Arquivos da categoria: Livro

Comprar livros e ler livros são atividades independentes

Ah, os livros! De design e não-de-design, todos os livros.

Eu acho uma delícia o ritual de comprar, abrir, cheirar a tinta, sentir o papel, folhear pra ter um panorama da publicação. Não tem problema se ele chega na minha mão numa livraria ou se os Correios entregam na minha casa. O prazer é o mesmo: um imponente livro novo!

Muita gente que conheço quando vai em casa ou quando falamos sobre livros pergunta:

– Mas você já leu TUDO isso?

Claro que não. Acho que nunca vou querer ler todos meus livros: sempre terei novos não-lidos. Quando lê-los, terei outros e assim temos o ciclo!

Creio que comprar um livro e ler um livro são ações independentes e que não precisam acontecer na sequência “comprar-e-ler”. Ainda mais quando se trata de um book freak como eu. Muitas vezes aproveito promoções e não vou interromper uma leitura pra encarar nos novos. Numa comparação boba: Você também come TODA a comida que compra de uma vez quando sai do mercado? Bebe TODO refrigerante? Nenhuma cerveja vai pra adega porque já foram TODAS bebidas na mesma hora? Então não queira fazer isso com os livros também, oras! Hihihi!

Livros de design Aí eu comecei pensar o que me fazia comprar um livro e qual motivação eu teria pra encarar a leitura.

Eu compro um livro quando tenho interesse direto nele ou no assunto, quando vou aos lançamentos (como a Tupigrafia 9 e a TIPOITALIA 2), quando acho num sebo algo incrível (como História da Tipografia no Brasil), quando encontro promoções insanas como as Feiras do Livro da USP e promoções nos sites das livrarias ou então quando passeio numa bookstore (física ou digital) e me deparo com algo interessante.

Eu leio um livro quando tenho a necessidade ou desejo saber sobre um tema (claro que muitas vezes começo ler logo no calor da compra), mas também de uma  curiosidade ansiosa, do saudosismo do conteúdo (um livro que na época da faculdade teve uma interpretação e agora outra, como Navegar No Ciberespaço), do momento que passo (como o Jogo da Amarelinha e A Cleópatra do Jazz: Josephine Baker).

Se o livro for físico (são esses que eu gosto) você pode emprestá-lo, dá-lo de presente, expô-lo na sua casa e o mais legal: esbarrá-lo ao acaso e redescobri-lo, quase como se fosse algo perdido por décadas, esquecido, que vem renovado e quase que com o convite gigante na capa: CHEGOU A HORA DE VOCÊ ME LER, NÉ?! Daí eu eu não me seguro: leio mesmo!

Um dia eu li em algum canto que um livro não lido tem mais valor do que um lido: você ainda tem a chance de aprender algo novo nele. Eu concordo!

E você, tem muitos livros pra ler em casa? Qual vai ser o próximo?

O Mecanismo da LINOTYPE [1940]

O Mecanismo da Linotype [1940]
O Mecanismo da Linotype - Folha de rosto
O Mecanismo da Linotype Me surpreendi tanto com o gigante e imponente catálogo LINOTYPE Faces, dos anos 1930, que resolvi investigar mais documentações dessa incrível máquina. Foram nessas investigações que encontrei esse manual, originalmente lançado em 1936 e essa tradução, em 1940, pela LINOTYPO do Brasil S.A.

É muito interessante ver a máquina funcionar, diria que apaixonante e dá vontade de ter uma em casa – no meu caso no apartamento [???]. Mas quantidade de detalhes que ela tem, o número de peças, encaixes, parafusinhos é de se espantar. É como o mecanismo de um relógio, só que com mais de uma tonelada e pra lá de dois metros de altura. Esse guia de como operar a LINOTYPE em formato de bolso, pelas marcas de manuseio, deve ter sido bem usado para resolver os problemas que com certeza ocorreram. Triste imaginar essas máquinas sendo transformadas em sucata quando as gráficas foram trocando as LINOTYPES por outros recursos. E muitas foram. Dá pra imaginar a complexidade que é para operar e arrumar só de olhar o sumário:
O Mecanismo da Linotype - índice

O Mecanismo da Linotype - índice

É interessante lembrar que a composição tipográfica manual é uma fonte de medidas, todas misturadas e coitado de quem tem que fazer os cálculos. O Alexandre Wollner, inclusive, fala disso no livro Textos recentes e escritos históricos. O caracter propriamente dito é medido em pontos, os espaçamentos podem ser medidos em cíceros, as folhas de papel em milímetros, por isso que o manual Mecanismo da LINOTYPE inclui essas tabelas, para consulta e valores prontos convertidos:

O Mecanismo da Linotype - Medidas
O Mecanismo da Linotype - Medidas

E detalhes, muitos deles, nomes e especificações em diversas peças da LINOTYPE:

O Mecanismo da Linotype - Detalhes

Com tamanha complexidade, também vale ter um guia para descobrir qual o motivo da matriz ter ficado defeituso:

O Mecanismo da Linotype - Defeitos nas matrizes

E um exemplo de linha gerada pela LINOTYPE, com a url do blog:

Linha de LINOTYPE: www.designices.com

Quem quiser ver uma LINOTYPE funcionando e ter uma linha dessas pode procurar a Oficina Tipográfica São Paulo [OTSP] ou ver o post com fotos de quando fizemos o curso do módulo 1 [cartão de visita] e módulo 2 [cartaz tipográfico].

 

O Efêmero e o Paródico – Claudio Ferlauto

O Efêmero e o Paródico, de Claudio Ferlauto

Assim como quase todos os outros livros da Coleção textosdesign, essa publicação também reúne artigos de design que foram veiculados em revistas, sites e jornais. Mas eu achei que nesse, especificamente, dá pra notar um tom um pouco mais pessoal do autor.

O Efêmero e o Paródico, de Claudio Ferlauto, rostoClaudio Ferlauto fala da importãncia de um designer escrever sobre design, passeia por tipografia, produto, história do design dando pinceladas certeiras de assuntos inusitados, daqueles que sentimos vontade (eu, pelo menos, sinto) de pesquisar mais a respeito, comparar, estudar. E também fala de designers que, da mesma forma, vale a pena aprofundar mais em suas histórias, opiniões e obras/portfolio. Só que junto de tudo eu percebo uma peculiaridade maior do que o usua: Ferlauto mostra, entre um capítulo e outro, diversos sketches despretensiosos que dez em seus cadernos de notas. Dá pra ver que durante a espera de vôos ele tinha tempo pra se divertir com lápis e papel.  Aliás, lendo o livro e vendo as ilustras, me lembrei que quando tinha aulas com o Ferlauto na faculdade, ele sempre comentava com os alunos pra produzirem em seus cadernos de notas e sempre tinha um ou outro que falava “ele pede, pede, mas duvido que faça um também, já que é tão importante…” ou algo similar. Ele faz, sim! Toma essa!

O veterano do design mostra também cartazes que ele criou para informar os alunos da Universidade Anhembi Morumbi sobre os trabalhos de design, conta a história do Pato Macho (um jornal gaúcho que junto dele e uma equipe invejável que, além do Ferlauto, tinha até Luis Fernando Veríssimo), uma entrevista que ele deu pra Hugo Kovladoff. E tem Claudio Rocha, e tem Tony de Marco. Muita coisa boa, olha só o sumário:

Meia ideia e agradecimentos

Ler e escrever
Escrever sobre design
O design em formação

Tipografia
Sem conhecer o passado não dá
Tipografia e grade/grid
Arial: feia, bastante feia

Projetos tipográficos
Cartazes

Design de produtos
Petzold e Bornancini
O  design brasileiro no museu

Efêmero e paródico
O efêmero e o perene
O efêmero e o paródico
Luxo

Outras palavras
Tony de Marco
Hibridismo trangênico
Ler livros e ler na internet
Tipos segundo Claudio Rocha
Festa de 15 anos

Passado e presente
Pato Macho, um jornal gaúcho
tipoGráfica: entrevista à Hugo Kovladoff

Minha proposta de bate-papo pra esse post seria contemplar o título todo, mas como tenho visto o “paródico”  numa quantidade imensurável por aí, fico só com a proposta do “efêmero”. Aí vai:
O que podemos definir atualmente como passageiro ou transitório no cenário atual do design?

Não tenha piedade do box de comentário. Digita mesmo, sem dó! :)

The Good Wife Guide

The Good Wife Guide - Capa

Mais um livro bem-humorado da Cider Mill Press e com visual rétro. O belo livro “The Good Wife Guide – 19 Tips For Keeping a Happy Husband” entra mesmo na onda do “antigo”, manda bem nas fontes, cores e a capa vem com sinais de gasto, mas sem ser grunge. Como é baseado nos anos 1950, não somente os elementos gráficos ilustram a época como também um certo machismo que, na minha opinião, deve ser levado na brincadeira, afinal de contas todo o restante do livro brinca com esse período de um modo quase escrachado, né? Os temas das regras, claro, não são para as mulheres de hoje!

Alguns exemplos das “regras para ser uma boa esposa”:

The Good Wife Guide - Regra # 5

The Good Wife Guide - Regra # 6

The Good Wife Guide - Regra # 8

The Good Wife Guide - Regra # 14

The Good Wife Guide - Regra # 19

The Good Wife Guide - Quarta capa

A impressão é bem legal e as páginas são emplastadas num papel bem grosso, estilo um duplex.

Veja também:

The Good Husband Guide The Good Husband Guide – 19 Tips For Domestic Bliss

O outro livro da Cider Mill Press, com as regras pros rapazes se tornarem “bons maridos”

O design nas mídias sociais (no ebook grátis “Para Entender as Mídias Sociais”)

Para Entender as Mídias Sociais, ebook grátis, organizado por Ana Brambilla

Faça o download grátis! (PDF de 1,2 MB)

 
Foi com muita felicidade que aceitei o convite da jornalista Ana Brambilla (conheça blog dela / siga no twitter) para escrever um artigo sobre design nas mídias sociais e fazer a capa do ebook grátis “Para Entender as Mídias Sociais” (que tem um blog só pra ele e links para download no Issuu, 4shared, Scribd e Slideshare ). Essa publicação, que contou com participação de 38 profissionais (além da organizadora) que ilustraram as mídias sociais em diversos temas. Dá uma olhadinha no sumário:

Prefácios:
Motivos para ler esse livro / Juliano Spyer
Para quebrar a cabeça com as mídias sociais / Edney Souza
A  Nova Revolução: as Redes São as Mensagens / Raquel Recuero

Núcleo Bases:
… Conectadas e Social Machines  /  Walter Lima
… Orkut ou Facebook?  /  Rafael Sbarai
… A “Morte” dos Blogs  /  Alexandre Inagaki
… Design  /  Rogerio Fratin
… Mobilidade  /  Fernando Carril
… Games  /  Rafael Kenski
… Social Media Day  /  Caroline Andreis

Núcleo Mercado:
… Mercado de Agências  /  Gil Giardelli
… Segmentação  /  Guilherme Valadares
… Marcas  /  Eric Messa
… Viralização  /  Ian Black
… Buzz  /  Thiane Loureiro
… Métricas e Avaliação de Resultados  /  Ricardo Almeida
… Universo Corporativo  /  Carol Terra
… Mercado Editorial  /  Nanni Rios

Núcleo Redação:
… Narrativas Digitais  /  Pollyana Ferrari
… Jornalismo  /  Ana Brambilla
… Coberturas Participativas  /  Luciana Carvalho
… Relevância  /  Rodrigo Martins
… Relacionamento com o Leitor  /  Nívia Carvalho
… Tempo-Real no Jornalismo  /  Barbara Nickel
… TV  /  Filipe Speck

Núcleo Persona:
… Celebridades  /  Ivan Guevara
… Moda  /  Gisele Ramos
… Esportes  /  Willian Araújo
… Música / Katia Abreu
… Fakes  /  Jorge Rocha
… Narcisismo  /  Susan Liesenberg

Núcleo Social:
… Política  /  Marcelo Soares
… Administrações Públicas  /  Ivone Rocha
… Questões Jurídicas  /  Rony Vainzof
… Mobilização Social   / Fernando Barreto
… Educação  /  Bianca Santana e Carolina Rossini
… Movimento Hacker  /  Rafael Gomes
… Classes Populares  /  João Carlos Caribe

Os textos estão bem interessantes e o pessoal mandou muito bem. O livro cabe em qualquer email, baixe e mande pros amigos!

Parabéns pra todos os envolvidos e congratulações especiais pra Ana Brambilla, pela atitude maravilhosa, pela determinação e trabalho impecável.

Faça o download grátis! (PDF de 1,2 MB)

 
Pra capa eu resolvi brincar com um visual “Déjà vu” (daqueles que você fica com a impressão que viu antes), com o homem como centro de tudo (como é nas mídias sociais), com proporção áurea e o detalhe pra deixar divertido: uma etiqueta de biblioteca na capa, como se o livro fosse scanneado de uma biblioteca para ser distribuído.

No artigo que eu escrevi eu questiono se as mídias sociais ajudam ou atrapalham o desenvolvimento do design. Dá uma lidinha e diga o que achou nos comentários, vai?
:)

The Bumper Book of Bunny Suicides – Andy Riley

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

A mistura de simplicidade, bom-humor, sarcasmo e atitudes nonsense dos coelhinhos suicidas fazem esse livro um das minhas HQs favoritas no quesito “fuga dos caminhos convencionais”. Não precisa de cor, nem de 3D, nem de nada. A linguagem é simples e original, a narrativa é gostosa e o livro não tem um balãozinho de texto. O quadrinho que teria depois do último suspiro do coelho é tão trágico e óbvio que é como se você visse o que acontece com o ele depois. Confesso que até sinto pena deles… mas o tanto que dou risada compensa essa pena =P
Andy Riley, o cartunista que é autor do livro, reuniu nessa edição toda a série dos Bunny Suicides e ainda turbinou com mais 10 mortes inéditas. Vale a pena dar uma passada no site do autor: http://www.misterandyriley.com/

Alguns exemplos dos suicídios dos coelhinhos:

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

The Bumper Book of Bunny Suicides - Andy Riley

O autor me autorizou a colocar seis cartoons do seu livro no blog. Confesso que foi bem difícil escolher quais! (acho que ainda não escolhi…)

Nem sei o que perguntar pros comentários. Alguma ideia? :)

Andy, thank you VERY much and congratulations!

Linguagens do design

Linguagens do Design - Compreendendo o design gráfico

 

Vira-e-mexe gosto de pesquisar novas referências de design, grandes autores, projetos muito, pouco ou nada famosos. E também preciso de leituras curtas que abrem o leque de opções pra eu seguir no meu tempo e com a profundidade que eu achar viável. Quando encontrei essa publicação das Edições Rosari achei exatamente o que precisava: um grande guia com infinidade assuntos do jeito que precisava. Além dos textos do autor Steven Heller também tem muitos outros de designers famosos e importantes, como a Paula Scher, Stefan Sagmeister, Neville Brody e Paul Rand. Os assuntos são os mais variados, desde o símbolo da paz até a suástica nazista, ingressos de cinema japoneses, capas e identidades de revistas, campanhas publicitárias, cartazes, ilustrações, trabalhos manuais, tipografias dos mais diferentes tipos, tratamento gráfico em livros, logotipos, panfletos, outdoors…

Foi por causa desse livro que fui atrás dos Phillumenies (rótulos de caixas de fósforos) e, além deles, acabei enconrando fine prints japoneses do século XVIII, capas de livros vintage do Jules Verne (no Brasil, Júlio Verne), cartazes da Primeira Guerra Mundial, cartazes de propaganda dos Cigarros Camel e muitos outros. A leitura não precisa ser linear porque cada um dos artigos é independente. Ótimo pra abrir ao acaso e ler o tema que cair, o livro é grosso (452 páginas), cair no mesmo tema duas vezes é difícil =D

Aí vai o sumário (tem coisa pra caramba!):

1 ¶ PERSUASÃO

15] Pôster Simplicissimus – Thomas Theodore Heine
18] Neue Jugend – John Heartfield
21] Nie – Tadeusz Trepkowski
23] Bombas de papel
26] O Símbolo da Paz
29] Nuvens em forma de cogumelo
34] Poder negro/Poder branco – Tomi Ungerer
37] Acabe com o mau hálito – Seymour Chwast
41] Homens sem lábios – Robbie Conal
43] Pôsteres Grapus – Grapus
46] Pôsteres da Glasnost
49] Anúncios de cigarros
52] Panfletos religiosos
56] Racismo – James Victore
61] Ashcroft… você é o próximo – Micah Wright

2 ¶ MÍDIA DE MASSA

64] Jugend e Simplicissimus
66] PM e AD – Production Manager & Art Director
69] Revistas ilustradas da década de 1930
77] Direction – Paul Rand
80] Os mapas da Dell
82] Capas de livros – Edward Gorey
86] Portfolio – Alexey Brodovitch
88] Industrial Design – Alvin Lustig
91] Holiday – Frank Zachary
93] Vogue – Alexander Liberman
97] Scope – Will Burtin
100] Herald Tribune – Peter Palazzo
103] Life
107] Esquire – Henry Wolf, Robert Benton, Sam Antupit
111] Seventeen – Cipe Pineles
114] Eros e Avant Garde – Herb Lubalin
116] Push Pin Graphic – Seymour Chwast, Milton Glaser, Reynold Ruffins, Eduard Sorel
119] Evergreen e Ramparts – Ken Deardorf e Dugald Stermer
125] East Village Other
128] Rolling Stone – Fred Woodward
130] Paródias da MAD
133] Zap Comix
140] Spy – Stephen Doyle
142] Tablóides culturais
147] The Face – Neville Brody
151] Emigre – Rudy VanderLans e Zuzana Licko
154] Raw – Françoise Mouly e Art Spiegelman
158] Beach Culture – David Carson
161] Colors – Tibor Kalman

3 ¶ TIPOGRAFIA

166] Blackletter
169] Bauhaus e a Nova Tipografia
172] Tipografia para crianças
176] Peignot – A. M. Cassandre
178] Cooper Black – Oswald Cooper
182] Tipografia norte-americana da década de 1960
184] Letras feitas à mão – Joost Swarte
187] Mrs. Eaves – Zuzana Licko
192] Pussy Galore – Teal Triggs, Liz McQuiston e Sian Cook
196] O lettering da ACME Comics – Chris Ware
201] Template Gothic – Barry Deck
204] Manson/Mason – Jonathan Barnbrook

4 ¶ LINGUAGEM

208] Com o navio que carrega chá e café – Karel Teige
211] Depero: Futurista – Fortunato Depero
214] Inspirations da Westvaco – Bradbury Thompson
217] Lorca: as três tragédias – Alvin Lustig
220] Sobrecapas decorativas – W. A. Dwiggins
224] Livros de Merle Armitage – Merle Armitage
228] About U.S. – Lester Beall, o escritório Brownjohn Chermayeff Geismar, Herb Lubalin, Gene Federico
230] Quem ri por último, ri melhor – Lou Dorfsman
232] Going Out – Gene Federico
234] Man with the Golden Arm – Saul Bass
237] Os (parêntesis) do código de área – Ladislav Sutnar
240] Pôsteres suíços – Armin Hofmann
245] Capas de brochuras modernas
251] Capas de bestsellers – Paul Bacon
257] A soprano careca – Robert Massin
262] Electric Circus – Ivan Chermayeff
265] Blues Project – Victor Moscoso
268] The Best of Jazz – Paula Scher
271] Basel Kunstkredit/Feira de Arte da Basiléia 1976/77 – Wolfgang Weingart
274] Cranbrook – Katherine McCoy
279] O Discreto charme da burguesia – Yuri Bokser
282] Modernismo radical – Dan Friedman
284] Design genérico

5 ¶ IDENTIDADE

290] Flight – E. McKnight Kauffer
294] Selos postais
296] Capas de brochuras da McGraw-Hill – Rudolph de Harak
299] Dylan – Milton Glaser
301] NeXT – Paul Rand
305] Dr. Fantástico – Pablo Ferro
309] Restaurante Florent – M&Co./Tibor Kalman
311] Sinalização do Disney World – Sussman/Preja
316] Pôsteres do The Public Theater – Paul Davis
319] The Public Theater – Paula Scher
323] Logo da Altria – Paul Bacon

6 ¶ INFORMAÇÃO

328] Acredite se quiser
331] O design de catálogos técnicos – Ladislav Sutnar
333] O meio é a mensagem – Quentin Fiore
336] O mapa do metrô de Nova York – Vignelli & Associates

7 ¶ ICONOGRAFIA

340] A suástica
344] Ícones heróicos
350] Feira Mundial de Nova York – 1939/1940
354] Força Aérea Norte-americana – Joseph Binder
357] Miras de tiro ao alvo
359] Creme dental Darkie
362] Does It Make Sense?/Isso faz sentido? – April Greiman
365] Jambalaya – Stefan Sagmeister

8 ¶ ESTILO

370] Tipografia inovadora
373] Ingressos de cinema japoneses
376] Gargântua e Pantagruel – W. A. Dwiggins
379] Capas da Vanity Fair e da Fortune – Paolo Garretto
383] Artone – Seymour Chwast
386] O amante – Louise Fili
389] French Paper Company – Charles Spencer Anderson
392] Propaganda – Art Chantry

9 ¶ COMÉRCIO

396] Cartazes de rua
398] Embalagens de lâminas de barbear
401] Caixas de fósforos japonesas
404] Pôster do fósforo Priester – Lucian Bernhard
407] Golden Blossom Honey – Gustav Jensen
409] Leques publicitários
411] O outdoor da década de 1930
413] Anúncios em forma de tiras em quadrinhos
416] O primeiro disco – Alex Steinweiss
418] Cheap Thrills – R. Crumb e Bob Cato
422] Sobrecapas das décadas de 1920 e 1930
424] Selos de propaganda
426] Átomos para a Paz – Erik Nitsche
429] Wolfschmidt – George Lois
433] NYNEX – Chiat/Day/Mojo

Linguagens do Design - Compreendendo o design gráfico

Cartazes Musicais – Kiko Farkas

Capa do Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

Imagina um cliente chegar pra você enquanto apresenta sua proposta de projeto e falar “Não é isso que eu quero. Eu quero que você enlouqueça”. Geralmente é o contrário que acontece, ne? Pois bem, no caso de Kiko Farkas (acesse o site dele) e a OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), foi exatamente o que aconteceu. Os responsáveis da OSESP chegaram até ele por conta das formas e das cores dos projetos da Máquina Estúdio e desse contato saíram quase 300 cartazes entre 2003 e 2007 para divulgar os concertos. “Liberdade total: o maestro não recusou de sua exigência inicial e bancou todas as nossas experiências”, conta Kiko em um dos capítulos do livro.

Além de mais 100 desses cartazes,  tem também um texto da Paula Scher (a renomada designer da Pentagram) de título “Alguns pensamentos sobre os cartazes de Kiko Farkas, de uma concorrente invejosa” onde ela assume “Este conjunto de esplêndidos cartazes demonstra a validade persistente da forma. Quisera eu tê-los feito.” e a história do projeto pelo próprio Kiko Farkas no texto “Uma brincadeira séria”. O livro segue com “Imagens da música”, por Arthur Nestroviski (que é o diretor artístico da OSESP, acesse seu site) e “Da livre natureza dos sistemas”, por João de Souza Leite (designer premiado, formado pela ESDI em 1974 e que começou sua carreira como assistente de Aloísio Magalhães).

Alguns exemplos dos cartazes musicais de Kiko Farkas:

Página do livro Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

Página do livro Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

Página do livro Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

Página do livro Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

Página do livro Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

Página do livro Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

Página do livro Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

E na quarta capa do livro tem um trecho do texto da Paula Scher:

Capa do Cartazes Musicais, de Kiko Farkas

O que mais me chama a atenção nos cartazes é como Kiko e sua equipe interpretaram a música graficamente e não usou nenhum elemento de referência direta à orquestra, como instrumentos, músicos, maestro ou regente com uma batuta nem pautas musicais. Espero eu, um dia, poder atender um cliente tão bacana quanto a OSESP e ter a liberdade e ousadia que eles proporcionaram ao Máquina Estúdio. Enquanto esse dia não chega, me sinto sortudo posso ver todo esse trabalho bacana no livro da Cosac Naify

Se você gosta de cartazes:

Cartazes da Primeira Guerra Mundial #1
15 cartazes vintage de cigarros Camel
10 cartazes de cigarro das décadas de 1920 a 1950
20 cartazes de filmes B dos anos 1930
20 cartazes de filmes B dos anos 1940
Cartazes “fique em silêncio” da Segunda Guerra Mundial

Os desafios do designer [Chico Homem de Melo]

Capa do livro "Os desafios do Designer", de Chico Homem de Melo

Chico Homem de Melo escreveu artigos para a Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG) e pra revista Arc Design entre 1999 e 2002 e esse interessante volume das Coleção textosdesign são, basicamente, uma boa seleção desses artigos. Como de costume dessa coleção, os textos propõem discussões e reflexões a respeito da produção do design e do cotidiano do designer, passando por 50 anos de marcas criadas no Brasil, tipografia, arquitetura, relação de criatividade versus o uso do computador e como eles se influenciam, processos criativos e outros.

O sumário do livro:
– Apresentação
– Marcas do Brasil
– O passado, o presente e o futuro do livro
– Impressões digitais
– Travestismo tipográfico
– O legislador e o artesão
– Niemeyer gráfico
– Os desafios do designer
– Brasil+500

Quarta capa do livro "Os desafios do Designer", de Chico Homem de Melo

O capítulo que deu o título à essa publicação compreende 14 frases que foram utilizadas na Mostra Seletiva da V Bienal de Design Gráfico da ADG, em 2000, relacionadas literalmente aos desafios de criar cada tipo de projeto.

Entre os artigos, tem um inédito (pra mim o melhor deles), que é sobre o BRASIL+500 – Mostra do Redescobrimento, que Chico Homem de Mello conta o projeto desde o começo, das primeiras ideias. Aí entram os detalhes de como os trés pavilhões do Parque do Ibirapuera foram ocupados com essa mostra e tudo a partir de uma visão do designer como interlocutor do projeto, que tem que se “dar bem” com todos e não é o dono exclusivo de tudo que se tem por lá. Embora totalmente verdadeiro, esse tipo de posicionamento é meio difícil de encontrar gente falando em livros (alguém tem dicas de livros ou links disso?).

Embalado pelo título do livro e seu capítulo de desfecho fenomenal, deixo a pergunta:
Pra você, qual é o maior desafio do designer?

Me conta nos comentários, tá? :)

Princípios Universais do Design

Capa do livro Princípios Universais do Design, Bookman Editora

A primeira vez que vi o livro achei que fosse mais um desses convencionais de fundamento do design. Feliz engano! Nada contra (MUITO pelo contrário) os convencionais livros de fundamentos, é que essa edição da Bookman Editora vai bem além de conceitos básicos e explica e ilustra 125 princípios do design, interdisciplinares e que podem ser lidos de maneira não linear. Nesses princípios estão alguns que vão ajudar na hora de fazer uma composição visual, outro na hora de escolher e editar uma fotografia, outros para grids, para harmonização de um projeto, torná-lo mais usável, dicas de posicionamento, razão áurea e muitos outros. Adorei aprender princípios quando vi que desconhecia totalmente, como Wabi-Sabi, Viés de Rosto de Bebê, Lei de Hick, Falácia da Escalabilidade entre outros. Bem interessante é como as páginas são montadas:

Exemplo de interna do livro Princípios Universais do Design, Bookman EditoraCada princípio é explicado em uma página dupla, onde o texto principal fica na página par, junto com hipertextos na direita sobre as bibliografias de cada princípio. No final da página (no “Ver também”) tem outros princípios relacionados com o que você acabou de ler, pode voltar ao sumário e não linearmente partir para outro. Aliás essa foi a maneira que li o livro.

Exemplo de interna do livro Princípios Universais do Design, Bookman EditoraNa página ímpar tem o do princípio da página par, com texto explicativo que evidencia e comenta a aplicação.

O livro estrategicamente tem dois sumários, um com todos os princípios separados (as vezes eles se repetem pelas categorias) pelos temas:
– Como posso influenciar a maneira que o design é percebido?
– Como posso ajudas as pessoas a aprender com design?
– Como posso melhorar a usabilidade do design?
– Como posso aumentar o apelo do design?
– Como posso melhorar as decisões de design?

E também em alfabética:

Acessibilidade
Affordance
Alinhamento
Alinhamento de Área
Antropomorfismo
Arquétipos
Autossemelhança

Biofilia
Boa Continuidade

Camadas
Carga de Desempenho
Cegueira por Desatenção
Ciclo de Desenvolvimento
Ciclo de Feedback
Ciclo de Vida
Cinco Cabides
Comparação
Compensação entre Flexibilidade e Usabilidade
Condescendência
Condicionamento Clássico
Condicionamento Operante
Conectividade Uniforme
Confirmação
Congelamento/Fuga/Luta/Entrega
Consistência
Constância
Controle
Convergência
Cor
Custo/Benefício

Densidade Proposicional
Desempenho versus Preferência
Design por Comitê
Destaque
Destino Comum
Detecção de Ameaças
Diagrama de Gutenberg
Dissonância Cognitiva
Distribuição Normal

Efeito Catedral
Efeito da Aparência Facial Mais Próxima da Média
Efeito da Superioridade da Imagem
Efeito de Expectativas
Efeito de Mera Exposição
Efeito Estética/Usabilidade
Efeito Veblen
Efeito Vermelho
Efeito von Restorff
Efeitos da Posição Serial
Efeitos de Interferência
Elo Mais Fraco
Enquadramento
Entra Lixo, Sai Lixo
Erros
Escassez
Espaço Defensável

Facilidade de Leitura
Falácia da Escalabilidade
Fator de Fixação
Fator de Segurança
Fechamento
Fixação de Caçador/Criador
Forma Segue a Função
Formas Estruturais

Hierarquia
Hierarquia de Necessidades
Horror ao Vácuo

Imersão
Iteração

Legibilidade
Lei da Pregnância
Lei de Fitts
Lei de Hick
Linha do Desejo

Mais Avançado Embora Aceitável
Mapeamento
Mimetismo
Mnemônica
Modelagem
Modelo Mental
Modularidade

Não Inventado Aqui
Narração
Navalha de Occam
Nudge

Organizador Prévio

Pedra de Roseta
Personas
Perspectiva/Refúgio
Pirâmide Invertida
Ponto de Entrada
Preferência pela Savana
Preferência pelo Contorno
Princípio da Incerteza
Profundidade de Processamento
Projeção Tridimensional
Proporção Áurea
Protótipos
Proximidade

Razão Entre Rosto e Corpo
Reconhecimento versus Lembrança
Redundância
Regra 80/20
Regra dos Terços
Relação Cintura/Quadril
Relação Figura/Fundo
Relação Sinal/Ruído
Representação Icônica
Ressonância Visuoespacial
Restrição
Revelação Progressiva

Satisfação
Segmentação
Semelhança
Sensibilidade à Orientação
Sequência de Fibonacci
Simetria
Sugestão Subliminar

Uncanny Valley

Viés da Iluminação de Cima para Baixo
Viés do Rosto de Bebê
Viés Estético
Visibilidade

Wabi-Sabi
Wayfinding

Quarta capa do livro Princípios Universais do Design, Bookman Editora

É o típico título que deveria ser como “livro adotado” pelas faculdade de design.
Obrigado, Elisa, pela indicação do livro, adorei :)
E você? Quais são os princípios que tem curiosidade de saber mais a respeito? Deixa aí nos comentários!