Arquivos da categoria: Livro

LetterScapes: Instalações tipográficas nas cidades

Letterscapes

Essa linda publicação importada reúne referências muito legais de aplicações de tipografia no cenário urbano de algumas cidades. Diferente do que o título diz (global survey), não existem projetos dos quatro cantos do mundo. O foco está nos Estados Unidos e Europa, um pouquinhozinho da Ásia e o restante do planeta fica fora da pesquisa. Claro, as referências são muito interessantes e passeiam por prédios, parques, ruas, lojas. Grandes projetos indoor e outdoor. Alguns exemplos:

Letterscapes
Letterscapes
Letterscapes
Letterscapes
Letterscapes
Letterscapes
Letterscapes

Para ter ideia do calhamaço de páginas (352) que o livro tem, olha a comparação com a altura de um iPhone:
Letterscapes
Letterscapes

Infelizmente não documentaram o belo trabalho que a Aflalo & Gasperini Arquitetos fizeram para o Parque da Juventude, em São Paulo, nem as quase vernaculares expressões do fileteado (ou pintura de filete) de Buenos Aires.

Depois de todas as belas imagens do livro ainda tem algumas interessantes entrevistas com os arquitetos e designers que criaram as instalações, falando sobre o processo, os materiais, as ideias.

A versão disponível é de capa dura e custa em torno de U$ 50 na Amazon

 

Clichês Brasileiros [Gustavo Piqueira]

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Mais uma publicação, desculpe o clichê (ups!), imperdível do Gustavo Piqueira. Dessa vez a ideia foi compor uma narrativa visual, usando “apenas” clichês tipográficos, para contar a história do Brasil. E tem as caravelas, os portugueses chegando, o escambo com a população nativa, a catequização católica, a Bolsa do Café e outras muitas passagens nas 112 páginas.

A publicação é da Ateliê Editorial, que havia publicado em 2003 um fac-símile da coleção de clichês de D. Salles Monteiro, utilizada para a confecção desse livro. São mil exemplares (apenas) em tiragem única e as cópias são numeradas.

Algumas páginas para degustação:

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

A capa do livro tem uma lâmina de madeira impressa em serigrafia, adesivos e costura aparente.

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

 

Paris versus New York

Paris versus New York

Alguns dos meus livros são “os preferidos das visitas”. Paris versus New York, de Vahran Muratyan, no Brasil pela Editora Intríseca, é um dos favoritos. A publicação com imagens que comparam as duas cidades, de maneira simples e direta, tem tudo a ver com design mas não é, especificamente, um livro sobre design. E até agora não houve quem não gostasse e folheasse tudo, do começo ao fim.

As ilustrações minimalistas são muito fáceis de entender e passar pras próximas páginas duplas de comparação. E é o minimalismo sintético, não o preguiçoso que tem aparecido bastante por aí. Mais exemplos das comparações que envolvem estilo de vida, música, arquitetura, gastronomia, cinema, arte:

Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York

Gostou?

;)

Design Para Negócios Na Prática [Heather Fraser]

Design Para Negócios Na Prática [Heather Fraser] - Capa

O design thinking e os meios de inovação aplicados aos negócios têm se provado cada vez mais eficazes e imprescindíveis para as empresas que analisam o que ocorre no mundo, desejam mudar a mentalidade dos corpo de funcionários, como são vistas no mercado e, pode-se dizer, evoluir. Evoluir, sim. A humanização dos processos atinge cada vez mais áreas e quem tem feito coisas realmente interessantes por aí tem perdido o comportamento quadrado e tradicional. A novidade agora é buscar a novidade. É só olhar quantas startups aparecem por aí e buscam atender os nichos, algum momento do dia, suprir algo que atrapalha um pouquinho ou um montão o cotidiano. Isso é traduzido com serviços pra população, como aplicativos para smartphones, bicicletas grátis em programas junto aos bancos (é, até os bancos, “quadrados” como são, estão cada vez mais dentro desses processos), projetos sustentáveis, ONGs, projetos que vivem das Caudas Longas. Nesse cenário, claro, as publicações sobre os processos de design thinking aumentaram significativamente. Ainda bem.

Algumas traduções importantes chegaram ao Brasil, como o Design De Negócios (do Roger Martin) e o Design Thinking (do Tim Brown), além do tupiniquim Design Thinking Brasil (ou DTBr, do Tennyson Pinheiro e o Luis Alt, da LiveWork), todos pela Campus Elsevier. Em todas essas publicações são abordados bons exemplos de inovação, processos criativos e essas aplicações que geraram bons, ótimos negócios.

Design Works [Heather Fraser]De qualquer modo, a aplicação das ideias e ferramentas inovadoras é bastante prática. Os estudos podem sair de ações práticas, os produtos, tudo. Aí vem aquela imagem na cabeça de quilos de post-its grudados em quadros, pessoas sentadas em roda, escritórios coloridos etc. Esses ambientes e essas abordagens são propícias pra trabalhar com esse tipo de ação inovadora, mas restava saber pelas literaturas do tema como e quais eram as ferramentas utilizadas durante os processos práticos do design thinking. É nessa linha que entra o livro Design Para Negócios Na Prática – Como Gerar Inovação e Crescimento Nas Empresas Utilizando o Business Design (do original Design Works – conheça o site em inglês), da Heather Fraser. A autora, aliás, que é pupila do Roger Martin que citei anteriormente e que escreve o prefácio dessa obra.
O sumário:

PARTE I
A PRÁTICA DO DESIGN PARA NEGÓCIOS (BUSINESS DESIGN)
PANORAMA DO DESIGN PARA NEGÓCIOS – Criando, entregando e sustentando valor
MARCHA 1: EXPLORAÇÃO – Reformulando a oportunidade
MARCHA 2: DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO -Renovando a visão
MARCHA 3: DESIGN ESTRATÉGICO PARA NEGÓCIOS – Reorientando e ativando a estratégia
PREPARAÇÃO PARA A JORNADA – Estabelecendo as bases
TRANSFORMAÇÃO – Incorporando o Design para Negócios na empresa

PARTE II
FERRAMENTAS E DICAS PARA A PRÁTICA DO DESIGN PARA NEGÓCIOS
LISTA DE FERRAMENTAS E DICAS
PREPARANDO-SE PARA A JORNADA – Estabelecendo as bases
MARCHA 1: EXPLORAÇÃO – Reformulando a oportunidade
MARCHA 2: DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO – Renovando a visão
MARCHA 3: DESIGN ESTRATÉGICO PARA NEGÓCIOS – Reorientando e ativando a estratégia

A autora usa uma metáfora para os capítulos como as marchas de um carro: uma engata na outra e o veículo desenvolve coerentemente. E nada de pular marchas! Na PARTE I tem alguns exemplos e definição do design de negócios, o básico para seguir. A PARTE II, que corresponde a mais da metade da publicação e é pra mim o grande trunfo da autora, é repleta de ferramentas da aplicação do conteúdo, uma a uma, explicadinha porque é importante e como fazer.

Nota 1: Essa obra foi “revisada” pela Symnetics, uma empresa de Business Design. Como eu li antes a publicação original em inglês (como parecerista desse livro) e não vi nenhuma necessidade das intervenções feitas. Da mesma forma, inclusive, que ocorre com o Design de Negócios, do Roger Martin. Nada que influencie na versão em português, nem positiva e nem negativamente.

Nota 2: A capa da edição brasileira ficou muito mais bonita do que a original e o título é mais específico do que simplesmente “Design Funciona” ou algo assim. De qualquer modo acho que vale a pena a Campus Elsevier dar uma olhada com carinho na mancha de texto e entrelinha/entreletras desse livro. Talvez um ajustezinho possa ajudar. Nada GRAVE, mas podemos melhorar, né?

Design Para Negócios Na Prática [Heather Fraser] - Verso

E você? Participa de eventos, palestras, workshops de design thinking? Aplica na prática os conceitos?

Desafio da Estante Bookman

Desafio da Estante Bookman

ATENÇÃO: essa promoção já acabou. Os escolhidos estão aqui

Mas olha só que beleza! Uma boa maneira de dar aquela recheada na biblioteca e ter um monte de coisa nova e bacana pra ler sobre design é nessa promoção da Editora Bookman. São DEZ, eu disse DEZ livros de design da Editora Bookman, meu senhor, minha senhora! E não para por aí, tem também CINCO, o senhor não ouviu errado, a senhora não entendeu mal, CINCO revistas ABCDesign!

 

É bem facinho de participar:

1. Tire uma foto bem caprichada da sua estante de livros. Sei lá, cria algo bacanão, reorganiza os livros, faça formas, letras, não sei, crie!
2. Acesse o site www.desafiodaestante.com e clique no link Envie sua estante e faça o upload da sua imagem até o DIA 11 DE NOVEMBRO. E pelamordedeus, não deixa pra última hora, né?
3. Peça para seus amigos curtirem o post. Quanto mais curtidas, mais chances você tem de ganhar.

 

O resultado sai no dia 16/11/2012. Para mais informações, aqui tem todo o regulamento direitinho. Dúvidas? Sem problema, pergunta aqui, ó.

Mas o que você tem a ver com isso, Seo Rogério Fratin?

Rá! Serão duas estantes premiadas, uma é a que tiver mais curtidas (que é pelo júri popular) e a outra por um grupo de designers que tem blogs também, como eu. Tem a lista completa aqui.

Prêmio:

Tem a lista aqui, mas se você quiser ver as capas:

Os livros da Bookman

Livros da Editora Bookman

As Revistas ABCDesign:

Revista ABCDesignRevista ABCDesignRevista ABCDesignRevista ABCDesignRevista ABCDesign

 

Bastante gente já mandou as fotos. Não perde mais tempo não, vai? ;)

Bom trabalho aí!

Qual foi o primeiro livro da tua vida?

Convite à Leitura - Cartilha

Uma senhora chamada Alzira que me deu esse livro, em 1981. Meu esforço para tentar lembrar quem era não valeu, meus pais também não se lembram, provavelmente alguém que veio junto com outra pessoa na festa de um aninho de vida. Independente disso, me lembro muito bem dessa cartilha que, pelas marcas de amassados e dobras vocês talvez tenham ideia de como e quanto ela foi usada. Eu era, desde pequenino, bem cuidadoso com as minhas coisas, principalmente os discos e livros. Mesmo sem ter ideia do que era o design, é curioso notar que meu primeiro livro convidava a ler (atividade que adoro investir tempo) e a conhecer as letras. Seria um primeiro contato com a tipografia de fato? Não sei se poderia considerar, mas o interessante é que com um ano de idade, eu via as letras e não as lia, bem parecido com o que faço hoje na hora de experimentar e brincar (sim, brincar) com os tipos. Teria sido um primeiro fator, mesmo que mínimo e talvez inconsciente de me fez querer ser designer um dia? Não faço questão de saber. Gosto de lembrar como eu usava o livro:

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

A igreja onde fui batizado não parecia com a que o livro me ensinava, côco verde na época era bem difícil ser achado no bairro que morava, eu me contentava bastante com o maduro, mesmo. Tinha um pé-de-figo na plantaçãozinha que meu avô fazia no quintal, assim como galo, galinha e ovos brancos. As identificações de cores, formas, diferenças começavam ali. Aquele livrinho com jeitão de anos 1950 ou 60 era muito mais do que algo que me fizesse aprender as vogais: Era, junto com O Fantasma e O Amigo da Onça, toda referência visual que eu tinha sobre ilustrações.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Os macacos do Zoológico de São Paulo, além de nunca estarem vestidos assim, não bebiam esse líquido cor-de-rosa que sabe-se lá o que o autor imaginou ser. Leite com groselha era minha opção.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Minha mãe gostava (ainda gosta) de costurar. Lembro que pegava um carretel de linha muito parecido com esse e colocava por cima, tentava achar a mesma posição, provavelmente numa tentativa de unir ambos sei lá como.

Convite à Leitura - Cartilha

Convite à Leitura - Cartilha

Rogerinho, 1982, 2 anos, Zona Leste de São Paulo

E esse era eu, em 1982, pausa na leitura para atacar a la born to be wild com o meu triciclo da Estrela.

E você? Qual primeiro livro que teve? Quais lembranças tem? O formulário de comentário agradece ;)

Hyper-activi-typo-graphy – From A to Z

Hyperactivitypography - capa

Quando me deparei com o Hyperactivitypography – From A to Z a primeira vez eu achei que era apenas uma brincadeirinha inocente num livro totalmente despretensioso sobre tipografia. E foi começar folheá-lo para encontrar diversos valores bem interessantes e propostas de breves exercícios que não tem em (quase) nenhum dos renomados e tradicionais livros de tipografia. Considero o Hyperactivitypography – From A to Z uma feliz tacada da editora Gestalten: ao passo que a história da tipografia, anatomia do tipo, variações de corpo e afins a apresentação de seu conteúdo é extremamente divertida e inusitada. É exatamente como uma “cartilha de tipografia”, tem piadinhas, curiosidades, detalhes minunciosos sobre as letras. Como todo o conteúdo é ilustrado e em formato de pequenos desafios e passatempos, não existe um aprofundamento textual maior sobre o assunto mas vale muito a pena pela diferente forma de encarar um conteúdo legal e bem selecionado. Alguns exemplos do que se tem no livro, que tematiza a tipografia com capítulos de “A a Z”:

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Hyperactivitypography

Em toda abertura de capítulo o leitor é convidado a preencher os campos “termo tipográfico” e “typeface” que comecem com a determinada letra.

Hyperactivitypography - verso

O que achou desse projeto? É favorável à exploração de outras maneiras de transmitir o conteúdo? Eu sou ;)

Guia de Tipografia [Timothy Samara]

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Acredito que a principal vantagem que os novos livros de design têm é a inclusão de velhas e vitais técnicas como os tradicionais só que elas são sinergicamente sintonizadas com o que acontece no momento atual do cenário do design. Um bom livro sobre fundamentos de tipografia não abordar tipografia em meios digitais por exemplo, com todas essas mudanças tecnológicas e suportes diferentes, me parece que falta alguma coisa. Faltas assim eu não senti no ótimo livro do Timothy Samara que tem como subtítulo Manual prático para o uso de tipos no design gráfico, lançado pela Editora Bookman.

A abordagem da publicação e a divisão dos capítulos me agradou bastante: você pode partir da base, dos fundamentos e seguir para o foco que lhe agrada, sejam cartazes, design de embalagem, livros, digital, tudo bem. De qualquer modo eu gosto de passear por todas essas áreas, devorar o livro todo, como fiz. Ah, a parte básica também dá uma boa carga de informações num panorama geral interessante. Tudo devidamente ilustrado e bem impresso.

Pra se ter uma ideia melhor do conteúdo:

Sumário

Iniciais
A tipografia está em todos os lugares
Tipos falantes

Fundamentos da Tipografia
Parte A. Mecânica do tipo
Princípios do desenho de letras
Variações do alfabeto
A óptica do espacejamento
A mecânica espacial dos parágrafos
Parágrafos em sequência

Parte B. Forma e função
Espaço: a fronteira tipográfica
Cor tipográfica
Ponto, linha e plano
Desenvolvendo hierarquias
O grid tipográfico
Quebrando o grid
Sistemas tipográficos

Parte C. Expressando o que não foi dito
Integrando tipo e imagem
A tipografia enquanto imagem
Cor na expressão tipográfica

Práticas Tipográficas
Design de tipos
Design de livros
Textos colaterais
Design de sites
Impressos efêmeros
Cartazes
Tipografia em movimento
Identidade visual
Tipografia ambiental
Publicações
Embalagem

E alguns exemplos de como o conteúdo é visualmente explorado:

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara

Guia de Tipografia - Timothy Samara
Guia de Tipografia - Timothy Samara

Alguém aí já viu o livro? Leu? Tem? Gostaria de ter? Comenta aí, então! :)

A Referência no Design Gráfico

A Referência no Design Gráfico, Editora Blucher
E cada vez mais aparecem bons livros de referências em design. Quem me dera na minha época de aluno da faculdade eu tivesse acesso a 1/4 dessa quantidade de títulos de hoje. Esse, A Referência no Design Gráfico – Um Guia Para a Linguagem, Aplicações e História do Design, da Editora Blucher é um ótimo exemplo disso. As 400 páginas são ricamente ilustradas e ainda por cima bem recheadas de informação. Dá só pra “ver”, dá só pra ler, dá pra ter os dois, que é minha sugestão. Do vintage pro contemporãneo, o impresso, o digital, designers, conceitos, tudo na medida certa. Tem texto suficiente pra você se interessar pelo assunto e na quantidade ideal para que o topico não fique cansativo e você parta logo pro próximo item, linear ou não-linearmente.

Os autores Bryony Gomez-Palacio e Armin Vit dão um breve contexto e mostram imagens de revistas como Emigre, Eye, IDEA, Critique e Esquire. Tem designers como Ladislav Sutnar, Joseph Müller-Brockmann, Paul Rand, Massimo Vignelli, Milton Glaser, Wolfgang Weingart, David Carson. Estúdios como a Pentagram, The Republic Designers e Push Pin. Tem type foundries como a ITC, The Font Bureau, Adobe Fonts, Emigre Fonts, House Industries e Fontshop International. E tem museus de arte e design, tem referências de podcasts e blogs de design, tem o DESIGNICES! Ok… não tem o DESIGNICES, não… Desculpe, me empolguei. E tem cartazes, capas de discos, mapas de metrô, embalagens, revistas, jornais, referências de outros livros… Enfim, dá pra se divertir por um bom tempo com essa publicação. Interessante é ver que além de todas essas figuras carimbadas do design mundial e atemporal também tem outros “menos conhecidos” com ótimos trabalhos. Eu sempre me pego esbarrando nesses nomes e procurando mais a respeito. Alguns foram tão legais que até gastei mais grana em livros a respeito, hehe! Coisas da vida!

Pra mais detalhes sobre o conteúdo:

Sumário

Apresentação
Uma modesta linha do tempo

Princípios
De design (Disciplinas, layout, cor)
De tipografia (Anatomia, genealogia, classificação, composição)
De produção impressa (Métodos de impressão, acabamento)

Conhecimento
Em papel (Periódicos e revistas, livros)
Online (Blogs, fóruns e diários; Arquivos, referências e acervos; Podcasts e rádios online )
Na sala de exposição (Museus, arquivos)
Nas salas de aula

Representantes
De design (1920-1960, 1980-2000)
De formas de letra (Origens, pós-1984)
De escrita
De designers

Prática
Nas paredes (Nas prateteiras, nas bancas de revista, em identidade, em letras)
Nas estantes (Livros, música, produtos de consumo)
Nas bancas de revista
Sobre identidade (Logotipos, programas de identidade)
Sobre formas de letras (Clássicas, inovadoras, novos clássicos, desprezadas)

A sobrecapa pode ser removida pra dar uma espiada nas cores e trabalhos da capa, mas nesse caso é interessante manter: ela é bem resistente e é plástica, não vai rasgar ou amassar fácil.

A Referência no Design Gráfico - Detalhe da sobrecapa

Alguns exemplos de como o conteúdo é exibido e ilustrado nas internas:

A Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de internaA Referência no Design Gráfico - Exemplo de interna

A principal vantagem que encontro nesse livro é, além da qualidade da curadoria e quantidade das referências, elas estão devidamente contextualizadas e definidas, diferente do que geralmente encontramos em livros “somente de referências visuais” que geralmente não nos dão muita chance de procurar ou saber mais, nem entender onde aqueles projetos estavam envolvidos e porque foram feitos.

Esse é mais um título que recebe o “Selo DESIGNICES de qualidade reconhecida;)

Paula Scher: MAPS

Já tem um bom tempo que sou fã e acompanho o trabalho da PENTRAGRAM, principalmente dos designers DJ Stout e Paula Scher. Designers velhos de guerra que se somam a experiência desses anos todos (ele com mais de 50 e ela com mais de 60 anos) com o que rola de atual. Resultados de impressionar. A Paula Scher, no começo dos anos 1990, iniciou uma série de mapas de todo jeito, em grandes dimensões (telas com mais de 2 metros), cheio de interferências cromáticas e tipográficas que formam texturas e tramas bem interessantes. E esses mapas ficaram bem famosos, ela fez uma série bem grande. Daí algum anjo resolveu lançar um livro (grande e bonitão!) com essa sequência de mapas e dados técnicos. A capa, aliás, vem com uma luva que é um mapa pra você enquadrar. A capa sem a luva é assim:

Paula Scher: MAPS

 

Os mapas usam diversas cores e estilos, mas a identidade fica sempre presente. Tem todo o jeitão de projeto pessoal, daqueles que fazemos exatamente como planejamos e que se lasque tudo e todos. Alguns exemplos dos mapas:

Paula Scher: MAPS - Interna

Paula Scher: MAPS - Interna

Paula Scher: MAPS - Interna

Paula Scher: MAPS - Interna

Paula Scher: MAPS - Interna

Paula Scher: MAPS - Interna

Paula Scher: MAPS - Interna

Paula Scher: MAPS - Interna
Inclusive rolaram instalações com a linguagem que ela usa em seus mapas e o livro as documenta também:

Paula Scher: MAPS - Interna

Uma pena que esse livro não foi lançado no Brasil, então o jeito é pedir pra boa e velha Amazon.

Você conhece ou admira o projeto pessoal de algum designer/artista? Compartilha aí nos comentários!