Arquivo da categoria Designice

8 livros de design por menos de R$ 50 cada

Há alguns meses fiz um post de (quase) mesmo título (leia!) , mas percebi que ele ficou desatualizado em quase todos os livros. Os preços subiram, invés de 10, agora são 8, mas são muito bons, valem a pena. Aí vai uma lista atualizadíssima e claro, preços valendo apenas na data do post!

ABC da Bauhaus – Bauhaus e a teoria do design, de Ellen Lupton e J. Abbott Miller

Mais do que referencial, histórico e cheio de imagens para inspiração, a dupla de autores contextualiza o movimento e discute como essa escola alemã de design se relaciona com outras áreas e como a psicanálise pode ser relacionar com a geometria das formas que a Bauhaus usava, o círculo, o quadrado e o triângulo. É bem nerd e diferente de todos os outros que vi de Bauhaus em português.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 44,00

Alexandre Wollner e a Formação do Design Moderno, de André Stolarski

Livro + DVD de uma entrevistona com o Alexandre Wollner, talvez o pioneiro do design contemporâneo brasileiro. Ele fala da relação de design e arte, design e publicidade e do que está sendo produzido atualmente.
Lugar mais barato: Americanas, R$ 44,90
Leia o post Livro: Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil [Um projeto de André Stolarski - Ed. Cosac Naify]

As Leis da Simplicidade, de John Maeda

O designer-artista-e-professor-do-MIT John Maeda dá, em 10 lições, dicas para encontramos mais facilmente a simplicidade no trabalho e no que produzimos. Tem até um blog que ele lançou pra continuar o livro, o The Laws of Simplicity.
Lugar mais barato: Americanas, R$ 27,90

Do Maíz à Maizena – Um Layout de 140 Anos, de Tadeu Costa

A embalagem de Maizena sempre pareceu “igual” pra todos. E num mundo de propagandas e logos que não duram muito, como permanecer sem modificações por muito tempo (afinal, 140 anos é muita coisa, né?)? É o que Tadeu Costa explica nesse livro, rápido e gostoso de ler, além de mostrar todas as mudanças da embalagem, comerciais de TV, anúncios e calendários de receitas.

Lugar mais barato: Fnac R$ 25,50

Linguagens do Design – Compreendendo o Design Gráfico, de Steven Heller

A possibilidade da leitura não-linear e o ótimo conteúdo me agradaram bastante. O autor mostra diversos “ícones” do design e conta sua história e curiosidades, como a Suástica, o símbolo da paz, cartazes, caixas de fósforos japonesas, embalagens de aparelhos de barbear…

Lugar mais barato: Fnac, R$ 38,25

Nova York – A vida na cidade grande, de Will Eisner

Livro de quadrinhos, sim. Mas para os preconceituosos, não é qualquer tipo de quadrinhos. É Will Eisner. E nesse livro ele mostra o cotidiano dos moradores das grandes cidades em diversas situações divertidas, inteligentes e extremamente bem resolvidas. No mínimo é genial.
Lugar mais barato: Fnac, R$ 39,90

O Mundo é Mágico – As Aventuras de Calvin e Haroldo, de Bill Watterson

A simplicidade e inocência do Calvin nessa coletânea de suas tirinhas. Ideal pra dar aquela “quebrada” entre um livro de design e outro.

Lugar mais barato: Submarino, R$ 19,90

Projeto Tipográfico, de Cláudio Rocha

Cláudio Rocha é tipógrafo brasileiro, trabalha com isso desde 1975, é diretor da Oficina Tipográfica São Paulo (leia o post “Curso de composição tipográfica manual Módulo I – Cartão de visita” e também o “Módulo II – Cartaz” e editor da Revista TIPOITALIA, idealizador e editor da Revista Tupigrafia, entre muitas outras atribuições. Nessa publicação ele conta de características da tipografia digital e analógica, a trajetória das fontes tanto técnica quanto estética, além de comentar tipos serifados, sem serifa e manuscritos. Essa é uma reedição revisada e ampliada do primeiro livro de tipografia que li na vida :)

Lugar mais barato: 2AB Editora, R$ 33,48

Alguém tem mais sugestões nessa faixa de preço? Pode deixar nos comments :)

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Arquivo Público do Estado de SP

Revista "O Echo", de 1906

Revista "O Malho", de 1906

Revista "O Pharol", de 1908

Revista "A Cigarra", de 1914

Revista "O Fazendeiro", de 1920

Fiquei muito feliz quando vi essas e muitas outras imagens em tamanho grande pra ser ver na tela (eles, infelizmente, não deixam baixar…) e consultar referências visuais do começo dos anos 1900.

O Governo abriu esse acervo, segundo eles com mais de 250.000 imagens. As revistas podem ser folheadas e dá pra ler tudo (ou quase tudo), além de diversos jornais da época, anuários… Tá tudo aqui: Arquivo Público do Estado de São Paulo

Pra quem gosta do design de coisas antigas, pode dar uma espiadas nos meus posts com itens estilo retrô

1000 Type Treatments

1000 Type Treatments - Capa

Depois de muitos livros em português, resolvi mudar o destino e postar um gringo.  E um baita livro de referências tipográficas. Os autores Wilson Harvey e Loewy acertaram em cheio.

Essa publicação é uma coleção com mil (mil mesmo!) exemplos de tratamentos dados à tipografia, todas categorizadas e separadas pelos temas flyers, livros + revistas, logos, brochuras, pôsteres + banners e 3d + tipografia digital. Todas as imagens têm informação sobre a equipe que fez. São 400 páginas impressas num papel bem legal.

O livro é relativamente pequeno, um quadrado de 15×15cm, muito fácil de carregar e de dimensões suficientes pra ver bem cada layout. Alguns exemplos:

1000 Type Treatments - Interna

1000 Type Treatments - Interna

1000 Type Treatments - Interna

1000 Type Treatments - Interna

1000 Type Treatments - Interna

1000 Type Treatments - Interna

Na Amazon custa US$ 13,59 na data desse post.

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Twitter de designers

Como cada vez mais o povo usa o Twitter (principalmente os que trablham com on-line), aí vai uma lista de design, basicamente formada por grupos que têm blogs ou então twittadores/retwittadores de referências, tutoriais e notícias da área.

http://twitter.com/rfratin é o do blog Designices! Me siga lá! :D

http://twitter.com/2ABEditora

http://twitter.com/abcdesign_coisas de fora.

http://twitter.com/acriativosfrente

http://twitter.com/blogsobredesignsites

http://twitter.com/chocoladesign

http://twitter.com/ColletivoDesign

http://twitter.com/cult_pop

http://twitter.com/descobredesign

http://twitter.com/designatento

http://twitter.com/designcombreja

http://twitter.com/designflakes

http://twitter.com/designontherock

http://twitter.com/mockupdesign

http://twitter.com/tipocracia

http://twitter.com/ximarquinho

http://twitter.com/trampos

(os próximos vieram dos comentários)

http://twitter.com/cristianovalim

http://twitter.com/lfdesigner

http://twitter.com/follow_colours

http://twitter.com/brunobarbieri

http://twitter.com/gcconcei/designmagazine

http://twitter.com/pictorama

Ah, claro, quero aumentar bastante o número de links nesse post, então você pode me ajudar citando mais Twitters de design nos comentários.

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Curso de composição tipográfica manual II: Cartaz

Depois de passar um sábado inteiro extremamente divertido e curioso compondo meu cartão de visita com tipografia manual, resolvi juntar a patota novamente para dois outros sábados, dessa vez, criando um cartaz. Se o resultado dos cartões de visita superaram as expectativas, decerto os cartazes também o fariam. Aproveito para mostrar, junto com o meu, alguns cartões de amigos que também cursaram o Módulo I:

Cartões de visita feitos com tipografia manual

A carga horária do Módulo II é o dobro do I (dois sábados), o que resulta num aprendizado fuido e eficaz, já que além da composição propriamente dita também existe a decisão individual do tema, escolha de cores e papéis para impressão. Na hora de imprimir (no segundo sábado), contamos com a experiência do Marcos Mello e da sua infalível pupila Edineide Oliveira, além do impressor-mestre Senhor Pérsio. Muito legal é trocar os cartazes com os outros profissionais que também cursam (aliás, como os meus foram impressos depois eu tô devendo pra todo mundo…). Os resultados:

Meu grande amigo Marco Moreira (do site MAGELSTUDIO) compôs com todo o alfabeto e o interferiu com a frase “Designers amadores geralmente são de opinião que letras maiores são mais legíveis”, retirada de um livro de tipografia:

Cartaz produzido com tipografia manual, por Marco Moreira

A designer Gina Muccillo brincou com o amor e o ódio e o inverso deles em seu cartaz:

Cartaz produzido com tipografia manual, por Gina Muccillo

Cássia D’Elia veio do Rio de Janeiro “só” para fazer o curso e aproveitou para executar um de seus trabalhos. A capa do CD Samba Quadrado (que além da composição manual tipográfica também contou com uma gravura em madeira) foi produzida em tamanho grande, como um “cartaz quadrado”:

Cartaz produzido com tipografia manual, por Cássia D'Elia

A artista plástica Giorgia Mesquita aproveitou a sua composição como item de decoração, que pode ser repetido como textura até preencher toda o espaço, como um papel de parede:

Cartaz produzido com tipografia manual, por Giorgia Mesquita

Já a Leony Corazza, grande amiga, inventou jogos panamericanos de 1976 em Denver para fazer sua composição com direito até aos atletas em ação dividindo o espaço com os tipos de madeira:

Cartaz produzido com tipografia manual, por Leony Corazza

Me baseei na medida 23,5mm, que significa a altura do tipo para a impressão, para compor o meu. Para indicar tal medida, fiz uma régua com o alfabeto, regulando os espaçamentos entre-letras para que todos os “milímetros” ficassem sempre do mesmo tamanho, já que cada tipo tem sua largura e não formariam espaços homogêneos, como uma régua de verdade. Na sequência tem parte da primeira rafe e detalhes das provas de impressão e por fim, meu cartaz:

Rafe e provas para cartaz produzido com tipografia manual, por Rogério Fratin

Cartaz produzido com tipografia manual, por Rogério Fratin

O “Módulo II – Cartaz tipográfico” tem duração de dois sábados (das 8:30 – 17:00, com material didático, café da manhã e almoço incluídos). Você ainda tem opção de comprar papéis como bem entender para imprimir seu cartaz, além das 20 cópias que fazem parte desse módulo. Dê uma olhada no Flickr da Oficina Tipográfica SP que tem bastante fotos de cartazes por lá. Quem quiser saber mais pode acessar os cursos da Oficina Tipográfica ou enviar e-mail para mello@oficinatipografica.com.br. Uma boa dica é arrumar uma turma e falar com o Marcos. Geralmente rola um bom descontinho pra todos.

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Cartazes “fique em silêncio” da Segunda Guerra Mundial

Não somente nos Estados Unidos mas também em diversos outros países, durante a Segunda Guerra Mundial, o trabalho de design era usado para informar que era “melhor pra saúde” tomar cuidado com o que era falado por aí e que algum vacilo poderia custar vidas. O resultado desse trabalho eram cartazes bem interessantes com belas composições e ilustrações muito bem feitas:

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Cartaz "fique em silêncio" da Segunda Guerra Mundial

Esses e muitos outros cartazes da Segunda Guerra Mundial podem ser encontrados no Virtual Library e baixados grátis em alta qualidade.

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Museu do Expedicionário

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Leite Moça Retro

A Nestlé aproveitou a “onda” vintage e lançou as latinhas especiais estilo retrô, daquelas que dá vontade de comprar todas. Em dois anos morando sozinho, nunca havia comprado nenhuma. Numa só vez eu comprei todas: de 1937, 1946, 1957, 1970 e 1983. Ótima sacada da Nestlé, não?

Embora o formato da lata, arredondada, não seja o da época, as adaptações ficaram bem interessantes. Ora contorno na tipografia, ora não. Ora adornos demais, ora não. Ora sem adorno algum…  Enfim, é bem interessante como referência visual dessas décadas poder compará-las e encontrar as características de cada movimento ou pensar na “época” de cada latinha. Aliás, o que aconteceu em cada uma dessas décadas?

Leite Moça retro 1937

A embalagem mantinha a cor original do produto – e não branca como as atuais (aliás, prefiro essa amareladinha). Reparem nos adornos dos ícones do Rio 1922 e na tipografia clássica utilizada.

A década de 1930 começou sofrendo pela crise econômica de 1929 dos Estados Unidos. Logo que começaram as invasões nazistas, a escola Bauhaus é fechada e os profissionais que lá trabalhavam vão para os Estados Unidos e Reino Unido. O design modernista norte-americano começou com o lançamento da revista “Advertising Arts”. Em 1932, Stanley Morisson prejetou a família Times New Roman pro jornal The Times, de Londres. O movimento Art Déco entra em ascensão. Surgiu o futurismo na Itália. No Brasil, J. Carlos prossegue com suas belas ilustrações (muitas delas bem patriotas) para as capas das revistas Fon-Fon, Rio Ilustrado e O Cruzeiro.

Leite Moça retro 1946

A Moça perde a cor vermelha e os ícones Rio 1922 ficam mais rebuscados com a cor de fundo. A tipografia “LEITE CONDENSADO” fica mais pesada e o MOÇA ganha contorno amarelo. O nome do produto começa a crescer na embalagem.

Um fato muito importante para o design nessa década foi quando o presidente norte-americano Roosevelt fundou, em 1942, o Office of War Information (OWI), para informar sobre a Segunda Guerra Mundial em diversas mídias. Para isso foram contratados muitos designers e ilustradores. Começou a “Era de Ouro” das revistas quando elas começaram a destacar o pós-guerra. O designer modernista Paul Rand publicou sua monografia/manifesto chamada “Thoughts of design”.

Leite Moça retro 1957

Os ícones Rio 1922 são simplificados, menos linhas e sem cor de fundo. O texto “LEITE CONDENSADO” ganha uma tipografia com mais curvas que dá mais contraste nas “relações grosso-fino” dos tipos, mais parecida com a da década de 1930. A palavra “MOÇA” cresce mais ainda e ganha contorno mais agressivo do que a dos anos 1940. A cor da lata passa a ser branca.

O movimento pós-guerra fica ainda mais forte na intenção de aliviar as dores das perdas causadas esse período e divulgar a comunicação visual. O primeiro satélite, o Sputinik, foi lançado em 1954, mesmo ano que Alfred Hitchcock estreiou seu filme “Disque M Para Matar” (Dial M For Murder) que tinha efeitos 3D no cinema. Ainda em 1954, Bill Haley and His Comets gravaram Rock Around The Clock, o primeiro rock do mundo. A pop-art começa em 1956 com a obra de recortes “Just what is it makes today’s homes so different, so appealing?”, de Richard Hamilton. No Brasil, mais precisamente na segunda metade da década, a Bossa Nova deu seus primeiros passos com Nara Leão, João Gilberto e toda a “turma” do Rio de Janeiro. Alexandre Wollner voltou da Escola de Ulm e estava pronto para mudar o rumo do design nacional com todos os detalhes conceituais de seus projetos e postura profissional.

Leite Moça retro 1970

Tanto o desenho da mocinha suíça quanto o nome do produto crescem para “estourar” na embalagem. Para tanto, foram reposicionados um ao lado do outro. Os ícones Rio 22 desaparecem e a imagem do ninho no logo da Nestlé aparece de background para a marca. O traço da ilustração foi simplificado e a moça não tem mais as listras no vestido

O movimento hippie, muito evidente na década anterior, perdeu suas forças (no Brasil isso apenas aconteceu na primeira metade dos anos 1980). Começou o movimento punk. Em 1971, Stanley Kubrich estreiou o filme “Laranja Mecânica” (A Clockwise Orange). Ainda nesse ano a estudante Carol Davidson criou o logotipo da Nike, o designer Milton Glaser criou a marca “I LOVE NY”. Em 1977, além da morte de Elvis Presley, George Lucas estreia o primeiro filme da série Star Wars. No último ano dessa década, o designer argentino (que mora no Brasil) Hugo Kovadloff começou a dirigir a SAO, divisão de design da agência DPZ.

Leite Moça retro 1983

A versão retro dos anos 1980 é a que resolveu apostar num tamanho ainda maior para a palavra “MOÇA”, assim como para a ilustração da mocinha (que se tornou menos rebuscada que a de 1970). Não tinha mais ícone algum, nem a marca Nestlé tão evidente.

Em 1980 nasceu o Grupo Memphis, talvez o primeiro movimento de design pós-moderno. Foi também nesse ano, mais precisamente em 23 de abril, 17:45, que nasceu o designer Rogério Fratin, hehehe! Steven Spielberg dirige o filme E.T. A partir dessa década que o design passou a ser produzido por computadores. Cores extravagantes, referência aos anos 1950 e efeitos 3D foram muito evidentes nesse período. Por falar em 3D, foi nessa década que nasceram os primeiros filmes 3d da Pixar. Os videogames e os computadores pessoais tornaram-se bem mais populares.

Alguém tem mais fatos interessantes de cada uma das décadas? Colabora aí nos comentários!

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Retrospectiva 2009: Top 5

Até faria um top 10, como fez meu grande amigo Marco Moreira, mas como o blog subiu em setembro, não teria post suficiente pra isso. De qualquer maneira, os posts que mais fizeram “barulho” no ano passado foram:

5: 20 ferramentas e sites grátis indispensáveis para designers

Fontes, imagens, otimizadores de tempo, combinadores de cores, plug-ins e salvadores-de-vida em geral.

4. 6 dicas pro webmaster não ser morto pelo designer

Sugestões amigáveis para os webmasters não cometerem “erros” na hora de codificar um layout.

3. 10 livros essenciais para designers por menos de R$50,00

Talvez os preços tenham sido alterados, mas a lista ainda é boa!

2. 10 dicas para um webmaster não querer te matar

Recomendações para os designers facilitarem o trabalho dos ‘codeiros’.

1. Como os micreiros prejudicam os designers

Em apenas uma semana ele teve mais acesso que os posts “normais” em dois ou três meses. E o mais legal foi que rendeu diversos comentários.

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Infográfico: Como os micreiros prejudicam os designers

Eu até gostaria de colocar um belo info aqui, cheio de ilustras bacanas e texturas minunciosamente bem feitas. Tudo com o acabamento mais incrível que já fiz. Não coloquei porque não achei esses valores comparativos. Nem gráficos. Nem tabelas. Nem números.  Nunca tem nada. São centenas de pessoas reclamando por algo que, até hoje, nunca vi uma prova sequer.

Bem me lembro que durante meu curso superior de Design Digital alguns professores falaram e teve até um que deu um texto para ser interpretado, que atacava os micreiros (no texto eles chamavam “sobrinhos”) e basicamente falava que eles eram o pior terror para a profissão do designer. Pois é… E cadê a prova disso tudo?

Pra mim é tudo balela. Se eu estiver errado, então me prove com números. Os micreiros ficam lá, os designers ficam cá. Tem sempre um que fala “Ah, mas eles tiram meu emprego”. Tiram, é? Quantas vezes a Agência Click, por exemplo, contratou um micreiro pra fazer suas peças que concorreriam ao Cannes? A AlmapBBDO trouxe um grupo de micreiros pra conseguir a conta de algum cliente importante? A Editora Globo terceirizou micreiros pra fazer a identidade da revista X ou Y? Não, né? Então… Talvez o micreiro tenha feito por R$ 325,00 o site da papelaria que tem perto da sua casa (até porque eles não teriam os 2 ou 3.000 que você cobraria para fazê-lo). Talvez o sobrinho do amigo tio que sabe mexer no Corel Draw tenha cobrado R$ 8,50 pra fazer o cartaz de “Vende-se ovos” para a quitanda da amiga da sua tia. É com esses caras que você quer competir no mercado? É esse tipo de trabalho que você quer? São esses os caras que você compete numa entrevista? Ah, bom…

Micreiros x Postura profissional: Quem (ou o que) prejudica mais a profissão?

Muitas vezes me questiono da posição do designer dentro de uma empresa. Sempre me lembro de um passado remoto, quando eu era office-boy, junto de outros oito ou nove adolescentes. Pra eles não bastava ser office-boy, também era necessário se portar como. Todas as gírias de periferia possíveis, roupas largas e extravagantes, boné de basquete norte-americano, pouca cautela pra falar… Enfim. E não era da natureza deles, não. Era algo que contagiava quem começasse a trabalhar lá (e também nas outras empresas dos prédios ao redor). Por que será que nenhum deles pegaria aquela vaga de auxiliar de escritório? Porque a vaga não é pra alguém assim. Ah, nada contra as vestimentas, não. Mas acredito que elas devam ser de acordo com o tipo de negócio que você trabalha. Nesse caso, uma seguradora, cheia de regras e de bancos importantes como clientes principais e um povo de terno sempre ao redor. Não esperava que os meninos fossem trabalhar de fraque, apenas não acho interessante ir vestido como se vai para o clube no final de semana praticar esportes. Ah, é evidente que não estou exemplificando baseado em funcionários numa agência ou empresa descolada, que permitem e promovem essa casualidade (extremamente saudável e indicada) na aparência.

Da mesma forma que os estagiários de todos os lugares que trabalhei que se comportavam como estagiários NUNCA foram efetivados.

Dúvidas: Será que não falta para a profissão se preocupar com a NOSSA postura profissional invés de fazer o mesmo pela postura de um micreiro que nem sabe porque ele não é designer? Quão contente um gerente de marketing fica com explicações do tipo “NÃO DÁ pra mudar porque estou usando uma referência direta aos estudos de gestalt do objeto da Deutscher Werkbund”? Inclusive tem gente que fica sem resposta se as frases prontas “Não dá”, “Não tem como” e “É impossível” sumirem da Língua Portuguesa. O designer precisa ser o solucionador de problemas, não o causador de outros.

Designers mendigos

Ocasionalmente pelo Orkut eu encontrei uma comunidade chamada “Designers mendigos”, onde na descrição tinham coisas como “Se você tem 22 anos, está formado e não tem perspectiva de comprar um carro por conta do salário aqui é seu lugar”. Ok, ok, sei que sou ranzinza pacas. Sei que até pode parecer engraçado, mas mesmo que algumas vezes isso possa ser verdade, quanto será que uma coisa dessas ajuda as pessoas de fora a olharem para a profissão de designer de maneira digna (já que nem quem é designer olha)? Engraçado é que não tem nenhuma comunidade de “neuro-cirurgiões mendigos”, nem “vendedores de loja de shopping mendigos”, nem “frentistas de posto de gasolina mendigos”, nem marketeiros, nem programadores. E a comunidade tá lá, com mais de mil e duzentas pessoas. A comunidade brasileira de tipografia que tem mais membros não passa da casa dos três mil, ou seja, um terço desse valor se identifica designer mendigo (claro, não necessariamente os membros dessa comunidade, só estou comparando os valores). É curioso pensar que não gostamos de micreiros porque eles sujam nossa profissão e denigrem nossos valores, mas se comparar a mendigos não tem problema, né?

Só pra fechar

Quero deixar bem claro que não sou satisfeito com o que o mercado paga para os designers. Tampouco acho que nem os clientes nem nossos chefes tratam nossa profissão com a seriedade que deveriam. Mas também acho que muito disso não se deve apenas aos micreiros, sobrinhos nem a toda a turma deles. Se a cabeça de quem faz parte do grupo “prejudicado” não muda, mais complicado ainda mudar o pensamento de quem está apenas assistindo de fora. Nos últimos três anos quantas entrevistas em programas de talk-show foram com designers que fizeram algo grandioso pela sociedade? Quantos projetos de melhorias para o país foram idealizados por designers? Quantos designers você conhece que se envolvem com projetos para ONGs ou OSCIPs? Pois é… Que coisa, não?
Corcorda? Discorda? Não tem problema. Se design é projeto, como diria o Mestre Alexandre Wollner, ele pode ser fortalecido pelas discussões. Então comenta aí!

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Lata de Panettone Retro da Bauducco

Como de costume a Bauducco lançou latas especiais para seus panettones em versão “presente de Natal”. As embalagens antigas foram o tema dessa vez. A que achei mais interessante foi essa, baseada na década de 1950, década que Carlo Bauducco trouxe o panettone pro Brasil, segundo informações na própria lata. A face principal utiliza ilustrações de rostos de crianças que foram retiradas de um caderno de receitas, sem data definida. As demais faces incluem fotografias de época (e tem imagens das décadas de 1960 e 70 também…?).

Lata de Panettone Retro, Bauducco Lata de Panettone Retro, Bauducco
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