dos bons, vejo documentários, baixo pdf aos montes, pesquiso, estudei e estudo. E digo que não precisa ser nenhum historiador para saber que eu parafraseei Michael Moore, quando montei essa Cronologia dos EUA, só acrescentei um pouco utilizando conhecimento pessoal e munido de alguma crônica do livro do Dr. Niemeyer, ao qual tive a honra de conhecer e estagiar durante 8 meses na Galeria de sua filha.

    De qualquer forma, ficam aqui minhas desculpas e um pedido a todos. Não se irritem facilmente, não ofendam…Esse fenômeno de ser valente somente atrás do PC tb dá no saco, assim como os ctrl c e ctrl v da vida.

    O indivíduo não pode expressar uma idéia que a pessoa vem com cinco pedras na mão, não pode elucidar alguns pontos que é burro e intitulado de copista…

    Nesta sociedade Tiradentes: esquartejada e dilacerada; eu não encontro nenhum valente frente a frente, ao vivo (não mais). Os valentes são cibernéticos tsc tsc.

    A propósito, regulamentar ou não regulamentar; eis a questão hehehehe

    Sem mais!

    Abraço

  43. dois pesos e duas medidas.

    Pode ser falado mal contra a regulamentação e não pode falar mal do contrário.

    Eu tenho que responder suas perguntas e você não responde as minhas.

    Sobre o novo projeto da regulamentação, Google tá aí e creio que quem é a favor vai ficar contente com o andamento da coisa.

    Não tenho que falar sobre meu currículo em prol do design. Cada um sabe do seu e o que não acho nada certo é falar sem ter visto e entendido que muito do que se fala é afobação e generalização.

    Um regulamentação muda algo no sentido da base da profissão, só aí. Se o cara vai fazer algo de bom com carreira ou não, isso depende de cada um. O que se busca é uma norma com requisitos mínimos para atuação na área.

    Muito provavelmente aparecerão outros problemas. Como muitos dizem, não vai solucionar definitivamente nada, mas eu não entendo como um incentivo ao ensino, possa ser prejudicial. Uma regulamentação é apenas 01 (um) passo a ser dado.

    Outro ponto a salientar, que as pessoas diretamente envolvidas para a confecção do projeto e que estão correndo atrás, são designers renomados, alguns com mais de uma década atuando na área.

    Esse povo não luta por salário, esse povo não são um grupo de playboizinhos que acabaram de sair da faculdade. Esse povo briga por uma tentativa de ajudar a classe.

    Isso que indigna esses pronunciamentos de “seja bom e você não terá problemas com micreiros”. Regulamentação de uma profissão não envolve isso.

    Não envolve ver o umbigo e proteger ele. Envolve ter direitos e deveres para que os melhores tenham como realmente provar que são melhores.

  44. Eu sou completamente contra a regulamentação. Acredito que muito do design, tanto de produto com gráfico estão muito mais em função do talento do profissional em questão que qualquer coisa. Regulamentar também vai arruinar as diversas metodologias para se chegar ao resultado final, prerrogativa de raríssimas profissões, dentre as quais o design. Eu não usei e não uso certos meios consolidados pela maioria e nem vou usar porque eles atrapalham o meu processo criativo, mas se o design de produto fosse regulamentado, eu não teria escolha, aliás, não só teria que usar uma metodologia imposta por terceiros como deverei prestar conta à uma ISO da vida nos exames de homologação.

    Bem coletivo? Bem coletivo faz o designer que finaliza um produto de bom design, não algo medíocre que cumpriu religiosamente uma metodologia científica que só devorou o prazo de desenvolvimento. A parte técnica de ambas as profissões é muito recomendável que o designer domine, no entanto, não é ele se encarregará disso. Eu e mais dois amigos do trabalho desenvolvemos um aquecedor e um ventilador está na mesa do Diretor Presidente para aprovação. Todos nós conhecemos todos os processos para desenvolvimento, tanto de ferramentaria como o 3D e materiais, mas nossa responsabilidade se limitou ao modelo 3D para os projetistas mecânicos, os quais assessoramos ao longo de toda a engenharia, nesse ponto os processos de certificação e de qualificação profissionias que regeram foram os da Engenharia Mecânica e não do designer de produtos. Eu sou doidinho por aprender novos meios, novas metodologias que irão ser proveitosas para mim, mas jamais aceitaria trabalhar em alguma imposta por quem não sabe como minha cabeça funciona. Se eu pensasse o oposto, não teria sido um designer.
    Eu tô contigo e não abro Rogério!

  45. Daniel, aguardei o seu email, no entanto, não o recebi. Pedi para que você o me enviasse para que parássemos de discutir história em um blog de design. Os meus argumentos foram em defesa do povo brasileiro, pois me senti ofendida, como tal. O conceito de vadiagem você pode encontrar em seus bons livros de história, ou , até mesmo no google. Fiz uma busca e aqui está um link para você compreendê-lo melhor. http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4278
    Quanto ao enaltecimento dos EUA, você está enganado. Eu não o enalteci. Só disse que a formação norte americana não foi exploratória com o seu próprio povo quanto à brasileira. Você deve saber: é a “América para os americanos” Este é o ponto. É só reler o meu texto.
    Agora, mais uma vez, se quiser debater história, estou à disposição, por email (isto sim é dar as caras!) e não por aqui, pelo amor de deus…
    Tenho mais o que fazer, abraços,

  46. Temos alguns polemistas aqui. Hilários.
    Um pede números, deve ser um psdbista, para achar que só tem opinião quem lança um xv ou yz % a cada frase que diz. O outro tem complexo de Michael Moore e não pode ver um coitado falando de um mísero ponto em favor dos Estados Unidos, que já dispara um monte de abobrinhas chupinhadas do google. E ainda diz que lê bons livros de história. Como pode se nem sabe ler o comentário da menina?
    Rogério, se eu fosse você dava milho pra esses galinhos de briga…hahahaha
    Valeu!

  47. quem nasce pronto não precisa de formação autodidata digamos, diploma só forma, mas não inspira, tenho 25 anos de careira nunca fiz curso algum e tenho uma vasta carteira de clientes e trabalho bastante. Lupercio

  48. Eu concordava plenamente com você. Até mesmo por ser uma designer que não se sente merecedora do nome no diploma. Por ter me desencontrado no curso e descoberto que não queria ser designer. Eu tenho diploma, e não sei fazer um projeto de produto.

    Mas me deixei convencer por um argumento que conheci há bem pouco tempo, no blog da Lígia Fascioni. Eu nem vou me alongar muito aqui, falei sobre a regulamentação nesse post:
    http://wp.me/pBiUk-6l

    Defendo a regulamentação nesse aspecto, com prova como tem na OAB, e sem restringir a atuação profissional ao diploma. Talentosos que tenham vasta experiência também podem estar regulamentados, assim a coisa fica bem mais justa.

  49. concordo completamente.

    indo mais a fundo na questão dos cursos “picaretas”, isso só daria mais dinheiro para faculdades que não têm um real compromisso com a educação (só com a mensalidade).
    estudo comunicação social e acompanhei o processo da não obrigatoriedade do diploma em jornalismo. o coordenador do meu curso (ufmg), tranquilo, falou algo que não me saiu da cabeça: no final das contas, quem tem diploma, quem fez um curso de graduação de qualidade, vai conseguir os empregos. pelo simples fato de trabalhar bem. agora, diploma nenhum vai salvar a vida de quem não tem interesse em ser um bom profissional. por isso tanta gente se forma e acaba trabalhando em outra área.

    cursei 2 anos de design gráfico na uemg e fiz intercâmbio na bauhaus-universität weimar por um ano, na faculdade de design gráfico. mesmo na tão aclamada bauhaus, vi trabalhos terríveis. e outros absolutamente impressionantes. colegas de classe da uemg se formaram com trabalhos que me envergonham como designer. e outros me inspiram profundamente.

    não é o diploma que faz o profissional. é a vontade e o empenho em trabalhar bem.

  50. Concordo em partes…Por outro lado a regulamentação faria com que a profissão fosse mais respeitada e não existissem todos os tipos de “designers” encontrados no google (designer de bolos é o uó!) Eu levo a faculdade a sério e não estou só gastando o dinheiro dos meus pais. Então quem se ferra pagando a facul, estudando que nem louco além de trampar que nem camelo não deve ser considerado? eu acho que quem tem talento natural, se fizesse uma faculdade boa(claro q o Brasil em que vivemos não da chance pra todos, infelizmente é o sistema que tem q mudar) só teria a acrescentar, a pesquisa e a teoria não devem ser jogadas no lixo.
    Valeuuu

  51. Eu vejo por outro lado, de um certo ponto até concordo com você. A ADG deveria ter uma atuação mais ampla e profunda com relação a regulamentação.

    Quanto a essas pessoas que você mencionou, que irão achar que são artistas e tal por ter diploma…caso o curso de graduação realmente for de qualidade, elas não vão conseguir concluir o curso…é assim com todas as pessoas que esperam algo, e no fim percebem que o negócio é bem diferente.

    Eu luto e apoio pela regulamentação, chega de um biólogo, contador meter a bronca nos trabalhos. PIOR um cara que pede pro seu filho (a) com menos de 17 anos realizar um projeto de marca etc…

    A regulamentação irá resolver em 85% essa baderna.

    Mas antes precisamos nos unir através de associações, expor nossas ideias, projetos, quebrar barreiras entre nós mesmos.

  52. Rogério, queria ver se tu tens coragem de confiar tua saúde à um curandeiro, inves de um médico! ou se tu deixarias tua casa na mão de um pedreiro qualquer ou na mão de um arquiteto! Por favor, antes de comentarem sobre regulamentação, pesquisem sobre os projetos de leis já apresentados e teçam seus comentários, não façam isso por pura ignorância e pré-conceito. Outra, responda-me se com a regulamentação de medicina e direito, acabaram-se os cursos precários de direito e medicina? existem vários por aí!!!
    voces distorcem a quetão da regulamentação. Confesso que parte de ssa culpa, é da galera que tem medo de perder mercado. Mas a questão é outra. A questão é que existe projetos irresponsáveis com o usuário, sendo que ninguém reponde por essas irresponsabilidade. Se voces acham que o design não tem tanta relevancia assim, que pode ser feio por qualquer um, voltem pra academia ou saiam dessa profissão, pois voces não entenderam nada do que é design.

  53. Olá, Nei Lima. Cara, acho que houveram algumas distorções na interpretação da sua parte (ou até da minha quando escrevi). Médicos, advogados, veterinários e afins precisam sim dessa “autorização” para trabalhar, e mesmo assim tem um monte de picareta na área. Aliás, picareta é o que não falta. Eu sou totalmente a favor da ACADEMIA de design, de bons cursos de pós-graduação, mestrado, enfim, tudo isso. O que não sou a favor é da obrigação. O tiozinho da padaria não vai ter grana pra pagar um designer regulamentado pra fazer o projeto visual do saco de pão dele escrito “volte sempre”. E agora, também nem me importa. O que eu acho que carece é de grandes empresas não chamarem qualquer um pra fazer seus materiais. Um dia desses recebi um folder de apartamentos a partir de 500 mil reais de uma grande construtora e que, visualmente, eram tão ruins quanto o saco de pão. Acho que agora é hora DESSES caras grandes perceberem que design é necessário.
    Se tem médico e curso ruim por aí é porque é obrigatório. Esse é o motivo. Vou fazer por fazer. Vou fazer pra ter diploma. E é isso que acontece com design. Não quero que entre nisso, entende?
    E quanto a voltar pra academia, vou sim. Pra fazer outra pós e talvez, um mestrado.
    Obrigado pelo comentário.
    [ ]s!

  54. Rogério, a questão é que, mesmo com a regulamentação, não vai acabar com esse mercado do tio da padaria. Sempre vai haver espaço para quem faça esse serviço mais barato, são serviços simples. Isso acontece na contabilidade, áreas da arquitetura, educação física e outras. O que devemos é oferecer meios para o consumidor ou usuário e os profissionais sérios se protegerem contra os projetos picaretas. Vão sempre existir projetos de design simples, que serão oferecidos a preços menores e por pessoas que se acham capacitadas ou até mesmo as capacitadas. O problema que esses casos são uma parcela bem pequena perto dos prejuízos que a sociedade pode levar com a bagunça da profissão. O reconhecimento só vem na medida em que se conhece a profissão e o esclarecimento que se tem dela, tanto dos benefícios, quanto dos prejuízos. E se não temos uma profissão, como poderemos falar dela. Imagina a situação do cliente perguntar o que é design e quando custa para um profissional e um curioso que se mete no deign?

    Mas o principal ponto que eu quero colocar é que em vez de ficarmos no achismo, temos que por tudo isso em discussão e ver qual é a melhor saída.

    abraços e me desculpe se pareci agressivo na primeira resposta, pois eu acho que fui!

  55. Isso é discurso de quem nao tem formação.
    Além de TODA a bagagem cultural, teórica e (ok) prática que a faculdade fornece (ou incita) a regulamentação só traz benefícios como piso salarial, Conselho forte, Diminuição da exploração e, tvz, possibilidade de se cobrar por trabalhos que vc coloca em concorrência pública.
    Enfim, as vantagens sao inúmeras.

    Acha que nao? Quer continuar nessa defesa fraca? Te dou dois exemplos: Tente fazer um projeto arquitetônico sem ser arquiteto ou melhor, tente assinar uma revista sem ser jornalista.

    Enjoy!

  56. Olá, Barão.
    Obrigado pelo seu acesso comentário. Na verdade eu questiono o contrário no post. Me mostre uma vantagem em ser regulamentada. Sindicato? O dos jornalistas, por exemplo, é um fiasco. Dicídio de menos de 5% ao ano. A Folha de S. Paulo, por exemplo, contrata não-jornalistas tem muito tempo, e eles assinam normalmente.
    Me responda, por favor: Você prefere ler sobre saúde e malhação com um jornalista falando ou com um médico/profissional de esportes falando?
    E o piso salarial… Ah… Veja quanto é o piso dos jornalistas. Desculpe, não ajuda em nada.
    E só pra responder a sua primeira afirmação, eu tenho faculdade, cursei pós e sempre faço cursos de especialização em assuntos específicos. Agora, por exemplo, faço shodô (escrita japonesa) para trabalhar, posteriormente, com tipografia.
    Um abraço!
    Rogério

  57. Oi, Luiz Zamboni, tudo bem?
    Rapaz… olha, achei bem tentador o jeito com que o autor escreveu texto que você passou, mas repare, ele não fala de ensino como citei, nem das trocentas faculdades que abririam com cursos porcos, nem de sindicato… Levantei diversos problemas na regulamentação, não somente esse da padaria que você citou.
    Além disso é bem “fácil” imaginar como seriam as coisas num mundo ideal. Acho essa uma visão muito “conto de fadas” pra realidade que temos.
    E ainda sigo com a minha opinião.
    Obrigado por colaborar com essa ótima discussão.
    Abraço!
    Rogério Fratin

  58. Olá Rogério, como vai? Achei bem interessante a sua visão, porém não me convenceu em alguns aspéctos, apenas pelo fato de que se a profissão for regulamentada o que continuará valendo ainda será o portfólio. Nada nada iria se perder, profissionais sem formação e que são ruins iriam desistir ou fazer uma faculdade por obrigação, alguns deles poderiam se “converter” em profissionais melhores, outros não.
    Profissionais informais que são bons, conheço alguns, iriam fazer a graduação por obrigação, mas com certeza fariam com muito gosto e dedicação por já gostarem da profissão, podendo se tornar profissionais ainda melhores. O que realmente poderia ser positivo é que poderia existir um maior controle sobre as faculdades e universidades que ministram o curso, talvez uma prova posterior a graduação como é feito em diversas profissões, para separar o joio do trigo. Com relação a sindicato e outras partes burocráticas, existem grandes diferenças entre sindicatos de bancários, por exemplo, e o relativo à nossa profissão que seria super light, sem greves nem pressão, seria como uma representação formal da classe, parecido com a ADG, que ao meu ver não causa grandes danos a profissão. Enfim, na minha opinião a regulamentação da profissão abre portas para possibilidades bastante interessantes.
    Abraços
    Peterson Silva

  59. Aí pessoal!
    Sou advogada, mas não tenho diploma…
    Sou médica, mas também não tenho diploma…
    Sou contadora, mas também não tenho diploma…
    Leio MUITO…sou ESFORÇADA… APRENDO RÄPIDO!
    Se precisar de atuação na área jurídica, contrate-me!
    Se precisar de uma contadora pra sua empresa, contrate-me!
    Agora de fato, se você precisar passar por uma intervenção cirúrgica, seja ela qual for, CONTRATE-ME!
    Mesmo não tendo um diploma, vamos ver quem tem coragem?
    Os interessados deixem recado que eu retorno assim que possível.

  60. Ainda continuo com minha ideia. E rebato, utilizando da mesma ironia:

    Aí pessoal!
    Sou designer porque tenho diploma!
    Sou jornalista porque tenho diploma!
    Sou artista plástico porque tenho diploma!
    Me formei na Uni de Piripiri da Esquina, fiz faculdade obrigado porque sem ela não poderia trabalhar. Só queria meu diploma, mesmo. Pra isso serve a faculdade, pra me dar um diploma! Ainda mais em áreas como essas! Mas sou esforçado, não aprendi nada na faculdade, mas aprendo rápido…
    Se precisar de um designer, contrate-me simplesmente porque tenho diploma. Portfolio pra quê? Bobagem…
    Se precisar de um jornalista me contrate! O diploma PROVA que eu sei escrever bem, apurar, ter fidelidade nos dados, ser imparcial.
    Se precisar de um artista plástico, me contrate! Meu diploma demonstra totalmente que sei tudo expressar o que sinto em formato de arte. Até ficar pelado eu fico pra causar polêmica e atrair a atenção.
    (…)
    Gente… Mais uma vez: eu SOU a favor que o sujeito estude, só não sou a favor que isso seja obrigatório pelos motivos que citei no texto.
    De qualquer maneira, obrigado pela participação.
    [ ]s!
    Rogério Fratin

  61. Rogério, concordo em gênero, número e grau.

    Não é por que o cara é formado que ele é bom profissional, e também não é por que ele trabalha a tantos anos no mercado que é bom também…

    Além do que ser “alternativo” é muito mais legal do que regulamentado. hehe =)

  62. Eu achei seu ponto de vista interessante. Mas “pera lá”, o problema não seria na falta de padrão e critérios de avaliação das instituições de ensino e um órgão que de fato preze pela qualidade de ensino. Realmente temos vários médicos de diploma também, mas ainda sim, o curandeiro não pode atuar legalmente.

    Eu concordo que o diploma não diz nada e o portfolio sempre vai contar. Mas temos que lembrar que os designers não são artistas gráficos e algo precisa diferenciá-los dos que fizeram um curso de “coréu dráu” e se acham designers.

    Eu defendo um ensino de qualidade e, quem sabe, um registro profissional tirado após uma avaliação (não acho que uma prova seja um caminho) onde os candidatos comprovariam seus conhecimentos, seja por apresentação trabalhos desenvolvidos, entrevista…

    Sei que o bom profissional é indiferente à regulamentação, pois seu lugar ao sol sempre estará garantido, mas acho que a regulamentação ajudaria a retirar a imagem de que o designer é aquele sobrinho que leva jeito com o computador.

    Abraços

  63. [CORRIGINDO] Eu achei seu ponto de vista interessante. Mas “pera lá”, o problema não seria na falta de padrão e critérios de avaliação das instituições de ensino e um órgão que de fato preze pela qualidade de ensino?? Realmente temos vários médicos de diploma também, mas ainda sim, o curandeiro não pode atuar legalmente.Eu concordo que o diploma não diz nada e o portfolio sempre vai contar. Mas temos que lembrar que os designers não são artistas gráficos e algo precisa diferenciá-los dos que fizeram um curso de “coréu dráu” e se acham designers.

    Eu defendo um ensino de qualidade e, quem sabe, um registro profissional tirado após uma avaliação (não acho que uma prova seja um caminho) onde os candidatos comprovariam seus conhecimentos, seja por apresentação trabalhos desenvolvidos, entrevista…

    Sei que o bom profissional é indiferente à regulamentação, pois seu lugar ao sol sempre estará garantido, mas acho que a regulamentação ajudaria a retirar a imagem de que o designer é aquele sobrinho que leva jeito com o computador.Abraços

  64. sou a favor, até pq o salário que pagam pela profissão e o valor de uma faculdade razoável não é nem um pouco satisfatório e muitas pessoas não tem condições de pagar por uma faculdade ,inclusive eu.
    sempre procurei ler e estudar teorias, idéias e até no dia a dia da profissão e usar a criatividade q eu tenho, e não vai ser alguém q teve condições de pagar uma faculdade que ganhará pontos por isso.

  65. Regulamentando ou não, não vou deixar de ser quem eu sou, ninguém vai deixar de ser que é (micreiros, blogueiros, hair designer, cake designer…)! Confio no meu talento, na minha criatividade e sou totalmente a favor ao texto do Rogério, ele disse tudo, colocou o ponto de vista dele e achei muito coerente! Tenho vasta experiência com diplomados e não, e posso garantir que é muito melhor do jeito que está! Cabe a cada um valorizar o seu trabalho, colocar um preço justo ao seu talento para cliente e designer ficarem satisfeitos e cada um tomar conta do seu trabalho e deixar os “parara Designers” correrem atrás do espaço deles, assim como corro atrás do meu e não me incomodo nem um pouco com eles! Ah! Meu diploma está aqui, nunca precisei mostrá-lo para ninguém para provar quem eu sou! Prove o que você é com o seu talento e portfólio!

    ;)

  66. Bom, respeito que pensa o contrário. Mas, regulamentar qualquer profissão é dizer que o consumidor estará nas mãos de verdadeiros profissionais. Alguém faz uma cirurgia por médico sem formação e certificação em conselho? Alguém pode advogar sem OAB? Pois é! As profissões mais organizadas já perceberam isso.

    Não se trata apenas na oferta de profissionais qualificados (formados ou não). Mas na maior qualificação da profissão. Hoje, qualquer mané faz o que fazemos. Muitos não entendem que a identidade visual de uma empresa faz parte da estratégia econômica e de desenvolvimento na sua comunicação com seus consumidores.

    Boa parte das pessoas também confunde ser criativos com produzir design. Só criatividade não basta! Design é o conjunto: conceitos + experiências pessoais + criatividade + funcionalidade + técnica.

    Já vi muitas boas ideias não serem implementadas por causa da falta de funcionalidade. Faz-se algo “bonitinho”, mas não funciona. Design é arte? Também. Mas acima de tudo é projeto. E isso, só ser criativo não resolve.

    Quem tem medo da regulamentação? Pessoas que sabem que vão perder. Que o mercado vai separar dos verdadeiros designers. Aqueles que pensam apenas no hoje e no próprio nariz. Ou seja, nunca pensam na profissão e no seu próprio futuro. Vão morrer trabalhando, vão ficar o resto da vida cobrando valores ridículos pelos seus próprios projetos. Nem mesmo eles acham que valem muito. Na verdade, nem são projetos, são “montagens” bonitinhas feitas no computador. Só isso.

  67. Acho que no mercado ja temos bons e maus designers, formados ou nao, então, seguindo seu argumento para a não regulamentação, acredito sim que a análise do portifólio é de extrema necessidade na hora de contratar um profissional, ninguém precisa te contratar SÓ porque vc tem um diploma, e sim pela excelência do seu trabalho, assim como não se contratam medicos e engenheiros só por terem cadastro no CRM ou CREA sem analisar curriculo ou historico antes. Penso que essa regulamentação traria benefícios aos profissionais da área.

  68. Sou formada, e acho que a formação pode sim fazer diferença no quesito de base teórica. Mas concordo que formação apenas não faz da pessoa um bom profissional.
    Eu não ligo para regulamentação, pois acho que na prática não vai mudar nada na minha vida profissional.

  69. Fala Roger…. Muito polêmicos os seus posts!
    Então, sou contra a sua posição para que a profissão não seja regularizada.
    Entendo os seus pontos de vista e concordo com alguns. Porém a regulamentação nos dará alguns benefícios também.
    Hoje já lidamos com muita gente que manda bem, com outros que não mandam tão bem assim e alguns que nem sabem do que estão falando, e eu não acho que isso vá melhorar e nem piorar com a regulamentação. Não acho que muda porque, pouco importa pra mim se o cara que não sabe o que fala tem um diploma ou não.
    Temos advogados de porta de cadeia e temos advogados tops e ambos têm a AOB.
    O que quero dizer é que, independente da profissão, não é o diploma que faz você ser melhor ou pior, ser contratado por uma boa empresa ou não e concorrer com bons profissionais.
    O meu concorrente não é e nunca será o cara que se formou na mesma sala que a nossa porque grudou em um grupo ou amigo para tirar boas notas e nem mesmo os “micreiros”. O meu concorrente é você e tantos outros que ralaram pra caramba na faculdade para aprender algo e para fazer o melhor. É o cara que gosta do que faz e perde dias pra fazer algo realmente bom. E para os auto didatas será mais que positivo se esforçar para ter o diploma, afinal se o cara já é bom, imagina tendo acesso a aulas e discussões que só podemos ter na faculdade?
    Ter a profissão regulamentada significa muito mais do que termos profissionais ruins no mercado, porque isso já tem aos montes. Ter a profissão regularizada significa que a população como um todo vai reconhecer como uma profissão de verdade e não como o cara que senta na frente do computador para desenhar.
    Significa que o próprio consumidor poderá cobrar de um designer na justiça se o trabalho que comprou lhe causou danos. Isso porque sem a regulamentação ele não pode, porque infelizmente perante o código do consumidor, nós designers não podemos responder pelo que fazemos.
    Marquinho, eu defendo que um designer é muito mais do que a pessoa que faz as coisas ficarem bonitas, temos formação e capacidade para muito mais que isso. Eu gostaria sim de ter na minha carteira de trabalho o cargo de Designer. Afinal somos formados em design e não em publicidade, e o dia que isso acontecer será porque as pessoas finalmente entenderam a diferença entre um designer e publicitário, diretor de arte e etc. E não pelo cargo ou glamour.
    Roger, depois de um longo texto, rs… a minha resposta é: Não! Muitas coisas não irão mudar. Mas sim, é um grande passo para amanhã, sermos mais respeitados.

    Bjusss

  70. Não sou formado, iniciei minha profissão em grafica em 1995 como tipógrafo, em 1997 iniciei como arte-finalista, dai então me aprofundei na profissão fazendo logotipos, desenvolvimento de embalagens etc, não fiz faculdade, mas fiz cursos de teórico, corri atraz do que eu precisava para ter a conciência do que tava e estiver fazendo, fiz gestalt, teoria das cores, alinhamento, tipologia, marketing, teoria da publicidade e não para por ai, estou sempre buscando formas para um bom inicio de um projeto, trabalhei com grandes design e publicitarios aprendi muito com eles. É isso ai, não sou formado, trabalho atualmente no ramo de desenvolvimento, os preendedores me consideram um design sou registrado como design grafico, mas um nivel superior é uma boa escolha, o que esta oculto depois de formado fica transparente, a ideia é essa fazer a diferencia, outra coisa que ouço de muitas gente do ramo é, (aqui não se cria, aqui se copia) essa frase tem que tirar do nosso vocabulário isso é um absurdo, temos que renovar fazer a diferencia temos que ser criativos dentro das normas com certeza, eu me considero micreiro por não ter formação academica, mas uso todas as possibilidades formal dentro dos parametros, cobrando valor correto, cobro caro pelo meu serviço, vejo muitos cobrando serviços baratos estão prostituindo nossa profissão isso me chateia muito, mas não abro mão do meu orçamento, tem que ter conciência, coerência, planejamento e por fim amor pela profissão.

  71. Caros, que tal se esse assunto entrasse para ser votado,igual eleição para político? Seria a minha sugestão a ser levada para um Congresso. Não se precisaríamos ler/ver mais barracos sobre as opiniões de cada um. Iríamos ver algo acontecer,sem stress. Cada um dá seu voto lá no dia da eleição e acabou. Regulamentou? Que bom (pra uns). Não foi pra frente? Então acabou tbem,bem pra uns e mal pra outros. End of discussion. A única coisa que eu acrescentaria numa votação, é que fosse dada uma cédula para que a pessoa escrevesse o porquê da sua escolha ser “sim” ou “não.

    Abraços,
    Anna Monteiro

  72. Pra mim, esse exageiro em controlar a profissão por graduação mais me parece uma tentativa de não deixar os designers natos aparecerem sobre os merdamente formados. Deixe o povo criar, formados ou não, e assim a criatidade vai fluindo entre a plebe ou mesmo pela nobreza.

  73. fim de papo, sou mestrado em design, e ja vi e conheço alguns design não formado colocar muito bacharelados no bolso, se tem dom de criar e fez curso relâmpago consegue muitos resultados, esse tipo de regurlamento em certa parte concordo, mas pra outro lado tem jente bom nisso sem bacharel, ex. do Bill Gates e Stevem Jobs entre outros, lógico, tem qu ter um ponto de partida.

  74. Gostaria de informar, que a regulamentação não é apenas uma forma de colocar profissionais com formação superior no mercado. A regulamentação traz proteções legais, possibilita as designers participar de concursos públicos, hoje direcionados à outras profissões próximas, mas que a atividade é essencialmente de design. Se regulamentar fosse ruim, porque os médicos ou advogados têm suas profissões regulamentadas?
    Você procuraria um médico sem registro profissional para cuidar da saúde do seu filho?
    O design é bem mais sério do que se pensa. Ele trabalha com a identidade de uma empresa. Isso envolve custos, riscos de mercado, investimento de tempo, etc.
    Imagine um produto elaborado por um micreiro qualquer, quantos problemas traria?
    Em Portugal ocorreu um problema de envenenamento de crianças que ingeriram um produto de limpeza que tinha embalagem similar aos de alimentos como iogurte. Ou seja, não dá pra colocar o serviço de design na mão de qualquer um!

  75. Olá, Eduardo.
    Uma dúvida: E se a essa responsabilidade ficasse nas mãos de algum profissional de design, formado e regulamentado, sem a menor qualidade – tão ou pior que um micreiro – porque junto com a regulamentação vieram também dezenas de cursos de design em centros universitários papa-níqueis? Qual garantia se tem que seria melhor?
    Quanto ao exemplo do médico [que eu não concordo, não são áreas da mesma natureza], a mesma coisa: Não entregamos alguém doente pra um médico não-regulamentado, em compensação entregamos aos médicos de planos de saúde, muitas vezes tão ruins quanto um micreiro. Quem quer qualidade, paga. Já viu micreiro fazendo livros da Cosac Naify? Algum ganhou Cannes nos últimos 15 anos? Young Lion? Algum micreiro foi responsável pelo redesenho da Revista Superinteressante?
    Se a resposta dessas perguntas forem “não”, então estamos falando a mesma coisa: profissão de designer regulamentada não ajuda ninguém, da mesma maneira que micreiros não atrapalham os designers. Regulamentar, pelos pontos que coloquei nesse comentário e no post, quase só tem pontos negativos. Hoje em dia o portfólio resolve, diferencia designers. É o que diferencia os bons dos ruins. Se somente ser regulamentado resolver, todos se equipararão num diploma, seja ele numa baita instituição ou numa boca-de-porco acadêmica de piripiri. Aí alguém sugere: “Ah, mas aí o portfólio os diferencia!”. Pois é. Diferenciar apenas pelo portfólio já é o que fazemos hoje… Prefere um formado com trabalhos ruins ou um não formado com criações incríveis? Claudio Rocha, um dos tipógrafos mais respeitados do páis, não é formado… Ele não poderia mais trabalhar? Precisaria fazer uma faculdade de design agora?
    Obrigado pelo comentário, é assim que o blog ferve e as pessoas refletem, concordando ou não, tudo bem. A ideia é não ter um blog de design estilo “cofee table book”. Por conta dessas ótimas dicussões, temos conseguido. Obrigado.
    Rogerio Fratin

  76. Olá Rogério, o problema maior é que a maioria dos empresários não sabe escolher o portfólio correto, e vai pelo preço.

    Se hoje os micreiros e os formados ruins nos prejudicam, é melhor que amanhã possamos cortar esse número deixando os micreiros pra trás.

    O preço nos impede de pegar empresas menores, e muitas vezes são elas quem nos auxiliam a começar, a crescer. Se for esperar todos os bons designers já começarem com clientes de multinacionais e grandes empresas, fica muito difícil. É melhor forçar às empresas de todos os portes a contratar bons profissionais que ralaram pra chegar lá.

    Se as pessoas soubessem valorizar o bom designer por conta própria não precisaríamos de regulamentação.

    Abraços.

  77. outra coisa Rogério, “Claudio Rocha, um dos tipógrafos mais respeitados do páis”
    Não precisaria fazer a faculdade, quem já exerce há mais de cinco anos a partir do momento que vale a lei estará apto para ser regulamentado.

    Afinal de contas quem exerce há mais de cinco anos ou fica bom, ou descobre que seu negócio é programação, ou entra na faculdade.

    Abçs!

  78. Acredito que este ponto de vista, de que a regulamentação só seria motivo de um crescimento de profissionais graduados e desqualificados, é o ponto mais insignificante da questão.

    Pois, é apenas um fato negativo diante de muitos outros benefícios que viriam aos profissionais da área. Gente se graduando e não tendo nenhuma qualificação profissional é o que não falta por ai, isso não seria exclusividade dos designers. Isso acontece em qualquer área e em qualquer lugar, o que não falta é gente querendo cursar algo só visando um futuro lucrativo ou qualquer outro que seja o motivo, sem ter amor ao que faz.
    Grandes coisa, isso sempre existiu e sempre vai existir.

    Ignorância é achar que o bom profissional vai ser desvalorizado por causa dos maus que saem da faculdade com um diploma.

    Se você é bom profissional, você é bom! E o mercado de trabalho vai te avaliar por isso, e não só se você tem um diploma.

    Agora o que não dá é os designers ficarem a vida toda, se fu*** em um mercado prostituido, onde não existe uma regulamentação decente de direitos, como por exemplo, salário base, onde cada um ofereçe o salário que quer, e que paga-se na maioria das vezes muito mal.

    Esse discurso de ‘diploma obrigatório’, sinceramente, só cabe aos profissionais inseguros de seu trabalho e capacidade.

  79. pena que neste blog apenas o administrador possa responder… =/ eu teria muitos comentários pontuais a fazer..fica a dica
    Bem, vou tentar resumir aqui, citando a colega.
    .
    “Ignorância é achar que o bom profissional vai ser desvalorizado por causa dos maus que saem da faculdade com um diploma.”
    Concordo, embora teria sido mais educado se tivesse que dizer.
    .
    Eu li e reli os argumentos e nossa, eles estão forçadérrimos, você parece um cara inteligente, aparenta ter certa idade já, não é um carinha de 18 anos, cheio de ilusões que acabou de entrar na faculdade, que não sabe como funcional uma séria de coisas, leis etc…
    Creio até que sejam mesmo apenas um álibi para fomentar a discussão, se for o caso, vc foi muito feliz.Deduzo isso pq pelas suas próprias palavras vc diz “O blog fica mais legal quando o post é discutido e questionado”.Então acho mesmo é que na verdade vc escreveu este post sem pensar muito na situação e se informar bem antes.
    .
    Assim, eu li a sua réplica ao meu primeiro comentário e realmente não entendi onde estava o “conto de fadas”, pelo contrário vi muita solidez no artigo do Freddy Van Camp , exemplos claros e concretos de situações onde a regulamentação faz diferença para uma categoria. Exemplos mais claros e concretos são argumentos mais claros e concretos, portanto mais fortes. Não vi aqui argumentos com a mesma força.
    Continuo com a minha opinião…rs
    .
    Não acho que a regulamentação vai resolver todos os problemas da categoria, pode até ter algum efeito colateral, porém os benefícios são muito maiores.Acho que uma prova disso é que todo profissional que tem um conselho sabe o valor que isso agrega a profissão, arquitetos, engenheiros, repentistas, bombeiros, advogados, metalúrgicos, fisioterapeutas, protéticos…faça uma pesquisa.

  80. Olá, Luiz.
    Olha, meus argumentos estão aí. Todos tem direito de discordar, assim como eu também tenho. Gosto do blog com discussões, acredito que isso ajude a refletir, independente de concordar comigo ou não. Acho um saco blogzinhos de comentário “adorei” ou “ai que linduuuu”, então obrigado por ajudar.
    MAS discordo completamente de ti quando diz que só o administrador pode responder. Eu respondi, tu respondeste, ele respondeu, nós respondemos.
    [ ]s!

  81. Em primeiro lugar!
    Eu sou “designer” e aposto que tenho + habilidade do que muitos “micreiros”!
    E agente não fica na faculdade jogando bola!
    Nós respeitamos suas escolhas + respeite a nós e aos nossos tutores!
    Saiba que muitos formados não são bons + tem o conhecimento que “micreiros” nem sonham a ter.
    Entenda forçar “micreiros” a fazer faculdade não é só para gerar lucro para a universidade + tbm seria bom para vocês, e isso não os tiraria de seus empregos, pois teriam tempo para se regularizar.
    Eu queria saber por qual motivo vocês não estudam para serem melhores do que já são !
    Obrigado !

  82. Se vc dá tanto valor para a qualidade dos serviços prestados pelo profissional, mais um motivo para ser a favor da regulamentação e cursar uma graduação superior.
    Dizer que não terá diferença é pensamento de acomodado. Eu tenho curso técnico e superior também, e afirmo que tem muita diferença, a começar pelo perfil como “ser humano e cidadão” que fica mais refinado.
    Não dói cursar um ensino superior, ao contrário, é muito bom fazer parte de um time de profissionais qualificadíssimos! Ficaremos contentes em tê-lo em nosso time.

  83. Oi, Cycka.
    Eu sou formado desde 2005, tenho mais de 20 cursos específicos da área depois que fiz o superior, e agora inclusive estou me preparando para o mestrado em 2013. Atuo, exporadicamente, em universidades com aulas especiais, palestras e como banda de conclusão de curso. Sou a favor da formação, não sou a favor da regulamentação pelos motivos que citei no post e nos comentários.
    Obrigado pela participação.
    Fratin

  84. Pelo que li da proposta de regulamentação da profissão não será obrigatório a formação desde que comprove que você trabalha na profissão por um período. E Pela ignorância da categoria estamos perdendo mercado para agencias de publicidade. Concordo com Luiz Zamboni pelo o seu comentário.

  85. Não Rogério, eu to falando responder logo abaixo do comentário, repare em outros blogs existe um botão “responder” abaixo de cada comentário, e conforme vai re respondendo se cria um endentamento, dá uma olhada, fica muito bom.
    É desse modo que quero dizer.

  86. eu acho que tem que separar mais as coisas pra se dizer algo sobre ser a favor ou contra a regulamentação.

    Design de produto não é igual a designer gráfico, sei que cada um tem seus conhecimentos técnicos da área, sobre materiais e processos. Além disso, hoje em dia também tem o designer de interiores, até o cake designer! Cada um tem um conhecimento especifico sobre sua área, sendo formado ou não.
    E acho que o profissional, se quer ser tratado como um, deve se responsabilizar pelo seu trabalho. Não que isso ainda não aconteça e só seja garantido pela regulamentação (afinal, sempre dá pra descontar do salário se você fizer um projeto que não deu certo), mas sou a favor da regulamentação porque assim somos claramente responsáveis por um nicho de mercado que ninguém mais tem.
    Arquitetos ainda dependem de projetos calculados por engenheiros civis, mas beleza, cada um faz sua parte. Designers de produto, muitas vezes até em pequenas empresas, trabalham com engenheiros mecânicos. Mas como não somos regulamentados, viramos um acessório nos projetos de empresas menores. É difícil que uma empresa acredite que um produto orientado para um consumidor através do trabalho de um designer seja bem sucedido, porque quem teve o trabalho de calcular tudo pra ter certeza que no avião não vai cair é o engenheiro (usando o exemplo do ED). Mas nossa parte não é menos importante: e o cliente que vai sentar naquela poltrona no avião, com espaço adequado pra pelo menos esticar um pouco as pernas ou com um apoio pra colocar seu copo de café e ler seu livro com uma luz adequada? O engenheiro não pensa nisso durante um projeto. E o caminho que o cliente vai ter que fazer no aeroporto pra chegar ao seu portão, quem indica? Os arquitetos podem até fazer isso, mas eles estudam o básico para sinalizar os espaços, designers gráficos tem matérias especificas disso na graduação.

    http://www.deputadopenna.com.br/site2011/?p=376

    Isso saiu depois do post, mas enfim…
    Os projetos de regulamentação preveem o direito de ser designers a profissionais que trabalham na área há pelo menos 5 anos, ou com diploma, pelo que entendi. E, sim, em nenhum dos casos a qualidade do profissional é garantida. Mas com um número de registro, sendo formado ou não, podemos mostrar nosso portfólio e falar: “posso fazer especificamente ESSE trabalho, nem funções a mais nem a menos, e me responsabilizar por isso. Eu estudei/me especializei/já fiz vários trabalhos na área, e não aceito ganhar menos que um valor X que retorne todo meu esforço.”
    Isso vai dar uma baita diferença pra designers de produto. Não foi o meu caso, mas sei de designers de produto que tiveram aula de física, mecanismos a matemática na faculdade. Não chega a ser cálculo de engenharia, mas aposto que se eu tivesse essas aulas junto com as milhares de disciplinas de projeto que já tive, tinha me ralado mil vezes mais do que já me ralei pra me formar. E merece ser valorizado por isso, ser responsável por seus próprios projetos, e não dependa de um visto de engenheiro, que responde pelo projeto inteiro na justiça. Não faz sentido! Além de ter aquela pergunta que é meio chata: “design é o quê mesmo? Designer faz o quê mesmo?” Acho que a regulamentação coloca os pingos nos is.

    Além disso, será que não devíamos ter um conhecimento técnico garantido por lei para opinar nos projetos de forma adequada com a nossa formação? Quem garante esse conhecimento é o estudo. E se você fez faculdade, mas não teve essas matérias? A regulamentação também força as faculdades a terem uma qualidade maior para atender a esses requisitos, o que é ótimo. Pra um curso que temos que aprender tudo na prática, durante projetos, ainda temos poucos laboratórios e infra-estrutura adequada para o estudo. Se aumentar os anos de cursos de graduação, pra aprendermos mais e melhor, acho que só temos a ganhar. E pagar sindicato não é nenhum problema se vamos ter tudo isso mais garantido, em comparação com o que temos até agora.

    O sobrinho que mexe no corel faz umas coisas muito boas, eu acredito, mas infelizmente não sabe cobrar pelo trabalho que dá aprender um software. Faculdade não garante qualidade do profissional, mas sofrimento garante, e uma pessoa tem que ser muito besta pra não cobrar esse sofrimento no salário depois. Não vejo problema nenhum um profissional não formado trabalhar como designer, pode até ganhar mais do que um formado, mas cada um ganha o que merece. O esforço de fazer graduação TEM que ser pago, porque nas outras áreas ele é garantido. Em qualquer profissão, se você já está numa empresa num cargo assistente de X e faz uma graduação, seu salário aumenta pelo menos um pouquinho, porque é impossível você se formar e não aprender pelo menos um pouquinho. E é justo, tanto para trabalhos criativos ou não.

  87. O que dizer de um texto desses? Lamentável. Você diz que o bom profissional independe de faculdade. E que nem sempre os que estão em faculdade vão embasar seus trabalhos. Agora eu pergunto: quantos profissionais não formados e “experts” nos programas de editoração fazem algum tipo de pesquisa? Quantos trabalhos lamentáveis essas pessoas fazem, por um preço digamos, duvidoso, agradando clientes sem nenhum senso estético! E que senso estético uma pessoa dessas vai passar pro cliente, se nem ele mesmo sabe algo? A regulamentação é necessária, e provavelmente tiraria do mercado ou de algumas empresas alguns vagabundos que não gostam de estudar! Ou pelo menos diminuiria o salário deles, já que não merecem receber muita coisa mesmo!

  88. oi, Andreia!
    Acho que não me expressei direito: eu sou a favor da faculdade, do curso superior, sim. Não sou a favor que isso seja obrigatório. Em muitos países ditos como “desenvolvidos” o design não tem regulamentação e nunca precisaram disso. Eu acho que antes do país saber que existem designer e pra que eles servem, acho bom os próprios designers saberem pra que eles servem e como devem se comportar perante outros profissionais, deixarem de ser estrelinhas, alternativóides, culturetes e modernetes antes de se preocuparem como usar isso a seu favor no mercado.
    E vâmo que vâmo!

  89. Caro Xará!

    O problema de talento e capacidade pessoal não tem nada a ver com Regulamentação de qualquer profissão. O pretendente a Designer deve ter seu talento pessoal ,mas não é isso que o fará Designer. Design é uma profissão sim, a primeira multidisciplinar, com pelo menos cento e poucas áreas de atuação profissional no mundo e mais de cinquenta cadeiras de curso superior, segundo o ICOGRADA. Design é uma profissão, que obriga o profissional a estudar e suar sempre! Igual a Médico e a Advogado!!! O problema é que se colocou na cabeça do povão que qualquer um pode ser Designer, basta ter Talento! Lamento, isso foi no passado, na época romântica do Design, hoje o que as empresas e o mercado querem é um profissional, pode ser até com pouco talento ,mas que faça e dê conta do recado! Ou seja, acorda meu irmão que tomaram teu lugar do mundo se você pensa que só com talento você vai vencer…. precisa de estudo, muito estudo e praxis, muita prática para que você se diga um dia Designer. A regulamentação visa organizar o nosso mercado de trabalho e permitir, por exemplo, que possamos assinar o que produzimos dentro de uma empresa, ter a tal de responsabilidade civil e atender duas leis que todos acham que não é com a gente. A lei do Direito autoral e a Lei do Consumidor!!! Do consumidor??? Sim meu irmão, você como profissional tem que responder pelo seu serviço e atendimento, você pode ser processado pelos seus serviços se não atender o pedido do seu cliente e aí??? Só talento basta??? Claro que não! Tem que saber Administração e muita coisa que hoje ainda não dado naos cursos de Design! Será que deu para entender que Regulamentação é necessário e precisa ser feito no nosso pais por causa de nossas leis e mercado de trabalho? Fica no “Eu me garanto”, você mané esta´dando oportunidades para os outros de mão beijada e fica chupando dedo , sem trabalho! E se conseguir é sub-emprego, igual a uma faxineira, pois foi essa mentalidade que causou a situação do Designer no país. Agora, me diga como você vai sustentar o seu computador, que é o segundo mais caro do mercado, só perde para músico???? Como você vai estudar os Softwares que precisa??? Você tem que saber mais que cinco vezes que um Arquiteto! e
    Engenheiro nem se fala!!! É piada!!! Tem que ficar estudando as atualizações e pagando os precinhos baratinhos dos cursos!!! Aonde você vai sustentar tudo isso se pagam uma mixaria para você!!! E nem pense que vai ganhar horrores que o mercado ,se você não for regulamentado, vai te pagar???? Viram como regulamentação não tem nada com talento??? Pensem e deixem de ser bobocas e entregar seu trabalho para os outros que não tem o minimo de estudos que vocês gastaram e tomam seu mercado porque cobram baratinho!!! O Serviço, o cliente nem tem noção do que é o correto!!! Vamos deixar de ser bobocas???

  90. Xará,

    Bati meu eddress errado, tá?? Corrigi aqui!!!

    Abraços para todos e vamos fazer o nosso “dever de casa” e esquecer essa briga de esquina de buteco!!! Talento se tem e não se fala!!! Se mostra meu irmão, mas nas condições certas!!! Nos momentos certos!!! O problema é que sem regulamentação você fica sem poder ter oportunidades e aí o que você faz com o seu talento??? Senta em cima??? Regulamentação é isso… busca de oportunidades decentes para os Designers!!! Sem isso, para que talento se não tem onde empregar??? Pensem!!!!! Abram os seu olhos, vocês hoje estão perdendo oportunidades com talento ou sem!!!! Mercado não reconhece talento, mercado reconhece cara eficiente!!! Tendo talento tudo bem!!!

  91. Basicamente concordo com o Rogério, mas gostaria de colocar uma visão que tenho sobre o problema do mercado “prostituto”, como vários disseram.

    Essa história de que o mercado não dá valor à profissão e que temos que fazer todo mundo valorizar o que fazemos é idiota. Valorizar na marra? Se você acha que a função “designer” não é reconhecida e mal remunerada, então procure outra coisa pra fazer ou vá procurar alguém que pague mais, como todo mundo faz. Agora “forçar” todo mundo a praticar um preço mínimo é coisa de cartel.

    Que tal se os padeiros regulamentassem sua profissão e agora só vendessem pão a R$ 5,00 a unidade? Por que, afinal, todo mundo precisa de padeiro e, como há muito no mercado, inclusive os mal-padeiros, os preços estão baixos e os profissionais precisam de reconhecimento…

    O Mercado (com letra maiúscula) é assim. Preciso e tem muito, posso pagar menos. Preciso e tem pouco, preciso pagar mais.

    Agora a cereja do bolo: “Preciso de você: me diga o seu preço”

  92. pra mim vc falo merda…. pq. for para pra pensa uma crianca de 14 anos se fizer um curso na impacta pode ser um design e fica fazendo trampo a preço de banana. eu sou design e estou me formando e luto para regulamentar e os micreiros vao tudo se fuder!

  93. Você sabe que profissionais atuantes há 5 anos também podem se regulamentar como designers né?

    Sou contrária ao que você disse sobre a faculdade. Lá nós somos instigados a nunca parar de estudar. Ninguém te dá a informação de mão beijada em um pacote. Os professores nos mostram quais livros contém uma boa base para a partir daí escolhermos um caminho pela qual trilhar.

    Concordo que não é a faculdade que faz o bom profissional. Mas ela dá toda a base teórica para os interessados correrem atrás (coisa que pessoas sem formação gastam muito mais tempo para garimpar e digo isso por experiência própria).

    Nossa profissão é complicada. Não somos como o pessoal da matemática que seguindo fórmulas prontas conseguem atingir o trabalho ideal.

    Designer tem sim que ter o senso estético apurado e aquele toque que faz até composições básicas prenderem nossa atenção ou nos passar alguma mensagem.

    Mas o profissional formado já é habilitado (em teoria) a planejar um produto e conhecer desde as características do material que vai ser empregado até as etapas de produção, a interação com o consumidor e seu descarte.

    Seguindo o conceito de divisão do trabalho. O designer exerce um trabalho intelectual por ter embasamento teórico e conhecimento sobre os métodos de execução. Logo, dizer que a formação não tem importância é praticamente jogar nossos profissionais no nível de meros operadores de softwares na linha de produção sem noção de qual é a importância de nosso trabalho no final da produção.

    Do mesmo modo a aplicação indevida do termo design para lojas, confeiteiros, cabeleiros e outros que na realidade são stylers faz com que seja passada uma idéia errada e barata de design. Nós não deixamos simplesmente as coisas mais atraentes por sorte ou dom. Design afeta o funcionamento interno, leva em conta a ergonomia, o impacto ambiental, o custo da produção, a interação produto/cliente e o styling que é a parte meramente estética.

  94. Bom, a proposta que rola no congresso diz que, tanto formados na área quanto atuantes há mais de 5 anos (provavelmente com carteira assinada), poderão “tirar a carteirinha” de designer… Sou designer gráfico há uns 15 anos (mateus-aquino.blogspot.com), aprendi no pau mesmo, buscando, vasculhando e fazendo… Hoje estou no último ano da faculdade de Design de Produto (UEMG) e vejo como as pessoas, inclusive os próprios designers, tem uma visão distorcida do design. Além disso, é uma ralação tremenda o que a gente passa pra conseguir um diploma de curso superior, e o Brasil está num ponto em que picaretagem não dá mais, se quisermos nos tornar uma nação desenvolvida, essas coisas devem ser abolidas. Acho então que, é válida a regulamentação da profissão, e quem quiser mesmo exercer a função de designer que busque uma formação coerente, ainda mais com tanta facilidade que temos hoje em dia para se ingressar em universidades.

  95. Regulamentação de profissões não tem nada a ver com desenvolvimento do País e baboseiras do tipo.

    Procure em países desenvolvidos e veja que nenhum deles incentiva regulamentação de profissões.

    Outro detalhe: segundo a constituição, restringir a execução de uma determinada profissão deve ser baseada em beneficiar a sociedade, e não uma categoria, classe ou interesses particulares.

    Fora isso, todos temos direito de exercermos a profissão que bem entendermos, exceto, claro àquelas em que pode haver um dano social.

    E, independente da quantidade de dinheiro que você deixou na sua faculdade, Design mal exercido NÃO CAUSA MAL SOCIAL. Pode ferrar uma empresa, pode vender menos, pode acabar com a vida de um profissional, pode fazer Cola-Cola vender igual água com terra. Apenas isso.

  96. Entendi seu questionamento mas discordo.

    Penso que a regulamentação é um passo importante para a nossa profissão e vai garantir muitos beneficios. É uma forma de reconhecimento e fortalecimento da profissão que se torna muito importante agora que o mercado está abrindo mais portas para o designer.

    Quanto à qualidade das instituições e designer nao vejo como um problema.

    Para um designer ter o seu “CREF” ele vai precisar passar por algum critério de avaliação que, na minha opnião, deve ser bem exigente.

    Tá ai o que eu penso…

  97. Cara, há 2 grupos aqui:

    profissionais freelancers, que têm a própria empresa ou são bem empregados e são contra a regulamentação pq acham que a atual situação vai piorar (o que não é verdade);

    e o outro grupo que quer exercer a profissão de uma forma que só é possível com a regulamentação (que é o caso de concursos, licitações, responder por projetos específicos…).

    Acho que o primeiro grupo não entendeu que, mesmo com a regulamentação, quem atua na área vai continuar atuando, e as faculdades ruins já existem, elas não virão com a regulamentação. Há espaço para os bons e para os ruins, com ou sem regulamentação. MAS HÁ LUGARES E DIREITOS QUE SÓ PODEM SER REIVINDICADOS COM A PROFISSÁO REGULAMENTADA!

    Porque um cara que faz bem o “design” não pode cursar uma faculdade, mas um designer que quer trabalhar com “projeto de avião” precisa fazer engenharia? Vocês estão sendo egoístas, não estão vendo o lado dos outros colegas!

    Concordo com o Ed: “Ave… sem mais…”

  98. Relevante sim. Nada mais natural do que exigir diploma de um profissional, né?!
    Mas nem todo mundo pensa assim. Na visão de alguns, designer não precisa de curso superior. Ou seja, formação não significa capacidade de criação.
    No meu modo de ver, esse pensamento parece coisa de artista. Nada contra, mas o designer precisa fazer mais do que um trabalho autoral. Assim como um arquiteto, o designer precisa de metodologia e processo criativo. Já um projeto precisa se adequar para as pessoas que irão usa-lo e para a plataforma onde será exibido. Isso requer estudo.

    Ok. Habilidade não se ensina. Mas o design vai além da criação de peças gráficas. Isso fica mais fácil de entender se consideramos o design como um conhecimento que propõe soluções, alternativas e experiências. Um designer poderia desenvolver um grande projeto sem tocar num software gráfico. Essa é diferença entre um engenheiro mecânico para um “apertador de parafuso”. Nem tudo é solução visual. Os projetos de acessibilidade para deficientes visuais não me deixam mentir. Assim como as soluções baseadas na ergonomia, no uso ou nas funções de um produto.

    Outro ponto de discordia é falar que a regulamentação poderia abrir precedentes para uma “corrida pelo diploma” e, com isso, novas ofertas, cursos e novas faculdades. Mas não é esse o objeto de discussão. Não está sendo discutida a qualidade de ensino e um erro não justifica o outro.
    No meu modo de pensar, a regulamentação evita que as empresas contratem designers sem diploma. O cara formado fica fora do mercado ou se vê obrigado a abrir mão de um salário compatível. O interesse está no produto final, não importa qual o metodo foi empregado ou se a solução é a mais adequada. Um pouco maquiavélico, mas as empresas agem assim mesmo: se o custo for menor, ótimo.
    No final, a concorrência aumenta e o salário fica nivelado por baixo. A regulamentação tá aí pra isso: previlegiar o diploma e o conhecimento ao invés da depreciação salarial. Melhor assim.

  99. Cursos bostas de design já existem, isso não depende da regulamentação da profissão. Qntos cursos fajutos de administração ou até direito não existe por ai??
    A regulamentação do design veem principalmente para ajudar o profissional formado, que antes não tinha diferença aos olhos dos empregadores, isso vai ajudar na valorização do profissional, principalmente em termos financeiros.
    Em terceiro, se voce entra na faculdade para “se livrar logo”, você não passa de cocô de mosquito comparado a alguém que realmente entrou para estudar. Quero dizer: não se preocupe você não terá chance no mercado de trabalho.
    Além do que, quem entra no curso de design achando que não vai ter que ler, não dá conta de passa dar metade, e quer saber? Eu incentivo uns trouxas a entrar no curso, falo que é fácil, é moleza, só pra esses babacas perderem seu tempo tentando.
    E aqui…
    Convenhamos…
    Se você tem que ficar apresentando portifóliosinho para possiveis clientes, cara, você está no mesmo nível de peão de obra. Pegando peixes pequenos…

    E se até agora voce ainda não concorda com a não regulamentação, você é um daqueles playboys que sentava no fundo da sala, nunca estudava, mas sempre passava de ano, porque não tem como tomar na escola publica.

    Então quer saber? Continua levando a sua vida de barriga. É o melhor que você faz pro resto dos designers.

  100. Olá Rogério,
    Gostei do teu post.
    Sou designer, com experiência de 6 anos, porém não formada. Optei no início da minha carreira por não fazer a faculdade de Design pois percebi que ela não correspondia ao que eu esperava do design, os professores e a estrutura acabaram me desmotivando. Fiz uma série de cursos técnicos e convivi com diversos designer, alguns com faculdade de design, outros engenheiros, arquitetos, ou mesmo o pessoal que trabalha em gráficas. Me cerquei de todo o conhecimento que pude obter, conversas, palestras, workshops, livros, blogs, etc. Hoje minha convivência no estúdio em que trabalho me faz perceber o quanto não me fez falta a faculdade, colegas que cursam ou mesmo já concluíram, inclusive professores da faculdade que cheguei a passar no vestibular, acabam tirando dúvidas comigo. Não excluo ao todo ter uma graduação em design, mas acredito que o curso em si ainda tem muito a evoluir. Se a regulamentação trouxer consigo uma evolução no estudo do design sou a favor. Porém pelo que conhecemos do jeitinho brasileiro de ser e agir acho muito difícil. Vejo que o bom profissional é sim valorizado, basta a ele saber se impor como tal.
    Empresa q contrata profissional ruim para pagar salário baixo, vai continuar contratando o mesmo perfil de pseudo-profissional.
    Cabe a nós sabermos nos impor, com ou sem regulamentação.
    Um abraço e parabéns pelo blog!!!

  101. Tem que regulamentar, as ordens surgem somente com as leis existem e isto é ético! Na nossa área tem muito picareta, mude sua opinião! Mudanças são drásticas mas trazem benefícios, pense bem! Não revolucione e sim solucione os problemas desta deslealdade e desigualdade que há neste ramo.

  102. Quanto mimimi.
    Conheço muita, mas muita gente que trabalha muito bem sem formação mas não fez graduação por preguiça ou porque não quis gastar dinheiro ou porque tinha que estudar pra passar no vestibular. Ai fica fácil fazer de qualquer jeito e entregar um trabalho sem uma boa pesquisa e sem o embasamento que foi passado na instituição de ensino. Ai quem estudou 4, 5 anos tem que disputar mercado com pessoas que criam simplesmente composições do além e não sabem nada de Design e acham que são autodidatas o suficientes para serem designers. POR FAVOR NÉ.
    Ainda bem que isso mudou hoje em dia.

  103. Quantas pessoas saem da faculdade com o diploma debaixo do braço com conhecimento ultrapassado e querendo já entrar no mercado de trabalho como diretor de arte ganhando uma fortuna?…

    Vamos comparar com medicina?? Após formado existe a residência e vários anos de trabalho antes de realmente ser um médico….

    Pergunte a um formado se ele quer ser estagiário e ganhar 1500 reais por mês no primeiro ano…

    O problema é que o formado está formado…e design é formação constante….é análise do mundo, cotidiano…é além de teoria…

    Se estão preocupados com micreiros e coisas horríveis…ganhem na qualidade….não no diploma…

    AOB?? Ótimo…que tal que tenha uma autorização para exercer design e que tenha que ser renovada anualmente ou a cada dois anos…para ver se esse profissional com papel na parece realmente está evoluindo ou ainda acha que um blur e glow salvam a vida de um projeto…

    Acho que na verdade deve ter um controle do que sai da linha de produção das faculdades…que forma e moldam esses profissionais….pra mim esses são os futuros micreiros….

    LEmbrem que temos um processo de controle, fiscalização e autorização para dirigir carros…e sabemos que pode-se comprar carta, apagar pontos e por ai vai…

    A pergunta é ..quem ganha com isso realmente..?? Será só mais uma máquina de dinheiro…e corrupção..mais um ministério

  104. Bom, Design já esta quase regulamentado como diz a lenda (e assim seja, tomara) então um grande CHUPA.

    Maldita hipocrisia! Ok, vão existir pessoas melhores que formados, como sempre existirão em outras áreas, isto não é argumento de privar uma pessoa que passou anos cursando uma faculdade, ralou e foi atrás e conseguiu seu diploma…nada mais justo que ser valorizado esse período da vida do sujeito.

    É imbecil dizer que sairão designers formados ruins, de faculdades ruins e existem mais competentes sem formação, é imbecil sim, porque haverão advogados horríveis com formação, haverão médicos horríveis mesmo com formação, internato, e assim vai, como existirão pessoas melhores, mais criativas e sem formação, sempre, eu disse sempre, tera alguém melhor que você, engula e conviva com isso.

    Utilizar do defeito de “profissionais” formados sem competência é um golpe bem mas beeem do baixo e burro.

    Façamos o seguinte, torcemos para a regulamentação (aquele que tem carater e não se apoia em idéias pífeas) e assim finalmente teremos que queriamos, nós, formados, profissionais competentes e portando nosso trabalho, suor, portando PROVA (COMO A MALDIÇÃO DO PORTFOLIO QUE DA PRA TU APRESENTAR QUE NÃO É UM FORMADINHO “OUT DAS TENDENCIAS” Ui…) da qualidade nossa, e o “profissional” ruim formado que prove também e mesmo com formação, se bem analisado, pode ser desmascarado, ou então, treinado, porque não? Se existem não formados que se treinaram e estão ai argumentando que p’orque sei fazer quadrado com bordas e o formado la não sabe as bordas, o design não deve ser regulamentado por isso’ então o formado, que em tese ja pode ter uma miiiinima vantagem de estudo da faculdade, pode também aprender a fazer borda nos quadradinhos! Vejam só! Que mundo!

    Vão estudar, atras de uma faculdade, é fácil não é mesmo? Então chega de hipocrisia e via la mete a cara no batente, estuda, pega teu diplominha e mostra que tu também é capaz, para de ficar tecendo mil e uma palavras que formação vem sendo ruim, nem precisa pra se trabalhar como designer. Ou, siga teu caminho e continue crucificando pessoas competentes, dando exemplo as ruins (que não adianta meu querido, SEMPRE existirão) para assim, privar essas pessoas boas, competentes, de terem um direto como o advogado tem, o médico tem e muito profissional tem e nós não temos, até então…. e não me venham com essa de os EUA, a França a Nova Guiné ou a Iugoslávia da região Sul dos unidos do c…a quatro não tem regulamentação também, esse é o Brasil,e o incomodado que se retire. O povo brasileiro que é um f…! E as vezes, algumas poucas vezes, esse povo vai atras do que tem direito, muitas dessa vezes, o povo quebra a cara, não resulta em nada ou então é privado por um “X” número de ignóbeis, que precisam denegrir de toooodas as formas possíveis a pessoa, a causa ou o que for com o famoso “jeitinho brasileiro” (imbecil) para se dar bem, para ter chance, passar o pé no outro e ganhar de alguma forma com isso.

    E agora se for aprovada mesmo a regulamentação, de forma completa, aguentem, e vão atrás também do direito de pessoas sem estudo porém que trabalha na área para ter seu direito, para ter seu reconhecimento…como?

    Duas formas.

    Tu vai atras do teu direito, corre como os designers formados (decentes) vem tentando a muito tempo, vai a luta, vai pra nhaca do congresso, da presidente, vai atras de tudo pra tu ter teu direito, como nos DESIGNERS viemos tentando a um booom tempo.

    ou

    Vão estudar cambada, de como vocês dizem…micreiros. Sejam micreiros bons pra caralho que respeitarei ainda sem diploma (mas pra mim chamar de designer vai ter que penar, estudar, correr atras do direito depois da regulamentação, até lá serão pessoas que entendem de photoshop, html, dreamweaver porque fizeram cursinho da esquina na escola de informática do seu Zé, ou baixaram o tutorial photoshop versão 453.2 beta alpha D do CSS5 ou, micreiro bom). Ou micreiros ruins (que deveriam ir pro inferno e serem castigados a passar a eternidade fazendo animações do estilo flash, MAS, utilizando somente… o Paint Brush do windows 95, e nas horas livres, como o amável Paint 95 também, recortar imagem de pessoas com os cabelos ao ar numa foto de qualidade GIF baixa resolução bem chuquilentinha do caramba).

  105. O problema disso tudo não está na regularmentação, está na cateegoriazação (vou usar esse termo)…tô chegando meio tarde aqui, e nem li todos os comentários, mas a idéia é essa.
    Formar um designer requer um curso Técnico ou um curso “acadêmico”? um designer deve saber algumas coisas fundamentais para desenvolver um projeto de respeito na área, que vão desde conhecimento de aplicabilidade de cores até a aplicação do projeto a um determinado público alvo. Logicamente que formação, na escola que for, não é nada, somente experiência nessas aplicações pode dizer alguma coisa. Como são aplicações práticas que não requerem nível acadêmico, defendo que a formação fundamental para designer seja um curso técnico que abarque certos critérios de “ARTE” e de “MARKETING”, e que não seja necessariamente um pré-requisito para atuação na área.

  106. Não cheguei a ler todos os comentários. Mas vou colocar minhas ideias e algumas coisas importantes para o conhecimento geral. – Concordo que existam profissicional de qualidade sem formação, mas não os aceito. A ideia da formação é para certificar que esta pessoal tem habilidades e conhecimento específico para exercer tal profissão. Somente isso. Não é ensinar desenhar ou leiautar uma peça. Apesar de ter vários instituições de ensino abrindo cursos “quero somente seu dinheiro” e curso de designer gráfico é um desses, deve sim esse “profissional” melhor que muitos formados buscar essa formação. Todos com formação tornará essa profissão mais forte e o mercado vai dizer quem é bom, não o diploma.

    E a parte mais importante. Como disse antes, não li todos os comentários, mas de todos que li nem ao menos uma pessoa sequer citou que, (apesar de haver um Proposta Parlamentar para regulamentação da profissão de designer parada desde 2005 e nunca vai ser aprovada), já existe regulamentação dessa profissão, mas com outro nome. PUBLICITÁRIO. Só pra lembrá-los ou tornar para conhecimento de vocês segue link abaixo da LEI Nº 4.680, DE 18 DE JUNHO DE 1965 que: Dispõe sôbre o exercício da profissão de Publicitário e de Agenciador de Propaganda e dá outras providências, aprovada pelo DECRETO Nº 57.690, DE 1 DE FEVEREIRO DE 1966.

    Peço que leiam esses dois documentos federais e pensem melhor.

    PS.: ART. 5º do decreto nº 57.690 de 1966 dispõe:
    São atividades técnicas, para os fins do presente Regulamento as que promovem a combinação harmoniosa dos conhecimentos CIENTÍFICOS com os artísticos, tendo em vista dar à mensagem publicitária o máximo de rendimento e impacto.

    Boa leitura! abraço a todos!!

  107. Sinto muito gente, sou totalmente a favor da regulamentação.

    As pessoas aqui acham que design é só gráfico, é só saber mecher no coreul e fotochope que virou designer… Estou estudando design, tenho ótimas aulas de semiótica, estudo das cores, Fundamentos da forma, dentre muitas outras que só vem agregar a um profissional. Montar uma identidade visual bunitinha apenas no feeling é fácil, meu irmão de 12 anos desenha isso.

    Design é muit mais do que só isso, se as pessoas sem formação realmente forem boas, elas com certeza vão querer buscar formação e entender melhor o processo que desenvolvem…