design, livros, tipografia e referências

Archive for November, 2010

Design Shot! #2 – Escola de Ulm

“Ulm até hoje não é reconhecida nos Estados Unidos. Eu perguntei ao Paul Rand: ‘Por que vocês nunca falam de Ulm?’. Ele respondeu que as necessidades dos Estados Unidos eram totalmente diferentes das da Alemanha naquela época. É natural: até mesmo a Bauhaus demorou mais de trinta anos para ampliar sua presença no Ocidente, pois não foi divulgada em função da censura nazista” – Alexandre Wollner, no livro + DVD Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil, da Cosac Naify

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A Arte Invisível

Capa do livro A Arte Invisível, de Plinio Martins Filho

Não é um palito de fósforo gigante, não. O livro é pequenino mesmo, literalmente é de bolso e tem capa dura. Mas o conteúdo do livro tem qualidade, bem grande por sinal. A ideia do livro é mostrar os elementos “invisíveis” na criação de um livro, como uma boa escolha de tipografia, elementos da capa, tamanhos, proporções, erros cometidos, integração interdisciplinar do designer com os outros envolvidos na produção do livro, tudo citado por “gente com opiniões de peso”, como Jan Tschichold, David Carson, Wolfgang Weingart, Robert Bringhurst, o próprio autor Plinio Martins Filho, entre outros. Só fera :D

As reflexões são curtas e praticamente pode-se ler essa publicação de forma não-linear. Inclusive é um bom livro pra ter ao lado da mesa do trabalho. Entre uma demanda, emails respondidos, cobranças de prazo e alterações nos layouts, ele se torna um bom companheiro, já que não leva nem 40 segundos pra vocé ler cada uma das 164 páginas. É aquele empurrãozinho que te dá forças pra continuar.

Alguns exemplos:

“A chave para uma boa tipografia é sempre deixar que as palavras ditem o design” – Humphrey Stone

“Um axioma da produção de livros é… que, se se deixar que alguma coisa comece errado, há muita probabilidade de que saia errado. Grande parte do trabalho do designer é explicar suas exigências a estranhos distantes” – Hugh Williamson

“Se um texto pede algum tipo de Renascença, também exige uma tipografia da Renascença. Isso geralmente significa proporções de página e margens da Renascença, e ausência de negrito” – Robert Bringhurst

A Arte Invisível é mais um livro da Coleção Artes do Livro, a mesma do título Ex-Libris
Uma frase do livro A Arte Invisível foi citada no Design Shot#0

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Design Shot! #1 – Grids

“Considere todos os elementos: Dependendo do meio de comunicação ou do projeto, os grids podem isolar os elementos, pela apresentação dos tipos ou uma coluna ou zona e imagens em outra, dando a cada um a ênfase suficiente para esclarecer a informação ao leitor” – Beth Tondreau, no livro Criar Grids, da Editora Blucher

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Design Shot! #0

Design shot! foi o melhor nome que encontrei (mas nem sei se é tão melhor assim)  pra definir o que quero com eles: uma  curta reflexão sobre design vinda de conteúdo escrito, citado ou falado por grandes designers e estudiosos da área. A partir dessas “rápidas” reflexões pretendo discutir via comentários (que geralmente aqui no DESIGNICES são opiniões muito ricas e fundamentadas, os leitores são ótimos! :) ), afinal nem sempre os “top designers” pensam ou agem como a gente acredita ser o certo, ou talvez, como outro “top designer”.

Nesse post especial de “inauguração da categoria”, colocarei 3 design shots!

“Grande número de livros tem design exagerado, e isso me parece um defeito pior do que a falta de design” – Mary Mendell, no livro A Arte Invisível, de Plinio Martins Filho, da Ateliê Editorial.

“Um dos princípios da tipografia duradoura é sempre a legibilidade; outro é algo além da legibilidade: é algum interesse, merecido ou não, que empresta sua energia vital à página. Ele adota diversas formas e recebe vários nomes, incluindo serenidade, vivacidade, riso, graça e alegria” – Robert Bringhurst, no livro Elementos do Estilo Tipográfico, da Cosac Naify.

“Não sabemos por quê, mas podemos demonstrar que um ser humano acha os planos de proporções definidas e intencionais mais agradáveis ou mais belos do que os de proporções acidentais” – Jan Tschichold, no livro A Forma do Livro, da Ateliê Editorial

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Palestra grátis: A trajetória de Claudio Rocha

Vai acontecer uma palestra BEM legal com um dos grandes mestres da tipografia no Brasil, o Claudio Rocha. O foco da palestra vai ser contar sua trajetória profissional, desde os primórdios.

O evento fará parte do “Sábado da memória“, onde todos os sábados algum dos grandes representantes das artes gráficas brasileiras é homenageado na Biblioteca São Paulo. Quando falo GRANDES representantes, são GRANDES mesmo: lá já passaram nada menos que Angeli, Ziraldo, Benício, Canini, Lourenço Mutarelli, Alcy e muitos outros. A curadoria é de Gualberto Costa, Daniela Baptista e Mario J. Silva.

Para a palestra o Claudio me falou que “abriu o baú” e encontrou diversos dos seus arquivos “arqueológicos” do design da sua carreira:

Ilustração de Claudio Rocha

Ilustração de Claudio Rocha

Embalagem de extrato de tomate Cirio, por Claudio Rocha

Aliás, entre os posts mais visitados desse blog estão o livro Tipografia Comparada – 106 fontes clássicas analisadas e comentadas, a Revista Tupigrafia 9 e a Revista TIPOITALIA 2. Além de tipógrafo e escritor e mais um monte de coisas, Claudio Rocha também cuida junto com Marcos Mello da Oficina Tipográfica São Paulo, onde além de ministrarem cursos de tipografia manual, também fazem trabalhos comerciais e experimentais à moda antiga.

Capa do livro Tipografia Comparada, de Claudio Rocha Capa da revista TIPOITALIA 2, por Claudio Rocha Capa da revista Tupigrafia 9, por Claudio Rocha

Dia 27 de novembro, às 14h, entrada franca grátis na faixa free :)
Parque da Juventude, Avenida Cruzeiro do Sul, 2630, Santana – São Paulo
(pertinho do metrô Carandiru, veja no mapa)

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Textos recentes e escritos históricos – Alexandre Wollner

Textos recentes e escritos históricos, de Alexandre Wollner, Edições Rosari - Capa

Mais uma referência muito interessante do mestre e “pioneiro” Alexandre Wollner. Em Textos recentes e escritos históricos temos uma coletânea das opiniões e discussões nos dois momentos descritos no título: Artigos e críticas de um passado próximo e entrevistas, matérias para jornais e relatórios de um passado mais distante, mais precisamente nas décadas de 1960 e 70. Wollner conta das suas experiências como aluno da Escola de Ulm, critica marcas e atitudes, fala da bandeira brasileira, de identidade visual, embalagem, cópia e até das unidades de medida. O sumário do livro:

Textos recentes:
Você percebe quando o seu comportamento é negativo?
Design ou design?
O forró dos cíceros e das paicas
Nike? What? Nike strikes agains?
Embalagem? Design? Merchandising?
O meio ambiente é outdoor! Parte 1 e 2
15 ou 21
Açúcar design, logomarca, type designer, package designer, design de resultados?
O desengano da vista é furar o olho
O poder das multinacionais
Sobre regras para concursos de identidade visual

Escritos históricos:
Minha formação
Origens do desenho industrial
Desenho industrial, uma definição
Programas de identidade empresarial
Programação visual
Marcas e outros assuntos
A emergência do design visual
Entrevista para Pietro Maria Bardi
Entrevista para Adélia Borges
Relatório do Congresso do ICSID em 1973

Textos recentes e escritos históricos, de Alexandre Wollner, Edições Rosari - Resenha

Alguns pontos do livro, de 2003, me chamaram muito a atenção por conta da aplicação no dia-a-dia e de como são atuais, principalmente os “escritos históricos”.  Em “Sobre regras para concursos de identidade visual”, por exemplo, Wollner comenta de como existem concursos de marca que são absurdos, do júri que não é formado por designers, das premiações ridículas (como camisinhas, por exemplo) e por escolhas sem fundamento de uma marca. Lembrou-me muito uma certa identidade de evento esportivo mundial que teve boa parte dessas características tão negativas…

Como no geral são textos curtos, podem ser lidos de maneira aleatória. Entretanto o mais incrível foi o capítulo que fecha a publicação, o “Relatório do Congresso do ICSID em 1973″, onde Wollner participa de congressos de design pelo mundo e entrega um relatório pro Governo Nacional contando tudo e indicando um caminho seguro pro ensino do design no país. Muitos desses problemas que temos por aqui, que viram chacotas, piadas (leia o post “Não piadas com designers“) e problemas para a profissão, foram previstos por Alexandre Wollner quase 40 anos atrás (exatamente 30 antes de lançar esse livro).

Posts relacionados:
O que é design? (Com trecho de Escritos recentes e escritos históricos e vídeo de Wollner definindo design)
Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil
(livro + DVD)

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Vintage ou rétro?

É bem comum encontrar essas duas palavrinhas (em evidência) em textos, imagens de referências, camisetas, refrigerante e tantos outros lugares. Muitas vezes são usadas incorretamente. O que é rétro? O que é vintage? Tem diferença? Sim, tem. E muita.

Vintage

Deixando de lado sua origem, que é relacionada ao cultivo e safras de vinhos, o vintage basicamente é o “oficialmente antigo” e de boa qualidade. O dicionário Michaelis define como “clássico, de qualidade ou importância reconhecida”.  No dicionário Oxford, enquanto substantivo, vintage significa “o tempo que algo de qualidade foi produzido”. Como adjetivo, vintage é “relacionado a algo de alta qualidade, especialmente algo do passado”. Um Cadillac 1956, é um carro vintage.

Rétro

É a imitação de um estilo antigo nos tempos atuais. Para o autor Beat Schneider em Design – Uma Introdução (Ed. Blucher, p. 206), o design retro look é “Ao contrário das reedições, trata-se de uma reinterpretação atual de características históricas do design. Os produtos lembram os seus predecessores, mas, ao mesmo tempo, sua linguagem de produto não deixa dúvidas de que eles provêm da atualidade. De forma simbólica, são referências ao passado e ao presente. Exemplos destacados no design de automóveis: o ‘New Beetle’ da Volksvagen ou o ‘Mini’, da BMW”. No dicionário Oxford, como adjetivo rétro é “algo que imita um estilo, moda ou design de um passado próximo”. Enquanto substantivo, rétro é “roupa ou música que o estilo é uma imitação de um passado recente”. Teve sua origem nos anos 1960, de French rétro, abreviação de retrógrado.

Aqui no DESIGNICES tem bastante post de coisas vintage e rétro, dê uma espiada :)

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Cartazes italianos 1915-1938

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Cartaz italiano da primeira metade do século XX

Todas as imagens são “public domain” e foram baixadas do site Library of Congress

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