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Archive for January, 2011

Ex-Libris

Capa do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Infelizmente, ao que me parece, os ex-libris foram uma linda tradição e agora estão quase esquecidos por completo (e nem tenho esperanças que retornem).

Mas o que é ex-libris?

Em suma, ex-libris é uma expressão em latim que significa “da biblioteca de”. Geralmente eram coladas nas primeiras páginas do livro ou na quarta capa e indicavam o dono do volume. Se um livro fosse meu, eu poderia personalizar uma etiqueta com Ex-Libris Rogério Fratin junto de uma ilustração (comumente gravura) ou de adornos ou de outro texto ou de tudo isso junto. Cada um cria o seu. Essa “moda” se espalhou pelo mundo e de uns tempos pra cá sumiu. Nesse belo livro da Ateliê Editorial o organizador Plínio Martins Filho reúne a coleção de ex-libris da Livraria Sereia, de José Luís Garaldi. Além de breves definições e história dos ex-libris, o organizador os separou por temas: Marcas, Etiquetas e Monogramas / Heráldicos / Paisagísticos / Livrescos / Faunísticos / Femininos / Humorísticos / Infantis / Profissionais. Alguns exemplos fotografados do livro:

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Entre a coleção pode-se encontrar ex-libris de personalidades da História do Brasil, como o ex-presidente Jucelino Kubitschek:

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Exemplo de página do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Quarta capa do livro Ex-Libris, da Ateliê Editorial

Ex-Libris é mais um livro da Coleção Artes do Livro, a mesma do título A Arte Invisível

No Google Images tem diversas imagens de ex-libris, inclusive em diversos idiomas, vale dar uma espiada.

Confesso que me deu uma vontade grande de fazer ex-libris pra mim, talvez com tipografia manual… E você, se fosse fazer um, como seria?

Postado por Rogério Fratin em Livro e tem (9) Comentários

Quando/como você “virou designer”?

Não, não quero saber quanto tempo faz que você, amigo leitor, trabalha na área. Quero saber quando e como você se deu conta que era, atuava como designer, que estava capacitado. Sabe, aquele momento que te deu o “plim! Sou designer mesmo“? Diferente de um advogado, que se transforma num depois da prova da OAB ou um médico que ganha o diploma e “pronto”, nossa vida é diferente.

Falei com alguns amigos antes, as respostas foram bem diferentes, como momentos importantes no mercado de trabalho, na faculdade, em projetos pessoais, por conta de terceiros (como um chefe). Interessante notar que NENHUM dos meus amigos responderam rápido (alguns até “pô, Roger, pergunta difícil…”). Refletiram e relembraram esse momento, que eu julgo bastante importante na vida de um designer. Creio que, como meus amigos e eu, muitos tenham essa “chave ligada” em algum momento. Isso ajudaria pacas principalmente quem está começando inseguro na profissão e também renderia um arquivo bacana de depoimentos. Colabora? Como foi tua experiéncia de “agora sou designer”?

Postado por Rogério Fratin em Designice e tem (51) Comentários

Design e Tipografia

Capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É bem legal ver como estão lançando bons livros de tipografia no Brasil (em português). Da mesma coleção do Criar Grids (veja o post), a a Editora Blucher (veja os posts com a tag Editora Blucher | siga a @EditoraBlucher no Twitter) segue a coleção e o Design e Tipografia também reúne 100 fundamentos tipográficos, cada uma em uma página dupla, com exemplos bem explicados e detalhados. Além de tudo isso, claro, os exemplos também podem ser usados como boas referências. O sumário do livro (os 100 fundamentos):

A LETRA
1. Usando letras como formas
2. Usando o espaço interno como forma
3. Detalhes da forma das letras
4. O conteúdo emocional sugerido pelo texto
5. Conotações históricas
6. Considerando o suporte
7. Honrar a dignidade
8. A solução feita à mão
9. Expressividade
10. Permanecer neutro
11. Considerar o contraste do fundo
12. Ênfase usando pesos
13. Ênfase usando o contraste de pesos
14. Ênfase usando tamanhos
15. Ênfase usando o contraste de tamanhos
16. Aspas inteligentes
17. O hífen, travessões “ene” e “eme”
18. Alto contraste invertido
19. Dimensões extremas
20. Floreados intensos
21. Pensar como um compositor de tipos
22. Usando versões display
23. Usando números
24. Dingbats e pictogramas
25. Teoria da Relatividade I

A PALAVRA
26. Uma tipografia “ruim”?
27. Abominações tipográficas
28. Hierarquia usando posicionamento
29. Hierarquia usando tamanho
30. Hierarquia usando peso
31. Hierarquia usando cor
32. Hierarquia usando contraste
33. Hierarquia usando orientação
34. Hierarquia usando efeitos especiais
35. Kern: quando aplicar
36. Tipos como imagem
37. Tipos tridimensionais
38. Repetição
39. Desconstruindo os tipos
40. Empilhamento vertical
41. Veja a forma
42. Usando maiúsculas e minúsculas
43. A regra das três tipografi as
44. Combinando várias tipografias
45. Combinando tipos usando contraste,peso ou cor
46. Combinando tipos usando compatibilidades históricas
47. Familiaridade produz legibilidade
48. Versaletes e frações: proporções corretas
49. Usando o tipo certo
50. Teoria da Relatividade II

O PARÁGRAFO
51. A tipografia invisível
52. Tipografi a em alta evidência
53. Menos é mais
54. Mais é mais
55. Espaçamento entreletras e entrepalavras
56. Hifenização e justifi cação
57. Instruções para o tracking
58. A “cor” do texto
59. Considerando a massa tipográfica
60. Padrão, gradação e textura
61. Princípios básicos de entrelinhas
62. Comprimento ideal para linhas de texto
63. Abrindo o entrelinhas
64. Linhas empilhadas
65. Indicando parágrafos
66. Capitulares iniciais e descendentes
67. Parágrafos de abertura
68. Órfã e viúvas
69. “Rios” de espaço
70. Evite os tipos decorativos
71. Celebre os tipos decorativos
72. Textos sobrepondo imagens
73. Textos sobrepondo textos
74. O efeito do bloco de texto
75. Teoria da Relatividade III

A PÁGINA
76. Legibilidade, legibilidade, legibilidade
77. Legibilidade em segundo plano
78. Limitando as tipografias
79. Uma família tipográfica
80. Seis tipos essenciais
81. Necessidade por todos os tipos
82. Tipos para texto versus tipos display
83. Pontos de entrada organizados
84. Sistematizando a hierarquia
85. Textos justifi cados
86. Alinhamentos à esquerda,franja à direita
87. Alinhamentos à direita, centralizados e assimétricos
88. O grid de múltiplas colunas de texto
89. Grids irregulares
90. “Acessórios” tipográficos
91. Linha fi na, destaques e citações
92. O “nascer e morrer” do texto
93. Caos versus ordem
94. Comentários, marginália e outros idiomas
95. Gráfi cos e tabelas
96. Dispositivos de navegação
97. Margens e calhas
98. Enquadrando o texto
99. Flutuando no espaço
100. Teoria da Relatividade IV

Alguns exemplos dos fundamentos:

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Note que além da explicação do fundamento, cada aplicação tem suas particularidades e justificativas, além dos créditos do projeto, como o diretor de criação, designer e cliente (dá pra buscar facinho mais projetos de cada uma na internet).

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Os fundamentos não se prendem apenas nas tipografias famosas, tem também exemplos de tipografia feita à mão…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

… e também de dingbats e pictogramas.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Gradativamente, os fundamentos vão da letra em específico pra palavra em si…

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

E depois pro parágrafo.

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Página do livro "Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos", da Editora Blucher

Quarta capa do livro Design e Tipografia - 100 fundamentos do design com tipos

É evidente que esses fundamentos não podem ser encarados como receitas rígidas e presas, que existirão momentos que algo precisará ser quebrado ou modificado, mas acredito que só podemos quebrar ou modificar aquilo que conhecemos bem, né? Bem, em suma, esse é mais um livrão bacana pra entrar no wish list dos designers :)

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Design Shot! #6 – Elementos projetuais

Sobre o excesso ou a falta de elementos em um projeto:

“O quanto devemos aparecer? Como tudo relacionado a design gráfico, não existe uma resposta única e verdadeira. Devemos aparecer o quanto cada projeto exigir que apareçamos. Nossa relação com os projetos não pode ser uma relação de servidão, nem deste com relação a nossa linguagem, nem nosso com a relação às suas solicitações. A sofisticação de um projeto não pode ser medida pelo número de elementos nele presentes. Nem pela simples ruptura de paradigmas. Não podemos resumir o processo a uma equação lógica ou a um impulso pessoal. (…)” – Gustavo Piqueira (minibio + portfólio | veja os posts com a tag Gustavo Piqueira), no livro Morte aos Papagaios, da Ateliê Editorial.

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Cartazes da Primeira Guerra Mundial #1

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1910 e 1915

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1914 e 1918

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1914 e 1918

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1914 e 1918

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1914 e 1918

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1914 e 1918

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1914 e 1918

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado em 1917

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado em 1917

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado em 1917

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado em 1917

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado em 1917

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado em 1917

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1917 e 1918

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, publicado entre 1917 e 1919

Todas as imagens são “public domain” e foram baixadas do site Library of Congress

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Hand Job

Hand Job - Capa

Sei que o nome desse livro pode ser meio ingrato de primeiro impacto, mas é um BAITA livro legal. Do começo ao fim o livro é de ótimas referências de tipografia feitas à mão das mais variadas categorias. Michael Perry, autor de Hand Job, mandou bem pacas na seleção dos trabalhos. São rascunhos de letras em cadernos, guardanapos, outros finalizados, feitos à lápis, caneta, belas caligrafias, outras totalmente irregulares, tem de todo tipo. Algumas páginas de exemplo:

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Alguns detalhes em zoom das ilustras:

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Exemplo de página do livro Hand Job

Quarta capa do livro Hand Job

Até o preço do livro, ao lado do código de barras (além do sumário, da resenha da quarta capa…), está com uma “hand type”. O preço de capa dele é US$ 35.00, mas na Amazon ele tá em promoção por algo em torno de US$ 24,00 mais as despesas de envio. Aqui no Brasil já vi em grandes livrarias por um preço até que razoável levando em conta o frete e o tempo que leva pra chegar dos Estados Unidos. E vale cada centavo.

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Design Shot! #5 – O gosto

“O gosto é uma convenção socialmente determinada e específica de uma classe (dominante) sobre formas de percepção obrigatoriamente valorativas e normas ou modelos de comportamento, nas quais entram em jogo não apenas hábitos e tradições, mas também uma forte coerção por adaptação.” – Beat Schneider (citando Gert Selle, no livro Ideologie und Utopie des Design, p. 46), no livro Design – Uma Introdução, da Editora Blucher

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Retrospectiva 2010: Top 5

Aêêêê! Feliz Ano Novo a todos! :)

2010 foi um ano muito bacana pro DESIGNICES. Recebi comentários incríveis, emails simpáticos, retuitadas certeiras, troquei (e continuo trocando) ideias com ótimos profissionais que conheci através do blog, comprei livros, li, postei, pesquisei… Enfim, gostei bastante dos resultados.  Alguns posts, como por exemplo o Matte Leão rétro teve um grande número de acessos muito rapidamente. Os Presentes de Natal para designers, mesmo em pouco tempo, ganharam bastante audiência (e espero que os designers também tenham se dado bem nessa!). O primeiro grande “boom” de visitas veio com o lançamento da Revista Tupigrafia 9. Mas os posts de maior destaque do ano de 2010* foram:

5. Dez cartazes de cigarro das décadas de 1920 à 1950

Talvez o uso de bebês pedindo determinada marca e conselhos médicos que o fumo não faz mal à saúde chamou a atenção da galera pra esse post. Talvez junto com isso ainda tenha boas composições visuais e lindas ilustrações. Ou talvez não seja nem um nem outro! O que vale é que esses cartazes fizeram sucesso no Twitter e renderam o quinto lugar.

4. Cartazes “fique em silêncio” da Segunda Guerra Mundial

É bastante curioso (e triste) ver o design como arma de comunicação durante as Grandes Guerras. Nesse post a ideia é “cale a boca senão alguém pode morrer por conta do que falou”. Aí vale tudo pra informar, de soldados até cachorros…

3. Catálogo LINOTYPE Faces

Um raro catálogo de fontes da LINOTYPE dos anos 1930 que fotografei na Oficina Tipográfica São Paulo. Rolou até tuitada de blog gringo disso!

2. O que é design?

Uma coleção de definições (9 até agora) citadas de livros e vídeo sobre essa questão tão discutida. Para responder, grandes nomes como Alexandre Wollner, Beat Schneider, Lucy Niemeyer, Mônica Moura, Vilém Flusser entre outros.

1. Não piadas com designers

Foi o post que deu ao blog até agora o maior número de pageviews num único dia. É a página com mais pageviews “ever” do DESIGNICES e está regada de ótimos comentários. Quando fiz a retrospectiva esse post estava com 250 retuítes e mais de 170 likes no Facebook.

Mas e você? Qual post acha o mais bacana de 2010?
Fala aí nos comentários, vai? :)

* levei em consideração o número de pageviews, retuítes, likes do Facebook e comentários para determinar a ordem do ranking

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