10 dicas para um webmaster não querer te matar

Atenção:
Esse post foi feito em 2009. Ele fazia sentido nessa época. Nesse tempo muitas mudanças aconteceram, tecnologias ficaram mais evidentes e recursos técnicos passaram a oferecer novas possibilidades. Alguns itens (e creio que em breve quase todos) dessa lista não tem mais utilidade ou não tem tanto quanto no ano que foi escrito, mas mantenho o post por documentar a época e a história do blog.

Na posição de designer e também (ex) webmaster, eu colecionei ao longo do tempo detalhes que tiram qualquer webmaster do sério e as vezes podem ser evitados. Esses dias um grande amigo (e webmaster) foi até a minha mesa para lamentar as derrapadas (e QUE derrapadas!) que o designer fez nos lays que ele estava codificando. Aí comecei a relembrar da minha “coleção de detalhes” que ajudaria ambos os lados, além de permitir que o projeto ganhe em desenvolvimento e performance, principalmente em sites de conteúdo editorial. Aí vão os “10 mandamentos do webmaster feliz”, baseados em lays que virarão páginas HTML:

1. Cantos arredondados

O Firefox, Safari e Opera já tem interpretação para comandos CSS que fazem isso de modo bem simples, mas o Internet Explorer (até a versão 8 do navegador) não lê isso nem com reza, o que exige ser feito com imagem. Se todos os boxes nesse formato forem do mesmo tamanho até que não causa tanto problema. Entretanto se o “box” precisar aumentar e diminuir de acordo com a quantidade de texto/imagens de dentro, são necessárias várias imagens, o que gera mais requests de servidor e mais linhas de código para serem executadas. Se o projeto não perder TAAAANTO assim com cantos retos, dê preferência a eles.

2. Degradês

Os lineares horizontais e os verticais, tudo bem. Radial, cônico ou lineares em diagonal podem te custar um dente ou um nariz quebrado. A revolta se dá porque não existe código pra isso e o uso de imagens, muitas vezes desnecessárias, é necessário.

3. Drop shadow/Outer e inner glow

Além de qualidade visual duvidosa/forçada as sombras que são tão fáceis de serem feitas no Photoshop podem requerer linhas e linhas de código e diversas imagens para confeccioná-las. Se atrás desse elemento tiver uma textura ou cores diferentes, mais problemas ainda pela frente: As imagens transparentes (em PNG24 no Photoshop ou PNG32 no Fireworks) são mais pesadas e indigestas (pelo Internet Explorer 6) do que as opacas. Do mesmo modo das sombras “dropadas”, não existe glow em CSS. Tudo bem se ficar sem?

4. Tipografia no Photoshop x Tipografia no navegador

Os diversos tipos de suavização de texto no Photoshop nunca casam direitinho com o jeito que os browsers renderizam as páginas (as vezes tem até diferenças entre os browsers na renderização). Eu gosto de usar o “sharp” ou até o “none”, depdendendo do público alvo/browser mais utilizado do projeto.

5. Mapa de estilos

O sujeito que vai codificar a sua página não tem o olho treinado como o seu para identificar entrelinhas ou entreletras diferentes, tamanhos de fontes que mudam 1 ou 2 pixels nem as distâncias certinhas dos elementos do seu projeto digital. Criar uma imagem em GIF, JPG ou PNG com um mapa de estilos de todas as páginas ajuda o webmaster, otimiza o projeto e não te dá dores de cabeça póstumas, já que todas as medidas foram explicadas direitinho. Isso vale pra tudo: Dimensão das imagens, corpos de texto, títulos, links com e sem mouseover etc. Ah, também é legal alinhar as medidas do Photoshop com o webmaster (Edit, Preferences, Units & Rulers). Eu sempre uso em pixels. Um exemplo de elemento numa folha de estilos:

Exemplo de mapa de estilos

6. Desapego com a “arte”

Sei que os alinhamentos, posicionamentos e tudo mais são extremamente importantes, só que as vezes dá pra abrir mão de 2 ou 3 pixels (quando não ficam com aparência de falta de acabamento) num final de página ou numa diferencinha no crossbrowsing, não dá?

7. Transparências

Imagens transparentes com boa qualidade geralmente são em PNG24 (ou 32, no Fireworks). São mais pesadas e precisam de scripts pra funcionar no Internet Exploerer 6. Se remover a transparência não for tão grave quanto espancar a carinha angelical da sua filha de 6 anos, poupe o trabalho do webmaster e o peso do seu projeto. Boxes com contorno e preferencialmente de uma cor só pra cada podem ser feitos com CSS, levinho e feliz.

8. Grids

Especifique os grids do seu projeto e passe as medidas pro webmaster. Evite usar muitas variações de grid ao longo do site e delimite sempre o espaço do topo, mídias e rodapé. Cuidados especiais merecem as imagens com “anti alias”, pois elas as vezes aumentam um pixelzinho aqui ou acolá e a gente não percebe, mas na hora de recortar pode causar um desalinhamento ou até estrago de “quebrar a página”, principalmente quando as medidas estão bem justas.

9. JPG, GIF e PNG

Se você não quiser ter surpresas com a falta de cores de um GIF ou de um imagem granulada pela compactação de um JPG que deveria ser PNG, por exemplo, vale especificar o formato de saída que as imagens devem ter.

10. Aprenda HTML e CSS

Calma! Calma! Pô, que mancada xingar minha família! Eu sei que você odeia programar, mas nenhum desses dois é programação, só uma marcação, uma codificação. Não espero que você saia produzindo páginas e páginas, mas saber as dificuldades e limitações de ambas podem poupar retrabalhos e aumentar a produtividade entre designers e webmasters.

Evidente que nada disso eu acredito ser REGRA, apenas dicas. Você acha mesmo que existirão projetos que sombra e inner glow num box transparente com preenchimento degradê radial sejam necessários? Quero dizer… Se um dia você precisar disso tudo mesmo, pense com carinho se não tem algo errado com a sua vida. De qualquer modo, acredito que dependendo do projeto você designer possa abrir mão de alguma coisinha pra ajudar nossos amigos webmasters e espero que eles façam o mesmo.
Mas e você amigo webmaster e amigo designer? Tem mais dicas pra compartilhar? Então documenta isso nos comentários, vai?! :)
Leia também o post póstumo “6 dicas para o webmaster não ser morto pelo designer

35 comentários sobre “10 dicas para um webmaster não querer te matar

  1. Fala, Roginho! Gostei do post! To comentando esse aqui do celular procê heim! Acho que vou ter que pedir pra você me mostrar um radiano com sombra e água fresca num bosque com inner circle em algo demodé, pra ver como fica… Tem como? Bjos!

  2. Grande Roginho… muito bom o post meu caro. Nada como todo mundo estar por dentro das regrinhas de boa convivencia ()

    Abs

  3. Excelente post! Sou formado em design digital, tenho minha empresa de design, fiz e faço muitos layouts. Mas meu foco é essa codificacao e estruturacao das paginas. Concordo 100% com tudo que vc falou!

  4. Roginho! Mesmo o seu blog não tendo absolutamente nada a ver com a minha área, eu acho uma delícia de ler!
    Mas também posso usar essas dicas para manter meu humilde blog, não é? Adorei esse post!
    Beijos! NINA

  5. Desapego com a “arte” é o melhor. Gostei mais desse! Esse é o mandamento mais foda!

    PS. QUE PORRA DE FOTO É AQUELA DO LÉO??? PQP!!!

  6. Achei demais também! aliás esse blog tá ficando viciante. Os assuntos são muito pertinentes e acho que quem trabalha na área deve se identificar muito com o que vc posta aqui.

    Bom, eu trabalhava com design e ainda amo design, mas virei Arquiteto de Informação e agora mais do que nunca meu trabalho está 100% focado no usuário e no negócio e investimento do cliente.
    Infelizmente a maioria dos designers não pensam no final, no resultado, na audiência e no retorno sobre o investimento, por isso é que nós vemos muitos shadows, bordas e emboss em demasia. A maioria dos profissionais trabalham com uma banda larga boa, num micro de processamento bom, mas dependendo do público a realidade não é assim e público é uma coisa que o designer normalmente tb não pensa, se pensasse as coisas seriam muito diferentes.
    Aliás a atribuição da culpa não é só do designer. O cliente muitas vezes quer ver algo super show, sendo que o que ele vai pagar para fazer, não é nem pra ele, mas para o cliente dele. Então deve ser pensado não no cliente, mas no cliente do cliente, que é quem verdadeiramente vai acessar a coisa.

    Um teste de usabilidade numa máquina do seu Zé das Colves com um óculos fundo de garrafa e com uma deficiência no ombro direito no interior da paraíba seria um bom aprendizado pra todos.

    Sem falar do público que cada vez mais utiliza o celular, smartphones e iphones para acessar. Este usuário paga a cada byte baixado. Lotando de imagens só iria prejudicá-lo.

    Vejam só este blog. É bonito, não tem firulices, nem exageros, é leve e as pessoas interagem bastante. O que é mais importante que a audiência do seu público-alvo interagindo em seu site? 365 milhões de cores no fundo?

    Hoje, o que importa para mim é a clareza na comunicação com seu público (bom texto), legibilidade (fontes e cores), eficiencia no sistema/código (eu consigo postar algo sem erros de script?), usabilidade e utilidade (é útil e fácil de usar?), leveza (carrega rápido?).

  7. Putz, a regra 8 me mata.
    Adoro fazer layout no Photoshop, mas sempre tem uma sobrinha de imagem que precisa ser empurrada 0,1px
    =/

    Vc sabe alguma soluçao pra isso?

  8. Marco Moreira :

    Achei demais também! aliás esse blog tá ficando viciante. Os assuntos são muito pertinentes e acho que quem trabalha na área deve se identificar muito com o que…

    Ô, Marquito! Seu comment tá bem melhor que meu post! Acho que vou inverter, rapá! Mas eu tive uns MSNs e Twitts de gente que achou que nesse post eu podo a criatividade… enfim, talvez eu não tenha me explicado direito, né?

  9. Cara, a criação nasce da limitação. Este é o desafio e o papel do designer. Criar um visu bacana em cima de um problema e não ao contrário.
    A palavra “desafio” só existe pq tb existe outra chamada “obstáculo” e esta que nos faz criar para vencê-lo. Obstáculo é o problema, sem ele não existem desafios e a vida fica chata…rs

    Designers de produto não criam uma cadeira só pensando na beleza. Pensam em quem vai usar, como vai sentar, em que material será feito e como será fabricada.
    A palavra design significa a grosso modo projeto e este feito para alguém. Todos os designers, tanto de produto, de embalagens ou de web deveriam seguir o mesmo pensamento. Parece até que essa história de produzir com “foco no usuário” é nova ou que é coisa de Arquiteto, mas não é, designers sempre tiveram esse papel, mas este ainda é muito confundida com “arte”.

    Se é para cuidar só da estética e não da função que o produto tem que ter em si o webdesigner pode ser designer gráfico, assim ele pode fazer quandos dropshadows ele quiser, pois ninguém vai depender de browser para ver, ninguém vai precisar “carregar” a sombra! ou então pode virar artista plástico, assim ele pode fazer as coisas só para ele e nem precisa pensar no público! Uhu!

    (Quem diria hein, um designer de web falando isso)..rsrs

  10. Muito bom o artigo concordo com QUASE tudo, mas a regra “6. Desapego com a arte”, desculpa mais NÃO ROLA, se precisar arrumar 1px vai ter que ralar pra conseguir, ainda mais se for 2 ou 3px! Sem pixels a mais, por favor! rs

  11. Muuuuuuito bom o post, tão bão que eu enfrentei minha preguicinha e estou cá a comentar!

    Vou aproveitar a oportunidade e desabafar quanto aos formulários.

    Caramba, por que essa necessidade absurda de ser diferente ? Como explicar a eles que o input radio e o select não são tão simples de codificar quando desenha-lo no photoshop?

  12. Adorei esse post… espero que ajude muitos designers a entender que o Photoshop não é tudo… :)

    Posso desabafar tb?
    Por favor, não façam box de erros flutuantes… isso mata e é muito treta de fazer… (até hoje eu tenho um site que sofre por causa disso!!!) :)

    Abraços!

  13. Gostei muito do teu post.

    É uma pena que muitas empresas que se entitulam “agências digitais”, dentre outros termos extremamente “marketeiros”, só sabem vender dessa maneira… Na prática, na hora de colocar a mão na massa, são pouquíssimas as empresas que realmente trabalham pensando em conceitos como usabilidade, acessibilidade, SEO, padrões web, etc. Muitas ainda pegam modelos prontos, e só sabem mesmo é usar estes termos para vender.

    Eu penso como você. Inclusive acho extremamente mal planejados sites que abusam de flash. Flash não foi feito para ser 100% a tecnologia de um site.

    A indexação fica com sérios problemas, a acessibilidade, usabilidade… Tudo piora, por mais que ele tenha sido extremamente bem feito, perde recursos muito importantes tanto do browser como potenciais da web.

    Tem gente que ainda pensa que a web é um circo, e que quanto mais pisca, + capta a atenção.

    Muitos ainda defendem “Mas o nosso público-alvo gosta disso, e então…”. Besteira. Muitos que dizem, mas nem sabem qual é o seu público-alvo, e não fazem análise alguma. Já saem criando, e se colar com o cliente colou. Tanto é verdade que conceitos como “user experience” só vendo sendo realmente aplicados por empresas grandes, é pelos dias de hoje.

    Bom, não quero criar um post muito polêmico porque vim em missão de paz heheh Mas é isso aí mesmo, sou a favor de uma web + clean, mais minimalista, onde o conteúdo é facilmente acessado, e a informação facilmente compartilhada.

    Afinal, esse é o conceito básico por trás de página/sistema, não é?

    Abraços!

  14. Muito bom artigo, só não estou muito certo sobre o termo “webmaster”. Essa palavra tem um significado um tanto controverso. Mas os pontos levantados são altamente relevantes e geram mesmo muitos retrabalhos. Parabéns!

  15. Texto de Designer Front-end NOOB!!!!
    Se não sabe resolver os pepinos de um layout de arte complexa simplismente não se arrisque!!

    Escumungos a parte rs…
    Está certo parcialmente, os Designers de criação poderiam ter um pouco de senso e colaboração na hora de criar o layout, porém não podemos pensar tão limitado assim, uma borda ou outra, transparencia em um lugar aqui e ali não faz mau a ninguém, afinal pra tudo isso tem solução, apenas da mais trabalho de fazer.

    E se todo designer resolvesse criar layout pensando em html e css? teriamos sites quadrados e com cores chapadas, creio que isso limitaria muito a beleza da web não concorda?

    E não!!!! quem é designer de criação não tem que aprender html/css, cada um tem sua função por esse motivo existe as duas categorias, além do mais se começar aparecer designer de criação que saiba fazer front-end meia boca que seja, vai surgir outra guerra com os que sabem de verdade o que é um front-end, usabilidade, acessibilidade, semântica, diagramação de código, bla bla bla…

    Já falei d+ -.-”

    @brunobincoletto

  16. Eu sei que você tem algo a dizer. Pode digitar aqui!

    Bruno Bincoletto :

    Texto de Designer Front-end NOOB!!!!
    Se não sabe resolver os pepinos de um layout de arte complexa simplismente não se arrisque!!
    Escumungos a parte rs…
    Está certo parcialmente, os Designers de criação poderiam ter um pouco de senso e colaboração na hora de criar o layout, porém não podemos pensar tão limitado assim, uma borda ou outra, transparencia em um lugar aqui e ali não faz mau a ninguém, afinal pra tudo isso tem solução, apenas da mais trabalho de fazer.
    E se todo designer resolvesse criar layout pensando em html e css? teriamos sites quadrados e com cores chapadas, creio que isso limitaria muito a beleza da web não concorda?
    E não!!!! quem é designer de criação não tem que aprender html/css, cada um tem sua função por esse motivo existe as duas categorias, além do mais se começar aparecer designer de criação que saiba fazer front-end meia boca que seja, vai surgir outra guerra com os que sabem de verdade o que é um front-end, usabilidade, acessibilidade, semântica, diagramação de código, bla bla bla…
    Já falei d+ -.-”
    @brunobincoletto

    Desculpa Bruno tenho q discordar com vc em alguns pontos: Bom pra começar web design não é desgin gráfico. Assim como design de moda não é design de produto e etc. O suporte, é completamente diferente. Digamos q isso muda TUDO se tratando de projeto! Esse papo de que um Web Designer é um Designer que faz Web não é bem assim. O Web Designer tem que saber o mínimo de programação sim, pelo menos para conhecer as limitações que o suporte oferece, assim como o Designer Gráfico deve conhecer as limitações do processo gráfico. Agora dizer q os sites vão ficar monótonos por conta disso é miopia sua, desculpe! O que limita a inovação é a falta de conhecimento e criatividade que quem está projetando a peça. Isso vale para qualquer profissão.

  17. Em algum momento disse que designer gráfico é web designer? bom não me lembro disso.
    Estranho é você chamar Designer front-end de Webmaster.
    Outro ponto é que não quis dizer que outros profissionais não devem conhecer outras tecnologias e sim que não é recomendavel ser aquele tipo de profissional “faz de tudo um pouco”, pelo fato desse profissional saber um pouco de cada coisa e acabar não sabendo fazer nada realmente certo.
    Conhece algum neurocirurgião que saiba projetar prédios? pode até existir claro, mais creio que ele saiba fazer melhor uma cirurgia do que uma planta.
    Agora conhecer as limitaçõe sim é interessante, porém essas limitações é dever do profissional que vai receber o trabalho informar e não ao contrario.
    Tenho certeza que se você chegar para o cara que vai fazer o layout e que não tem a minima noção do que seja html/css/js e falar “seguinte, evite usar muitas bordas, variações de tamanho, degrade, etc.. por causa disso, disso e disso” tenha certeza que ele vai entender.
    Sobre as limitações ainda bato o pé, porque temos que nos adaptar, arrumar maneiras para fazer o que for necessário e não querer facilidades de uso, já imaginou que simples seria ter sites apenas em html/css? seria ótimo, rápido, simples, agil, SIM para um portal de noticias, para um blog!! mais seria bom para um hotsite comercial? (não me venha com história de flash é pra isso por favor).
    Os desafios estão ai, as soluções também, se fosse fácil, mais pessoas saberiam e se mais pessoas sabem, menos empregos teriamos.

    Bom, opnião minha, pode não ser certa, mais eu gosto de discordar =D

    Abraço.

  18. Bruno, designer de front-end é coisa nova pra mim, confesso. Eu conheço designer de interface, designer de interação, mas designer de front-end eu vi escrito em alguns lugares mas não fui à fundo. O que eu disse é q não concordo com o termo webmaster, portanto é claro pra mim que designer de front-end não é igual a webmaster.
    No segundo parágrafo vc chegou no ponto que eu queria. O cara “faz de tudo um pouco”! Vc leu o livro “Design para a Internet” do Felipe Memória? Nesse livro ele trata disso nos primeiros capítulos, é esse carinha “tudo em um” que ele chama de webmaster, pra ele (e pra mim também) esse cara tá literalmente morto! Justamente pq não tem foco na carreira. Bruno, é exatamente isso que eu disse. Agora, se o cara se propõe a criar materiais para a Web, ele deve realmente conhecer esta plataforma à fundo, faz parte do foco que ele quer dar na carreira dele. Saber programar em html e css faz parte disso. Por isso que não dá pra misturar Design Gráfico com Web Design, o foco é diferente para cada vertente do Design. Agora, se um designer gráfico q não tem a mínima intimidade com o suporte “web” cria um layout no photoshop a chance é muito grande de que não dê pra fazer tudo o que ele queria. Pq ele não conhece css e nem html. O meio é a linguagem, não dá pra fazer na web o q se faz com papel, é incompatível. Se um web designer planeja este layout o resultado final estará bem mais próximo do que foi desenhado no photoshop. Se ele criar efeitos (ou defeitos rss), ele saberá aplicálos, entende? Agora se ele só faz coisas quadradonas… precisa de familiarizar melhor com a realidade da profissão ou mudar de foco.
    Ja q vc tocou nesse mérito, eu crio hotsites e sites comerciais com html e css à anos, não gosto de usar Flash e geralmente meus trabalhos ficam com todos os efeitos gráficos que planejei, tenho tido muita aceitação com isso e não crio sites “quadradões”. Acho q é vc quem não conhece muito de css hein! rss

    Abraço.

  19. Bom… A ideia é sempre promover trocas de opiniões e argumentos. Que bom que o post conseguiu cumprir isso.
    Muito obrigado pelos comentários, gente!
    E prossigam, por favor, com as defesas de casa opinião. É assim que funciona, assim que gera reflexão.
    Abraços a todos,
    Rogério Fratin

  20. Algumas dessas coisas são pertinentes, que ajudam o site a fica mais leve, rápido e tal.

    Já outras eu diria que é coisa de desenvolvedor preguiçoso. Se é possível fazer e não vai deixar o site mais pesado então deve ser feito mesmo que dê mais trabalho.

    Vocês desenvolvedores / programadores, etc são pagos pra isso mesmo.

  21. Bom, achei legal a iniciativa, acho que pode ser muito útil para aqueles que estão começando com o design voltado pra web, mas num contexto mais avançado, falando com relativo embasamento que adquirí com o tempo, é fato que o designer vai ter, que uma hora ou outra aprender Css e HTML…

    Não apenas aprender, digitar o seco. Mas PRINCIPALMENTE pra otimizar a qualidade do trabalho e a velocidade. O designer pode ajudar muito o programador se entregar o site prontinho no html com os estilos numa página separada, organizados, enfim…

    Não acho também que seja necessário abrir mão de efeitos de sombras (bem feitos, claro), podendo usar um png de 1×10 px e deixando isso integrado no layout em html… não tem porque dar dor de cabeça ao programador.

    Diálogo em primeiro lugar. Acho muito importante saber do fluxo de trabalho, trijeitos, método do profissional com quem se está trabalhando. Respeito pelo trabalho um do outro, valorização, enfim, ética profissional não são uma opção, mas sim uma certeza.

    80% de dores de cabeça a menos, para ambos.

  22. Pra falar a verdade, não chego a ter esse problema, porque sou eu mesmo que crio o HTML e o CSS, além do layout, aqui no meu trabalho. Mas o post foi bem interessante, até mesmo porque, geralmente, o Web Master e o Web Designer costumam fazer algum trabalho “desnecessário” quando poderia fazer o simples, porém bonito em cross-over.

    Abração a todos.

  23. Debates à parte, grande parte dos problemas dependem das partes que (raio que os parta!) não cedem à necessidade colaborativa.

    Atuo há quase “3 anos” como Front-end Developer (ou Desenvolvedor de Front-end), que é uma profissão voltada para a codificação do layout (que abrange marcação [HTML] e estilização [CSS]) e comportamento do site (Javascript), e sempre tenho que lidar com todos os problemas citados no post. Muitas vezes eu sinalizo problemas para aplicar determinadas técnicas de design, ao desenvolver o site, e isso, simplesmente, não surte efeito. Ou seja: o designer rejeita a impossibilidade daquilo ser feito e continua criando usando aquelas técnicas.

    Não vejo problema, já que com as novas versões das linguagens Web (HTML5, CSS3, ECMAScript 5 [Javascript 5]) vão permitir muito mais do que o “maravilhoso” Flash é capaz, mas, até 2012, que é quando está prevista a conclusão das normas daquelas linguagens, boa parte do que elas serão capazes já pode ser feito com uma considerável tranquilidade. Isso porque, muito do que se conhece aqui (digo aqui Brasil), é passado lá, apesar das possibilidades de conhecimento e informação que a internet proporciona. Claro, isso tem explicação (e simples): instituições de ensino desatualizadas. Mas, colocando isso de lado, para você estar atualizado você precisa ir atrás de informação e, claro, isso só depende de você.

    Portanto, em resumo (finalmente!! rs), quando temos qualquer obstáculo, nós precisamos encontrar um meio de transpô-lo. Nesse caso, onde designers e desenvolvedores se matam, visando melhores condições de trabalho (porque não deixa de ser isso), o melhor a ser feito, na minha sincera opinião, é trabalhar a sua flexibilidade: o desafio é fazer o melhor possível, com o mínimo disponível.

  24. Sou só eu ou javascript tem outros propósitos, que não oferecer sombras e bordas arredondadas para o IE? Aliás o IE, mesmo o 8, trabalha com sombras sem javascript, mas é outra história. O que eu acho que é que por uma lado, sim, os desenvolvedores têm que achar solução para os problemas que estão por vir, porém não é só responsabilidade dele. O “carinha do photoshop” tem que pensar em todos os ângulos. Pensar no usuário, no cliente e no desenvolvedor também. E web designer, como disseram, não é um designer gráfico que faz coisas sensacionais por aí. DEVE conhecer as particularidades dos browsers, conhecer flash, conhecer js, conhecer css, conhecer html. Como ele vai projetar algo sem saber como vai ser aplicado?!

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