livros, tipografia, referências e afins

Animações nos filmes do Monty Python

O grupo inglês Monthy Python mantém sempre a sua linha humorística com bastante identidade, seja nos filmes, seja nas esquetes, seja ao vivo, nas capas dos DVDs e nos nomes. Na versão de DVD duplo de “Em Busca do Cálice Sagrado“, por exemplo, eles chamam de “versão extraordinariamente de luxo”. Para “A Vida de Brian“, a versão é “imaculada”. Tem também “Os Cavaleiros que Dizem Ni”, ou a lebre assassina, quem sabe até as sessões de apedrejamento ou a canção “Todo esperma é sagrado”… E isso se replica em tudo. É como um “bom projeto de design”, onde na visão holistica do projeto e a identidade conceitual se mantém.

Algo bastante interessante nos filmes são as animações. Como são da década de 1970 e comecinho da de 1980, tudo devia ser feito “na mão”. A mistura de non-sense com a temática e estética do filme, somado a trilhas sonoras cuidadosamente criadas, fizeram com que essas animações servissem de referência pra mim, principalmente na hora de tentar pensar em soluções diferentes ou, pra usar um clichê, “sair da caixa”.

Olha que legal a introdução de “A Vida de Brian“, de 1979:

Para “O Sentido da Vida“, de 1983, eles seguem a mesma linha (uma canção-tema e as animações de acordo com o enredo do filme):

Já no filme “Em Busca do Cálice Sagrado“, de 1975, as animações apareciam em pequenas vinhetas no meio do filme. Mas na versão especial dupla do DVD vem nos bônus a animação em LEGO de uma cena inteira do filme, cada detalhe cuidadosamente trabalhado e o “timing” certinho:

E você? Gosta de Monthy Python? :)

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Guerra tipográfica nos classificados de 1946

Página de classificados all type da Revista Esfera, de março de 1946

Capa da Esfera: Revista de letras, artes e ciências. Março de 1946Cores, fotos, ilustras (geralmente de qualidade duvidosa), tamanhos grandes, pequenos, textos espremidos aqui, espaçados demais acolá, cliparts… Fundo vermelho, amarelo, azul… Tudo para “chamar mais a atenção”. Geralmente é assim que vemos as páginas das revistas de classificados atualmente, né?

Bem, nessa revista, de 1946 chamada Esfera, a coisa não era assim: Tudo era resolvido na base da tipografia! Parece que a regra era a seguinte: Se tem telefone e endereço vamos usar corpos pequenos  pra caber tudo. Se for só o nome do produto, explodimos os corpos. Tá com problema peitoral (aliás, o que seria isso?), então tome Xarope S. Martinho! Se você sofrer de “doenças de senhoras” ou então de distúrbios sexuais, procure o Dr. Moisés Fisch. Simples e fácil. É bem curioso pensar que não se tinha preocupação com a marca da empresa ou do produto pra anunciar nessa revista, né? Afinal de contas a revista é ilustrada. De qualquer maneira, o legal aqui é ver a Guerra (apenas) Tipográfica que os anúncios faziam pra se destacar. Tudo em molduras ornamentais. Fantástico!

Aqui em São Paulo dá pra fazer cursos de tipografia manual na Oficina Tipográfica São Paulo (ver os posts que fiz da OTSP).

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Conversas com Paul Rand [Cosac Naify]

Conversas com Paul Rand, capa, livro da Cosac Naify

Acho que não poderiam encontrar título melhor pra esse belo livro da Cosac Naify. Conversas. Foi assim que me senti enquanto lia essa publicação. É como ouvir um papo bacana de alguém que tem bastante coisa legal pra falar e você ali, de ouvinte. O papo flui, fica cada vez mais interessante e quando você vê, “plim”, acabou o livro. E valeu cada palavra.

Paul Rand (1914-1996), um dos maiores nomes do design do século passado, além de deixar sua imensa galeria de ótimos projetos , também deixou uma gama de textos, artigos, livros e deu muitas aulas/palestras de design. E são papos desses, que tratam do ensino do design, que estão nesse livro. São dois papos com Paul Rand: no primeiro ele debate, opina, explica e questiona professores universitários de design. No segundo ele fala com alunos numa aula, pergunta, os intriga,  e responde suas dúvidas. Depois das conversas, ainda tem alguma história bacana (no formato de depoimento) que envolve grandes nomes junto de Paul Rand, como Wolfgang Weingart, Steff Geissbuher, Gordon Salchow etc.

O autor, Michael Kroegger, organizou esse material todo e daí saiu o livro. Inclusive tem frases bem legais destacadas no decorrer do livro:

“O design é um conflito entre forma e conteúdo”. – Paul Rand

“Tudo é relativo. Design é relação”. – Paul Rand

“O ponto não é sair do grid. O ponto é permanecer nele e fazer isso corretamente”. – Paul Rand

“O todo é mais que a soma de suas partes”. – Paul Rand

Vale bastante a pena dar uma espiadinha no site oficial do Paul Rand, ver seus trabalhos e perceber quanta coisa legal dá pra um cara desse ensinar. :)

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Gustavo Piqueira

É comum saber o nome de bons profissionais da área de branding, outros bons escritores, outros bons ilustradores, bons tipógrafos, designers que trabalham com embalagem… Difícil é encontrar caras como Gustavo Piqueira, que faz tudo isso com qualidade invejável.

Hoje Gustavo Piqueira é o líder da Casa Rex, uma “casa de design” como eles gostam de chamar com bases em São Paulo e Londres. Ele é designer gráfico e possui o maior número de premiações em toda a história das Bienais da ADG de design gráfico: 48 prêmios. Além desses todos, Gustavo Piqueira tem prêmios internacionais, como o Communication Arts Design Awards, AIGA 50/50, How Design Awards, Pentawards e Rebrand100. Mas dá uma conferida antes de contar “só com esses”, é provável que ele tenha ganhado algum outro :D

Gustavo Piqueira também desenvolve alfabetos, inclusive alguns distribuídos pela T26 (ver as fontes de Gustavo Piqueira no T26) e algumas grauitas no próprio site da Casa Rex, categoria “Design Experimental”. E não acaba aí: Gustavo também ilustra livros infantis e é autor de dez livros, de diversos assuntos. Um deles  já foi citado aqui, é o Morte aos Papagaios, que só pela ousadia do nome desse pra um livro de design gráfico (e ele explica o porquê disso), merece ser lido.

Atualmente Gustavo Piqueira (além de tudo isso) coordena uma coleção de filosofia clássica que vai ser lançada pela WMF Martins Fontes.

A seguir alguns trabalhos desse grande (e bastante híbrido!) designer brasileiro:

Cartaz para a Feira de Livros da USP

Cartaz para a Feira de Livros da USP Cartaz para a Feira de Livros da USP Cartaz para a Feira de Livros da USP

Livro Nosso Filme - Capa

Livro Nosso Filme - Interna
Livro Nosso Filme - Interna
Livro Nosso Filme - Interna

Morte aos Papagaios [Gustavo Piqueira] - Capa

Marlon Brando [Gustavo Piqueira] - Capa

Coadjuvantes [Gustavo Piqueira] - Capa São Paulo Cidade Limpa [Gustavo Piqueira] - Capa
A Vida Sem Graça de Charllynho Peruca [Gustavo Piqueira] - Capa Diários Descobertos [Gustavo Piqueira] - Capa

Alfabeto Cabourg, de Gustavo Piqueira

Capas dos livros da Coleção Clássicos Saraiva, criadas por Gustavo Piqueira

Box do livro "Escrito sobre Jade", projeto gráfico de Gustavo PiqueiraCapas de livros da Coleção Linguagem, projeto de Gustavo Piqueira

Essa pequena biografia junto das lindas imagens dos trabalhos só foi possível por causa da boa vontade do próprio Gustavo Piqueira, que me atendeu com muita prestatividade e rapidez. Obrigado!

Links:
www.casarex.com.br
http://blog.casarex.com.br
http://twitter.com/casarex
Livros/Textos: http://gustavopiqueira.wordpress.com

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Mônica: A criação do personagem brasileiro

O Maurício de Souza, sem dúvida, tem uma carreira brilhante: Soube dar identidade e personalidade às suas criações, foi e é admirado por diversos nomes dos mais importantes das histórias em quadrinhos mundiais, soube fazer seu trabalho principal e empreendedor muito bem, tem fama internacional (talvez até muito mais do que imaginamos…) e tudo começou, no caso da Turma da Mônica, com inspiração na sua filha.  E é essa força, a carreira e as mudanças da Mônica e sua turma que está na exposição “Mônica: A criação do personagem brasileiro”, assim como as versões ao redor do mundo e as interpretações das personagens por outros grandes e renomados ilustradores.

Tem a capa da primeira revista da Mônica e a sua turma, do comecinho da década de 1970:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Entre outras esculturas, a que mais me chamou a atenção foi a do “Cebolinha, o Pensador”, logo na entrada:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Essa é a Mônica original, filha do Maurício de Souza, segurando o coelho de pelúcia:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

O processo criativo do Maurício de Souza, nos traços simplificados e peculiares de sua personagem mais famosa:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

E Turma da Mônica em vários idiomas:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

O “encontro” da Mõnica real e a Mônica dos quadrinhos, na Folhinha de São Paulo de 1964:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Mônica pelo mestre Will Eisner, encontrando Spirit:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Maurício de Souza com ilustradores estrangeiros, como os criadores da Hello Kitty e do Garfield:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Mõnica no Rio, por Milo Manara:

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Foto da Exposição "Mõnica: a Criação do personagem brasileiro". Crédito: Marco Moreira (@ximarquinho)

Vimos (eu, @mari_nobre e @ximarquinho do blog Magel Studio) essa exposição no Sabadão Cultural que fizemos e o Marco documentou em seu blog (leia o post) e me cedeu uso de todas as fotos que tirou (veja seu Flickr, vale a pena!)

A exposição fica até o dia 27 de setembro no Espaço Cultural Citi:
Av. Paulista, 1111, térreo, (11) 4009-3000 (ver mapa do local)
Segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas
Entrada GRATUITA

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Design – Uma introdução

Confesso que a primeira vez que vi essa publicação (e criei minha expectativa a partir do título do livro), achei que fosse simplesmente um guia para iniciantes. Mas como fui “pescado” pelo tamanho (23,5 x 30,5cm) e pelas belas imagens, resolvi ler. E me enganei completamente. Ainda bem! A SuzanaYonamine, que me indicou o livro, tava certíssima! O livrão trata da função social, política e econômica do design, se aprofunda o suficiente para ter mais que um simples overview em cada movimento de design e sempre trata das causas e consequências para a sociedede que cada um deles teve. Não sei se “uma introdução” somente é um bom nome, talvez o subtítulo “O design no contexto social, cultural e econômico” fale mais.

O “Design – Uma introdução” é dividido em três partes, na primeira o autor Beat Schneider conta a história, exemplifica, ilustra, compara e a cada capítulo, coloca seu ponto de vista. Sintético o suficiente para não ser chato e profundo o bastante para deixar com vontade de ler mais sobre cada movimento, escola, período. Na segunda parte o papel muda (já que não tem mais imagem) e o que vale são ótimos textos que promovem debates pelos contextos e conceitos de design. Acredito que possam ser aproveitados no ensino do design. A terceira parte é de anexos, tem muita coisa útil, como indicação de livros, revistas e museus pelo mundo.

A seguir o índice do livro:

Parte I – História contextualizada do design

Introdução
1. Industrialização e primórdios do design
2. Crítica à indústria: do Arts & Crafts até o Art Nouveau /Jugendstil
3. Pré-modernismo em Chicago, Glasgow e Viena
4. A Werkbund alemã: entre a arte e a indústria
5. Estilo internacional: construtivismo, De Stijl, Bauhaus
6. Arte de vanguarda e design gráfico
7. Design no fascismo
8. Styling: design nos EUA
9. Os dourados anos 1950 na Europa
10. A boa forma e a Escola Superior de Design de Ulm
11. Swiss style: o estilo tipográfico internacional
12. A crise do funcionalismo
13. Design pós-moderno: Alchimia e Memphis
14. Os loucos anos 1980 e o “Novo Design”
15. A nova simplicidade
16. Revolução digital e design

Parte II – O design no contexto: debate

Introdução
17. Design – Conceitos
18. Design – Identidade corporativa
19. Design – Arte
20. Design – O gosto e o kitsch
21. Design – Terceiro Mundo
22. Design – Gênero
23. Design – Teoria
24. Design – Pesquisa e ciência

Parte III – Anexos

A. Design – Bibliografia
B. Design – Revistas
C. Design – Museus
D. Design – Organizações
E. Design – Índice onomástico

Inclusive eu usei o livro Design – Uma introdução com a definição do Beat Schneider para “O que é design?“. Foi lendo esse mesmo livro que postei “Função do design x função do designer

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15 cartazes vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Cartaz vintage de cigarros Camel

Esses cartazes e muitos outros fazem parte da exposição da Stanford Medicine School.

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Manual do Freela

Quando comecei a ler esse livro da Editora 2AB e escrito pelo André Beltrão, ótima indicação da Renata Storck, imaginei que se tratasse apenas de um bom livro para quem tá começando. Aí comecei a lembrar das tremendas vaciladas que eu presenciei e que amigos me contaram que empresas deram na hora de cobrar os jobs e mudei de ideia: O livro é pra todo mundo que pretende cobrar por design nem que seja uma única vez na vida. E quem nunca teve problema em dar preço a um projeto?

O autor trata de tudo, desde os gastos para o desenvolvimento do trabalho, manutenção do computador, conta telefônica, motoboy, aluguel até os possíveis ajustes de layout, controlando o tempo e calculando o valor das horas, tudo com base em quanto o profissional espera receber por mês (e não tabelas de preços utópicos que rolam por aí). E é tudo, bem explicado, com passo-a-passo quando necessário, tem até as tabelas em Excel para facilitar todo o processo e evitar jogar horas de trabalho fora sem perceber (e sem receber!). Como o autor deu várias palestras sobre esse assunto (e disso nasceu o livro), os exemplos que ele conta são todos reais.

Reposicionamento “por posicionamento”

Saber cobrar e se posicionar já arruinou muita empresa de design por aí. Numa dessas milhares eu trabalhei. E eu tive a sorte de lá conhecer muita gente boa, competente. Era uma agência basicamente de e-learning, 45 funcionários, bem instalada, onde o carro chefe eram treinamentos on-line integrado com sistemas de banco de dados complexos, mas também fazíamos sites, hotsites e portais. De lá também saiam materiais impressos, desde livretos até jogos de tabuleiro. Ah, tinham só clientes grandes: bancos multinacionais, redes de hipermercados, rede de lojas de roupas femininas, tudo pra dar certo. Menos a cabeça da dona. Quando eu entrei lá a empresa era vista como o lugar que resolvia os projetos de modo interessante, bem realizados e com prazo e orçamento condizentes. Aos poucos isso mudou. Talvez “aos muitos”.

Me lembro da noite que trabalhávamos e a dona veio feliz da vida, rindo à toa e contando:
- Ah, ganhamos mais uma concorrência! Dessa vez pro Banco XXXXXXXXX!

E contentes perguntamos algo como:
- Nossa, Fulana, que bom! Como ganhamos?

Ela riu de novo, orgulhosa e disse:
- Ganhamos no preço e no prazo! Ah! O segundo que mais se aproximou da gente tava cobrando CINCO VEZES o nosso preço. Ninguém entende como conseguimos fazer com tanta rapidez e cobrar tão pouco!

Mas os funcionários sabiam. E era óbvio: Trabalho porco, varando noites, voltando 500 vezes. E claro, ela ia cobrar R$10.000 por algo que valia pelo menos R$ 50.000. E tava feliz. Por causa desse posicionamento, que também obviamente piorou com o passar do tempo, a empresa foi reposicionada na cabeça dos clientes (que sobraram, os principais foram saindo…): Virou a empresa que resolvia tudo de maneira imunda, cobrava pouco e só ia pegar o resto do resto do que sobrasse de trabalho, ou seja, só coisa chata, ruim. Pouco tempo depois não tinha mais ninguém bom lá. Tudo isso por falta de querer se organizar e pensar um pouquinho com o lápis e o papel na mão. É o mínimo, eu sei, mas muita gente não faz. É o que o livro fala.

E você, conhece algum caso desses, de absurdos na hora de cobrar um job?

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FILE 2010

O FILE 2010, sigla para ‘Festival Internacional de Linguagem Eletônica’, é sempre aquele lugar que vale a pena ‘gastar’ uma horinha. Lá você encontra pessoas jovens, mais jovens e até os menos jovens, todos se divertindo com as diversas instalações interativas e as peças digitais disponíveis em vários computadores espalhados pela exposição, que está na sua 11ª edição e representa o maior acontecimento dessa categoria de arte + tecnologia da América Latina.

FILE 2010 (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica)
FIESP – Avenida Paulista 1.313 (próximo ao metrô Trianon-MASP) – ver mapa
Segunda, das 11h às 20h
Terça à sábado, das 10h às 20h
Domingo, das 10 às 16
A exposição fica até o domingo, 29 de agosto de 2010
Entrada franca
Mais informações em www.file.org.br

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Emoção Art.Ficial 5.0 – Itaú Cultural

Vale a pena dar uma passada no Itaú Cultural de São Paulo para observar e interagir com as 11 obras da quinta bienal Emoção Art.Fficial – Autonomia Cibernética.

Tem chance de visitas agendadas. Interessante é um aparelho mp4 que eles emprestam para uma visita com vídeos extra sobre as obras, no piso 1S.

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149 (próximo da estação Brigadeiro de Metrô) – ver mapa
De terça a sexta, 9h às 20h
Sábado, domingo e feriado, 11h às 20h
A exposição fica até o domingo, 5 de setembro de 2010
Entrada franca
Mais informações em www.emocaoartficial.org.br ou pelo telefone 11 2168-1777

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