O usuário é burro!

O usuário é burro!

O usuário é (muito) burro, o usuário não sabe nada, o usuário é uma anta, o usuário é um idiota. Essas e outras frases, infelizmente, estão presentes muitas vezes nas discussões dos processos de arquitetura da informação e design de interface (e todos esses nomes que foram dissociados e que eu nem sei quem faz o que…) e que mostram que ainda tem gente que não entendeu nada sobre design, projeto, usuário.

Antes de tudo, garanto que quem acha o usuário burro nem sabe nada sobre ele. Nesse ponto já temos dois erros: (a.) generalizar (b.) algo que não se conhece. O usuário é alguém que vai usar o projeto que fizemos. É isso, simplesmente. Se ele é letrado ou não, tem experiência ou não, habilidades mil ou não, não importa. Nossa função, enquanto designers, é fazer algo que o atenda, no caso dele ser o público alvo. Fácil, né? Mas ainda tem muita gente que não entendeu essa conta simples.

Cadastre-se em 100 formulários com problemas de programação e concorra a uma tv de 60 polegadas

Mensurar como um usuário se comporta quando há o “desespero” atrás de uma informação como essa que brinco no subtítulo acima não vale de muito. É algo que ele quer desesperadamente. Assim como comprar ingressos online, usar serviços do governo, Poupatempo e similares. No caso desse tipo de serviço:
1. É a única opção do usuário de executar uma ação, como tirar um CPF novo, por exemplo
2. É a única opção que tem pra ganhar algo ou para concorrer: pode esconder a informação que ele dá jeito de achar

Em outras palavras: se estiver bem planejado ou não, quase que tanto faz. O usuário vai atrás da informação porque não há outra escolha.

Como o mundo (ainda bem) não é feito apenas por frutos da publicidade e a informação e o conteúdo ainda é valorizado, temos uma diferença imensa, quase que oposta na hora de projetar conteúdos informacionais, culturais ou editoriais para os usuário. Primeiro porque ele pode ter caído nesse conteúdo diretamente por um resultado de busca ou mídia social. Segundo porque esse projeto pode não ser o único lugar que ele vai encontrar a informação desejada. Ou ele vai pra outro ou ele desencana e segue a vida, afinal de contas é “só informação” e não um carro zero ou Playstation 6. Lá deve ter a informação que ele deseja, não a que você quer que ele queira.

O projeto não deve ser feito pro cliente: deve ser feito para o usuário do produto do cliente

Algo que parece simples (mas não faço ideia porque não se faz) e no fim é complicado de entender é que o projeto deve atender quem usa, não quem faz, tampouco quem paga pra ser feito. Clichê de primeiro ano de faculdade. Em apresentações de trabalhos (seja em cliente ou palestra, evento) é comum rolar uma pirotecnia vendida por um showman sorridente. Bela porcaria. O usuário não sabe disso, não vê isso, nem acessa. Uma mesa escolar feita para crianças canhotas deve ser feita para crianças que, por acaso, são canhotas. E essas crianças tem um porte físico que é diferente em cada região do Brasil. Não é tudo a mesma coisa. E uma criança do sul, geralmente maior do que uma do nordeste, não é burra porque não cabe direito no espaço disponível. Da mesma maneira, aquele senhor de 89 anos que está num site de idosos e não vê o botão gigante que “era pra ser clicado” ou não consegue ler a Arial 9px não é burro. Aqui eu falo sobre projetos digitais, mas isso pode ser aplicado a uma embalagem, a um livro, revista, sofá.

Post em versão resumida

O usuário é quem usa, quem deve usar. Se o usuário não consegue fazê-lo, o problema não é dele, é seu.

 

A imagem veio do Library of Congress

Clichês Brasileiros [Gustavo Piqueira]

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Mais uma publicação, desculpe o clichê (ups!), imperdível do Gustavo Piqueira. Dessa vez a ideia foi compor uma narrativa visual, usando “apenas” clichês tipográficos, para contar a história do Brasil. E tem as caravelas, os portugueses chegando, o escambo com a população nativa, a catequização católica, a Bolsa do Café e outras muitas passagens nas 112 páginas.

A publicação é da Ateliê Editorial, que havia publicado em 2003 um fac-símile da coleção de clichês de D. Salles Monteiro, utilizada para a confecção desse livro. São mil exemplares (apenas) em tiragem única e as cópias são numeradas.

Algumas páginas para degustação:

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

A capa do livro tem uma lâmina de madeira impressa em serigrafia, adesivos e costura aparente.

Clichês Brasileiros, Gustavo Piqueira

 

Qual é a tua fonte?

Qual é a sua fonte?

O jornalista me respondeu que não podia me revelar a sua, já que lhe fornecia tantas informações valiosas;

O arquiteto me mostrou a que fica na Praça da Sé, na capital paulista, que enfeita a cidade e também é onde os moradores de rua usam pra se banhar quando a polícia não vê;

O geógrafo me levou até Águas de Lindoia (SP) e falou que a água lá é de ótima qualidade;

O eletricista apontou pro alto de um poste e contou que aquela era responsável pela energia elétrica do prédio onde eu moro;

O médico me perguntou qual dos lados da cabeça, direito ou esquerdo, que eu queria saber;

Que me desculpem os jornalistas, os arquitetos, os geógrafos, os eletricistas, os médicos, mas nenhuma dessas fontes é mais linda e interessante que uma Garamond, uma Caslon ou uma Bodoni. Perdão!

Ah, e antes que alguém me pergunte da fonte dessas informações, foi o Dicionário Aulete 😉

Cultura gráfica #0: Você é o que você vê

Cultura gráfica #0: Você é o que você vê

Me perdoem pelo clichê, mas você, enquanto designer, é o que você vê e principalmente o que procura ver. A conta é simples: se você ficar atrás de lixos visuais, provavelmente teus trabalhos e tua percepção ficarão viciadas em lixos. Não que você necessariamente faça lixos exatamente como os que vê, mas no mínimo deixa de fazer melhor. Simples e objetivamente, é isso. Mas não é só isso: se você opta por disseminar o que não presta visualmente, quem vê deixa de aguçar sua percepção também. Se forem designers, um problema. Se não forem, também. Talvez maior.

Antes de seguir: O que eu quero dizer com cultura gráfica?
A cultura gráfica poderia, talvez, ser chamada apenas de cultura, que vem do cultivo e do contrário da ignorância, como diz a definição do dicionário que usei pra ilustrar esse artigo. Optei por reforçar que me refiro à parte visual do que pretendo expor com o complemento “gráfica” no nome. A cultura, como cultivo de algo, nunca consegue ser instantânea. Sempre depende de tempo e de bastante trabalho. No caso da cultura gráfica, por exemplo, não é uma única ida ao Museu de Artes de São Paulo ou assistindo aos incríveis Durval Discos e O Carteiro e o Poeta que tá tudo certo. São necessárias dezenas, centenas, milhares de referências – boas e diversificadas referências – para que as camadas sedimentares culturais visuais se depositem e formem, cada vez mais solidamente, um repertório mais sólido e favorável ao mundo do design e da arte, seja para um designer, um artista, um advogado ou bancário.

Num flashback aos meus anos de ensino fundamental e médio, algumas perguntas eram sempre repetidas nas aulas de matemática, por exemplo:

– Mas quando eu vou usar uma equação do segundo grau na minha vida?
– Pra que serve eu saber o volume de um tetraedro regular?

A equação, pela equação, talvez nunca. E talvez nunca também precise saber a área de um tetraedro regular. Mas não é pra isso que serve a matemática na escola. Ela serve pra ensinar a lógica. Da mesma forma que temos que aprender português pra que nos expressemos de maneira correta, nas mais diversas situações. As aulas de educação artística, que muitas vezes são deixadas de lado ou não são levadas tão a sério como as das outras disciplinas, servem para “ensinar a sensibilidade” e iniciar a cultura gráfica a partir de um método educacional. E uma pena que nem sempre isso ocorra.

É bem comum que um observador se incomode quando os padrões visuais de uma paisagem natural ou urbana seja quebrado. Uma casa extremamente popular no meio de um bairro rico, uma árvore centenária que não pode ser derrubada no meio de um shopping center glamuroso, um Fusca estacionado em frente à uma concessionária da Ferrari. Esses contrastes mesmo que comuns, além de chamarem a atenção do observador, causam certa estranheza que pode e deve ser valorizada. Tão importante quanto essas quebras visuais externas é quebrar o padrão de repertório que um observador tem, até que isso seja mais usual e absorvido por ele. Dessa forma a cultura gráfica é, me desculpem o trocadilho, cultivada. Em exemplos mais diretos: é mostrar o grunge para o clean, a Caslon para a Helvetica, a máquina de escrever para o iPad e os contrários. E claro, a ideia não é que o grunge tome banho ou o clean brinque na lama: é que cada um deles abra seus leques e perceba o que há ao redor e, de repente, absorva alguma característica, o conceito, o comportamento ou o visual propriamente dito.

E por que é importante que designers e não designers aumentem sua cultura gráfica?
Os designers em geral precisam beber da água cultural sempre, e de todas as fontes. O Claudio Ferlauto sempre me ensinou que o norte do design é a cultura. Quando mais cultura um designer tem, mais reflexos dos bons ele tem em seus trabalhos. Quem mora na Europa, por exemplo, é acostumado sair de casa e praticamente tropeçar em História da Arte na ida à padaria, coisa que não ocorreria numa cidadezinha do interior de Roraima. Nesse caso nem o europeu pode se dizer plenamente abastecido de cultura nem o interiorano pode se dizer sem. Como citei anteriormente, o processo de promoção cultural é lento e, quiçá, vitalício.

Para os não designers é bem simples entender o motivo: quanto mais repertório visual eles têm, mais valor ao nosso trabalho vão dar. E as coisas mudam. Demoram, mas mudam.

Eu sou um eterno defensor e militante da propagação da cultura gráfica e acredito que essa atitude só tem a melhorar a vida de quem é envolvido.

Como você promove a sua cultura gráfica? E a dos outros?

Detone nos comentários, hein?

Nota: esse tema será dividido em quatro partes. Em breve as demais aparecem por aqui, também. Volte sempre 😉

No meio do caminho tinha uma letra, tinha uma letra no meio do caminho 2 – Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Não seria minha intenção agrupar num post da série “No meio do caminho tinha uma letra” alguma categoria dos textos curiosos que encontrava por aí. Acontece que esses tempos encontrei tanta coisa com esse visual grunge e feito pela ação do tempo que vi muita beleza junta e, finalmente, reuni 10 exemplos dessa estética visual bem típica dos anos 1980 e 90, a sujeira, a corrosão e mais um monte de coisas que os modistas do design ficam se matando pra fazer no Photoshop, sem ter especificamente uma função no contexto da peça. Aqui a coisa simplesmente aconteceu – e continua acontecendo. Se passear atento na região central da cidade de São Paulo pode se deparar com algum desses.

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Tinha uma letra no meio do caminho 2 - Naturalmente grunge

Veja também o No meio do caminho tinha uma letra 1

Fotografias vintage de operadores de Linotype

Operador de Linotype, 1943, Texas

Sou completamente louco por essas máquinas. Nunca canso de assisti-las funcionando e de pegar rapidinho as linhas de texto ainda quentes que saem enquanto são operadas. É o barulho, o caminho das letras voltando, o chumbo quente… Bom, é tanta coisa que me atrai nessa geringonça que nem sei mais. Só sei que é apaixonante e cada fase do processo é essencial. Nas minhas incansáveis buscas sobre material a respeito, dessa vez ao acaso, encontrei fotos bacanas de operadores de Linotype nos Estados Unidos e fiz uma seleção delas das décadas de 1900 e 1940.

Operador de Linotype, abril de 1941, Illinois Operadores de Linotype, abril de 1942, Illinois Operador de Linotype, abril de 1941, Illinois Operadores de Linotype, 1902, Nova York Operadores de Linotype, 1909, Nova York Operadores de Linotype, 1909, Nova York Operador de Linotype, 1942, Nova York Operador de Linotype, 1943, Texas

Essas fotografias vieram do Library of Congress

Pra que curte Linotype, também pode ver um catálogo gigante e incrível dos anos 1930 e o manual de operação brasileiro dos anos 1940

Design Shot! #13 – Hierarquia de Necessidades

“Para que o design tenha sucesso, ele deve atender às necessidades básicas dos usuários antes que possa satisfazer às de nível mais alto.”

“As necessidades de funcionalidade relacionam-se ao atendimento dos requisitos mais básicos do design. Por exemplo, um gravador de vídeo deve no mínimo aferecer a possibilidade de gravar, reproduzir e rebobinar os programas gravados. Nesse nível, os designs são considerados algo de pouco ou nenhum valor” – William Lidwell, Kristina Holden e Jill Butler, no livro Princípios Universais do Design, Editora Bookman

Paris versus New York

Paris versus New York

Alguns dos meus livros são “os preferidos das visitas”. Paris versus New York, de Vahran Muratyan, no Brasil pela Editora Intríseca, é um dos favoritos. A publicação com imagens que comparam as duas cidades, de maneira simples e direta, tem tudo a ver com design mas não é, especificamente, um livro sobre design. E até agora não houve quem não gostasse e folheasse tudo, do começo ao fim.

As ilustrações minimalistas são muito fáceis de entender e passar pras próximas páginas duplas de comparação. E é o minimalismo sintético, não o preguiçoso que tem aparecido bastante por aí. Mais exemplos das comparações que envolvem estilo de vida, música, arquitetura, gastronomia, cinema, arte:

Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York
Paris versus New York

Gostou?

😉

No meio do caminho tinha uma letra, tinha uma letra no meio do caminho

Escrita ou não numa pedra
tinha uma letra no meio do caminho (…)

E me desculpem, não escrevia poesia nem na quinta série do ensino fundamental, quando valia nota.

Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra
Tinha uma letra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma letra

A ideia aqui foi documentar as letras com as quais me deparo no meu cotidiano. A maior parte das fotos foram tiradas despretenciosamente com a câmera do iPhone 4S. Letras bem desenhadas ou não, formas boas, ruins, estranhas, clássicas, não importa. Em algum momento elas me tocaram, noutro eu as toquei, as avistei num canto quase perdido no meio das cidades. E aos poucos essa lista de imagens cresce.

Já temos o No meio do caminho tinha uma letra 2 – Naturalmente grunge

Eu o convido a fazer fotos das letras que se depara durante uns dias, publicar em algum serviço de foto e dividir com todos nos comentários. Topa?
😉

História do design em 2063

Provavelmente haja um momento da história do design que você goste mais. Ou uma escola, um movimento, um estilo, tanto faz. E também provavelmente você seja capaz de citar cartazes, objetos, tipografia, cores e outros detalhes dessa sua preferência. Confesso que as minhas mudam com o tempo. Mas sempre tenho algum.

Tenho feito tentativas de categorizar ou identificar como é nosso design atual e não tenho conseguido muito sucesso. O que é efêmero parece tomar conta de quase tudo. Muita coisa rápida, sem planejamento, feitas pra durar por pouco tempo (e não falo de móveis ou veículos, falo de publicações, mesmo). Como será que vão falar do nosso design daqui 50 anos, em 2063? Quais seriam as características? Percebo tudo clean e sóbrio e repentimanete vira muito caótico, grunge, underground (ah, os anos 1990…) e de repente, PLIM!, o clean toma de volta a atenção dos holofotes e tudo volta no começo desse ciclo. Um minimalismo (ou falso minimalismo/minimalismo preguiçoso) as vezes também dá suas caras. A exploração tipográfica anda em alta, os processos de criação parece que têm caído na “Bolsa do Design”. E a proporção áurea, hein? Alguém aí já usou num projeto? Mas seriam essas as características estudadas pelos alunos da década de 2060? Será que algo vai se segurar visualmente até lá, como fez a Maizena nos últimos 150 anos?

Desculpe, acho que soltei uma rajada de perguntas de uma só vez. Uma respiradinha:

Transformers, Estrela, anos 1980

Eu nasci em 1980, consigo mapear o que era visualmente explorado na época, as cores berrantes, o 3D, uma volta ao rétro (sabe qual a diferença entre vintage e rétro?), posso falar dos objetos de desejo da época, os brinquedos, carros, eletrodomésticos, discos, filmes. E hoje? O que temos?

Outro questionamento que faço é sobre vanguarda de hoje, será que o que produzimos é a vanguarda ou serão os suportes (como os smartphone, as tablets, as smart tvs…) que ocuparão esses espaços na história do design? Ainda existe vanguarda? E o design gráfico? Stephan Sagmeister? John Maeda? Gustavo Piqueira?

Em suma: Como você imagina que falarão do design da década de 2010 na década de 2060? Quais seriam os objetos de desejo? Abuse nos comentários!

Não sei se daqui vão sair respostas precisas pra todas essas perguntas, mas eu volto pra esse post aos 83 anos pra conferir. O legal vai ser a discussão e a troca de ideias, como sempre ocorre por aqui. E quem acertar ganha um doce 😉