











Aê! Que beleza! O DESIGNICES hoje faz um aninho de vida. E foi um ano bem legal, cheio de comentários, contatos interessantes e a motivação de estudar ler mais e mais pra postar mais e mais. Nesses 12 meses os posts que mais “bombaram” de acessos foram:
Com uma cobertura sobre o lançamento e com fotos inéditas da revista, esse post foi talvez o que teve mais acessos em menos tempo de divulgação.
As latinhas, mesmo mal fotografadas, fizeram sucesso. Junto com as fotos eu detalho as mudanças tipográficas e na composição dos rótulos, junto com características e fatos em cada momento. E deve ter vendido lata pacas. Será que a Nestlé não quer me dar comissão, não? Aceito em produtos!
Talvez o mais polêmico dos posts. Foram comentários e mais comentários que complementaram o post e geraram ainda mais reflexão sobre o “problema”. E você, concorda ou discorda?
Longe do cinema mainstream também tinha muita produção legal de design para os cartazes dos filmes. Além de muito interessantes, também dá pra pegar referência de tipografia, ilustração, composição e cores dos anos 1930. Esses cartazes foram responsáveis pelo maior pico de audiência que o blog já teve.
Na época que a propaganda não tinha limites, apelações declaradas nas frases para que cigarros fossem vendidos. Pra isso tem bebê pedindo pro pai comprar tal marca, médico afirmando que outra marca não faz mal à saúde…
Na hora do desespero (e até do não-desespero) elas salvam: Imagens, editores de áudio, conversores de vídeo e muito mais. Tudo grátis free “na faixa” 100% off!
Esse foi talvez o post mais demorado pra ser feito do blog. Foram meses de pesquisa, emails e emails pedindo para usar vídeo, trechos de livros… Mas no final ficou bacana: Diversos especialistas definiram, tudo com o nome do livro certinho e a página.
Uma das ferramentas mais importantes das duas Grandes Guerras foi o design. Nessa oportunidade tem uma coleção de cartazes alertando a população que “uma palavrinha errada pode custar vidas”. E tem até cachorro avisando, hehe!
Sempre promovendo a boa vizinhança com as outras profissões, eu reuni dez dicas para que os designers não façam projetos que os webmasters vão ficar loucos de raiva. Com a popularização do HTML5, esse post vai ficar desatualizado, mas acho que ainda assim faz bastante sentido ainda.
As incríveis fotografias de um catálogo original da Linotype dos anos 1930 teve até chamada de site internacional. Ele tá disparado na frente!
Obrigado por esse ano tão legal, amigos. E bora pro próximo ano, mais legal ainda do que esse que passou!
Fiz uma seleção de 15 capas mais legais dos livros do considerado precursor da ficção científica, Jules Verne (1828-1905), do final do século XVIII e início do século XIX:















Essas imagens foram retiradas do site Jules Verne et Hetzel – Free. Vale a pena dar uma olhada. Se você faz o cadastro tem acesso a mais materiais.

Mais um livro da coleção “Qual é o seu tipo” das Edições Rosari. Aliás, um belo livro. Fininho, rápido e gostoso de ler, e com preço acompanha sua dimensão física: é bem baratinho, entre 10 e 20 reais.
Nessa publicação, Cláudio Ferlauto dá um breve contexto histórico, passa pela Coluna de Trajan, pelas solicitações de Carlos Magno (742-814), fala de Didot, da Baskerville, Walter Gropius… detalha, explica, comenta aplicações desses famosos tipos, como no Manuale Tipografico, de Giambattista Bodoni. Tudo bem ilustrado, como nessa página que tem os “A” maiúsculos da Bodoni, Baskerville, Garamond e uma manuscrita feita com pincel chato.

Outra parte bem bacana e curiosa são as comparações das diversas versões da Bodoni, que até podem parecer sutis, mas em algumas letras é bem perceptível, como no “R” maiúsculo e suas terminações em “gota” ou não. E qual seria a Bodoni mais fiel de todas? No livro tem, também
Na mesma linha desse livro tem também o Tipografia Comparada, do designer e tipógrafo Claudio Rocha.
E você, gosta da Bodoni? A utiliza em seus projetos?

Quando recebi o livro “Manual do Freela“, da Editora 2AB, vi algo muito interessante que conseguiu diminuir a ansiedade de devorar um novo livro. Por alguns instantes fiquei refletindo sobre um adesivo colado junto do remetente: Atenção! Manuseie com cuidado. Aqui tem livros de design. Perfeito! Peguei a máquina e documentei. Aí sim, abri a embalagem e “comi” o livro inteiro.
Bem, diferente de um aviso de “frágil” comum em equipamentos eletrônicos, copos e coisas do gênero, ao meu ver essa aparentemente simples ação da editora pode significar muita coisa. E pra muita gente. Numa primeira impressão, vejo que a editora valoriza o conteúdo que vai pro consumidor que pode ou não ser um designer. Em outras palavras, seria como se estivesse escrito “Design não é qualquer coisa, é algo de valor. Aqui tem conteúdo de design“.
Mas afinal de contas, quantas pessoas veriam isso? E quem seriam? Pra que serviria um adesivo desse além de ser engraçadinho?
Se você é daqueles que lamenta que eles não sabem o que você faz, taí uma boa hora pra parar de tentar explicar o que é e tentar talvez pra que serve. Inclusive acho até que vale ler o livro Morte aos Papagaios do Gustavo Piqueira. Afinal de contas, design está ligado totalmente a questões sociais, culturais e/ou econômicos, não? Isso não lhe parece importante e digno de ser “manuseado com cuidado”?
Mesmo aqueles que nem sabem o que é o tal do design (aliás, tenho 9 definições de especialistas num post pra essa questão), poderão imaginar que é algo de algum valor, já que é algo a se cuidar. Pode até ser que eles te perguntem a respeito. É tua chance de se manifestar.
Pra esses muita coisa pode acontecer. Desde nao fazer a menor ideia do que se trata até achar que é algo de muito valor que tem dentro do pacote. No caso da segunda opção, eles têm TODA razão, não tem?
Talvez isso faça parecer que o livro seja melhor ainda do que ele é. Pode ser que os 30, 40, 80 reais que o sujeito gastou no presente dupliquem o valor quando ele ou ela refletirem a respeito. E a ideia segue: design é algo valioso.
Dá pra fazer pensarmais ainda de como legal é ter (mais) um livro de design, de sentir seu cheiro e absorver e botar em prática os novos conhecimentos, de emprestar, dividir o conhecimento, de testar, discordar, comparar experiências. É o toque final antes de você abrir o pacote. Aquilo que vai te encorajar mais ainda a lê-lo o mais rápido e dedicadamente possivel.
Tudo bem. Talvez eu até tenha viajado um pouco nas minhas hipóteses. Mas aí fica valendo o “selo engraçadinho”, mesmo, que já é bem legal. Boa ideia, 2AB.
E pra você? Como encara esse selo?
O grupo inglês Monty Python mantém sempre a sua linha humorística com bastante identidade, seja nos filmes, seja nas esquetes, seja ao vivo, nas capas dos DVDs e nos nomes. Na versão de DVD duplo de “Em Busca do Cálice Sagrado“, por exemplo, eles chamam de “versão extraordinariamente de luxo”. Para “A Vida de Brian“, a versão é “imaculada”. Tem também “Os Cavaleiros que Dizem Ni”, ou a lebre assassina, quem sabe até as sessões de apedrejamento ou a canção “Todo esperma é sagrado”… E isso se replica em tudo. É como um “bom projeto de design”, onde na visão holistica do projeto e a identidade conceitual se mantém.
Algo bastante interessante nos filmes são as animações. Como são da década de 1970 e comecinho da de 1980, tudo devia ser feito “na mão”. A mistura de non-sense com a temática e estética do filme, somado a trilhas sonoras cuidadosamente criadas, fizeram com que essas animações servissem de referência pra mim, principalmente na hora de tentar pensar em soluções diferentes ou, pra usar um clichê, “sair da caixa”.
Olha que legal a introdução de “A Vida de Brian“, de 1979:
Para “O Sentido da Vida“, de 1983, eles seguem a mesma linha (uma canção-tema e as animações de acordo com o enredo do filme):
Já no filme “Em Busca do Cálice Sagrado“, de 1975, as animações apareciam em pequenas vinhetas no meio do filme. Mas na versão especial dupla do DVD vem nos bônus a animação em LEGO de uma cena inteira do filme, cada detalhe cuidadosamente trabalhado e o “timing” certinho:
E você? Gosta de Monty Python?

Cores, fotos, ilustras (geralmente de qualidade duvidosa), tamanhos grandes, pequenos, textos espremidos aqui, espaçados demais acolá, cliparts… Fundo vermelho, amarelo, azul… Tudo para “chamar mais a atenção”. Geralmente é assim que vemos as páginas das revistas de classificados atualmente, né?
Bem, nessa revista, de 1946 chamada Esfera, a coisa não era assim: Tudo era resolvido na base da tipografia! Parece que a regra era a seguinte: Se tem telefone e endereço vamos usar corpos pequenos pra caber tudo. Se for só o nome do produto, explodimos os corpos. Tá com problema peitoral (aliás, o que seria isso?), então tome Xarope S. Martinho! Se você sofrer de “doenças de senhoras” ou então de distúrbios sexuais, procure o Dr. Moisés Fisch. Simples e fácil. É bem curioso pensar que não se tinha preocupação com a marca da empresa ou do produto pra anunciar nessa revista, né? Afinal de contas a revista é ilustrada. De qualquer maneira, o legal aqui é ver a Guerra (apenas) Tipográfica que os anúncios faziam pra se destacar. Tudo em molduras ornamentais. Fantástico!
Aqui em São Paulo dá pra fazer cursos de tipografia manual na Oficina Tipográfica São Paulo (ver os posts que fiz da OTSP).