design, livros, tipografia e referências

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Design Shot! #11- O design do Terceiro Mundo nos livros

“Todas as histórias do design publicadas até hoje, e isso também se aplica em grande parte ao presente trabalho, têm o design das metrópoles como objeto. Nas obras de referência e nos livros ilustrados sobre o design gráfico e industrial, aparecem apenas objetos de design dos países capitalistas industrializados e altamente desenvolvidos da Europa e da América do Norte. Por que isso acontece? Devamos acusar os autores de uma limitada visão eurocentrista que ignora uma parte da prática do design? (*)” – Beat Schneider , no livro Design – Uma Introdução, da Editora Blucher

*: Claro que no livro o autor continua e conclui esses questionamentos, exemplifica e questiona mais. Trouxe esse trecho pra cá para propor discussões.

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O design aplicado na web precisa, desesperadamente, de mais espaços em branco

É, não tem nada aqui, mesmo. Mesmo, mesmo. Foi só uma piada baseada na minha indignação do formato “Tetris” que os layouts de sites de conteúdo usam. Espaço em branco é visto como “possibilidade de alguma coisa entrar ali”, simplesmente pra não ficar “muito branco”. Ser simples está muito complicado, a publicidade só falta querer escrever junto dos textos das matérias pra vender, dezenas de informações devem dividir espaços nobres nos templates e todas são principais. É como ter uma página com todo o texto em negrito. Os destaques somem, tudo vira um mingau de conteúdo, consumido por ninguém.

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Cartazes vintage de filmes de bangue-bangue à italiana

Algumas [ou muitas?] das tardes da minha infãncia eu passei vendo filmes de diversos gêneros e épocas. Os bangue-bangues à italiana tinham seu lugar garantido na minha TV Sharp, comprada usada pra assistir a Copa do Mundo de 1978. Fiz uma seleção de cartazes desses filmes que achei mais interessantes, com ângulos e composições bacanas das ilustrações. Sinceramente não lembro de quais desses eu já assisti, mas gostava dos do Franco Nero, Bud Spencer e Terence Hill.

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

 

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

 

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

 

Cartaz vintage de filme de bangue-bangue à italiana

Todos esses cartazes foram baixados do site Wrong Side of the Art, na categoria Western Spaghetti

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Livrarias online: Cadê os livros de design?

Quem já acessou a página inicial desse blog deve ter percebido como eu gosto de ler livros de design e comentá-los. Até leio bastante coisa sobre outros assuntos, mas aqui [por motivos óbvios] eu foco nos livros de design. Tão bacana quanto comprar os livros é encontrá-los. Pode ser lendo a bibliografia recomendada de alguma publicação que eu gosto, pode ser pela indicação de algum amigo, mas o mais comum é esbarrar com eles nas grandes livrarias físicas. E o procedimento é bem simples: Eu entro na livraria, procuro a seção de design [quando tem…] e fico fuçando nas publicações. Existem, claro, aqueles títulos mais populares [e muito bons, na maioria das vezes], só que é mais divertido quando aquele livrinho escondido na prateleira surge, você estranha, abre, folheia e se surpreende, não é? Quase uma recompensa pela dedicação de revirar e xeretar tantas capas e lombadas. Foi assim que eu encontrei pérolas, como o Livro dos Coelhos Suicidas e o Good Husband Guide.

No geral as livrarias online são mais baratas do que as físicas e claro, muito mais cômodas pra comprar. Nessa nossa falta de tempo generalizada, em 3 minutos você vai até o site com o valor mais barato, pede no cartão de crédito e pimba! Em poucos dias chega pelos Correios. Isso quando se sabe do livro. Mas e quando precisamos comprar um livro nas lojas online? Como seria a versão digital dessa busca pelas publicações? Como encontrar títulos diferentes dos convencionais?

Notei algumas dificuldades em lojas escolhidas aleatoriamente e então resolvi fazer uma [simples] metodologia pra analisar esse tipo de serviço. As tarefas:
I. Chegar na página principal [geralmente suma subhome] de livros da loja
II. Procurar pra ver se existe uma seção [a "estante"] de livros de design
III. Buscar pela palavra DESIGN na seção de livros
IV. Clicar no primeiro resultado e analisá-lo quanto a relevância na busca e qualidade do resultado, os detalhes do livro e informações/outros livros relacionados

Importante:
1. Por motivos óbvios eu não executei o teste nos sites das editoras nem na 2AB, que é especializada em livros de design.
2. Claro que existem muito mais sites de livrarias, mas fiz apenas nos que mais frequento e compro.
3. Mantive os prints inteiros, com a barra de endereços com a URL, barras de rolagem etc. Acredito que dessa maneira os fluxos fiquei mais fáceis de serem compreendidos.
4. Essas interfaces foram “printadas” em 05/08/2011. É provável que com o tempo, a chegada de novos livros e término do estoque de outros, a ordem dos resultados mudem. Não vou atualizar aqui se uma ou outra livraria mudar a ordem, já que mais cedo ou mais tarde outros livros – mais ou menos relevantes – podem aparecer no topo da busca. A ideia é documentar o que testei.

Livraria Cultura

O site já começa com a home de livros, mas não mostra as categorias.

Livros de design na Livraria Cultura - 1

 

Basta um mouse over no link “livros” do menu horizontal para que as categorias sejam exibidas. O site da Livraria Cultura tem a categoria Design gráfico e industrial.

Livros de design na Livraria Cultura - 2

 

Quando é buscada a palavra design, o primeiro resultado é SACRED BUILDINGS – A DESIGN MANUAL, um livro importado da categoria ARQUITETURA. Estranho esse livro ser relevante para a busca. Além de nem ter a imagem da capa, a categoria com mais resultados de busca é DESIGN GRÁFICO E INDUSTRIAL e não a de ARQUITETURA.

Livros de design na Livraria Cultura - 3

 

Na página do livro não tem descrição nem indicações de outros livros, nem relacionados.

Livros de design na Livraria Cultura - 4

 

FNAC

A subhome de livros da FNAC não mostra as categorias abertas. Nada de design à vista por enquanto.

Livros de design na Fnac

 

No mouse over do link “livros” o sistema mostra as categorias, não tem design.

Livros de design na Fnac

 

Para a busca da palavra design o resultado é HISTÓRIA DO DESIGN GRÁFICO, de Phillip Meggs, um ótimo livro. Interessante é notar que o segundo é o Novos Fundamentos do Design, da Ellen Lupton; e o terceiro é DESIGN RETRO – 100 ANOS DE DESIGN GRÁFICO, a primeira rolagem dos resultados é bem relevante.

Livros de design na Fnac

 

Na página do primeiro resultado da busca um dado falho-curioso: no breadcrumb o DESIGN fica dentro da categoria ARTES. Embora exista uma relação, discussões, diferenças e blablablás a respeito, DESIGN também poderia estar em alguma outra categoria, como COMUNICAÇÃO E LINGUÍSTICA. Acredito que deixar DESIGN onde ele está não é a melhor opção. Poderia, sim, deixá-lo junto das opções do menu. Na página do livro existe descrição da publicação e livros relacionados na parte “Clientes também compraram”.

Livros de design na Fnac

 

 

Americanas

A subhome de livros já mostra as categorias todas abertas. Nada de design nas categorias.

Livros de design na Americanas.com

 

O primeiro resultado de busca para design é NAMORICO, de JOANA D’ARC TORRES DE ASSIS. Não vi a palavra design em lugar algum nesse resultado. Nos filtros da esquerda podemos notar que existem 12940 resultados para design em INFANTO-JUVENIL, 6072 para MEDICINA, 11174 para DIREITO. Existem problemas graves nesse resultado de busca, não? O segundo resultado é um livro de design em espanhol. Não conheço esse título, mas tenho certeza que não é mais relevante do que vários bons títulos em português.

Livros de design na Americanas.com

 

Na página do livro encontrado também não tem a palavra design. Na descrição a categoria é INFANTO-JUVENIL.

Livros de design na Americanas.com

 

Outro detalhe bem interessante são as sugestões: Máquinas de lavar! Ou seja, você quer comprar um livro de design e, além de não encontrar dessa forma, ainda recebe terríveis sugestões.

Livros de design na Americanas.com

 

Submarino

Na subhome de livros podem ser feitas buscas pelo título, autor, editora ou seção, além de sugestões de autores mais populares.

Livros de design no Submarino

 

As categorias aparecem abertas, e como na Americanas.com não tem design entre elas.

Livros de design no Submarino

 

Mesmo escolhendo a opção LIVROS e não LIVROS IMPORTADOS, os primeiros resultados são de publicações estrangeiras. LOGO DESIGN, da TASCHEN é o primeiro. Até são livros que podem despertar algum interesse, mas não respeitam a regra definida na hora de realizar a busca. Vale também olhar que no Submarino existem mais livros de INFORMÁTICA do que de ARTES, por exemplo, para uma busca da palavra design. Note que ele também mostra resultados de DESIGN em CAMA, MESA E BANHO.

Livros de design no Submarino

 

Na página do primeiro resultado da busca a descrição é toda em inglês, consta que o livro é nacional e não apresenta categoria. Ele define que a tag mais usada pra definir esse livro é ESTUDO, com 8 ocorrências. Nos livros relacionados ele mostra como CONFIRA MAIS MUSEU [?] e livros com esse assunto. Seria LOGO DESIGN, para o Submarino, um livro sobre MUSEU?

Livros de design no Submarino

Importante: Busquei outros livros de design no Submarino e verifiquei a categoria que eles se encontram. Não existe coerência. O livro das Edições Rosari, Linguagens Do Design: Compreendendo o Design Gráfico, por exemplo, aparece na categoria GERAL. O mesmo apareceu para livros de TIPOGRAFIA.

Saraiva

A home de livros da Saraiva começa com a busca detalhada de livro na esquerda e com todas as categorias abertas.

Livros de design na Saraiva

 

Não existe DESIGN na lista de categorias

Livros de design na Saraiva

 

Quando se busca DESIGN, ele mistura tudo, DVD [que inclusive aparece com mais resultados no filtro], livros, livros importados, audiobooks. Tem resultados pra DESIGN até em livros de AGROPECUÁRIA, TURISMO e produtos em INFORMÁTICA/TECNOLOGIA

Livros de design na Saraiva

 

O primeiro resultado é DEXTER – DESIGN DE UM ASSASSINO. Obviamente não é o tipo de livro que procuramos. A categorias é LITERATURA ESTRANGEIRA/ROMANCE. Note que não existe DESIGN no descritivo do livro e as indicações de “compre junto” são para mais livros aparentemente dessa coleção.

Livros de design na Saraiva

Nobel

A home do site já começa com uma seleção de livros, na subhome específica tem outras opções.

Livros de design na Nobel

 

As categorias aparecem abertas, assim como as editoras. Inicialmente achei que não haviam mais editoras que a NOBEL trabalhava, mas depois, com buscas específicas, descobri que tem várias mais e que eles simplesmente não listam e nem colocam algo como “ver todas”.

Livros de design na Nobel

 

O resultado de busca mostra que existem livros em categorias “perdidas no limbo”, repare que a última que ele mostra é PUBLICIDADE, DESIGN E ARTES GRÁFICAS. Aliás, reunir PUBLICIDADE e DESIGN numa mesma categoria é bem estranho, incoerente. Note também que nas editoras apareceu a 2AB, que não estava na lista anterior.

Livros de design na Nobel

 

O primeiro resultado de busca é o DESIGN GRÁFICO VOL. 02 – PHOTOSHOP, um livro de técnica ferramental e não mostra categoria alguma. O breadcrumb está como HOME > NOBEL > DESIGN GRÁFICO VOL 02. NOBEL, ali no meio, seria uma categoria? Sinceramente não entendi.

Livros de design na Nobel

Martins Fontes

A Martins Fontes tem um detalhe curioso: CADA uma das suas lojas tem um site. Eu testei na que tem perto de onde moro [a São Paulo - Cerqueira César]. As categorias aparecem na lateral, mas DESIGN não é exibido.

Livros de design na Martins Fontes

 

Eles colocaram a categoria DESIGN E DECORAÇÃO na lista, mas só mostra depois de clicar em “+ veja todos”, no final da lista. Outro agrupamento infeliz dos produtos de design.

 

Livros de design na Martins Fontes

 

A busca encontra, como algumas livrarias que analisei, DESIGN em diversas categorias, entre elas DIREITO, ESOTERISMO, AGRICULTURA E PECUÁRIA. A que mais tem resultados é DESIGN E DECORAÇÃO.

Livros de design na Martins Fontes

 

O primeiro resultado de busca é bem relevante: DESIGN GRÁFICO – UMA HISTÓRIA CONCISA, de Richard Hollis, um bom livro, mas com bem pouca informação a respeito. Geralmente colocam uma ou duas linhas, inclusive quando os livros são da própria Martins Fontes, como o DAS COISAS NASCEM COISAS, de Bruno Munari.

Livros de design na Martins Fontes

Siciliano

A Siciliano segue a linha da maioria: Subhome de livros com todas as categorias abertas. Não tem DESIGN.

Livros de design na Siciliano

 

A busca, como na Saraiva, se perde em diversas categorias, como CIÊNCIAS EXATAS, ECONOMIA, CONTABILIDADE.

Livros de design na Siciliano

 

O primeiro resultado, também como na Saraiva, retorna DEXTER – DESIGN DE UM ASSASSINO em primeiro. O terceiro resultado, DESIGN THINKING, até é bem interessante, mas muitas vezes passa em branco por não estar no topo, assim como os buscadores da web.

Livros de design na Siciliano

Repare nas indicações de livro, todas relacionadas ao tema do Dexter, livros que viraram seriados e coisas do tipo.

Livros de design na Siciliano

 

E onde você quer chegar com isso, Fratin?

Bem, sinceramente se minha amada vozinha Maria Tereza ainda fosse viva, BEM provavelmente ela não saberia dizer o que seu neto mais velho faz da vida. Nem o meu vô Antonio. E isso não me incomoda. O que me chateia é saber que quem Relação de assuntos de livros da Biblioteca Nacionalfaz diferença pra gente, como as livrarias, não estão preparadas pra atender nossas demandas. Nem sabem quais são. No site da Biblioteca Nacional, entre os assuntos disponíveis, não tem design, mas tem ARTES GRÁFICAS, que e muito melhor do que DECORAÇÃO ou PUBLICIDADE, não? Os funcionários vendem livros de design e não sabem do que se trata. Não, não precisa ser expert no assunto, só saber o mínimo, coisa que poucas testadas sabiam. Imagina que uma mãe, tia, namorado pretende comprar um livro de design de presente? É provável que eles façam bem parecido com o “caminho” que fiz na busca dos sites. Se eles não acertassem um ou outro site que retornou um resultado interessante, você ganharia o livro do Dexter ou então o Namorico. Mas alguém pode dizer “Ah, mas ele tá procurando a palavra design apenas, e isso aparece em muitas categorias”. Não deve aparecer. Então quer dizer que se eu buscar a palavra AUTOR ou ISBN ele deve retornar todos os livros, já que em todos tem esse termo?

PAUSA MEDONHA: Na dúvida eu fiz esse teste em alguns dos sites que testei. Pasme. SIM, eles retornaram TODOS os livros… Não prossegui para testar as demais para não intervir na minha sanidade mental.

Encontrar bons livros de design no período que fiz graduação era bem mais complicado e caro do que agora. Hoje temos uma infinidade de títulos para fundamentos do design, tipografia, referências visuais, livros de artigos, tudo. Não deixá-los “acháveis” é algo que não deve/pode acontecer. Se você tem, como eu, a cultura de fazer compras online, tem muito menos chances de achar bons títulos do que indo na loja física e geralmente pagando mais caro. Design não é decoração, nem publicidade. Algo tem que ser feito.

Gostaria que esse estudo fosse visto pelas livrarias que citei – e outras que nem testei – e que nos dessem respostas nos comentários. Como isso é um pouco difícil, pelo menos meu registro foi feito.

Deixo duas perguntas aqui, peço a gentileza de ajudar nos comentários:
1. O que achou desse estudo?
2. Quais seriam os três livros de design mais importantes que mereceriam aparecer no topo de um resultado de busca coerente?

Sei que o post é grande e demorado pra carregar. Obrigado por ter chegado até aqui
;)

Postado por Rogério Fratin em Designice e tem (10) Comentários

Lançamento do livro “Design, Cultura e Sociedade”, de Gui Bonsiepe

Teremos em São Paulo o lançamento do incrível [sei que é, tenho e estou lendo! :) ] livro do professor Gui Bonsiepe, chamado Design, Cultura e Sociedade, da Editora Blucher.

Convite versão “tô com pressa, quero saber logo”:

"Flyer" do lançamento do livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe
Lançamento do livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe (veja o livro no site da Blucher)
Evento gratuito
Terça, 16/08, a partir das 19:30
Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 (veja no mapa)
11 3032-3727
São Paulo – SP

Por favor, divulgue para os amigos e interessados.

Convite versão “que legal, quero saber mais!”:

Livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe

O livro aborda características fundamentais do design, que são as relações com a sociedade e a cultura, como o título bem explica. A questão é que nem sempre nos deparamos com isso quando trabalhamos apenas com o design aplicado a comunicação comercial e peças “vendedoras”. Como é um assunto por vezes polêmico, pode render boas discussões. Bonsiepe fala sobre projetos de design na periferia, como o design pode ajudar no desenvolvimento social, o contexo sociopolítico do trabalho projetual. Acho que pelo sumário dá pra ter uma ideia do que me refiro:

01. Design e Democracia
02. Algumas Virtudes do Design
03. Identidade – Contraidentidade do Design
04. Cognição e Design – O papel da Visualização para a Socialização dos Conhecimentos
05. Retórica visual-verbal
06. Patterns Audiovisualísticos – uma Contribuição à Semiótica Empírica
07. Um Olhar sobre as Falhas (breakdowns) e Juntas.
08. Entre Ocularismo e Verbocentrismo
09. Pensamento Operacional e Pensamento Contracorrente
10. Racionalismo Militante em um Laboratório de Inovação Cultural
11. Design e Pesquisa do Design – Diferença e Afinidade
12. Inovação, Design e Globalização

Quanto ao professor Gui Bonsiepe (site oficial): Cursou a escola de ULM nos anos 1950. No final da dácada de 1960 mudou-se para a America Latina. No Chile, além de dar acessoria para pequenas e médias empresas na área de design industrial,  ele criou Desnvolvimento de Produtos no Comitê de Investigações Tecnológicas, depois foi pra  Argentina e criou a Área de Desenvolvimento de Produtos no Instituto Nacional de Tecnologia Industrial. Depois disso, nos anos 1980 no Brasil, criou e coordenou o Laboratório Brasileiro de Desenho Industrial. Foi docente em diversas universidades latino e norte-americanas, asiáticas e europeias. Foi vice-presidente da Internacional Council of Societies of Industrial Design e presidente da Swiss Design Network. Escreveu diversos livros na área e [evidentemente] estará no evento, para autografar os livros e vai falar rapidamente de como foi escrever o livro e também um pouco sobre a história do design. Além, claro, de bastante gente legal que certamente estará por lá. Fora que visitar o Museu da Casa Brasileira já é bem bacana, né?

Lançamento do livro Design, Cultura e Sociedade, de Gui Bonsiepe (veja o livro no site da Blucher)
Evento gratuito
Terça, 16/08, a partir das 19:30
Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 (veja no mapa)
11 3032-3727
São Paulo – SP

Por favor, divulgue para os amigos e interessados.

Quem vai? ;)

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Design Shot! #10 – Design como interlocução

“Em nenhum projeto o designer é senhor absoluto das decisões. Elas estarão sempre balisadas pela interlocução dele com as vozes dos demais atores que participam do processo. Essas vozes são múltiplas: São do cliente, dos outros profissionais envolvidos, dos produtores, dos usuários, da história do assunto específico tratado no projeto, da história do próprio design”.  – Chico Homem de Melo, no livro Os desafios do designer, das Edições Rosari

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Postado por Rogério Fratin em Design Shot! e tem (5) Comentários

O Mecanismo da LINOTYPE [1940]

O Mecanismo da Linotype [1940]
O Mecanismo da Linotype - Folha de rosto
O Mecanismo da Linotype Me surpreendi tanto com o gigante e imponente catálogo LINOTYPE Faces, dos anos 1930, que resolvi investigar mais documentações dessa incrível máquina. Foram nessas investigações que encontrei esse manual, originalmente lançado em 1936 e essa tradução, em 1940, pela LINOTYPO do Brasil S.A.

É muito interessante ver a máquina funcionar, diria que apaixonante e dá vontade de ter uma em casa – no meu caso no apartamento [???]. Mas quantidade de detalhes que ela tem, o número de peças, encaixes, parafusinhos é de se espantar. É como o mecanismo de um relógio, só que com mais de uma tonelada e pra lá de dois metros de altura. Esse guia de como operar a LINOTYPE em formato de bolso, pelas marcas de manuseio, deve ter sido bem usado para resolver os problemas que com certeza ocorreram. Triste imaginar essas máquinas sendo transformadas em sucata quando as gráficas foram trocando as LINOTYPES por outros recursos. E muitas foram. Dá pra imaginar a complexidade que é para operar e arrumar só de olhar o sumário:
O Mecanismo da Linotype - índice

O Mecanismo da Linotype - índice

É interessante lembrar que a composição tipográfica manual é uma fonte de medidas, todas misturadas e coitado de quem tem que fazer os cálculos. O Alexandre Wollner, inclusive, fala disso no livro Textos recentes e escritos históricos. O caracter propriamente dito é medido em pontos, os espaçamentos podem ser medidos em cíceros, as folhas de papel em milímetros, por isso que o manual Mecanismo da LINOTYPE inclui essas tabelas, para consulta e valores prontos convertidos:

O Mecanismo da Linotype - Medidas
O Mecanismo da Linotype - Medidas

E detalhes, muitos deles, nomes e especificações em diversas peças da LINOTYPE:

O Mecanismo da Linotype - Detalhes

Com tamanha complexidade, também vale ter um guia para descobrir qual o motivo da matriz ter ficado defeituso:

O Mecanismo da Linotype - Defeitos nas matrizes

E um exemplo de linha gerada pela LINOTYPE, com a url do blog:

Linha de LINOTYPE: www.designices.com

Quem quiser ver uma LINOTYPE funcionando e ter uma linha dessas pode procurar a Oficina Tipográfica São Paulo [OTSP] ou ver o post com fotos de quando fizemos o curso do módulo 1 [cartão de visita] e módulo 2 [cartaz tipográfico].

 

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FILE 2011

Começou hoje (18/07/2011) com a festa de abertura o FILE 2011, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que acontece aqui em São Paulo, na Avenida Paulista.

FILE 2011 - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Como sempre o FILE traz diversas instalações, jogos em vários suportes, projeções e se mune de todo tipo de parafernalha (com TODO o respeito à essa palavra, claro) criadas por artistas de diversos países para mostrar o que é possível fazer e como a arte eletrônica pode ser divertida e o mais importante, interativa. Adoro participar das brincadeiras eletrônicas e ver como as pessoas, aparentemente sérias, cisudas (que estão no horário de almoço na Av. Paulista, por exemplo) se soltam e brincam feito crianças. Esse ano o FILE está em dois andares na no prédio do Centro Cultural FIESP e cheio de coisas legais. Simulador de furacão que você fica dentro, buscador de falas em filmes famosos, games para tablets, mãos que reconhecem um sorriso e acenam (isso mesmo!), balão gigante que flutua e, com a participação dos interatores, desenha nas pareres, chão, em tudo… E vai até um fliperama todo analógico, feito com objetos que temos em casa. É muita coisa pra tentar elencar e explicar aqui e talvez nem funcione, o evento é para experimentar. E tem diversas animações, obras que são apenas de áudio… enfim, muita coisa divertida pra ver. É comum, na primeira espiada, uma certa falta de entendimento ou dúvida de como funciona, mas vale tentar, arriscar, ler a explanação ou perguntar pros monitores.

Vale a muito a pena dar uma passada (ou várias passadas, como eu farei) no FILE 2011, anote aí:

FILE 2011 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

De 19 de junho à 21 de agosto de 2011
Centro Cultural FIESP
Avenida Paulista, 1313 (exatamente na saída do Metrô Trianon Masp), São Paulo, SP – Veja o mapa [abre em uma nova janela]

Horário de funcionamento:
Segundas das 11:00 às 20:00
Terças à sábados das 10:00 às 20:00
Domingos das 10:00 às 19:00

FILE 2011 - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

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A ética do designer

Já promovi discussões sobre os micreirosregulamentação, e os motivos de se manter designer. Mas quais seriam os limites da nossa profissão? Até onde é digno, ético chegar? Comecei olhar para os arredores, para os profissionais à nossa volta e questionar seus comportamentos e perceber se eram ou não éticos. Quais seriam os limites?

Não é ético para um jornalista (e nem para o jornalismo como profissão, eu acredito) deixar de noticiar os escândalos que envolvem uma corporação simplesmente porque ela é anunciante da publicacão que ele trabalha. Ainda com os jornalistas, não é ético prometer nas capas das revistas dietas mágicas que podem trazer problemas de saúde para quem as segue, simplesmente porque a palavra “barriga” aumenta em 20% a venda de uma edição. Para um médico, não acho ético indicar um medicamento porque existe uma recompensa em dinheiro (uma comissão) pela venda do remédio indicado, nem fazer seus pacientes que tinham horário marcado esperarem uma, duas horas depois da hora acordada. Não é ético para um professor indicar livros só porque foram escritos por pessoas conhecidas ou porque a editora o suborna com dinheiro. Um apresentador de programa de televisão não é ético quando usa mulheres de enfeite nos palcos, como vasos de planta ou móveis decorativos. Enfim, se eu fosse escrever aqui tudo que não é ético, provavelmente esse texto só iria pro ar daqui muito tempo. Acredito que já tenha dado pra pegar o “tom” do que quero questionar.

O que é ético pra um designer?

Antes de tudo, o que é ética?

Pelo dicionário Michaelis online:
1 Parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. É ciência normativa que serve de base à filosofia prática. 2 Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão; deontologia.

Pelo dicionário online Aulete, a definição é bem próxima:
1. Parte da filosofia que trata das questões e dos preceitos que se relacionam aos valores morais e à conduta humana. 2. Conjunto de princípios, normas e regras que devem ser seguidos para que se estabeleça um comportamento moral exemplar.

Agora sim, prossigo:
Não dá pra achar que tudo que fizemos é lindo, perfeito pro mundo, né? Fazer propaganda de produtos que prejudicam à saúde? Criar folderes, santinhos, vídeos para políticos com sérios problemas judiciais? Ajudar as vendas de comida rica em gordura trans, colesterol, açúcar? Isso tudo é “legal”? Não, não vou aceitar a justificativa do tipo “eu só fiz a propaganda, compra quem quer” que isso não cola. Vivemos num mundo que as pessoas acreditam cegamente nas revistas, nos jornais e na televisão. Quando você participa de algum desses trabalhos tenha certeza que muita, mas muita gente compra o produto porque viu o comercial. E sim, a culpa também é sua. Fez campanha pra vender carro chinês de péssima qualidade que tenta se apoiar em seis nos de garantia pra fingir que é bom? Fez diagramação de livro com ideal nazista? Fez a placa que deixou a criancinha com vontade de se entupir de lixo no fast food? Então tem culpa. Mais gente obesa? Você participou. Idiotas batendo em gays na Avenida Paulista? Você participou.

Ok, aí podem vir as justificativas (com razão) que seria um trabalho impossível se o designer (e todos os membros da equipe preocupados com a ética) analisar todas os setores da empresas que fazem parte da carteira de clientes da agência, escritório, editora. Claro, isso seria impossível. Mas não é disso que falo. Me refiro àquelas empresas descaradas, que todo mundo sabe que não valem nada e fingem que tá tudo certo. Aquelas que estão em escândalos ambientais, aquelas que usam trabalho de colheita escravo. E fazer capa do CD e DVD pro pagodeiro-traficante? Seria ético promover que as pessoas consumissem esse tipo de coisa? E fazer a marca, a embalagem e o site de uma empresa de tabaco?

E nem entrei nos méritos da ética para com fontes tipográficas, fotos, vetores e ícones roubados. Deixo esses assuntos pra outro texto.

Tudo bem, nos comentários poderão aparecer justificativas como “eu não me preocupo com isso, só quero entrar, trabalhar, voltar pra casa e ter o salário no final do mês”. A história do design nos mostra que nossa profissão ajudou com uma baita força o consumismo louco, a cultura de massa, o capitalismo. E isso tudo, pra mim, não tem mais cura. Talvez dê para ajustar aqui e segurar um pouco acolá, mas sanar, não. E se as consequências dessa falta de ética de hoje representarem problemas de mesma grandeza ou maiores no futuro?

Nossa, acho que já usei interrogações demais nesse texto. Então coloco a última: como você vê a ética na profissão do designer?

Abuse dos comentários ;)

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Rótulos vintage de whiskey

Eu não bebo álcool, mas confesso que gostaria de ter os originais nas garrafas desses rótulos vintage de whyskey que encontrei, entre os anos de 1857 e 1870:

Rótulo vintage de whiskey, de 1857

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1859

Rótulo vintage de whiskey, de 1860

Rótulo vintage de whiskey, de 1861

Rótulo vintage de whiskey, de 1863

Rótulo vintage de whiskey, de 1870

Para aqueles que bebem, que tal trabalhar vendo esses rótulos vintage e degustando whiskeys envelhecidos 150 anos? :)

Todas as imagens são “public domain” e foram baixadas do site Library of Congress

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